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terça-feira, 29 de setembro de 2026

CÁSSIA DIANTE DE TRÊS SITUAÇÕES NO TRATAMENTO DE ESGOTO: A ETE DO ALTO DAS PALMEIRAS, O PROJETO DE R$ 20 MILHÕES E UMA TERCEIRA ESTRUTURA QUE PRECISA SER INVESTIGADA

 


 

CÁSSIA DIANTE DE TRÊS SITUAÇÕES NO TRATAMENTO DE ESGOTO: A ETE DO ALTO DAS PALMEIRAS, O PROJETO DE R$ 20 MILHÕES E UMA TERCEIRA ESTRUTURA QUE PRECISA SER INVESTIGADA

 

Entre uma estação que já existe, um novo sistema projetado para tratar o esgoto urbano e uma terceira estrutura apontada por relatos como uma possível ETE atualmente tomada pelo mato, documentos oficiais mostram que ainda há perguntas importantes a serem respondidas sobre o saneamento de cássia.

 

O problema do esgotamento sanitário de cássia precisa ser analisado a partir de três situações distintas.

De um lado está a estação de tratamento de esgoto (ETE) do alto das palmeiras, uma unidade que já existe e que atende o loteamento localizado naquele bairro. em 2024, a prefeitura realizou contratações para serviços de limpeza, tratamento, manutenção e operação dessa estação.

 

De outro está o novo sistema municipal de tratamento de esgoto, projetado para ampliar a solução para praticamente todo o perímetro urbano, com uma nova ETE e redes coletoras e interceptores. o projeto foi estimado em r$ 20 milhões e foi incluído entre as ações da CPR furnas.

 

E existe ainda uma terceira situação que precisa ser investigada: relatos apontam para uma estrutura que teria sido iniciada em outro local para tratamento de esgoto e que atualmente estaria cercada e tomada pelo mato, com uma cerca de arame dificultando o acesso pela via que levaria ao local.

Essa terceira informação precisa ser tratada com cautela.

Até o momento, não há documentação oficial suficiente, nos documentos consultados para esta matéria, que permita afirmar que essa estrutura seja efetivamente uma segunda ou terceira ETE, que esteja abandonada ou que a cerca tenha sido instalada especificamente para impedir o acesso da população.

Mas justamente por isso ela precisa ser investigada.

A questão não é transformar um relato em acusação.

A questão é descobrir o que existe naquele local, qual era sua finalidade, quem executou a obra, quanto foi investido, por que a estrutura se encontra aparentemente sem utilização e qual é a situação atual do patrimônio público eventualmente existente ali.

Assim, cássia passa a ter três pontos que precisam ser separados:

 uma ETE existente, no alto das palmeiras;

 uma nova ETE projetada dentro de um sistema de aproximadamente r$ 20 milhões;

e uma terceira estrutura apontada por relatos e que ainda precisa ser oficialmente identificada.

São situações diferentes e que não devem ser confundidas.

A primeira pergunta é:

o que está acontecendo atualmente com a ETE do alto das palmeiras?

A segunda:

em que estágio está, de fato, o novo sistema que deverá ampliar o tratamento do esgoto da cidade?

E a terceira:

o que existe na estrutura apontada por relatos, por que ela está tomada pelo mato e qual é a razão da cerca que dificulta o acesso ao local?

Os documentos oficiais ajudam a responder parte dessas perguntas, mas também mostram que ainda existem informações importantes que precisam ser apresentadas publicamente.

 

A ETE do alto das palmeiras: uma estação que já existe

A estação de tratamento de esgoto do alto das palmeiras não é apenas uma estrutura mencionada por moradores.

Ela aparece formalmente nos documentos da prefeitura de cássia.

Em junho de 2024, o município publicou a dispensa nº 89/2024, processo nº 161/2024, cujo objeto foi a manutenção e operação da ETE localizada no bairro alto das palmeiras para tratamento do esgoto do loteamento.

