Eu espírito deixei abertura desde a minha inocência para que acontecessem
tais coisas e com isso eu tinha que tolerar tudo, por que; Eu espírito estava
aprender dentro dessa vida.
Em uma tarde estava
sentado em um banco frente ao fogão; esperando uns bolinhos de farinha de
trigo, que minha parenta estava a fazer para todos nós.
O café cheirava gostoso e ao
terminar de fritar os bolinhos, minha parenta deu-me uma olhada e disse, você
vai levar até eles, ou viram aqui comer?
Acho que viram aqui!
Por um tempo ela me fitou os olhos
e vi dentro deles, um brilho diferente.
Entregou-me os bolinhos e o café
muito quente, coloquei a caneca em cima do banco em que estava sentado, era um
banco de madeira feito de prancha, que meu pai tinha feito.
Ao me entregar os bolinhos, ela
virou-me as costas e ficou frente ao fogão de lenha.
Eu olhava as coxas dela e a parte
toda de traz, meu pensamento já maliciava coisas e meu corpo correspondia com
seu desejo.
Mal sabia que ali iria encontrar,
mais uma abertura para coisas do mal.
O pensamento dava ordens para o
corpo de desejos e este procurava de todas as formas, com os olhos, lambuzar-se
de tentações.
Descia e subia o olhar com desejos
carnal e este mandava ao pensamento mais e mais vontade de atacá-la, ali mesmo.
Novamente ela vira para meu lado e
dá-me outro olhar ainda mais profundo, acho que ela percebera que eu estava
todo cheio de vontade.
Com isso meu pensamento ainda
ficava mais aflito, para cometer tal ato.
Senti-me dentro dela na hora,
coisa mesmo de louco, sem controle, mas o pensamento era quem estava no
comando, por tanto não tinha como eu Espírito, pará-lo.
Você não vai comer os bolinhos?
A sim!
Estou fazendo um bem caprichado
para você..
Quer leite?
Acho que vou querer!
Frio ou quente? Frio!
Obrigada.
Ali começava então coisas
inexplicáveis que vieram acontecer comigo.
Não contive e invadi, procurando
ir ate ela para fazer o que o pensamento ditava e o corpo desejava.
Sorte ou azar ter chegado alguém,
na hora exata em que ia agir.
Comi e tomei o leite, saindo para
fora, sentei-me a certa distancia em baixo a uma arvore existente ali.
Fiquei por um bom tempo de cabeça
baixa, sobre os joelhos, acho que adormeci.
Recordo-me que ao erguer a cabeça,
estava com ela doendo e minha barriga roncava como um porco faminto e ainda
dava contornos nas tripas.
Que será isso?
Meu pai! Que dor?
Como dói; parece que comi um touro
e esse ronco, coisa esquisita, nunca tive isso.
Levantei-me daquele lugar fui
exercitando os braços, contorcendo os ombros ate a água mais próxima.
Tomei duas conchas feitas com as
palmas das mãos e sai, indo para dentro onde o pessoal estava.
Sei que comentei aquilo com alguém
ali.
Não dei bola, pois melhorou
rápido, ate-me esqueci.
Passam se os dias e não mais
estava ali, minha parenta, tinha acompanhado o marido indo embora
Sento no mesmo banco onde tudo
começou.
E passam se os dias Eu Espírito
ainda sinto desejos por uma mulher que não consegui.
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