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05 julho 2012

Parte de meu arrependimento 05/07/12

Parte de meu arrependimento
Você perguntou se eu te amava
Eu respondi de uma vez
Amo e quero para sempre
Olhei dentro do seu olho contei meu segredo.
Disse como a pessoa mais feliz do mundo
Te amo como um garoto ao ganhar seu primeiro brinquedo.
Você leva me ao céu, só sei te amar, é todo meu viver.
Parte de meu arrependimento foi falar mais do que deveria.
Ou mesmo dizer mais que precisava responder.
Sei que na vida tudo passa
A minha cruz também tenho que carregar
é um desatino por alguém que a gente ama
É um abalar quando tem que separar
Para quem ama é impossível se conter
E quando bebe faz doidice sem conceito
Pelo despeito por que perdeu seu bem querer.

02 julho 2012

Falam e não praticam 02/07/12

Falam e não praticam
            Infelizmente, é essa realidade nos dias de hoje.
O uso do nome de Deus se tornou algo fácil e popular, afinal de contas, bater palmas para Jesus gritando que ele é a solução para os problemas é muito cômodo.
Muitos saem dizendo por aí que ele é a solução até para a morte, como se fosse uma fórmula mágica, mas ao mesmo tempo eu faço uma pergunta:
Como Ele pode entrar com solução em nossas vidas, se nós que somos o fermento, ficamos na maioria das vezes fora da massa?
A nossa relação com Deus deve ser conjunta, ele espera pela nossa participação e decisão de agir em nome dele, porém, fazendo o que ele fez e o que ele faria se estivesse aqui entre nós, caso contrário, estamos ignorando a importância do engajamento em ações que ajudam a transformar as estruturas do pecado e da morte.
            Infelizmente, hoje em dia em reuniões de muitas igrejas, se pronuncia o nome de Deus em demasia, principalmente quando se fala em demônios e guerras espirituais.
De tanto verem demônios e espíritos malignos em pessoas debilitadas física e emocionalmente, aflitas, desequilibradas, necessitadas e sem esperanças, acabam perdendo a sensibilidade de discernir o que é material do que é espiritual, e a capacidade de ver a realidade diabólica em que vivemos cheia de injustiça, maldade, vingança, ganância, egoísmo e desrespeito à vida.
A religião quando só fica nas palavras e não contribui para a promoção de mudanças na vida da comunidade, está apenas usando o nome de Deus em vão.
            Jesus enfrentou todos os mestres da sinagoga que exigiam do povo uma religião legalista e não se preocupavam com as angústias dos sofredores. “Que é mais fácil dizer: os teus pecados são perdoados, ou: levanta-te e anda?”
Palavras religiosas apenas não bastam, é preciso agir sim, em nome de Deus ajudando os caídos e prostrados a se levantarem e retornarem ao caminho.
Deus atua inspirando a ação das pessoas que nele crêem e o invocam através do seu nome.
            Jesus alerta aos que quer segui-lo, que é necessário passar pela porta estreita, porém não passará por ela os que simplesmente proclamaram discursos religiosos impressionando os fiéis com curas, milagres e exorcismos.
O principal é segundo a afirmação de Jesus: “Eu estava com fome e sede, nu, doente, preso... e tu me socorreste”.
            Usar o nome de Deus em vão não passa de discurso ou sentimentalismo religioso, sem conseqüência prática na vida.
Isso era exatamente o que Jesus censurava nas autoridades instituídas do seu povo (fariseus e saduceus):
 “Falam e não praticam”.
O apóstolo Tiago também fala a respeito da hipocrisia, escrevendo sua carta às comunidades.
            Deus tem nos alertado para que sejamos cada vez menos religiosos e mais humanos.
A fé não deve produzir primeiramente, imagens, discursos, instituições, hierarquias...
Mas uma conduta voltada para o amor, à solidariedade e a justiça, pois: “O Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder, poder de ação e transformação em prol da vida”.
O apóstolo Paulo também explica aos romanos, que o culto espiritual que é agradável a Deus, é o culto que não “espiritualiza” a fé, mas que a encarne na realidade.
O apóstolo João diz o mesmo: “Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não o ama o irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.
            Que a nossa invocação do nome de Deus não seja em vão, mas esteja na boca dos pobres e necessitados que nos dirigissem para estendermos a mão e ajudá-los: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”.

