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sábado, 5 de setembro de 2026

AS 20 CASAS DE CÁSSIA: PROJETO EXISTE, TERRENO EXISTE, LICITAÇÃO TERMINOU — ENTÃO POR QUE AS OBRAS AINDA NÃO COMEÇARAM?


 

AS 20 CASAS DE CÁSSIA: PROJETO EXISTE, TERRENO EXISTE, LICITAÇÃO TERMINOU — ENTÃO POR QUE AS OBRAS AINDA NÃO COMEÇARAM?

 

Programa prevê 20 unidades habitacionais no Residencial Novo Mundo, mas, até agora, não há casas sendo construídas. Entenda o que já aconteceu, o que está comprovado e o que ainda precisa ser esclarecido.

 

A promessa de 20 novas casas populares em Cássia, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida — FNHIS Sub 50, desperta esperança em famílias que aguardam há anos por uma oportunidade de conquistar a casa própria.

Mas existe uma pergunta que precisa ser feita de forma objetiva:

Se o município já tem área destinada ao empreendimento, se existe um Termo de Compromisso com a União/CAIXA e se a própria Prefeitura já realizou uma concorrência para contratar a empresa responsável pela construção, por que as obras ainda não começaram?

Essa é uma pergunta legítima.

E a resposta precisa ser dada com documentos, não com promessa política, especulação ou informação compartilhada nas redes sociais.

Foi consultado os registros públicos disponíveis e separado o que está oficialmente documentado daquilo que ainda não está suficientemente esclarecido.

 

AS 20 CASAS EXISTEM OU SÃO APENAS UMA PROMESSA?

O projeto existe formalmente.

A Prefeitura de Cássia publicou edital específico para a produção de 20 unidades habitacionais no Loteamento Residencial Novo Mundo, vinculadas ao Termo de Compromisso nº 996008/2025/MCIDADES/CAIXA.

O edital foi publicado em junho de 2026 e estabeleceu uma Concorrência Eletrônica para contratar empresa especializada para executar o empreendimento. A disputa ocorreu em 23 de junho de 2026.

O próprio portal oficial da Prefeitura registra posteriormente a situação da licitação como “Concluído”, em 9 de julho de 2026.

Portanto, não se trata simplesmente de uma ideia ou de uma promessa lançada sem qualquer procedimento administrativo.

Existe um processo formal para a construção das unidades.

Mas isso também não significa que as casas já estejam garantidas fisicamente no terreno.

Uma licitação concluída não é a mesma coisa que uma obra concluída — nem necessariamente significa que a construção já tenha começado.

É justamente aí que está o ponto central.

 

O TERRENO TAMBÉM JÁ EXISTE

Outro aspecto importante é que a área destinada ao empreendimento não surgiu agora.

A legislação municipal já registra áreas no Loteamento Residencial Novo Mundo destinadas a finalidades relacionadas à política habitacional.

Em legislação publicada pela Prefeitura, por exemplo, consta a área institucional localizada no Residencial Novo Mundo, com matrícula registrada no cartório imobiliário local.

Além disso, no procedimento realizado pela Prefeitura em 2024 para seleção de empresa do ramo da construção civil, aparecem entre os documentos do processo matrículas de lotes do Novo Mundo e documentação relacionada à doação de áreas.

Ou seja: não estamos diante de um projeto que ainda precisa começar procurando onde serão construídas as casas.

Há área identificada e documentação municipal relacionada ao empreendimento.

 

E DE ONDE VEM O DINHEIRO?

As 20 unidades estão inseridas no Minha Casa, Minha Vida — FNHIS Sub 50.

FNHIS significa Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

O Ministério das Cidades explica que essa modalidade foi criada para apoiar municípios com população de até 50 mil habitantes na produção ou aquisição de unidades habitacionais destinadas principalmente às famílias enquadradas na Faixa Urbano 1 do Minha Casa, Minha Vida.

No processo de 2025, o Ministério das Cidades estabeleceu as regras para seleção das propostas e determinou que os recursos fossem repassados mediante Termo de Compromisso firmado entre o ente público e a mandatária da União.

No caso de Cássia, o empreendimento aparece vinculado ao Termo de Compromisso nº 996008/2025/MCIDADES/CAIXA.

Portanto, é correto afirmar que existe uma formalização do empreendimento dentro da política habitacional federal.

