INFORMAÇÃO
EXIGE ATENÇÃO.
OPINIÃO
EXIGE RESPONSABILIDADE.
DA CHUVA DOS TELHADOS E QUINTAIS POR QUE O VIZINHO DE BAIXO PRECISA ARCAR COM OS PREJUÍZOS?
Um alerta à Prefeitura, à Câmara Municipal, à fiscalização de obras e aos proprietários de imóveis: a água da chuva precisa ter um destino adequado. Calhas, telhados, quintais cimentados e terrenos em diferentes níveis podem provocar problemas sérios quando a drenagem não é planejada corretamente.
UMA SITUAÇÃO QUE MERECE ATENÇÃO
Imagine duas residências
construídas em terrenos com níveis diferentes.
A primeira está na parte mais
alta, próxima ao nível da rua. Seu telhado recebe a água da chuva, que é
recolhida pelas calhas. O quintal também possui piso cimentado, fazendo com que
boa parte da água escorra pela superfície.
Logo abaixo, existe outra
residência, cujo quintal está em um nível inferior. Durante as chuvas, a água
que vem do imóvel de cima chega à propriedade de baixo, podendo provocar
erosão, infiltrações, acúmulo de água, danos aos muros e até comprometer estruturas
da construção, dependendo da intensidade e da forma como ocorre o escoamento.
Agora surge uma pergunta que
merece ser feita:
Por que o proprietário do imóvel
situado em nível inferior deveria suportar os prejuízos provocados por uma água
que poderia ter sido captada e conduzida de outra maneira?
Não se trata de impedir o curso
natural da chuva, nem de responsabilizar automaticamente todo proprietário que
mora em terreno mais alto. Trata-se de exigir planejamento, respeito aos
direitos de vizinhança e cumprimento das normas de construção.
A ÁGUA DOS TELHADOS PRECISA TER UM DESTINO
PLANEJADO
Quando uma residência possui
telhado, a água da chuva não cai apenas sobre o terreno. Ela é captada por uma
área extensa e concentrada em calhas e condutores.
Dependendo da disposição da
construção, um telhado pode recolher dezenas ou até centenas de metros
quadrados de água.
Por exemplo: em uma chuva de 30
milímetros, um telhado com 100 metros quadrados recebe aproximadamente 3.000
litros de água, antes de considerar as perdas por evaporação e outras
condições.
É um volume significativo, que
precisa ser conduzido corretamente.
Em determinados bairros de
Cássia, existem terrenos em que a rua está em uma cota mais alta ou próxima à
parte superior do imóvel, enquanto os quintais se estendem para a parte de
trás, em direção a terrenos mais baixos.
Nessas situações, é necessário saber
e verificar se existe possibilidade técnica de conduzir a água das calhas até a
sarjeta da rua situada em frente à residência, por meio de tubulação
apropriada, ou até uma rede pública de águas pluviais, quando existente e
autorizada.
Se essa alternativa for
tecnicamente viável, ela merece ser considerada antes de se optar por uma
solução que transfira o volume concentrado de água para o quintal do vizinho.
É importante esclarecer: não se
defende que toda água deva obrigatoriamente ser lançada na rua. A solução
depende da declividade, da capacidade da drenagem pública e das exigências
municipais. O que não se pode admitir é ignorar as consequências para o imóvel
vizinho.
POR QUE A ÁGUA DEVE ACOMPANHAR O PLANEJAMENTO DA
CONSTRUÇÃO?
Em uma rua onde as casas estão
construídas em diferentes níveis, a situação exige atenção especial.
A residência de cima pode ter
sua fachada voltada para a rua, mas seu quintal pode estar direcionado para os
fundos, em uma área mais baixa.
Se todas as calhas forem
conectadas a tubos que despejam água diretamente nesse quintal abaixo, o volume
poderá ser concentrado em um único ponto.
O problema se agrava quando o
terreno possui inclinação em direção à propriedade inferior.