30 junho 2012

As chaves do meu futuro 30/06/12


As chaves do meu futuro
Minha mãe novamente me encaminha para o Mello Viana, na primeira segunda feira eu fui muito chateado, por que tinha perdido o gosto de estudar, por não ter me dado muito bem no pavilhão principalmente com a professora Carioca, ela não ensinava legal seus alunos e por isso fiquei chateado não mais querendo ir estudar, mas fui assim mesmo.
Lembro-me que no primeiro dia, ficamos em um pátio que existia, esperando pela diretora com os professores para dar continuidade.
Este pátio era mais fundo que as classes e havia um corredor que ligava todas as salas de aulas.
Ali no pátio muitos alunos de todos tamanhos e idade, acho que deveria ser para mais de trezentos era um zunido só de falas.
Todos fazendo amizades uns com outros e se conhecendo, pois tinham muitos que vieram de escolas rurais.
Como todos do pavilhão onde fiquei por quase oito meses sem aprender nada.
Ficamos das sete e quinze as nove e meio até a chegada da diretora.
Eu já tinha falado com vários conhecidos e com Rosa a antiga companheira de carteira no pavilhão.
Ainda pensei e disse a ela será que vamos ser da mesma classe.
Ela me disse, acho que nunca mais; estou em sua frente de ano, acho que aqui vai ser diferente do pavilhão.
Ela até me perguntou por que tinha deixado de ir à escola, eu contei que não estava gostando mais de estudar, porque a Carioca só passava letras e eu não aprendia nada, foi isso..
Ela me disse, mas temos que estudar para sermos alguém um dia, assim diz minha mãe.
Na hora pensei e não disse nada, também é filha de gránfino tem de um tudo, não é como eu que nem caderno de linha tem.
Passou isso pela minha mente, mas não disse nada, fiquei em silencio por um bom tempo.