 

MAS ATENÇÃO: RECURSO PREVISTO NÃO É A MESMA COISA QUE CASA CONSTRUÍDA

É importante fazer essa distinção.

Quando uma proposta é selecionada e existe um Termo de Compromisso, isso significa que o empreendimento entrou no processo oficial de execução do programa.

Não significa que, naquele momento, o dinheiro já tenha sido integralmente utilizado nem que as casas estejam prontas para serem entregues.

A execução ainda depende do cumprimento das etapas administrativas, técnicas, contratuais e financeiras previstas para o empreendimento.

É justamente por isso que a população precisa acompanhar não apenas os anúncios, mas também:

contrato com a empresa;

ordem de início da obra;

cronograma físico-financeiro;

medições;

pagamentos;

fiscalização;

andamento físico da construção;

eventual liberação de parcelas;

conclusão e entrega das unidades.

 

A LICITAÇÃO DE 2026 É UM DOS PONTOS MAIS IMPORTANTES

Aqui existe uma correção necessária em relação a informações que podem estar circulando.

Em março de 2024, a Prefeitura realizou um procedimento para selecionar empresa interessada na produção de habitações no município. O processo foi concluído e incluía documentação relacionada a lotes do Residencial Novo Mundo.

Entretanto, a contratação específica das 20 unidades foi colocada em uma nova licitação em 2026.

A Prefeitura publicou a Concorrência Eletrônica nº 3/2026, Processo nº 77/2026, cujo objeto era exatamente:

“Contratação de empresa especializada para produção de 20 unidades habitacionais no Loteamento Residencial Novo Mundo conforme Termo de Compromisso 996008/2025/MCIDADES/CAIXA.”

A sessão foi marcada para 23 de junho de 2026 e o processo passou a constar como concluído em 9 de julho de 2026.

Isso é muito importante.

Porque significa que a administração municipal não estava, em julho de 2026, apenas esperando uma licitação para decidir quem faria a obra.

A licitação específica já havia terminado.

 

ENTÃO POR QUE AS CASAS AINDA NÃO COMEÇARAM?

Aqui está a parte mais delicada — e que exige responsabilidade.

Os documentos públicos consultados comprovam a existência do empreendimento e a conclusão da concorrência, mas não permitem afirmar, sem uma manifestação oficial atualizada, qual é exatamente o motivo pelo qual as obras ainda não começaram.

A Prefeitura precisa esclarecer publicamente em que etapa o empreendimento se encontra hoje.

Entre as informações que precisam ser verificadas estão:

A empresa vencedora já foi oficialmente contratada?

A conclusão da licitação é uma etapa. É necessário verificar o contrato decorrente dela e sua publicação.

Já foi emitida a ordem de início dos serviços?

Sem ordem de início, uma empresa contratada pode ainda não estar autorizada a começar a execução.

A Caixa Econômica Federal já aprovou todos os documentos técnicos necessários?

É preciso saber se projetos, orçamento, documentação e demais elementos técnicos já foram considerados aptos para o início da execução.

Houve alguma pendência documental ou técnica?

Se existe alguma pendência, a população tem direito de saber qual é.

O recurso está disponível para a execução?

Também é importante informar se os recursos estão empenhados, contratados e em condições de serem utilizados conforme o cronograma.

Qual é a previsão oficial para o início das obras?

Essa talvez seja a pergunta mais simples — e uma das mais importantes.

Até que essas respostas sejam apresentadas, dizer que as obras não começaram exclusivamente por causa de uma determinada pendência seria transformar uma hipótese em fato.

 

E AS FAMÍLIAS? QUEM VAI RECEBER AS CASAS?

Outro ponto que merece atenção é a seleção dos futuros beneficiários.

O FNHIS Sub 50 atende famílias enquadradas nas regras do Minha Casa, Minha Vida para a faixa de renda correspondente ao programa. O Ministério das Cidades estabelece critérios para o atendimento habitacional.

Mas não é correto afirmar que todas as pessoas que fizeram um cadastro antigo para o Minha Casa, Minha Vida automaticamente receberão uma dessas 20 casas.

Será necessário acompanhar o procedimento específico de seleção dos beneficiários e as regras que serão divulgadas pelo município.

Portanto, quem tem interesse deve acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e não confiar em listas, mensagens ou promessas que não estejam respaldadas por publicação oficial e documentada.

 

E A ELEIÇÃO AGORA? AS CASAS PODEM NÃO SAIR DEPOIS?