O procedimento foi concluído e previa serviço mensal por 12 meses, com valor total de r$ 18.000,00, equivalente a r$ 1.500,00 por mês.

Isso comprova que houve uma contratação formal para manutenção e operação da estação.

Mas existe uma diferença importante:

Contratar manutenção e operação não é a mesma coisa que demonstrar, por documento técnico, a eficiência do tratamento realizado.

para saber se a estação realmente opera, durante quanto tempo operou, quais equipamentos estavam funcionando e qual foi a eficiência do tratamento, seriam necessários documentos de execução, relatórios técnicos, registros de manutenção e análises do efluente.

Existe também relato de morador segundo o qual equipamentos da estação estariam queimados.

Esse relato precisa ser verificado tecnicamente.

Não deve ser apresentado como fato comprovado sem inspeção, documento de manutenção ou relatório técnico.

 

Antes disso, outra contratação para a mesma estação

ainda em 2024, a prefeitura realizou outra contratação relacionada ao alto das palmeiras.

a dispensa nº 56/2024, processo nº 108/2024, publicada em abril daquele ano, tinha como objeto a contratação de empresa para prestação de serviços de:

“limpeza e tratamento de esgoto no bairro alto das palmeiras, nas condições técnicas e biológicas pré-estabelecidas.”

O processo também aparece no portal municipal como concluído.

Assim, em um intervalo relativamente curto, existem pelo menos dois registros oficiais de contratação relacionados à estrutura:

um para limpeza e tratamento de esgoto;

outro para manutenção e operação da ETE.

Esses registros demonstram que a administração municipal reconhecia a existência e a necessidade de operação da estação.

mas eles não respondem sozinhos à pergunta mais importante:

qual era e qual é a eficiência real dessa ETE?

 

A terceira estrutura que precisa ser investigada

É aqui que surge uma questão que não pode simplesmente ser ignorada.

há relatos sobre a existência de outra estrutura relacionada ao tratamento de esgoto, situada em uma área que estaria atualmente tomada pelo mato.

Segundo a informação que precisa ser averiguada, o acesso ao local seria dificultado por uma cerca de arame instalada na via que leva à estrutura.

Se a informação for confirmada, é necessário descobrir exatamente o que existe naquele local.

é uma ETE?

é uma obra inacabada?

é uma estrutura antiga que deixou de ser utilizada?

é parte de um sistema anterior?

foi construída pelo município?

foi construída por empresa ou loteador?

está cadastrada no sistema municipal de saneamento?

possui equipamentos?

possui licença ambiental?

recebe ou recebeu esgoto?

existe algum ponto de lançamento?

por que deixou de funcionar?

quem é atualmente responsável pela estrutura?

e, principalmente:

por que uma estrutura pública eventualmente relacionada ao tratamento de esgoto estaria tomada pelo mato e com seu acesso dificultado?

A cerca, por si só, não prova qualquer irregularidade.

Ela pode ter uma finalidade de segurança, proteção patrimonial ou outra justificativa legítima.

Da mesma forma, o mato no local não permite concluir automaticamente que houve abandono.

É necessário verificar.

Por isso, a investigação precisa começar pela identificação oficial do imóvel e da estrutura.

deve-se procurar:

projeto original;

localização e cadastro;

proprietário do terreno;

processo de contratação;

empresa responsável pela execução;

valor da obra;

notas fiscais;

medições;

pagamentos;

licenciamento ambiental;

autorização para funcionamento;

relatórios de fiscalização;

registros de manutenção;

equipamentos existentes;

eventual ligação com a rede de esgoto;

motivo da paralisação, caso tenha ocorrido;

responsável atual pela área;

razão da instalação da cerca;

eventual previsão de recuperação, conclusão ou desativação.

Antes de chamar o local de “segunda ETE”, é preciso provar documentalmente o que ele é.

Mas o fato de ainda não haver essa confirmação não elimina a necessidade de investigação.

Ao contrário.