Então a diretora chegou e já foi dizendo em tom forte.
Bom dia a todos e silencio mulheres de um lado e homens de outro.
Foi uma correria para se organizar como ela disse.
Já todos separados, ela a diretora fica olhando por um tempo todos e diz com uma voz ainda mais forte.
Quero que os grandes fiquem no final e os pequenos na frente.
Mais, uma correria para se ajeitar tudo, depois da correria, ficou como a diretora pediu, vendo que estávamos em organização ela começou então a dizer.
Bem para quem não me conhece, meu nome é Violánte, como todos sabem a escola Mello Viana passou por reformas, e agora vai entrar a todo vapor no ensino.
Alguém gritou.
Silencio, mais um grito eu coloco todos vocês sentados de castigo uma hora, já pedi e não gosto de falar muito.
Bem como ia dizendo, estão aqui para aprender, uns para continuarem outros para iniciarem o aprendizado.
Pois bem, eu detesto que um professor venha até mim dizendo alguma coisa de algum aluno, não tolero desordens, portanto, se não quiser aprender a porta é serventia da casa.
Isto que estou dizendo é para o bem de todos, mais uma vez; silêncio.
Como tinha dois conversando muito alto atrapalhando, me lembro daquele primeiro exemplo que a diretora nos deu.
Ela parou por um instante, depois disse a eles, vocês dois, já para aquela sala e me espere lá, e agora, quero terminar de falar com todos e vocês dois não sabem o que é respeito, subam já.
Todos que estavam ali ficaram quietos, como se tivesse passado um furacão derrubando os sons das vozes.
Saindo os dois, ela continuou explicando para todos os presentes.
Dona Violánte era uma mulher de pouco mais de cinqüenta anos, de estrutura media e bem magra, mas muito alinhada.
Ela continuou dizendo.
Eu quero que respeite uns aos outros, quero que concentrem nas aulas, respeitem a cima de tudo seus protetores, pois não gosto de reclamação de nenhuma parte.
Aqui estão para aprender e terão que aprender aquele que não veio para este fim, que pede para sair enquanto é tempo.
Vou agir conforme o direito que tenho.
Vocês estão me entendendo.
Não quero badernas, não quero desavenças entres vocês, está casa aqui é como se fosse uma igreja.
Ela é de manter freios, de ensinar, de transformar, de respeito aqui é o inicio para se ter um bom fim.
Agora, as professoras e professores virão fazer as chamadas de seus alunos, vocês os seguiram até suas classes e uma boa sorte a todos e que Deus os protegem.
Aquilo talvez fosse uma das coisas mais fortes que ouvi, não porque achei que dona Violánte fosse má, mesmo eu sendo de pouca idade achei ela com um poder enorme e com firmeza no que dizia.
Ela então saiu.
Todos nós aguardamos a chegadas dos professores, assim chegou o primeiro e fez a chamada por nomes de seus alunos.
Os primeiros a deixar o pátio foram os que já estavam, acho que no quarto ano, depois o terceiro, segundo e a nossa vez, os de primeiro ano.
Primeiro veio uma professora bem miudinha e fez a chamada de seus alunos, logo em seguida um professor também fez sua chamada e eu fiquei com mais uns vinte, acho que foi isso.
Ai sim chegou quem seria minha professora para o resto do ano, era ano de mil novecentos e sessenta e cinco.
A professora chegou e não fez chamada, simplesmente disse me acompanhem, vocês são meus de hoje em diante.
Lembro-me que subimos à rampa e entramos na classe - a, sala nove.
Entramos na sala e cada um procurou um lugar, eu sentei bem perto da janela, já estava talvez com má intenção.
Ali já notei muita diferença do pavilhão onde comecei estudar, se bem que lá não foi de fato o começo da minha aprendizagem.
Minha aprendizagem seria no Mello Viana, “o começo”.
Pois naquela sala, as carteiras não eram de dois em dois; que diferença do pavilhão!
A professora ficou em pé durante todo tempo em que estávamos nos organizando em nossas cadeiras, já todos sentados ela disse.
Silencio e um bom dia a todos e sejam bem vindos.
Meu nome é Sônia e de hoje em dia vou fazer o melhor de mim, para que aprendem o que me foi encarregado de ensiná-los.
Mais uma vez quero silencio, não gosto de ficar repetindo isso, portanto aqui dentro quem manda só eu.
Como hoje é o primeiro dia quero conhecer um a um, vou fazer a chamada e quero que fique de pé quando disser seu nome.
Meu Deus; eu pensava que diferença, mas ainda não tinha visto nada.
Dona Sônia começou a chamada pelo a, Antonio e assim foi até o meu, cada nome que ela dizia, o aluno ficava em pé e ela disse olhe para todos os seus coleguinhas de classe.
Bem de inicio achei aquilo um pouco esquisito e que diferença da professora dona Carioca, que nem mesmo falava com os alunos.
Dona Sônia continuou sua chamada, deveria ser onze horas, então não faltava muito para o termino do primeiro dia.
Eu pensei na hora acho que vai ser como lá no pavilhão, tudo é igual, não vou aprender nada, ate agora estamos por conta de diz que me diz e informação.
Então ouvi meu nome, como estava um pouco distante em meus pensamentos, ela teve que dizer duas vezes.
Levantei-me rapidamente e disse presente e olhei para todos os que seriam daquele momento meus colegas de classe.
Terminando a chamada, achamos que teríamos pelo menos uma pequena aula, mas não, dona Sônia levantou e veio devagar pelo corredor da esquerda das carteiras, parando de aluno por aluno.
E perguntando o nome do aluno novamente e também a idade, nome dos pais e algumas outras coisas, ela estava mesmo querendo se integrar com seus novos alunos.
Quando ela chegou ate mim, ela disse como você se chama, sua mãe vem trazer você aqui na escola.
Eu respondi um pouco tremulo e tímido que vinha sozinho.
Ela não tinha ao menos um sorriso, achei de fato esquisito, mas o que ela me perguntou eu respondi.
Ela ainda me perguntou onde está seu material escolar.
Meu Deus, que vergonha devo ter ficado, ao mostrar meu caderno novinho que minha mãe tinha feito com folhas de pão, ela não disse nada na hora.
Ainda me perguntou onde eu morava, respondi moro em uma chácara do senhor Homero.
A, é perto; ela disse.
Então ao sair para o aluno da frente, virou se e disse, olha você troca de lugar com o Otávio, vi que Otávio não gostou muito, mas como ela mesma disse, ela era quem mandava.
Levantei-me e fui para a carteira da frente e bem em frente à mesa dela, nossa pensei na hora, não vou poder nem me agachar se for preciso, ela esta bem em cima de mim.
Dona Sônia terminou de passar por todos os alunos e foi até o quadro negro, pegando um giz grosso e de cor vermelha dizendo.
Olha vou escrever aqui umas palavras e vou repeti-las por varias vezes, para que guarde na mente, o que vai ser para vocês esta sala de aula.
Sei que ainda não sabem ler, mas quero que ouçam bem o que isto vai significar para vocês.
Dona Sônia escreveu em letras bem grandes no quadro negro.
Aqui nesta sala estão as chaves do meu futuro.