Essa é uma preocupação que provavelmente está na cabeça de muita gente.

Em 2026 haverá eleições gerais no Brasil. Mas é preciso separar fato de especulação.

A existência de uma eleição, por si só, não cancela automaticamente um empreendimento habitacional que esteja formalmente contratado ou em execução.

Da mesma maneira, ninguém pode garantir antecipadamente que uma obra será concluída apenas porque foi anunciada, selecionada ou licitada.

O que realmente importa é o estágio jurídico, contratual, financeiro e físico do empreendimento.

Por isso, quanto mais próxima a eleição, maior deve ser a atenção da população.

Não para acusar antecipadamente qualquer administração de abandonar o projeto, mas para acompanhar os documentos.

Se a obra começar, deverá haver evidências: canteiro instalado, trabalhadores, materiais, medições, fiscalização e evolução física.

Se não começar, também é legítimo perguntar:

Por quê?

 

O QUE JÁ ESTÁ COMPROVADO?

Até o momento, os documentos públicos consultados permitem estabelecer uma linha do tempo: em 2024. A Prefeitura realizou procedimento para seleção de empresa interessada na produção de habitações, com documentação envolvendo lotes do Residencial Novo Mundo. O processo foi concluído em março daquele ano.

Em 2025. O empreendimento de Cássia passou a estar vinculado ao processo federal do Minha Casa, Minha Vida — FNHIS Sub 50, e o atual Termo de Compromisso citado pela Prefeitura é o 996008/2025/MCIDADES/CAIXA.

Junho de 2026. A Prefeitura publicou a Concorrência Eletrônica nº 3/2026, especificamente para a produção das 20 unidades no Residencial Novo Mundo.

23 de junho de 2026. Foi realizada a sessão da concorrência.

9 de julho de 2026. O processo passou a constar no portal municipal como concluído.

Agora início de setembro de 2026. A população continua sem ver as 20 casas construídas no local.

E é exatamente neste ponto que surge a pergunta que precisa ser respondida pela administração municipal:

O QUE ESTÁ FALTANDO PARA A OBRA COMEÇAR?

 

NÃO É FAKE NEWS — MAS TAMBÉM NÃO É HORA DE TRATAR A CASA COMO ENTREGUE

Há dois erros que precisam ser evitados.

O primeiro seria afirmar:

“As casas são apenas promessa.”

O projeto existe e há um processo oficial para a construção das 20 unidades.

O segundo erro seria afirmar:

“As 20 casas já estão garantidas e serão entregues em breve.”

Isso também não pode ser afirmado neste momento. Enquanto as obras não começarem efetivamente e não houver um cronograma oficial de execução e conclusão, não é possível garantir quando — ou mesmo se — as 20 unidades serão efetivamente entregues às famílias.

O que existe hoje é um empreendimento habitacional formalmente constituído, com terreno destinado ao projeto, Termo de Compromisso e licitação específica concluída. Mas uma coisa é o projeto estar formalizado; outra, muito diferente, é a obra estar efetivamente em execução.

Até que as máquinas entrem no terreno, a construção comece e o empreendimento avance de acordo com o cronograma previsto, as casas continuam sendo uma obra a ser executada — e não casas prontas ou entregues.

Essa diferença é fundamental, principalmente porque estamos em período eleitoral. A população não deve considerar a casa como certa apenas porque foi anunciada, nem concluir que ela não será construída apenas porque a obra ainda não começou. O correto é acompanhar os documentos, a contratação, a ordem de serviço e o avanço físico da obra.

 

A POPULAÇÃO TEM O DIREITO DE SABER

A questão não é ser contra ou a favor da Prefeitura.

Também não é atacar ou defender político.

É simplesmente acompanhar o dinheiro público e um projeto que envolve o sonho de 20 famílias.

Se o processo está caminhando normalmente, a Prefeitura pode informar: qual empresa venceu, se o contrato já foi assinado, quando será emitida a ordem de serviço e qual é a data prevista para o início da construção.

Se existe alguma pendência, também é importante informar: qual é a pendência, quem precisa resolvê-la e qual é a previsão para sua solução.

Transparência não significa apenas anunciar que um município foi contemplado.

Transparência também significa explicar por que, depois de tantos anúncios e etapas administrativas, ainda não existe uma casa sendo levantada no terreno.

 

CONCLUSÃO: O PROJETO EXISTE. AGORA FALTA A OBRA APARECER

As 20 casas previstas para Cássia não podem ser tratadas simplesmente como uma promessa sem qualquer respaldo documental.