É preciso
distinguir duas situações:
Escoamento
natural: a água da chuva que cai diretamente no terreno e
segue o curso natural determinado pela topografia.
Escoamento
artificial ou concentrado: a água captada por telhados, calhas, tubos,
canaletas e superfícies impermeabilizadas, que passa a ser conduzida para
determinado ponto.
Essa diferença é fundamental.
O Código Civil estabelece que o
imóvel inferior deve receber as águas que descem naturalmente do imóvel
superior, mas determina também que sua condição natural não pode ser agravada
por obras realizadas pelo proprietário de cima.
E vai além: quando águas
artificialmente conduzidas ao imóvel superior, ou nele recolhidas, passam a
correr para o terreno inferior, o proprietário prejudicado pode reclamar seu
desvio ou a indenização pelos prejuízos sofridos.
Portanto, não se deve confundir
a passagem natural da água com a concentração artificial de grandes volumes por
instalações de uma residência.
E QUANDO O QUINTAL É TODO CIMENTADO?
Outro problema que merece
atenção é a impermeabilização dos quintais.
Muitas residências recebem pisos
de concreto, cerâmica ou outros revestimentos que reduzem a infiltração da água
no solo.
Isso não significa que seja
proibido cimentar um quintal.
Entretanto, quando uma área que
antes permitia infiltração passa a ser praticamente impermeável, uma parcela
maior da chuva pode escoar pela superfície.
Imagine um quintal cimentado que
possui inclinação em direção ao muro dos fundos. Se não houver canaletas, ralos
e tubulações adequados, a água poderá se acumular junto à divisa ou seguir
diretamente para o terreno vizinho.
O resultado pode ser desastroso:
Erosão do
solo e formação de valetas.
Infiltrações
nas paredes e fundações.
Umidade
permanente em muros.
Deslocamento
ou comprometimento de muros de divisa.
Alagamento
de quintais e áreas externas.
Danos a
pisos, revestimentos e instalações.
Em
situações mais graves, comprometimento da estabilidade de estruturas e
edificações.
É justamente por isso que a
drenagem precisa fazer parte do planejamento da construção, e não ser
improvisada somente depois que os problemas aparecem.
QUEM MORA EM TERRENO MAIS BAIXO NÃO PODE SER
SIMPLESMENTE OBRIGADO A RESOLVER O PROBLEMA
É necessário ter
responsabilidade de ambos os lados.
O morador do terreno inferior
não pode realizar obras para impedir indiscriminadamente o curso natural das
águas, pois a legislação também protege o escoamento natural.
Por outro lado, o proprietário
do imóvel superior não pode modificar a drenagem de maneira que agrave a
situação anterior do terreno inferior.
Se uma residência possui calhas,
tubos e canaletas que concentram água e a despejam diretamente sobre a
propriedade vizinha debaixo, é necessário verificar se essa instalação está de
acordo com a legislação e se está provocando danos.
Não é justo que uma família
tenha de gastar dinheiro constantemente para consertar infiltrações, refazer
muros, recuperar o quintal ou reparar sua residência por causa de uma drenagem
inadequada de outro imóvel que poderia ser resolvida.
A solução deve ser técnica e
legal, e não simplesmente transferir o problema de uma propriedade para outra.
O QUE DETERMINA A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL DE CÁSSIA?
Aqui existe um ponto muito
importante que merece ser conhecido pela população.
Cássia possui disposições
específicas sobre águas pluviais no seu Plano Diretor e no Código de Obras.
A Lei Complementar nº 42/2010,
que institui o Plano Diretor de Desenvolvimento Participativo do Município,
estabelece no artigo 232 que as edificações construídas sobre linhas divisórias
não podem ter beirais que lancem águas no terreno do vizinho ou no logradouro
público, sendo obrigatória a captação por calhas e condutores.
O artigo 233 determina que o
terreno seja preparado para permitir o escoamento das águas pluviais dentro dos
limites do lote.
Seu § 1º prevê a canalização
embutida no passeio, com lançamento na rede pluvial ou na sarjeta.
