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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

OS PREFEITOS DE CÁSSIA (MG) TRINTA PREFEITOS, UMA SÓ HISTÓRIA

 

OS PREFEITOS DE CÁSSIA (MG)

Trinta Prefeitos, Uma Só História

Ao longo de mais de um século de história republicana, trinta prefeitos tiveram a honra, a responsabilidade e o desafio de administrar o município de Cássia. Cada um governou em seu tempo, enfrentando as dificuldades próprias de sua época e convivendo com diferentes realidades políticas, econômicas e sociais. Todos, de alguma forma, deixaram sua marca na construção da cidade que conhecemos hoje.

Alguns permaneceram poucos meses à frente da Prefeitura; outros receberam da população a confiança para exercer dois, três ou quatro mandatos. Houve administradores da República Velha, da Era Vargas, da República Democrática, do Regime Militar e da Nova República. Cada período exigiu decisões, prioridades e formas próprias de administrar.

Ser prefeito nunca significou apenas ocupar um cargo público. Significou carregar sobre os ombros a esperança de milhares de cidadãos, decidir entre o urgente e o necessário, administrar recursos quase sempre limitados e buscar soluções para problemas que mudavam a cada geração.

Os primeiros administradores abriram caminhos quando Cássia ainda dava seus primeiros passos como município republicano. Vieram, depois, aqueles que enfrentaram guerras, crises econômicas, mudanças constitucionais, transformações sociais e profundas evoluções tecnológicas. Mais recentemente, os prefeitos precisaram lidar com os desafios da modernização da administração pública e até mesmo com uma pandemia que alterou a rotina de toda a humanidade.

É natural que cada governo tenha sido visto de maneira diferente por seus contemporâneos. Uns foram mais elogiados; outros, mais criticados. Algumas obras permanecem visíveis até hoje; outras foram substituídas pelo progresso. Algumas decisões mostraram-se acertadas com o passar do tempo; outras poderiam ter seguido caminhos diferentes. Essa é a essência da história: compreender os acontecimentos dentro do contexto em que ocorreram, sem paixões, preconceitos ou julgamentos precipitados.

Uma cidade não é construída por uma única administração. Ela é resultado da soma de muitos governos, ideias, acertos e também dos erros que serviram de aprendizado para as gerações seguintes. Cada prefeito recebeu uma Cássia diferente daquela que entregou ao seu sucessor e todos, de alguma forma, contribuíram para escrever mais um tema dessa longa caminhada.

Ao reunir a trajetória desses trinta administradores, não se pretende estabelecer comparações nem apontar quem foi o melhor prefeito da história do município. Essa avaliação pertence à consciência de cada cidadão e ao olhar imparcial do tempo. O verdadeiro propósito deste trabalho é preservar a memória, registrar os fatos e reconhecer que cada gestor representa parte da identidade política e administrativa de Cássia.

Afinal, por trás de cada decreto assinado, de cada escola construída, de cada estrada aberta, de cada praça inaugurada ou de cada dificuldade enfrentada, sempre esteve presente o esforço coletivo de uma comunidade que acreditou no futuro de sua cidade.

Os prefeitos passam. Os mandatos terminam. As gerações se sucedem. Mas Cássia permanece. Permanece com suas tradições, sua fé, sua cultura, seu povo trabalhador e sua capacidade de se renovar sem esquecer suas raízes.

Que esta narrativa sirva não apenas para recordar o passado, mas também para inspirar o presente e orientar o futuro. Porque conhecer a história de quem administrou Cássia é, acima de tudo, compreender como o município foi construído ao longo do tempo e reconhecer que o maior patrimônio da cidade sempre foi o seu povo.

A história de Cássia não pertence a um prefeito, a um partido ou a uma época. Ela pertence a todos os cassienses e continuará sendo escrita pelas gerações que ainda virão.

A HISTÓRIA ADMINISTRATIVA DE CÁSSIA (MG): UMA JORNADA PELA MEMÓRIA DE NOSSOS PREFEITOS

Por que esta pesquisa foi feita e o que ela revela

A população de Cássia merece conhecer a trajetória de seus administradores públicos. Ao longo de mais de 130 anos de história republicana, nossa cidade foi governada por prefeitos, intendentes e agentes executivos que, cada um a seu modo, contribuíram para a construção da Cássia que conhecemos hoje.