Há registros oficiais de área habitacional, há o Termo de Compromisso citado no edital municipal e houve uma concorrência específica para contratar a empresa responsável pela produção das unidades.

Mas também seria precipitado dizer que o problema está resolvido.

Licitação concluída não é casa construída.

Terreno disponível não é obra iniciada.

Recurso previsto não é imóvel entregue.

E anúncio político não substitui cronograma, contrato, fiscalização e execução.

Agora, a pergunta mais importante não é mais se Cássia foi contemplada.

A pergunta é: em que etapa exatamente estão as 20 casas do Residencial Novo Mundo e quando, de fato, as máquinas entrarão no terreno?

Com as eleições de 2026 se aproximando, acompanhar essa resposta torna-se ainda mais importante.

Não para fazer acusação sem prova.

Não para criar expectativa falsa.

Mas para que a população possa distinguir, com clareza, o que já foi realizado, o que está em andamento e o que ainda falta sair do papel.

 

sábado, 29 de agosto de 2026

PERIGO À VISTA: ÁGUA ACUMULADA, MAU CHEIRO E CADÊ O ESCOAMENTO

 

PERIGO À VISTA: ÁGUA ACUMULADA, MAU CHEIRO E CADÊ O ESCOAMENTO

Mesmo antes do período de chuvas, grande volume de água permanece acumulado nos fundos do bairro Água Limpa. Moradores questionam se a intervenção realizada no local alterou o escoamento natural e cobram explicações da Prefeitura e fiscalização dos vereadores.

O que deveria representar uma melhoria na infraestrutura e facilitar a ligação entre o bairro Água Limpa e o Parque Industrial acabou despertando preocupação entre moradores que vivem nas proximidades do Córrego Santa Maria.

No trecho localizado nos fundos do bairro Água Limpa, imagens registradas no local mostram uma quantidade significativa de água acumulada, presença de detritos, resíduos e forte mau cheiro. O cenário chama ainda mais atenção porque, segundo os moradores, o período de chuvas mais intensas ainda não chegou e o volume de água represada já é considerável.

A situação levanta uma pergunta que precisa ser respondida tecnicamente: por que a água não está escoando normalmente pelo córrego?

Água parada: como e por que isso está acontecendo?

Segundo declaração atribuída a um vereador, a água existente no trecho estaria sem escoamento e parada.

Se essa informação estiver correta, surge outra questão: se o problema já foi percebido, por que uma solução ainda não foi apresentada para o local?

A intervenção realizada para melhorar a passagem entre as áreas deveria, naturalmente, preservar as condições adequadas de drenagem do córrego. Quando uma estrutura é instalada sobre um curso de água, é fundamental que exista uma passagem capaz de garantir a continuidade do fluxo.

Em uma situação como essa, as manilhas precisam permitir que a água entre e saia sem que a estrutura provoque um represamento. A passagem deve estar compatível com o nível do escoamento existente no local e com as condições hidráulicas do córrego.

De maneira geral, quando uma manilha é utilizada para permitir a passagem da água, sua instalação precisa ser tecnicamente adequada ao sentido e ao nível do escoamento. Se a estrutura ficar acima do nível por onde a água deveria sair, pode haver retenção e acúmulo. Da mesma forma, uma passagem inadequada, obstruída ou subdimensionada pode comprometer o fluxo.

Por isso, não basta apenas colocar uma manilha para afirmar que existe drenagem. É preciso verificar se ela realmente está cumprindo sua função.

O problema precisa ser avaliado no local

É justamente nesse ponto que surge a necessidade de uma avaliação técnica da obra e do sistema de drenagem.

Não cabe afirmar, apenas pela observação das imagens, que as manilhas são definitivamente a causa do represamento. Entretanto, o acúmulo de água registrado depois da intervenção é suficiente para justificar uma vistoria e esclarecer se existe relação entre a obra e a dificuldade de escoamento.

A pergunta é simples: a água está chegando ao ponto de passagem, mas não consegue sair na mesma proporção?

Se isso estiver acontecendo, é necessário descobrir a razão.

Pode haver diferença de nível, obstrução, dimensionamento inadequado, alteração no curso da água ou outro fator que somente uma avaliação técnica poderá determinar.

O que não parece razoável é que uma obra destinada a melhorar a infraestrutura termine criando um novo problema de drenagem sem que a situação seja devidamente investigada.