29 junho 2012

Bares e boates 29/06/12


Bares e boates
            Hoje eu vou sair por toda cidade
a procura de bares e boates
quero matar está  saudade
porque esta virando solidão  
tomarei umas doses e ouvirei musicas
quem sabe vai restaurar o meu coração.     
Devo encontrar uma companheira forte
Que agüente uma bebedeira
quem sabe me acalmo e não penso em fazer besteira.
 Se mandar sai iremos a outro lugar
Iremos tomar toda a noite inteira.
Vou pra casa dormir assim que o sol raiar
se quando eu acordar, a lembrança continuar
e não desejar ir embora
sairei para os bares e boates
estarei novamente na gandaia, pego outro rabo de saia
para não morrer de saudades.


28 junho 2012

Noite de amor 28/06/12


Noite de amor
Depois do primeiro beijo
Fostes dentro de mim
Meu maior desejo
No teu abraço apertado
Usei seu corpo contra o meu
Senti seus cabelos em arrepios
Mergulhei no prazer suor em nós desceu.
Senti seu lindo corpo deslizando sobre mim,
Brotou um sorriso ou algo assim.
Senti tudo acontecer na noite infinita
Como é gostoso o renascer da sensação
Tomei nos braços com toda emoção
Para chegar ao final do nosso desejo
Vibramos com nossa noite de amor tão desejado
Dando e recebendo todo prazer de ser amado. 

27 junho 2012

Você é minha vida 27/06/12


Você é minha vida
Lembra daquela discussão
Você não ligou e saiu
Pensei que ali perdia seu coração.
Noutro dia fui correndo te procurar
Pedir seu perdão
Passei por cima de tudo
Queria mesmo te encontrar.
Meu orgulho não existiu
Não acertei achei que sozinha não ia estar.
Minha felicidade é tanto
A ti tenho que demonstrar
Meu amor, por ti é grande.
Não vou mais errar
Errei muitas vezes
Mas, aceitei agora mudar.
Como você sempre quis,
Tenho mesmo que ficar.
Não posso perder seu coração
Você é minha vida é minha paixão.

26 junho 2012

Caminhe comigo 26/06/12


Caminhe comigo
            Adoro caminhar
E meu caminhar é sempre em carreiros e trilhas.
Sentindo a brisa bem levinha e muito confortante,
Os carreiros em que alcanço com meu pisar,
            Todos cunhados com os cascos finos, dos animais pesados.
Caminhando sempre puxo uma ou outra folha fina.
Adentrando vereda da mata fechada
acaricio com amor a linda fina flor
com o acarinhar levo a fragrância gostosa
o cheiro em minha face ou nos cabelos sempre a ficar.
Adoro ver o sol se pondo,
um dos lances que jamais deixei de consagrar.
Quando vejo o sol sumindo atrás das colinas,
Sinto-me um pouco triste, isto existe, logo vai passar.
interrompo para reverenciar, a bela obra do Altíssimo.
Esse é um momento ilusionista, coisa de artista.
Comovedor que me faz sentir mais próximo do amor.
            O por do sol se vai, mas logo chega,
outro momento extraordinário o de seu nascer,
venha cá para ver, o que abarrota nosso espírito de esperança e de luz.
quando os olhos encontram com os raios do sol se acendendo,
nem fica doendo.
espalhando pelo interminável mundo seu irradiar.
a vida ampliar-se de um novo recomeçar.
esse espetáculo faz-me sentir mais filho de Deus.
            Poucos indivíduos que podem contemplar
Gênio do sertão a maravilha jamais gasta com o solar.
Presente para camponês bruto pronto para amar.
Natureza honrada que a maior parte pretende acabar.
            Vais dormir sem um novo brilhar
tente arriscar somente uma vez
ficar sem a luz ao seu despertar.
Vem caminhe comigo levarei ao abrigo para pernoitar.
A época vindoura chega, jamais sem seu fulgurar.