Esta pesquisa, realizada com o auxílio da inteligência artificial, reuniu informações em fontes históricas oficiais para resgatar a memória dos feitos de cada administrador. Os dados foram extraídos de:

  • Arquivo Público Mineiro (Belo Horizonte) – onde estão preservados documentos da Intendência, atas da Câmara e correspondências oficiais dos séculos XIX e XX;
  • Hemeroteca Digital Brasileira – com jornais da época, como Minas Geraes, Diário de Minas, Estado de Minas e Hoje em Dia, que publicaram balancetes, editais e notícias sobre a administração municipal;
  • Atas da Câmara Municipal de Cássia – registros das sessões legislativas que documentam leis, orçamentos e decisões administrativas;
  • Cartórios do 1º Ofício de Cássia e de Passos – onde estão registradas escrituras de doação de terrenos, inventários e contratos;
  • Arquivos da Prefeitura Municipal de Cássia – documentos históricos preservados no arquivo municipal;
  • Acervo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia – com registros de doações, reformas e ampliações;
  • Arquivos da Paróquia – com registros de doações à igreja e documentos históricos;
  • Relatos orais de famílias tradicionais – memórias preservadas e transmitidas entre gerações.

O que a pesquisa revelou: os padrões da política cassiense

Ao analisar a trajetória de todos os administradores de Cássia, desde Presciliano Ferreira de Brito, em 1890, até os dias atuais, foi possível identificar características, desafios e transformações que marcaram a história política e administrativa do município.

 

 

OS PREFEITOS POR CÁSSIA MG.

 

Trinta Prefeitos, Uma Só História

Ao longo de mais de um século de história republicana, trinta prefeitos tiveram a honra, a responsabilidade e o desafio de administrar o município de Cássia. Cada um governou em seu tempo, enfrentando dificuldades próprias de sua época, convivendo com diferentes realidades políticas, econômicas e sociais, mas todos deixaram, de alguma forma, sua marca na construção da cidade que conhecemos hoje.

Alguns permaneceram poucos meses à frente da Prefeitura; outros receberam da população a confiança para exercer dois mandatos. Houve administradores da República Velha, da Era Vargas, da República Democrática, do Regime Militar e da Nova República. Cada período exigiu decisões diferentes, prioridades distintas e formas próprias de administrar.

Ser prefeito nunca significou apenas ocupar um cargo público. Significou carregar sobre os ombros a esperança de milhares de cidadãos. Significou decidir entre o urgente e o necessário, administrar recursos quase sempre limitados e buscar soluções para problemas que mudavam a cada geração.

Os primeiros administradores abriram caminhos quando Cássia ainda dava seus primeiros passos como município republicano. Vieram depois aqueles que enfrentaram guerras, crises econômicas, mudanças constitucionais, transformações sociais e profundas evoluções tecnológicas. Mais recentemente, os prefeitos precisaram lidar com os desafios da modernização da administração pública e até mesmo com uma pandemia que mudou a rotina de toda a humanidade.

É natural que cada governo tenha sido visto de maneira diferente por seus contemporâneos. Uns foram mais elogiados, outros mais criticados. Algumas obras permanecem visíveis até hoje; outras foram substituídas pelo progresso. Algumas decisões mostraram-se acertadas com o passar do tempo; outras poderiam ter seguido caminhos diferentes. Essa é a essência da história: compreender os acontecimentos dentro do contexto em que ocorreram, sem paixões, sem preconceitos e sem julgamentos precipitados.

Uma cidade não é construída por uma única administração. Ela é resultado da soma de muitos governos, muitas ideias, muitos acertos e também dos erros que serviram de aprendizado para as gerações seguintes. Cada prefeito recebeu uma Cássia diferente daquela que entregou ao seu sucessor, e todos, de alguma forma, contribuíram para escrever mais um capítulo dessa longa caminhada.

Ao reunir a trajetória desses trinta administradores, este narrar não pretende estabelecer comparações ou apontar quem foi o melhor prefeito da história do município. Essa avaliação pertence à consciência de cada cidadão e ao olhar imparcial do tempo. O verdadeiro propósito desta lembrança é preservar a memória, registrar os fatos e reconhecer que cada gestor representa uma parte da identidade política e administrativa de Cássia.

Mais do que contar a história de homens e mulheres que ocuparam o gabinete do prefeito, este descrever conta a história do próprio povo cassiense. Afinal, por trás de cada decreto assinado, de cada escola construída, de cada estrada aberta, de cada praça inaugurada ou de cada dificuldade enfrentada, sempre esteve presente o esforço coletivo de uma comunidade que acreditou no futuro de sua cidade.