Mau cheiro e resíduos aumentam a preocupação

Outro aspecto que chama atenção é o mau cheiro existente no local, acompanhado de sujeira e resíduos acumulados.

A presença de água parada por longo período, especialmente em um ambiente onde também existem resíduos, exige atenção. Além do desconforto provocado pelo odor, o local pode oferecer condições inadequadas para a população que vive ou circula nas proximidades.

E quando chegar a época das chuvas?

Se atualmente, antes de um período de chuvas mais intensas, já existe um volume expressivo de água acumulada, a situação merece atenção justamente para evitar que um eventual problema de drenagem seja percebido somente quando ocorrer uma chuva forte.

Durante uma chuva intensa, a quantidade de água que chega ao córrego aumenta rapidamente.

Se houver algum ponto de estrangulamento, obstrução ou deficiência na passagem, o represamento poderá aumentar ainda mais.

Por isso, a questão não deve ser tratada apenas como um problema de aparência, mau cheiro ou acúmulo de sujeira. É necessário verificar se o sistema existente consegue suportar adequadamente o fluxo de água em diferentes condições.

Crianças devem ficar afastadas

Enquanto o local não for avaliado e considerado seguro, é recomendável que crianças e adolescentes não se aproximem nem entrem na água acumulada.

A presença de lodo, resíduos, profundidade irregular e possível contaminação torna o ambiente inadequado para brincadeiras.

Uma área que parece rasa pode apresentar desníveis ou condições desconhecidas no fundo, aumentando o risco de acidentes.

Quem fiscaliza a obra?

Diante desse cenário, a população tem motivos para pedir esclarecimentos.

A Prefeitura de Cássia deve informar quais serviços foram executados no local, qual era a finalidade da intervenção e quais critérios foram utilizados para garantir o escoamento adequado do Córrego Santa Maria.

Também é importante esclarecer:

  • Quem executou a obra?
  • Houve acompanhamento ou fiscalização técnica durante a execução?
  • Foi realizado algum estudo ou avaliação da drenagem?
  • As manilhas foram dimensionadas de acordo com a vazão do córrego?
  • A instalação respeitou o nível necessário para o escoamento?
  • Existe algum ponto de obstrução?
  • Há lançamento de esgoto no trecho?
  • Foi identificada alguma alteração no fluxo da água depois da intervenção?
  • Caso seja constatado um problema, quem será responsável pela correção?

São perguntas objetivas e que podem ser respondidas pela administração pública.

Vereadores devem acompanhar e fiscalizar

O caso também merece a atenção dos vereadores de Cássia, que possuem entre suas atribuições a fiscalização dos atos do Poder Executivo e o acompanhamento de questões de interesse da população.

Se existe uma denúncia de água parada, mau cheiro e possível problema de drenagem, cabe ao Legislativo buscar informações, visitar o local e cobrar os esclarecimentos necessários.

Não se trata de apontar culpados antecipadamente.

Trata-se de fiscalizar.

Se a obra foi corretamente executada e o problema tiver outra origem, uma avaliação técnica poderá esclarecer. Se, por outro lado, for identificado algum erro ou deficiência, será necessário corrigir o que estiver provocando o represamento.

O que a população não pode receber como resposta é apenas a constatação de que “a água está parada”.

Se ela está parada, é preciso saber por quê, desde quando, qual é a causa e o que será feito para que volte a escoar normalmente.

A população do bairro espera respostas

O Córrego Santa Maria e seu entorno fazem parte do cotidiano de moradores da região. Por isso, qualquer intervenção realizada no local precisa levar em consideração não apenas a passagem de veículos ou a ligação entre os bairros, mas também a drenagem, o escoamento da água e a segurança da população.

Uma obra de infraestrutura deve solucionar problemas, não criar novos pontos de preocupação.

As imagens registradas no local mostram uma situação que merece ser analisada pelas autoridades responsáveis.

A população aguarda um posicionamento oficial da Prefeitura de Cássia e espera que os vereadores acompanhem o caso, fiscalizem a obra e cobrem uma avaliação técnica.

Antes que o próximo período de chuvas transforme um ponto de água acumulada em um problema ainda maior, é melhor descobrir agora por que a água não está escoando e corrigir a situação, se for necessário.

O questionamento é legítimo: se a obra foi feita para melhorar a infraestrutura do local, por que hoje existe água acumulada, resíduos e mau cheiro onde deveria haver escoamento adequado?