Mas existe um detalhe
especialmente importante no § 2º:
Quando isso não for possível por
causa da declividade do lote, o dispositivo prevê o escoamento através dos
lotes inferiores, ficando as obras de canalização e a manutenção da rede a
cargo do proprietário do lote situado a montante, ou seja, o imóvel de cima,
com execução nas faixas próximas às divisas.
Isso significa que a própria
legislação municipal contempla situações em que a água precisa atravessar
terrenos inferiores, mas estabelece condições para essa solução, inclusive
atribuindo ao proprietário de cima a responsabilidade pelas obras de canalização
e manutenção previstas no dispositivo.
Portanto, essa disposição não
deve ser interpretada como autorização para despejar água livremente no quintal
do vizinho.
É necessário que a Prefeitura
esclareça como esse artigo é aplicado em Cássia MG, quais condições técnicas
são exigidas e como deve ser feita a canalização.
Também merece atenção o Código
de Obras municipal, instituído pela Lei Ordinária nº 334/1964, que contém
disposições próprias sobre águas pluviais e de infiltração, especialmente nos
artigos 200, 201 e 202.
Esses dispositivos tratam da
preparação do terreno, da captação das águas dos telhados e do encaminhamento
aos cursos d'água ou às sarjetas.
Há, portanto, normas municipais
que precisam ser observadas e cuja aplicação deve ser fiscalizada.
A PREFEITURA PRECISA FISCALIZAR E ESCLARECER ESSAS
SITUAÇÕES EM TODA CIDADE
Não basta existir legislação no
papel.
É necessário que ela seja
aplicada e executada.
A Prefeitura, por meio dos
setores responsáveis por obras, engenharia, fiscalização e planejamento urbano,
precisa esclarecer como são tratadas essas situações em Cássia.
Algumas perguntas merecem
respostas:
Quando uma
residência está em terreno mais alto e possui rua em frente com condições
adequadas de escoamento, a Prefeitura orienta o proprietário a conduzir as
águas das calhas para a sarjeta ou para a rede pluvial autorizada?
Quando as
águas são conduzidas para os fundos do imóvel e chegam ao quintal do vizinho
situado em nível inferior, a fiscalização verifica se essa instalação está de
acordo com o Código de Obras e o Plano Diretor?
Quando um
quintal é cimentado e passa a concentrar maior volume de água em direção à
propriedade vizinha, existe alguma exigência de drenagem ou solução técnica?
A
Prefeitura fiscaliza a instalação de calhas, condutores e canaletas em
construções novas, reformas e ampliações?
Quando a
declividade impede o encaminhamento da água para a rua, como é aplicado o
artigo 233, § 2º, do Plano Diretor?
Os
moradores prejudicados sabem onde registrar reclamações e solicitar uma
vistoria técnica?
Existe
orientação técnica municipal para evitar que a água da chuva provoque erosão,
infiltrações e danos às propriedades vizinhas?
Essas perguntas não representam
acusação contra qualquer proprietário, servidor ou administração municipal. São
questionamentos legítimos sobre a aplicação de normas que existem justamente
para organizar a ocupação urbana e evitar prejuízos.
EXISTEM SOLUÇÕES TÉCNICAS PARA EVITAR OS PREJUÍZOS
Dependendo da situação
encontrada, existem alternativas que podem ser avaliadas por um profissional
habilitado:
Instalação
ou adequação de calhas e condutores.
Tubulações
para encaminhar a água a um ponto adequado de drenagem.
Canaletas
para recolher a água dos quintais.
Caixas de
captação e inspeção.
Jardins de
chuva e áreas permeáveis.
Reservatórios
para retenção temporária da água.
Sistemas de
infiltração, quando as condições do solo permitirem.
Proteção de
taludes e controle da erosão.
Canalização
técnica nas divisas, quando prevista e necessária.