Se existe uma estrutura pública relacionada ao saneamento e ela está aparentemente sem utilização, o cidadão tem o direito de saber qual é sua função e qual foi o destino do investimento realizado ali.

e se houver lançamento de esgoto sem tratamento nas proximidades, a questão passa a exigir também avaliação ambiental e sanitária.

 

A nova ETE: um projeto muito maior para cássia

A segunda estrutura oficialmente documentada é de outra dimensão.

em 2025, a prefeitura de cássia apresentou ao governo federal uma proposta para implantação de um novo sistema de tratamento de esgoto.

A documentação técnica prevê uma nova ETE e aproximadamente 14 quilômetros de redes coletoras e interceptores.

 projeto foi estimado em r$ 20 milhões. a nota técnica nº 40/2025 do ministério de minas e energia informa população estimada de 17.155 habitantes, com base no dado utilizado na análise, e registra que o município apresentava apenas 3% do esgoto recebendo tratamento adequado naquele momento.

O objetivo apresentado é implantar um sistema capaz de tratar o esgoto urbano de forma muito mais abrangente.

Em outubro de 2025, o ministério de minas e energia divulgou a implantação da ETE e dos interceptores de cássia como uma das ações de r$ 20 milhões destinadas a tratar 100% do esgoto urbano do município.

A ação também passou a constar entre as ações aprovadas da CPR FURNAS.

isso é fundamental.

Porque uma estação de tratamento, sozinha, não resolve um sistema de esgotamento sanitário se o esgoto não chegar até ela.

é necessário que existam:

rede coletora + interceptores + transporte + tratamento + operação + manutenção + monitoramento.

 

Mas a nova ETE já começou a ser construída?

Aqui é necessário fazer uma distinção que pode passar despercebida.

A documentação federal demonstra que existe um projeto de aproximadamente r$ 20 milhões e que a ação foi aprovada no âmbito da CPR FURNAS.

Também há registros de 2026 indicando os consultiva ordem de serviço consultiva para o sistema de esgotamento sanitário de cássia no âmbito da CPR FURNAS.

Isso demonstra avanço do projeto.

Mas os consultiva não deve ser confundida automaticamente com ordem de serviço para execução da obra física.

Portanto, é necessário saber em qual etapa o empreendimento realmente se encontra.

a pergunta correta agora é:

em qual etapa física, contratual e financeira está o projeto de r$ 20 milhões?

 

A diferença entre as três situações

É importante que o leitor não confunda os três casos.

ETE do alto das palmeiras

É uma estação existente e vinculada ao tratamento do esgoto do loteamento do alto das palmeiras.

Em 2024, houve contratação para limpeza e tratamento e outra contratação para manutenção e operação.

 

Novo sistema municipal

É um projeto muito mais abrangente, destinado a implantar uma nova ETE e aproximadamente 14 quilômetros de redes coletoras e interceptores.

O investimento estimado é de r$ 20 milhões.

 

A terceira estrutura ainda precisa ser identificada

Além da ETE do Alto das Palmeiras e do novo sistema projetado para o município, permanece uma terceira situação que precisa ser esclarecida.

Reforçando há relatos que apontam para uma estrutura localizada em uma área atualmente tomada pelo mato e com acesso dificultado por uma cerca.

Mas, antes de afirmar que se trata de uma segunda ou terceira ETE, é necessário identificar oficialmente o local, sua finalidade, quem construiu a estrutura, quanto foi investido e qual é sua situação atual.

A cerca e o estado de conservação também precisam ser esclarecidos.

Por enquanto, não há elementos suficientes para afirmar que se trata de uma ETE abandonada ou que exista qualquer irregularidade.

O que existe é uma questão que ainda não foi esclarecida documentalmente e que merece ser investigada.

Afinal, o que existe naquele local, quem é responsável pela estrutura e qual foi o destino do investimento realizado ali?

Portanto, não se trata de afirmar que cássia possui ETES em funcionamento.

Trata se de investigar três situações distintas relacionadas ao esgotamento sanitário.

 

 

 

 

 

 

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