QUEM GOVERNA PRECISA TER
RESPONSABILIDADE, NÃO VAIDADE!
Para avaliar se um
gestor municipal é, de fato, um bom administrador, não é preciso que ele comece
pelas grandes obras, pelos projetos mais caros ou por festança. O caminho
começa pelo básico. Em qualquer gestão pública, o essencial deve vir primeiro;
todo o resto deve ser consequência daquilo que sobra depois de atendidas as
necessidades fundamentais da população.
Em tempos em que os recursos chegam escassos aos municípios, a
capacidade de administrar bem se revela justamente nas prioridades escolhidas.
Um bom gestor entende que governar não é apenas gastar, mas saber onde investir
primeiro para garantir dignidade às pessoas.
Existem quatro pilares básicos para que qualquer ser humano possa
viver com dignidade: saúde, trabalho, educação e uma boa moradia. Quando a
administração pública consegue garantir atendimento digno na saúde, criar
condições para geração de trabalho, oferecer educação de qualidade e incentivar
políticas que favoreçam uma moradia adequada, ela está cumprindo o seu papel
principal.
Se essas bases estiverem firmes, o restante pode vir depois:
obras maiores, projetos mais ambiciosos, festança e outras melhorias. Mas
quando o básico não funciona, qualquer outra iniciativa perde o sentido.
Por isso, antes de
medir uma gestão por discursos ou promessas, é preciso observar se esses quatro
fundamentos estão sendo respeitados. É no cuidado com o essencial que se
reconhece um verdadeiro administrador público.
Um gestor que cria
dívidas para o futuro dificilmente pode afirmar que é um bom administrador.
Administrar bem é manter os quatro fundamentos essenciais e saber equilibrar as
contas, sempre pensando nas consequências das decisões tomadas hoje.
Quando alguém
governa deixando contas para que outros paguem amanhã, na prática está apenas
transferindo o problema adiante. Essa atitude demonstra falta de
responsabilidade com as dificuldades que poderão cair sobre o povo no futuro.
Isso se parece
muito com a atitude de um pai que, em vez de usar o dinheiro para pagar o
mercado e garantir o alimento dos filhos, prefere gastar tudo em festas de fim
de semana. A conta vai ficando pendurada até chegar o dia em que o comerciante
diz “não vendo mais fiado”. E, se a mãe não correr atrás para resolver a
situação, quem sofre são as crianças.
Na administração
pública acontece algo parecido. O gestor sem responsabilidade, muitas vezes
movido pela vontade de aparecer ou de se engrandecer politicamente, começa a
assumir compromissos e fazer dívidas que não serão pagas por ele, mas pelas
gestões futuras e, principalmente, pela população.
Por isso, governar
exige prudência e responsabilidade. Um bom gestor não pensa apenas no presente
ou na própria imagem; ele cuida das contas com seriedade para que o município
continue caminhando sem carregar o peso de dívidas deixadas por decisões mal planejadas.
O bom gestor responsável cuida primeiro dos campos da saúde, da educação, da
moradia e do trabalho; esses são os pilares de uma boa gestão.
Mas é preciso
compreender que cada um desses pilares vai além do superficial. Saúde não é
apenas atender, é garantir tratamento e medicamento para que as pessoas
realmente se recuperem. Educação não é somente frequentar a escola, é oferecer
qualidade de ensino e oportunidades para formar cidadãos preparados. Moradia
não é apenas ter um teto, mas viver com dignidade, segurança e condições
adequadas. E trabalho não é só trabalhar, é ter oportunidade, renda e
valorização para sustentar a família.
Quando esses
fundamentos são tratados com seriedade, o município cresce de forma equilibrada
e a população sente, de fato, os resultados da gestão. Afinal, administrar bem
não é aparecer mais, é cuidar melhor do que realmente importa para a vida das
pessoas.
Seja, portanto, um
gestor responsável e digno, e não um aproveitador do mandato que governa
pensando apenas em si mesmo. Governar é servir ao povo.

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