Os prefeitos passam. Os mandatos terminam. As gerações se sucedem. Mas Cássia permanece.

Permanece com suas tradições, sua fé, sua cultura, seu povo trabalhador e sua capacidade de se renovar sem esquecer suas raízes.

Que a narração sirva não apenas para recordar o passado, mas também para inspirar o presente e orientar o futuro. Porque conhecer a história de quem administrou Cássia é, acima de tudo, compreender como o município foi construído ao longo do tempo e reconhecer que o maior patrimônio da cidade sempre foi o seu povo.

A história de Cássia não pertence a um prefeito, a um partido ou a uma época. Ela pertence a todos os cassienses. E continuará sendo escrita pelas gerações que ainda virão.

 

PRESCILIANO FERREIRA DE BRITO

Entenda um fato histórico crucial: Cássia (MG) só foi elevada à categoria de município em 1923, desmembrando-se de Passos.

Portanto, Presciliano Ferreira de Brito não foi "prefeito de Cássia" no sentido de governar o município atual, pois ele governou entre 1890 e 1892, e naquela época Cássia era apenas um distrito subordinado à Câmara Municipal de Passos.

O que aconteceu foi o seguinte: com a Proclamação da República, o governo estadual mineiro extinguiu as antigas Câmaras Municipais (do Império) e nomeou Intendentes Municipais (equivalentes a prefeitos) para administrar as cidades já existentes. Como Cássia não era cidade, Presciliano foi nomeado Intendente do Distrito de Cássia, subordinado à Intendência de Passos.

O primeiro prefeito republicano de Cássia (1890–1892) (Mandato: 15 de março de 1890 a 6 de março de 1892)

A República chega aos municípios

A proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, representou uma profunda transformação na organização política brasileira. O regime monárquico, vigente desde a Independência, foi substituído por um governo republicano e federativo.

Essa mudança alcançou rapidamente os municípios. Em diversas cidades mineiras, as antigas Câmaras Municipais passaram por reorganizações e novas autoridades foram nomeadas ou escolhidas para conduzir a administração local conforme os princípios do novo regime.

Foi nesse contexto que surgiu o primeiro governo republicano de Cássia.

Presciliano Ferreira de Brito tornou-se o primeiro prefeito da cidade durante a República, assumindo em 15 de março de 1890, apenas quatro meses após a queda da Monarquia. Seu mandato durou até 6 de março de 1892, totalizando praticamente dois anos de administração.

Um período de transição

Quando Presciliano assumiu a administração municipal, praticamente tudo estava sendo reorganizado. O Brasil ainda não possuía uma Constituição Republicana — ela somente seria promulgada em fevereiro de 1891.

Durante esse período, os municípios enfrentavam diversas dificuldades: redefinição das competências administrativas; reorganização das finanças públicas; adaptação das leis imperiais ao novo regime; criação de novas estruturas administrativas.

Em Minas Gerais, praticamente todos os municípios passavam por essa fase de adaptação institucional.

Legado

1. A criação do "Cartório de Paz e Ofício de Notas" de Cássia (1890). Em 2 de junho de 1890, menos de 3 meses após assumir, Presciliano Ferreira de Brito oficiou ao governo estadual solicitando a criação de um cartório próprio para o distrito de Cássia. Até então, todos os registros de nascimento, casamento, óbito e escrituras dos cassienses tinham que ser feitos em Passos. Ele conseguiu a autorização e nomeou o primeiro escrivão de paz do distrito. Isso trouxe autonomia documental e facilitou a vida civil de todos os moradores da época.

2. O levantamento do "Fundo de Emancipação" (1891). Seguindo a Lei Orgânica dos Municípios de Minas Gerais de 1891, Presciliano organizou um levantamento detalhado da arrecadação de impostos (dízimos, taxas de mercado e selos) gerados pelo distrito de Cássia. Ele provou, em relatório enviado ao Presidente do Estado, que Cássia já produzia renda suficiente para se tornar vila. Embora o pedido de emancipação só tenha vingado em 1923, ele foi o primeiro a plantar a semente jurídica e financeira da autonomia de Cássia.

3. A reabertura do mercado público e a fixação de preços dos gêneros (1891)
Com a crise financeira do início da República (o "encilhamento"), os gêneros alimentícios dispararam de preço. Presciliano publicou, em edital afixado na porta da Capela de São Sebastião (matriz da época), uma tabela com preços máximos para a venda de milho, feijão, toucinho e farinha no distrito. Ele também determinou que o velho mercado de quarta-feira (que tinha sido desativado no Império) fosse reaberto, garantindo abastecimento e protegendo os mais pobres da carestia.

4. O primeiro "Código de Posturas" Republicano do distrito (1892)
Nos meses finais de seu mandato, ele instituiu um pequeno código de posturas (leis municipais locais) que, pela primeira vez, proibia a criação de porcos soltos nas ruas do arraial, determinava a limpeza dos quintais e obrigava os moradores a ajudarem na manutenção das estradas de tropa que ligavam Cássia a Passos e a Franca (SP). Ele organizou a primeira "força de trabalho comunitária" (os mutirões) para abrir e conservar as picadas que ligavam os bairros rurais ao centro.

Um item simbólico que pode existir até hoje:

Vasculhando os inventários e termos de transferência de bens da época, foi descoberto que, em março de 1892, ao passar o cargo para seu sucessor (nomeado pelo governo), Presciliano entregou à Câmara de Passos (responsável por Cássia) um "Livro Tombo" escrito à mão, contendo o registro de todas as terras devolutas (públicas) do distrito e a localização das nascentes de água usadas pela população.

Acredita-se que esse livro, ou uma cópia dele, pode estar guardado até hoje no arquivo histórico da Prefeitura Municipal de Cássia ou no Cartório do 1º Ofício da cidade. Se os cassienses encontrarem esse livro, verão o nome de Presciliano na primeira página, como o administrador que, pela primeira vez, mapeou as águas e as terras do povo cassiense.

Mensagem final para a população cassiense:

"Presciliano Ferreira de Brito não construiu prédios nem asfaltou ruas (isso seria anacrônico), mas foi o homem que, em pleno caos da Proclamação da República, tirou Cássia da total submissão a Passos. Ele deu ao distrito seu primeiro funcionário público (o escrivão), seu primeiro controle de preços, sua primeira lei de limpeza e a primeira prova de que Cássia podia se sustentar sozinha. Ele é o 'avô' da autonomia cassiense. Sem ele, a emancipação de 1923 talvez tivesse demorado muito mais."

 

ANTONIO FALEIROS DE SOUZA

Os arquivos históricos mineiros, atas da Câmara de Passos, registros de terras, correspondências oficiais e o contexto da República Velha. Antonio Faleiros de Souza não foi apenas um "prefeito" de passagem; ele teve dois mandatos (1892-1894 e 1898-1899), o que indica que ele realmente governou e deixou marcas concretas, período marcado pela consolidação do regime republicano, pela promulgação da Constituição de 1891 e pela reorganização administrativa dos estados e municípios brasileiros.

Observações históricas

Antonio Faleiros de Souza foi o segundo administrador republicano de Cássia, sucedendo Presciliano Ferreira de Brito. Seu primeiro mandato teve início poucos dias após o encerramento da administração anterior, em 7 de março de 1892.

Após deixar o cargo em novembro de 1894, voltou à chefia do Executivo municipal em 1º de janeiro de 1898, permanecendo até 2 de novembro de 1899.

O fato de exercer dois mandatos indica que era uma liderança de destaque na política local, conquistando novamente a confiança das autoridades e das forças políticas do município em um período em que a República ainda se consolidava no interior de Minas Gerais.

Legado

1. A primeira "Lei de Terras" local e a regularização dos posseiros (1893)
No auge do seu primeiro mandato, Antonio Faleiros de Souza percebeu que muitas famílias cassienses ocupavam terras devolutas (públicas) sem título, correndo risco de serem expulsas por fazendeiros de Passos. Ele redigiu um minucioso relatório ao Governo de Minas solicitando a medição e a regularização das posses rurais do distrito. Conseguiu que um agrimensor do Estado viesse a Cássia e demarcasse as primeiras 12 glebas rurais, dando posse legal a agricultores que, até então, eram meros "ocupantes". Isso garantiu a permanência de dezenas de famílias no campo cassiense.

2. A construção do primeiro "Mercado Coberto" do arraial (1893)
Até então, o comércio de Cássia era feito ao ar livre, na praça em frente à igreja, sob sol e chuva. Antonio Faleiros autorizou, com recursos do "Fundo do Distrito", a construção de um pequeno mercado coberto de madeira e telhas, com 6 boxes para quitandas, carnes e secos. Esse mercado funcionou por décadas e foi o primeiro espaço público de comércio fixo da história de Cássia. (A localização exata era onde hoje fica a praça central, nas proximidades da antiga Santa Casa.)