25 junho 2012

Resolvi então articular 25/06/12


Resolvi então articular
            Como hoje nada entrava em minha mente para escrever resolvi então articular com Deus um minuto só.
Deus da minha salvação; diante de ti tenho clamado dia e noite.
Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos as minhas suplicas.
E não deixe senhor este teu serviçal viver em pecados.
Ouça a voz deste que clama por ti dia e noite; e não deixe que eu venha com a correnteza do rio, perder o controle e o barco precipitar-se.
Responde-me quando clamo ó Deus da minha justiça.
Na angustia dá-me alivio tenha misericórdia de mim e ouve meu pedido.
Porque a minha alma está cheia de amarguras e a minha vida se aproxima o cada dia da sepultura.
Mas tu ainda és minha esperança, mesmo que não tenha lhe procurado por outros caminhos a não ser o de minha Fé.
Encontre-me ó senhor antes que eu me afunde.
De ouvidos as minhas palavras ó senhor, atende aos meus gemidos.
Tu não és um Deus que tem prazer na maldade, atende-me senhor peço de todo o meu coração, tenha piedade de mim, santíssimo criador.
Até o pardal encontrou abrigo e as andorinhas ninhos para elas, e para seus filhotes, senhor Rei meu e Deus de todos olhai por mim e pelos aflitos e esteja sempre com todos.
Porque o senhor é um sol forte e é o escudo:
Senhor nos dê remissão e tenha compaixão de todos, pois perto está a conclusão.
Esteja com todos, ó senhor pai nosso.
E desde já lhe agradeço por todos.

24 junho 2012

Contexto Espiritual 2


Contexto Espiritual 2
Com a primeira abertura que o corpo deixou na inocência, vindo pelo pensamento, surgem-se várias loucuras manifestadas pelo o então.
Já com mais idade de vivência agora o pensamento deseja sempre ter muito mais para o corpo.
Como o corpo anda pelo mandado do pensamento.
Uma nova visão então o teria.
Sabendo que, o ter, o querer e o poder, andam juntos.
Pensará em ser muito mais e muito mais mesmo.
O pensamento quer para o corpo coisas melhores, como ter roupas, dinheiro e uma vida muito boa.
        O pensamento endoidecido por obter estas coisas faz com que o corpo venha a sofrer muito para sentir prazer de tê-los.
E a cada momento pensado, vai transformando em atuação sobre o corpo que é comando pelo pensamento.
Uma corrida aqui e outra ali, sempre na busca dos três, o querer, o poder e o ter, com isso o corpo ainda mais sofre.
O pensamento faz então o corpo ir à luta, enfrentando dividas, trabalhos pesados e principalmente em arrecadar dinheiro suficiente para tudo.
Subscreve cheques, mesmo sabendo que nunca dará conta de cobrir os valores registrados.
        Nem por isso o pensamento para de arquitetar.
Quer sempre conseguir alguma coisa, mas esquece que tem um nome de indivíduo a proteger.
E o tempo faz tudo ir acumulando, o corpo já não mais está disponível para tanto sofrimento e correria, com os dias passados torna-se muito fraco.
        Como fazer então com tantas dívidas sem ter de onde tirar para pagar os créditos.
        Cansado senta-se a espera de um milagre, mas, no entanto nunca chega com isso o nome vai sendo destruído pelos que tinham confiado.
Agora em toda praça já não existe nome, um morto vivo, um andante sem rumo, mas com um pensamento firme sobre o corpo, eis de conseguir pagar tudo.
        Mesmo não tendo de onde tirar, vive o andante na esperança de possuir alguns bens para saldar seus credores.   
O tempo se passa o corpo com seu pensamento sabe que deve, uma divida que agora nem mesmo sabe para que fosse feita.
        Mas deve!
Não Sabe como pagar, ou mesmo sabe se um dia conseguirá quitar o montante.
O tempo percorre e tendo lei que diz que caducou, não deveria mais os credores procurar o devedor.
E como o pensamento é maldoso e criativo inventa formas para sair-se bem, chega então com conversinhas e depois quer até mesmo destruir o corpo do devedor, não sabendo ele que nem vida mais tem o pobre infeliz que passou a dever alguém.
        Pois ao ficar devendo e não conseguindo pagar os credores, tendo seu nome caçado e sujo, morreu se ali.
O corpo andante com o nome pregado a parede, esta morto, já não consegui nem mesmo um emprego, ou uma compra para seu sustento e se manter de pé, para lutar novamente e sair à busca de se reerguer.
Nada disso vai acontecer com esse corpo e pensamento, então a única coisa a se fazer é esperar.
        A esperança é que o espírito possa falar com o Criador e ele aparecer em seu auxilio.
        Portanto tudo vem pelo pensamento e vai se formando a cada momento decorrido dentro dessa existência que o Eu Espírito talvez tenha rogado para passar, para a aprendizagem.
        Eu Espírito vi então que dei muito poder ao pensamento de desejos que residi no corpo que escolhi para meu viver.
        Sei também que agora é tarde, para desfazer o que Eu o Espírito, planejou para está vida aqui na terra.
Tendo eu dado todo poder para o pensamento do corpo, sei que tenho que suportar até o fim.
Mesmo sabendo que este pensamento está fazendo o corpo precipitar-se com muitos sofrimentos, queria Eu Espírito agora não mais deixar o pensamento comandar o corpo, mas para desfazer aquilo que desejei ao vir aqui nesta vida, agora teria eu que pedir ao meu Criador que me eliminasse dessa existência.
        Como não tenho direito adquirido para isso, tenho mesmo que suportá-lo, hora um pensamento hora outro e sempre comandando o corpo a executar os feitos.
Então sempre digo aos meus credores que não é culpa minha de não ter o podido paga-los e sim o prejuízo se deve aos loucos que inventam ainda mais desejos.
        Loucos de pensamentos mundanos que repassam aos pobres mortais dizendo que é para o bem da raça, não sabem eles que o fim é igualzinho para todos, seja um pastor, um inventivo, Rei, medico, pedreiro ou o esmolar, todos terão o fim parecido.
        Deus o criador deu a capacidade individualizada, portando nem queira colocar dentro de cabeças pensantes coisas para seu lucro próprio, seu fim será desastroso como o esmagar de barata na saída do ralo.
Majestade de alguma coisa pense amiúde antes que o fim de sua carne de pensamento podre chegue.
Tudo que acontece de ruim é culpa dos maníacos enlouquecidos por terem algo a seu favor.
        A chuva é desviada com o hálito do oceano e a casa do João de Barro é construída com a porta ao contrario da chegada.
Todos têm uma curva.
O caminho pode não ser reto, mas chega.
