Nem toda solução serve para
qualquer terreno. Uma área com solo instável, por exemplo, exige cuidados
diferentes de um terreno plano e com boa capacidade de infiltração.
Também não se deve simplesmente
jogar água em uma sarjeta sem verificar se existe capacidade de recebimento e
se a ligação atende às exigências municipais.
A avaliação técnica é
indispensável.
Por tanto tudo com
responsabilidade se resolve.
A PREFEITURA PODE ORIENTAR E OFERECER SUPORTE À
POPULAÇÃO?
Outra questão que merece ser
discutida é a possibilidade de o município desenvolver orientações e ações
preventivas para moradores que enfrentam problemas de drenagem.
Em determinadas situações, uma
orientação técnica, a identificação do percurso correto da água e a
fiscalização podem evitar prejuízos muito maiores no futuro.
A Prefeitura também pode
avaliar, dentro de suas competências, programas de orientação, apoio técnico e
eventuais medidas de assistência, conforme critérios legais, disponibilidade
orçamentária e interesse público.
O importante é que o morador não
fique sem saber a quem recorrer quando a água de uma propriedade vizinha
provoca danos à sua residência.
A CÂMARA MUNICIPAL TAMBÉM TEM UM PAPEL IMPORTANTE
Os vereadores podem encaminhar
requerimentos ao Executivo solicitando informações sobre a fiscalização, a
aplicação dos artigos 232 e 233 do Plano Diretor e dos artigos 200 a 202 do
Código de Obras.
Também podem solicitar
esclarecimentos sobre os procedimentos adotados quando um morador apresenta
reclamação envolvendo águas pluviais provenientes de imóveis vizinhos.
A Câmara não precisa esperar que
os problemas se agravem para discutir o assunto.
É possível buscar informações,
acompanhar a aplicação das normas e propor medidas que contribuam para prevenir
conflitos entre moradores.
O OBJETIVO NÃO É CRIAR CONFLITOS ENTRE VIZINHOS,
MAS EVITAR PREJUÍZOS
A água da chuva é um fenômeno
natural.
O problema começa quando sua
captação, concentração e condução não são planejadas adequadamente.
Quem mora em terreno superior
precisa ter condições de conduzir as águas de sua propriedade de maneira
compatível com as normas e com os direitos dos vizinhos.
Quem mora em terreno inferior
também deve respeitar o curso natural das águas, sem criar obstáculos
indevidos.
E o Poder Público precisa
fiscalizar, orientar e esclarecer como as regras municipais devem ser
aplicadas.
A pergunta que fica para Cássia
é: se existem regras para a captação e o escoamento das águas pluviais, elas
estão sendo efetivamente observadas nas construções da cidade?
Não se pode esperar que um muro
caia, que uma casa apresente infiltrações graves ou que uma família tenha
prejuízos repetidos para somente depois procurar uma solução.
Prevenir é mais econômico, mais
seguro e muito mais justo para todos.
Água da
chuva precisa de destino certo. o direito de um proprietário não pode
significar prejuízo para o outro.
LEGISLAÇÃO PARA CONSULTA
Legislação
federal
Lei Federal
nº 10.406/2002 – Código Civil
Art. 1.288:
trata do recebimento das águas que descem naturalmente do imóvel superior e
proíbe o agravamento da condição natural do imóvel inferior por obras.
Art. 1.289:
trata das águas artificialmente conduzidas ou recolhidas no imóvel superior que
correm para o inferior, permitindo reclamar o desvio ou a indenização pelos
prejuízos.
Art. 1.290:
trata da preservação do curso natural das águas remanescentes.
Lei Federal
nº 11.445/2007, atualizada pela Lei nº 14.026/2020 – Marco Legal
do Saneamento Básico.
Art. 2º,
inciso IV: prevê a disponibilidade de serviços de drenagem e manejo das águas
pluviais urbanas, com fiscalização preventiva das redes e proteção da saúde e
do patrimônio público e privado.
Legislação estadual – Minas
Gerais
Lei
Estadual nº 13.317/1999 – Código de Saúde do Estado de Minas Gerais.
