.feed-links{display:none !important;

Total de visitas

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

ANTES DE VOTAR, ERA PRECISO SABER: ONDE ESTÁ O DINHEIRO?

 


ANTES DE VOTAR, ERA PRECISO SABER: ONDE ESTÁ O DINHEIRO?

Os vereadores de Cássia aprovaram, em regime de urgência, o Projeto de Lei nº 028/2026, que autorizou R$ 10.462.000,00 em créditos suplementares.

Mas uma pergunta importante precisa ser feita: antes de votar, os parlamentares tiveram acesso aos demonstrativos que comprovavam a origem e a efetiva disponibilidade dos recursos que dariam suporte a essa autorização?

O projeto relaciona as despesas que receberão os créditos, mas, em seu artigo 2º, menciona genericamente o excesso de arrecadação e/ou o superávit financeiro, sem apresentar, no texto da lei, os valores correspondentes a cada fonte.

E é justamente nesse ponto que surge a necessidade de esclarecimento. Onde estão demonstrados os recursos que sustentam essa reorganização das dotações orçamentárias?

Não basta relacionar os valores que serão destinados às despesas.

É necessário também apresentar a fundamentação que permita compreender de onde vêm os recursos, quanto está efetivamente disponível e quais demonstrativos contábeis comprovam sua existência.

A questão não é afirmar que o dinheiro não existe, mas perguntar: se os recursos estão disponíveis, por que essa informação não aparece de forma clara e individualizada no projeto apresentado à população?

A aprovação em regime de urgência não deveria dispensar a análise dessas informações.

Fiscalizar é examinar, questionar e buscar esclarecimentos antes de autorizar medidas que envolvem milhões de reais do dinheiro público.

Não se trata de acusar a Prefeitura ou a Câmara, mas de cobrar transparência e responsabilidade.

A população tem o direito de compreender não apenas onde os R$ 10,4 milhões serão aplicados, mas também de onde vêm esses recursos e quais documentos comprovam sua disponibilidade.

Questionar não é acusar.

É exercer o direito de buscar transparência.

 

 

UMA EXPLICAÇÃO SOBRE A LEGALIDADE NÃO RESPONDE A TODAS AS PERGUNTAS

Um vereador chegou a explicar na rede social que o projeto é correto e legitimo e que sua aprovação ocorreu dentro da legalidade.

Entretanto, mesmo diante dessa explicação, permanece uma questão que ainda precisa ser esclarecida: de onde vêm, efetivamente, os R$ 10.462.000,00 destinados à reorganização das dotações orçamentárias?

Explicar que a abertura de créditos suplementares é um procedimento permitido por lei é importante.

Mas isso, por si só, não demonstra quanto existe de recursos disponíveis, quais são suas origens e como os valores foram calculados.

O próprio projeto, em seu artigo 2º, menciona o excesso de arrecadação e/ou o superávit financeiro, mas não apresenta, no texto da lei, a individualização dos valores correspondentes a cada fonte.

A pergunta não é se a Prefeitura pode abrir créditos suplementares.

A pergunta é: quais recursos comprovadamente disponíveis sustentam a abertura desses R$ 10,4 milhões?

É justamente essa informação que a população precisa compreender.

E é justamente essa a questão que uma explicação sobre a legalidade do projeto, isoladamente, não responde.

Não se trata de contestar a palavra do vereador, nem de acusar a Prefeitura ou a Câmara. Trata-se de buscar uma resposta objetiva, fundamentada em documentos e demonstrativos contábeis.

Porque, quando se trata de milhões de reais do dinheiro público, a transparência precisa ir além da explicação de que o procedimento é legal.

Ela também precisa mostrar de onde vêm os recursos e como sua disponibilidade foi demonstrada.

Questionar não é acusar.

É buscar o esclarecimento que ainda falta.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário