PARABENIZANDO!
QUANDO O VEREADOR FISCALIZA, QUEM
GANHA É A POPULAÇÃO
Vereador de Cássia leva à Câmara reclamações sobre
caminhões, máquinas, gastos com cargos de confiança e emendas impositivas e
lembra que sua função é fiscalizar em nome do povo. CORRETÍSSIMO!
É preciso reconhecer quando um vereador utiliza a tribuna da
Câmara Municipal para trazer à população assuntos que envolvem diretamente a
administração pública.
Independentemente de partido, posição política ou
proximidade com o prefeito, o papel do vereador é fiscalizar, questionar,
cobrar explicações e defender o interesse da população.
E foi justamente isso que chamou a atenção no pronunciamento
feito recentemente por um vereador de Cássia.
Entre os assuntos apresentados, ele solicitou providências
para evitar que caminhões de grande porte parem em uma rotatória, sugerindo a
instalação de placa de proibição e a pintura da faixa de amarelo no local, para
deixar a sinalização clara aos motoristas.
Uma questão aparentemente simples, mas que demonstra que fiscalização
também está nos detalhes do dia a dia da cidade.
MÁQUINAS PARADAS, PNEUS E SERVIÇOS PÚBLICOS
O vereador também relatou uma situação que, segundo ele,
presenciou pessoalmente: uma máquina que estaria com o pneu furado.
A partir desse fato, levantou uma questão maior: quando
uma máquina pública fica parada por falta de manutenção, quem paga a conta é a
população, porque aquele equipamento deixa de prestar o serviço para o qual
foi adquirido e mantido com recursos públicos.
E a discussão não terminou aí.
O vereador apresentou questionamentos sobre os valores
destinados mensalmente aos chamados cargos de confiança. Segundo os números
apresentados por ele durante a sessão, seriam mais de R$ 320 mil mensais
nessa despesa, considerando os cargos mencionados em seu pronunciamento.
Ele deixou claro que não estaria questionando a existência
de todos os cargos de confiança, mas levantando a possibilidade de redução
dessas despesas para que outros setores considerados essenciais tenham recursos
disponíveis.
Entre os exemplos citados, estão medicamentos, manutenção
de veículos e máquinas e a própria prestação dos serviços de coleta de lixo.
A pergunta colocada pelo vereador merece ser analisada com
seriedade:
O município está gastando seus recursos da maneira mais
eficiente possível?
Essa não deveria ser uma pergunta de oposição ou de
situação.
É uma pergunta que interessa a todo cidadão que paga
impostos.
EMENDAS IMPOSITIVAS: DOCUMENTOS
PRECISAM SER CONFERIDOS
Outro ponto levantado pelo vereador foi relacionado às emendas
impositivas, mencionando recursos da gestão anterior que, segundo seu
pronunciamento, não teriam sido repassados e afirmando que as emendas deste ano
deverão ser repassadas em dezembro.
O vereador afirmou ainda que levou documentos para
apresentar durante a sessão e que os teria plastificado para preservá-los.
Nesse ponto, é importante fazer aquilo que deve acompanhar
qualquer discussão sobre dinheiro público: conferir os documentos, a
legislação, os valores e os prazos.
Não basta alguém afirmar.
Também não basta alguém negar.
Quando existe documento, é o documento que deve falar.
SER SITUAÇÃO NÃO SIGNIFICA
CONCORDAR COM TUDO
Existe ainda uma questão maior por trás de todo esse debate.
Em qualquer administração pública, haverá pessoas que
defenderão o prefeito e outras que farão críticas. Isso faz parte da
democracia.
Mas defender uma administração não deveria significar
defender tudo o que ela faz. Principalmente erros.
Da mesma maneira, fazer oposição não deveria significar
ser contra tudo o que o prefeito faz.
O que é certo deve ser reconhecido.
O que estiver errado deve ser questionado.
E aquilo que estiver de acordo com a lei deve ser
respeitado, independentemente de quem esteja no comando da Prefeitura.
O VEREADOR NÃO É FUNCIONÁRIO DO
PREFEITO
É importante lembrar uma coisa que muitas vezes acaba sendo
esquecida:
vereador não foi eleito para agradar prefeito.
E muito menos estar de seu lado sempre.
Sua responsabilidade é com a população.
Quando fiscaliza uma obra, questiona uma despesa, pede
informação sobre um contrato, verifica uma máquina parada, cobra medicamento,
acompanha o serviço de limpeza urbana ou questiona a aplicação dos recursos
públicos, o vereador está exercendo uma das funções para as quais foi
eleito.
Foi nesse sentido que o vereador encerrou seu pronunciamento
afirmando:
“Eu sou fiscal do povo.”
E essa frase resume uma obrigação que deveria valer para
todos os vereadores sentados alí.
Não importa se é oposição ou situação.
Não importa quem seja o prefeito.
Não importa quem esteja certo ou errado politicamente.
A lei deve ser igual para todos.
Por isso, fica aqui o reconhecimento ao vereador por trazer
esses assuntos para a discussão pública e, principalmente, por colocar em
debate questões que envolvem dinheiro público, patrimônio, serviços e
responsabilidades da administração.
Isso não significa dizer que tudo o que foi afirmado por ele
esteja automaticamente comprovado.
Significa reconhecer que questionar, fiscalizar e pedir
esclarecimentos é necessário em uma democracia.
Cabe agora à população acompanhar, conferir os documentos,
verificar as respostas da administração e formar sua própria opinião.
Porque o dinheiro discutido na Câmara não pertence ao
prefeito, ao vereador, ao partido ou a qualquer grupo político.
É dinheiro público.
E dinheiro público exige uma coisa que não pode ser
negociada:
FISCALIZAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE.
Quando o vereador fiscaliza de verdade, quem deve estar
no centro da preocupação não é o político. É o cidadão.
PARABÉNS, VEREADOR!
UM EXEMPLO QUE MERECE SER OBSERVADO
E, para mostrar que a discussão levantada pelo vereador não
é apenas uma questão política, vale lembrar que existem municípios do interior
de São Paulo bem maiores do que Cássia MG que adotam uma estrutura
administrativa muito mais enxuta, com poucos cargos de confiança e toda
grande parte dos serviços executados são feitas pelos servidores públicos responsáveis.
Em grande parte, desses municípios, segundo informações,
existem mínimos de cargos de confiança, enquanto o quadro efetivo assume
grande parte das funções permanentes da administração.
Esse modelo pode servir de exemplo de que nem sempre é
necessário multiplicar, ou quadruplicar cargos de confiança como aqui em Cássia
para fazer a máquina pública funcionar.
É JUSTAMENTE POR ISSO QUE O
QUESTIONAMENTO FEITO PELO VEREADOR MERECE RESPEITO.
Quanto mais eficiente e enxuta
for a estrutura administrativa, maior pode ser a possibilidade de direcionar
recursos para aquilo que realmente importa para a população: saúde,
medicamentos, manutenção de veículos e máquinas, serviços públicos e
infraestrutura.
Não se trata de ser contra este ou aquele cargo, nem contra
pessoas que ocupam funções de confiança. Trata-se de discutir prioridades e
saber se cada recurso público está sendo aplicado da melhor maneira possível.
E é por isso que o vereador deve ser respeitado quando
cumpre sua função de fiscalizar e cobrar respostas.
Fiscalizar não é ser contra o gestor.
defender o dinheiro público e o interesse da população.
PARABÉNS, VEREADOR.
Quando um vereador questiona, fiscaliza e cobra explicações,
ele não está trabalhando contra a cidade. Está exercendo o mandato para o qual
foi eleito: trabalhar em defesa do povo.
O certo deve ser reconhecido.
O errado deve ser questionado e suprimido.
E a lei deve valer para todos, independentemente de quem
esteja no poder.
E, PARA TERMINAR COM UM POUCO DE
HUMOR...
Dizem que Cássia tem tantos
cargos de confiança que, daqui a pouco, um vai trabalhar para o outro e, de
tanto funcionário no mesmo corredor, ainda existe o risco de um atropelar o
outro na hora do expediente!
Brincadeiras
à parte, a pergunta é séria:
Será que precisamos de tanta
gente de confiança para fazer a máquina pública funcionar, ou poderíamos
confiar mais em quem passou em concurso e já faz parte do quadro permanente do
município?
Fica a
reflexão.
Porque confiança é importante.
Mas eficiência, economia e
responsabilidade com o dinheiro público são indispensáveis.


