Fostes em festa de pobre é uma maravilha a melhor coisa que existe, festa de pobre é cheia de comida e bebida.
Meu
sobrinho trabalha comigo e na segunda feira da semana passada, ele me avisou,
olha tio; eu vou parar sexta feira mais cedo um pouquinho.
Na hora
perguntei o do porque ele queria parar às quinze horas e trinta minutos.
Bem tio eu fui convidado para um casamento na sexta às vinte horas e como é em
Franca, precisamos ir dezessete e quinze, só assim chegaremos com tempo de
assistir o casório no cartório, pois o da igreja é no sábado à noite.
Mas
então você vai retornar no domingo.
Com
certeza, pois sexta eu sou padrinho e no sábado não podemos perder a festa.
Você estando aqui segunda está tudo bem.
No
domingo chegaremos aqui na parte da tarde e segunda pego cedo.
Então
ta respondi!
Sexta feira às três horas meu sobrinho começou por lavar as ferramentas e
guarde-las na varanda e as três e dez, ele caiu na marva, subiu a serrinha sem
mesmo olhar para trás.
Eu e o
outro ajudante ficamos ate às dezessete horas sendo este horário o normal de
nosso trabalho.
Bem, certo mesmo é que festa de pobre há hora e dia para começo e não existe
hora nem dia certo para finalizar, ainda mais sendo casamento.
Passei o
final de semana em casa como de costume, sempre em
minha Olivetti digitando
alguma coisa.
Eu tinha certeza que meu sobrinho nunca estaria segunda-feira no serviço,
poderia até chegar de Franca, mas trabalhar eu sábia que não.
A festa
começaria então sexta-feira ali pelas vinte e uma horas e sabe lá que hora ia
terminar.
Pobre é mesmo exagerado, pensa muito em comida e bebida, e os donos da festa
têm medo de passar vergonha então faz das tripas coração para satisfazer os
convidados e os penetras também, pois eles estão em todos os lugares.
Festa de rico é bem diferente eles pagam uma empresa e tudo fica resolvido, se
bem que festa de rico é uma miséria sem tamanho, uns pinga, pinga, até para
pegar o salgadinho da bandeja, eles empinam os dedos como bico de cisne.
Já o pobre não, o negocio deles é cerveja, cachaça e carne, o resto é sobra que
fica para rebater na segunda-feira.
O pobre mesmo com pouco que ganha, pega o pagamento ao final de semana e chega
ao açougue e logo já compra tanto de quilos de lingüiça, um monte de carne de
segunda e mais uma porção de carne moída, isso às vezes acaba na quinta ou
sexta-feira, e eles custam agüentar até sábado.
Já o rico vai ao açougue e pede meio quilo de carne, claro carne de primeira,
mas a desculpa é só para o almoço, mas e o jantar.
Então
cheguei hoje para trabalhar e perguntei para o Antonio, o ajudante se não tinha
visto meu sobrinho, eles moram ali pertinho um do outro, lá mesmo na roça.
Eu sábia, claro que não chegou como prometera.
Era
umas três horas da tarde, quando meu sobrinho desceu a serrinha, com sua
esposa, ao chegar perto de nós ainda estava com o bafo de onça, a carniça
evacuava pelos ares.
Foi
então que nos contou como foi o casório e da grande festa que o pai da noiva
fez.
Claro que tinha que ser assim, é pobre, como nós e não poderia ser
diferente.
Assim
nos contou que já na sexta-feira, o pau moeu cedo, cerveja e churrasco a
doidada, e sábado da mesma forma, domingo também com a soca fizeram mais festa.
Uai, sobrinho, hoje é segunda, antes de eu perguntar ele respondeu.
Então
hoje na hora do almoça ainda tinha umas garrafas de cerveja e um pouco de
alambique, ai já viu.
Ouvimos
a história e ele foi embora, dizendo que ia dormir.
Eu sei disso porque em casa é assim, o dia que tira para uma festinha às vezes
começa no sábado e termina no domingo à tardinha, também sou pobre.
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