VOLTAR AO QUE FUNCIONAVA: A SOLUÇÃO PARA O CAOS NA COLETA
DE LIXO
Diante de tantos
relatos semelhantes, fica claro que o problema não é pontual, mas estrutural.
Quando diversos moradores de bairros diferentes apontam falhas como coleta
incompleta, lixo espalhado nas ruas, horários inadequados e falta de
fiscalização, isso indica que o modelo atual de prestação do serviço não está
atendendo às necessidades da população.
Uma solução
definitiva precisa ir além de medidas paliativas. O primeiro ponto é reconhecer
que a terceirização, da forma como foi implantada, não trouxe a eficiência
esperada. Quando o serviço era realizado diretamente pela prefeitura, havia
maior controle, organização e responsabilidade dos servidores. Isso não
significa que o modelo público seja perfeito, mas, neste caso específico,
mostrou-se mais eficaz.
Diante disso, uma
alternativa justa e coerente seria a retomada do serviço pela própria
prefeitura e urgente, com equipes próprias, planejamento adequado e
fiscalização direta. O poder público tem mais condições de exigir cumprimento
de horários, qualidade na coleta e respeito à população quando o serviço está
sob sua gestão.
Caso a
terceirização seja mantida, é indispensável impor regras mais rígidas à empresa
contratada, com fiscalização ativa, aplicação de multas por falhas e até
rescisão de contrato em caso de descumprimento contínuo. Não se pode admitir
que um serviço essencial, pago com impostos altos, seja prestado de forma
precária.
Outro ponto
fundamental é a organização do sistema: definição clara de horários,
padronização da coleta (inclusive para quem não possui lixeiras), orientação à
população e presença de fiscais nas ruas. Sem isso, o problema tende a
continuar, independentemente de quem execute o serviço, principalmente se a
empresa for de outra região.
Portanto, a
solução definitiva passa por uma decisão firme da gestão pública: ou reassume o
serviço e o organiza de forma eficiente, ou exige da empresa terceirizada um
padrão rigoroso de qualidade, com acompanhamento constante. O que não pode
continuar é a situação atual, onde a população paga caro e convive com ruas
sujas, lixo espalhado e sensação de abandono.
Em resumo, o mais
justo — como muitos defendem — é voltar ao modelo anterior, desde que venha
acompanhado de planejamento, responsabilidade e compromisso real com a limpeza
da cidade.

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