A resposta precisa vir de quem executou, fiscalizou e tem responsabilidade sobre a área.

 


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ANTES DE VOTAR, PENSE: A FAKE NEWS QUE VOCÊ ACREDITA PODE ESTAR DECIDINDO SEU FUTURO

 

 

ANTES DE COMENTAR, LEIA A MATÉRIA COMPLETA.

Se você é favorável ou desfavorável, leia primeiro.

Esta matéria foi produzida com base em informações reais, fatos e dados, sem espaço para fake news ou conclusões tiradas de informações isoladas.

Não julgue o conteúdo apenas pelo título ou pelo cabeçalho. Leia, conheça os fatos apresentados, os esclarecimentos e os questionamentos e, somente depois, forme sua opinião.

 

ANTES DE VOTAR, PENSE: A FAKE NEWS QUE VOCÊ ACREDITA PODE ESTAR DECIDINDO SEU FUTURO

 

Em ano eleitoral, compartilhar uma informação falsa não é apenas um clique. Pode influenciar escolhas, destruir reputações e contaminar o debate democrático

Vivemos em uma época em que praticamente qualquer pessoa pode produzir, publicar e compartilhar informação em poucos segundos. Nunca foi tão fácil ter acesso às notícias — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário aprender a separar informação de boato.

O problema não está apenas em quem cria uma mentira. Está também em quem recebe uma mensagem, acredita imediatamente e a repassa sem verificar.

E esse comportamento se torna ainda mais perigoso durante um período eleitoral.

Nas redes sociais, uma mensagem acompanhada de uma fotografia, um vídeo ou uma suposta manchete pode adquirir aparência de verdade simplesmente porque foi compartilhada muitas vezes. Mas quantidade de compartilhamentos não transforma uma informação falsa em fato.

Uma mentira repetida continua sendo uma mentira.

O eleitor não pode terceirizar sua consciência

A escolha de um candidato deveria ser resultado da análise de propostas, histórico, comportamento público, capacidade e informações verificáveis.

Entretanto, não é raro que o eleitor seja exposto a conteúdos produzidos justamente para provocar medo, raiva, indignação ou entusiasmo.

Esse é um dos grandes perigos da desinformação: ela não precisa convencer pela qualidade dos argumentos. Muitas vezes, basta provocar uma reação emocional suficientemente forte para fazer alguém compartilhar antes de pensar.

A Organização Mundial da Saúde diferencia a desinformação da informação falsa compartilhada sem intenção de enganar. Segundo a entidade, a desinformação é produzida ou disseminada conscientemente com a intenção de enganar, podendo ter motivações econômicas, ideológicas, religiosas ou políticas.

Por isso, diante de uma mensagem política, a pergunta mais importante não deveria ser:

“Isso confirma aquilo em que eu acredito?”

Mas:

“Isso é verdade?”

O problema começa quando acreditamos porque queremos acreditar

Existe uma armadilha muito comum nas redes sociais: aceitar rapidamente aquilo que confirma nossas próprias opiniões e desconfiar automaticamente daquilo que as contraria.

Isso pode acontecer com pessoas de qualquer posição política.

O eleitor que compartilha uma acusação falsa contra um adversário pode estar contribuindo para uma injustiça. Da mesma forma, quem divulga uma informação falsa para favorecer seu próprio candidato também está prejudicando o debate público.

A responsabilidade precisa valer para todos.

Democracia não significa acreditar em tudo o que favorece o nosso lado.

Democracia significa ter liberdade para escolher, mas também responsabilidade para buscar informação confiável antes de fazer essa escolha.

A urna eletrônica também virou alvo de boatos

Um exemplo recente mostra como a desinformação eleitoral pode aparecer em detalhes aparentemente pequenos.

Em agosto de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral desmentiu uma mensagem que circulava nas redes afirmando que o eleitor deveria esperar aparecer na urna eletrônica a frase “Confirma o seu voto” antes de apertar a tecla verde.

Segundo o TSE, essa mensagem não aparece na tela da urna.

Pode parecer um boato sem importância. Não é.

Informações falsas sobre o funcionamento da votação podem gerar insegurança justamente no momento em que o eleitor precisa estar tranquilo para exercer seu direito.

E esse é apenas um exemplo entre muitos tipos de conteúdo que podem circular durante uma eleição.