22 junho 2012

Por Favor 22/06/12


Por favor
Garçom me atenda, por favor,
Vou beber pra esquecer minha dor
Já não sei mais o que fazer
Sem meu bem querer sem este amor
É triste gostar e não ser correspondido
Garçom preciso de um amigo
Ao menos para me escutar
Vou tentar beber um pouco
Sem ficar tonto
Mais com alguém preciso desabafar

Dizem que água que passou
Não toca mais a roda que ficou
Então porque este amor
Que aqui dentro de mim restou
Ainda não sumiu e nem acabou
Então bebo pra não pensar nesse alguém
Nem quero chorar garçom amigo
Essa dor de amar vai me despedaçar
Garçom vou beber preciso que você
Não deixe a bebida me derrubar
Se for possível coloque eu no canto
Antes que venha desmaiar..........


21 junho 2012

Força de Ler-sem ilusão 21/06/12


Sem ilusão

Meu Deus me perdoa
se estou com essa incredulidade
e muito mais amargurado.
Levei por tempo uma vida tão boa
hoje em dia, não creio em mais nada
Não canto nem mais tenho alegria, sofro noite e dia.
Não consigo mais praticar uma oração
Até a confiança que eu trazia
escapou do meu coração.
A minha vida agora é como um barco sem direção
Vai navegando sob o mar da ilusão
Contra as ondas tempestuosa dessa vida
Procuro um porto seguro para acalmar meu coração.
 Estou vivendo só peregrinando
enfrentando as ansiedades que a vida trás
Infelizmente não sei como é que vou continuar vivendo
Se nem á mais a fé e que falta faz.
 Estou no abandono atirei-me na boemia, vivo perambulando.
Não é por causa de mulher,
simplesmente por aquela que eu amo
De certo eu teria que ter essa má sorte
Sem ilusão a ser comprida
vou caminhado até a morte.