Art. 42:
inclui a drenagem de águas pluviais entre as ações de saneamento.
Art. 50:
determina a manutenção das galerias e redes de águas pluviais em boas condições
de funcionamento.
Art. 51:
estabelece a obrigatoriedade de drenagem permanente de coleções líquidas
originadas pelas chuvas ou não nas obras de construção civil.
Legislação municipal – Cássia-MG
Lei
Ordinária nº 334, de 4 de dezembro de 1964 – Código de Obras e Normas de
Urbanismo de Cássia.
Art. 200:
preparação do terreno para permitir o escoamento das águas pluviais.
Art. 201:
captação das águas provenientes dos telhados por condutores e algerozes.
Art. 202:
encaminhamento das águas aos cursos d'água ou às sarjetas, com condições
específicas para ligações à rede pública.
Lei
Complementar nº 42, de 6 de dezembro de 2010 – Plano Diretor de Desenvolvimento
Participativo.
Art. 232:
proíbe beirais que lancem águas no terreno vizinho ou no logradouro público nas
condições previstas pelo dispositivo e exige calhas e condutores.
Art. 233:
estabelece regras para o escoamento das águas pluviais dentro dos limites do
lote.
Art. 233, §
1º: trata da canalização pelo passeio até a rede pluvial ou sarjeta.
Art. 233, §
2º: disciplina a situação em que, devido à declividade do lote, o escoamento
precisa atravessar lotes inferiores, atribuindo ao proprietário do lote
superior as obras de canalização e manutenção previstas.
Observação: a
aplicação conjunta e a atual redação desses dispositivos municipais devem ser
confirmadas pela Prefeitura, especialmente diante das alterações posteriores do
Plano Diretor e da legislação urbanística.
O enquadramento de cada situação
depende das condições reais do terreno e das instalações existentes.
PREFEITURA
TAMBÉM PODE ESTUDAR FORMAS DE AJUDAR OS MORADORES?
Uma questão que merece atenção é
a possibilidade de o poder público municipal oferecer algum tipo de apoio às
famílias que enfrentam problemas com o direcionamento das águas pluviais entre
imóveis.
Em outros lugares do Brasil
existem iniciativas que demonstram que a administração pública pode buscar
alternativas para amenizar esse tipo de situação.
No Paraná, por exemplo, o
Instituto Água e Terra desenvolve um programa de fornecimento de tubos de
concreto aos municípios conveniados, que elaboram projetos e executam obras de
drenagem.
Em Toledo, também no Paraná, uma
parceria com o Governo Estadual possibilitou o fornecimento de tubos para uma
obra de drenagem, reduzindo os custos que inicialmente seriam suportados pelos
moradores.
Esses exemplos não significam
que a Prefeitura seja obrigada a fornecer gratuitamente encanamentos para
qualquer residência. São iniciativas de infraestrutura pública e parcerias que
podem servir de referência para avaliar soluções locais.
Em Cássia-MG, a Prefeitura
poderia, por meio de suas secretarias técnicas, estudar a possibilidade de
oferecer orientação, vistoria, apoio com materiais, tubulações ou canaletas, aos
que precisam quando houver justificativa técnica, interesse público, previsão
orçamentária e respaldo legal.
É importante ressaltar que cada
situação precisa ser analisada individualmente.
A instalação de uma tubulação,
por exemplo, deve ter destino adequado, sem simplesmente transferir o problema
para outro vizinho ou provocar danos em outro imóvel.
A pergunta que fica é: será que
Cássia também não poderia estudar uma iniciativa de apoio aos moradores que não
tem condições e que enfrentam esse problema, buscando soluções que evitem
prejuízos e reduzam os conflitos entre vizinhos?
Às vezes, uma orientação técnica,
uma pequena ajuda e uma pequena intervenção bem planejada podem representar uma
grande diferença para quem sofre com a água que chega de terrenos situados em
níveis superiores.