O TSE reforça a importância da checagem

A própria Justiça Eleitoral mantém mecanismos para ajudar o cidadão a verificar informações.

Em agosto de 2026, o TSE reformulou a página Fato ou Boato, reunindo checagens, conteúdos educativos e informações verificadas para auxiliar os eleitores na identificação de notícias falsas relacionadas às eleições.

Isso mostra algo importante: o eleitor não precisa depender exclusivamente da mensagem que recebeu em um grupo de WhatsApp ou de um vídeo que apareceu em sua rede social.

É possível procurar a fonte original.

É possível consultar órgãos oficiais.

É possível comparar a informação com veículos jornalísticos confiáveis.

É possível esperar alguns minutos antes de compartilhar.

Cinco perguntas que podem evitar um erro

Antes de encaminhar uma mensagem política, o cidadão deveria fazer pelo menos cinco perguntas:

1. Quem publicou isso originalmente?

Uma mensagem que começa com “estão escondendo de você” ou “a imprensa não vai mostrar” merece atenção redobrada.

2. Existe uma fonte identificável?

Procure o documento, a entrevista, a decisão judicial, a declaração completa ou a notícia original.

3. Outros veículos confiáveis noticiaram o mesmo fato?

Uma informação extraordinária não deveria depender de uma única postagem anônima.

4. A informação é atual?

Fotos, vídeos e notícias antigas frequentemente reaparecem como se fossem acontecimentos recentes.

5. Estou compartilhando porque verifiquei ou porque fiquei com raiva?

Essa talvez seja a pergunta mais importante.

Se a mensagem provocou indignação imediata, vale fazer uma pausa.

Nem tudo que parece notícia é notícia

Outro cuidado necessário é aprender a diferenciar notícia, opinião, sátira, propaganda, comentário e conteúdo manipulado.

Um vídeo pode ser verdadeiro e, ainda assim, estar sendo utilizado para sustentar uma afirmação falsa.

Uma fotografia pode ser verdadeira, mas ter sido tirada em outro país ou em outra época.

Uma frase atribuída a um político pode existir, mas ter sido retirada do contexto.

Um documento pode ser verdadeiro, mas sua interpretação apresentada na postagem pode estar completamente errada.

É por isso que verificar apenas a imagem ou o título não é suficiente.

É preciso procurar o contexto.

A mentira também pode destruir relações

Os prejuízos da desinformação não aparecem apenas nas urnas.

Boatos podem provocar brigas entre familiares, rompimentos entre amigos, perseguições nas redes sociais e acusações contra pessoas que sequer tiveram oportunidade de se defender.

Na área da saúde, os efeitos podem ser ainda mais graves. A Organização Mundial da Saúde alerta que informações falsas ou enganosas podem provocar confusão, estimular comportamentos de risco e aumentar a desconfiança em autoridades e especialistas.

Ou seja: informação falsa não é apenas um problema virtual.

Ela pode produzir consequências muito reais.

O eleitor não precisa acreditar em tudo. Precisa aprender a verificar

Não é necessário ser jornalista, advogado, cientista ou especialista em política para desconfiar de uma informação.

É necessário apenas desenvolver o hábito de conferir.

Antes de compartilhar, pare.

Leia além do título.

Procure a fonte.

Veja a data.

Compare.

Consulte fontes oficiais quando o assunto envolver eleições, leis, órgãos públicos ou procedimentos eleitorais.

E, principalmente, não transforme preferência política em prova de verdade.

Uma eleição saudável depende também do comportamento do eleitor

Nenhum candidato, partido, tribunal, governo, imprensa ou rede social pode substituir completamente a responsabilidade individual de quem recebe uma informação.

O cidadão continua sendo o último elo dessa corrente.

Uma mentira pode ser criada por uma pessoa, impulsionada por outra e alcançar milhares porque alguém decidiu apertar o botão de compartilhar sem conferir.

É aí que cada eleitor tem poder para interromper o ciclo.

Não compartilhar uma informação que você não verificou não significa ser omisso.

Significa responsabilidade.

Em uma democracia, o voto é secreto, mas a responsabilidade de se informar é pública.

O Brasil precisa de eleitores livres para escolher, mas também suficientemente críticos para não permitir que uma mentira escolha por eles.

Antes de votar, informe-se. Antes de acreditar, verifique. Antes de compartilhar, pense.

Porque, quando a informação é falsa, o clique pode ser rápido — mas as consequências podem durar muito tempo.