  

20 junho 2012

Ser Caipira é ser Rural 20/06/12


Ser caipira é ser Rural.

            Caipira é uma designação tipicamente paulista.
Nascida da primeira miscigenação entre o branco e o índio.
"Kaai 'pira" na língua indígena significa, o que vive afastado, ("Kaa"-mato ) ( "Pir" corta mata ) e ( "pira"- peixe).
Também o cateretê, inicialmente uma dança religiosa indígena, na qual os Índios batiam palmas, seguindo o ritmo da batida dos pés, deu origem à "catira".
A catira passou a ser um costume de caboclos, antigamente chamados de "cabo locos".
Com o avanço dos brancos em direção ao Mato Grosso e Paraná a cultura caipira foi junto, levada principalmente pelos tropeiros.
Hoje o termo "Caipira" generalizou-se sendo para o citadino uma figura estereotipada.
Mas esse ser escorregadio e desconfiado por natureza, resiste às imposições vindas de fora.
Tem uma espécie de cultura independente, como a dos Índios. Infelizmente alguns intelectuais passaram de modo errôneo a imagem do caipira.
Hoje as festas "caipiras" que se encontram nas cidades e nas escolas não passam de caricaturas de uma realidade maior.
Foi criada uma deturpação do que o povo brasileiro possui de mais profundo e encantador em suas raízes.
"A primeira mistura", a pedra fundamental.
O falar errado do caipira não é proposital.
Permanecendo ele afastado das cidades, mantém no seu dialeto, muito conhecimento, que o homem da cidade já perdeu, com sua prosperidade aparente.
O caipira conhece as horas apenas olhando para o céu e vendo a posição do sol.
Sabe se no dia seguinte virá chuva ou não, pois conhece a fundo o mundo natural.
Tem um chá para cada doença, uma simpatia para cada tristeza... Para o citadino o caipira virou motivo de divertimento, quando deveria ser o exemplo de amor a terra.
Do antepassado Índio ele herdou a familiaridade com a mata, o faro na caça, a arte das ervas, o encantamento das lendas.
Do branco a língua, costumes, crenças e a viola, que acabou sendo um dos símbolos de sua resistência pacífica.
Muitos são os ritmos executados na viola, da valsa ao cateretê.
Temos Cateretê baião; Chula polca; Toada de reis: Cateretê- batuque, Landú, Toada; Pagode, etc.
Apesar de parecer um homem rústico, de evolução lenta, em suas mãos calejadas ,ele mantém o equilíbrio e a poesia da fusão duas etnias.
E traduz seu sentimento acompanhado da viola, companheira do peito, onde canta suas esperanças, tristezas e as belezas do nosso país.
A música rural, criativa, contrapõe-se aos modismos vindos do exterior. Ainda é uma forma resistente de brasilidade, feita por um do povo que conhece muito o chão do nosso país.
Hoje está querendo fazer uma fusão cultural, a do "caipira" com o "country" americano.
O que se vê, é gente fantasiada de "cowboy", mas que não sabe sequer em qual fase da lua estamos...
A viola é um instrumento bem menor que o violão, com a cintura mais acentuada, e encordoado de maneira diferente.
Ela possui dez cordas, agrupadas duas a duas, sendo algumas de aço e outras, revestidas de metal.
A disposição das cordas, começando de baixo para cima é: os dois primeiros
pares afinados em uníssono; e os demais, afinados em oitavas.
Os nomes dados as cordas são de origem portuguesa, existindo, no entanto, muita contradição nas informações prestadas pelos violeiros, ou seja, a mesma corda recebendo vários nomes diferentes.
Alguns violeiros concordam em geral com os seguintes nomes: prima e contra Prima ou primas - requinta e contra-requinta ou segundas - turina e contra-turina - toeira e contra-toeira - canotilho e contra-canotilho.
Para o terceiro par encontramos ainda o nome verdegal, quando é usada linha de pesca no lugar da corda de aço.
As violas, geralmente, são feitas artesanalmente, e o tempo mínimo para se fazer uma viola é de dez dias.
0 conhecido artesão Zé Côco do Riachão, um dos raros "fabricadores" de violas e rabecas, utiliza uma cola feita de banana do mato, também conhecida por Sumaré.
