Circo da vida.
Só eu sei como é
complicado viver assim no circo da vida.
E como é difícil carregar
um sorriso nos lábios.
Se há tantas lagrimas que
pelo rosto está a rolar
Os dramas de minha vida,
Vou procurar levar até o
fim.
As pessoas que eu mais
gostava afastaram-se de mim.
Aprendi que neste mundo,
cada qual vale o que têm.
Por isso eu sou amigo do dinheiro e de mais ninguém.
Com dinheiro temos mais
valor, saúde, educação;
Conseguiremos até um
grande amor.
Sem réis, não se vale um
vintém.
Eu quase já fui feliz um
dia.
E se eu me estropiar,
mancando chegarei.
Sou passarinho, gostaria
no espaço voar.
Batendo a asa nunca séria
um fracasso.
O ditado é certo quem ama
jamais esquece,
As loucuras nos
enfraquecem.
A primavera do meu amor
eu perdi,
A decisão eu não
compreendi.
No meu circo da vida, nem o mastro enterrei.
A lona nenhum dia de
minha vida estiquei.
A chave da ingratidão
abriu meu peito,
Trancando lá dentro a
paixão.
Agora não há mais jeito,
para tirar essa dor,
Que se acha com direito
de permanecer.
E me fazer sofrer com
essa dor.
Já provei muito veneno,
fui banido no circo da vida.
Não há bálsamo que
melhora o odor.
É tanta tristeza, muito
desgosto.
No circo, o encerado não
tem solução e jamais foi estirado.
O feitiço vem do
feiticeiro, mas quem pede não passa de um coitado.
Sempre a mandinga vira
contra o mandingueiro.
Trago um sentimento,
sempre um sentimento, que fere o peito com muita dor.
Não há lei na terra que
possa condenar somente o circo da vida será juiz.
Aprendi atirar com fuzil
e metralhadora, no combate de uma guerra.
Serei eu vencedor.
Desvio das feras bravas,
e das ondas fortes do mar.
Com carinho e com
respeito abordo com todos que eu vou falar.
No meu circo da vida,
ando e corro sem sair do lugar.
Quando se despediu vazio
ficou o coração.
Levaram-me para tão
distante que senti solidão.
Abrirei a porta da gaiola, sairei, vou cantar noutra janela.
Não posso ser prisioneiro
o circo da vida é minha morada.
Também sou homem e não
considero santo, mas vejo com espanto.
O modo dos viveres, a
casa e um ninho de serpentes.
É uma franqueza o circo
das vidas é somente de tristeza.
Por isso mesmo não ambiciono a carrear, o carro tomba, carreiro em baixo vai
ficar.
O circo da vida dá volta
o nobre fica pobre, e o pobre vira-bosta.
Enquanto eu circulo com
essa dor, está na sala doando o cheiro do amor.
Varal do alpendre no
circo da vida roupa sem lavar esticada está.
Não esqueça de avisar que
devo voltar com o bater das asas posso logo chegar.
Conversando com a solidão, será que me convém, se ontem lá passei, ou pode
acabar em nada.
Preciso fugir da estrela
e da ficção, mas no circo da vida é um grande delírio.
É um olhar diferente, que
nem sempre nos satisfaz.
Nem vou olhar de novo se
foi com esse admirar, que paguei o crime da decepção.
As lagrimas saíram dos
olhos e caíram do meu rosto no piso determinando a distinção.
Brotou a semente da
ilusão, mas pode ficar com o findar do circo da vida e com esse ato não haverá
solução.
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