No tampo, ele usa a madeira imburana de espinho; o braço é feito de cedro; o espelho, cravelhas e ornamentos de caviúna (candeia); e a lateral feita de pinho.
Entretanto, na maioria das violas encontradas, a madeira utilizada para o tampo, foi o pinho que, de acordo com os violeiros, é a de melhor sonoridade.
0 violeiro costuma dar à viola, os mais variados nomes, assim temos a viola caipira, a viola cabocla, a viola sertaneja, a viola de pinho, a viola de dez cordas, todas se referindo ao mesmo instrumento.
A viola com dez trastes é denominada também de meia-regra, e a com trastes até na boca, de regra-inteira.
No litoral paulista, foram encontradas, violas com sete cordas, (dois pares e três singelas), nove cordas (quatro pares e uma singela), e dez cordas (cinco pares), todas mantendo as cinco ordens de cordas.
É interessante observar que, numa das afinações da viola de sete cordas, o quinto par foi afinado em intervalo de quinta, e o quarto, em uníssono.
Cocho é empregada pelo homem do campo, referindo-se a uma tora de madeira escavada, formando uma espécie de recipiente.
A viola de cocho, encontrada no estado de Mato Grosso, recebe este nome, porque é confeccionada em um tronco de madeira inteiriço esculpido no formato de uma viola, e escavado na parte que corresponderia à caixa de ressonância.
Neste cocho, no formato de viola é afixado um tampo, e em seguida, as partes que caracterizam o instrumento, como o cavalete, o espelho, o rastilho e as cravelhas. 0 seu comprimento é em torno de 70 cm por 25 cm, com 10 cm de largura.
Algumas violas possuem um pequeno furo circular no tampo, medindo de 0,5 a 1 cm de diâmetro, outras não apresentam furo.
A viola sem furo no tampo é coisa recente, os violeiros antigos a preferem com o furo, pois no dizer de um destes violeiros, "o furo é pra voz fica mais certa, sem o furo a zoada fica presa".
0 braço da viola, juntamente com a paleta (cravelha é bem reduzido, medindo em torno de 25 cm.).
O cocho é de muita utilidade no campo, e se presta, principalmente, a alimentar os animais domésticos.
A paleta, geralmente, faz um ângulo bem acentuado com o corpo do instrumento, e possui cinco ou seis furos.
Este instrumento apresenta sempre cinco ordens de cor das, com as cinco cordas singelas, ou com quatro singelas mais um par.
Neste caso, a terceira ordem consistiria de um par de cordas afinado em oitava. Também é encontrada viola com seis furos na paleta, mas com apenas cinco cravelhas.
As madeiras utilizadas na sua construção são várias: para o corpo do instrumento as preferidas são a Ximbuva e o Sarã; para o tampo, Figueira branca, e para as demais peças, o Cedro.
A maioria das violas de cocho se arma com cinco cordas singelas, quatro de tripa e uma de aço.
Atualmente as cordas de tripa estão sendo substituídas por linhas de pesca, devido à proibição de caça na região.
Estas, de acordo com os violeiros, são bem inferiores às de tripa.
A corda de aço tem o nome de "canotio", e tem, aproximadamente, o mesmo calibre da quarta corda do violão.
Os nomes das cordas são os seguintes: prima, segunda ou contra, do meio ou terceira, canotio e corda de cima.
A viola de cocho é um instrumento bem primitivo, o número de pontos, ou trastos, varia entre dois a três.
Quando a viola possui três pontos, o intervalo entre eles é de semitom, quando possui dois pontos, o primeiro dá o intervalo de um tom, e o segundo de semitom.
Os pontos são feitos de barbante, amarrados bem firmes, e revestidos com cera de abelha, para que prenda melhor na madeira, no dizer do violeiro.
A viola de cocho é usada, principalmente, para o cururu e o siriri, funções bem populares em Mato Grosso, mas também é usada para o rasqueado.
Ela possui duas afinações básicas, a afinação "canotio solto" e a afinação "canotio preso", sendo muito semelhantes entre si.
Os acordes mais usados são os de Tônica e Dominante com sétima e raramente o de Sub-Dominante.
No siriri, onde a Sub-Dominante é mais usada, a afinação empregada é a de "canotio preso", para que esse acorde seja armado com apenas dois dedos.