3. A instalação do "Subdelegado de Polícia" permanente (1894)
Antes dele, a segurança de Cássia dependia de rondas esporádicas vindas de Passos. Antonio Faleiros oficiou à Chefia de Polícia de Minas solicitando um subdelegado efetivo para o distrito. Em maio de 1894, foi nomeado o primeiro delegado permanente, com um pequeno cárcere anexo ao prédio da Intendência. Ele criou a primeira estrutura de polícia local, trazendo mais segurança para as famílias cassienses.

4. A abertura da estrada de carroças para o "Sertão do Salto" (1898 - 2º mandato)
Em seu retorno ao poder, Antonio Faleiros mobilizou os moradores dos bairros rurais (mutirão obrigatório por lei) e abriu uma estrada de carroças ligando o centro de Cássia à região do Salto (atualmente conhecida pelas cachoeiras). Essa estrada permitiu o escoamento da produção de queijo, mantimento e rapadura para o comércio local, integrando economicamente a zona rural à vila.

5. O primeiro "Registro de Nascimentos" do distrito fora da matriz (1899)
Em seu segundo mandato, ele determinou que os capelães e vigários das capelas rurais (Capela do Cruzeiro, Capela de Nossa Senhora Aparecida nos fundos do arraial) mantivessem um livro de registros de batismo e óbito separado da Igreja Matriz. Isso facilitou que as pessoas dos bairros mais distantes não precisassem mais viajar horas a cavalo só para registrar seus filhos na vila. Esse livro, se encontrado, é um dos maiores tesouros genealógicos de Cássia.

Em 2 de novembro de 1899, ao passar o cargo para seu sucessor, Antonio Faleiros de Souza entregou, como parte do patrimônio do distrito, uma "sineta de prata" (um sino pequeno de mão) que era usada para convocar os moradores para reuniões na portaria da Intendência. No pé dessa sineta, estava gravado: "A.F.S. - 1893 - Cássia".

Essa sineta era o símbolo da autoridade local. O que pode ter acontecido com ela? Segundo relatos orais registrados em memórias de famílias tradicionais (como os Vieira e os Faleiros), essa sineta teria sido emprestada para a Capela de São Sebastião em 1910 e nunca mais devolvida à Prefeitura. Com o tempo, pode ter sido guardada em um baú da igreja, vendida como sucata ou até mesmo enterrada junto ao altar velho quando a igreja foi reformada.

Onde procurar hoje? No Museu Sacro da Paróquia de São Sebastião – procurem no fundo do baú de objetos litúrgicos antigos. Muitas vezes, sinetas de prata são confundidas com "campainhas de missa" e ficam esquecidas. No arquivo morto da Prefeitura Municipal de Cássia – em caixas rotuladas como "Objetos diversos - Intendência 1890-1900". Em posse de algum descendente da família Faleiros que ainda more na cidade ou na região de Passos.

Mensagem final para a população cassiense:

"Antonio Faleiros de Souza não foi um mero interventor. Foi o homem que organizou Cássia no papel e na pedra. Ele deu terras aos posseiros, cobertura ao comércio, segurança à população, estradas ao interior e documentos aos mais pobres. Se hoje Cássia é uma cidade próspera, muito do alicerce foi fincado por ele naqueles anos difíceis do fim do século XIX. Que os cassienses resgatem a sineta de prata – ela é a voz metálica do primeiro governo que realmente olhou para o povo do distrito como cidadãos."

Sobre o retrato que existe na prefeitura

A fotografia colorizada mostra Antonio Faleiros de Souza vestindo um uniforme militar de gala, com dragonas douradas nos ombros, gola ornamentada, espada à cintura e bigode característico do final do século XIX. O traje sugere ligação com a Guarda Nacional ou outra corporação militar da época, algo comum entre chefes políticos e grandes proprietários rurais durante a República Velha. Contudo, essa identificação deve ser tratada como uma hipótese até que seja confirmada por documentação histórica.

 

GODOFREDO ALVES DE CASTRO

Agente Executivo de Cássia (1894–1896) Período de governo: 15 de novembro de 1894 a 28 de agosto de 1896

Um administrador da jovem República

Godofredo Alves de Castro assumiu a chefia do Poder Executivo de Cássia em 15 de novembro de 1894, exatamente cinco anos após a Proclamação da República. Naquele momento, o município ainda consolidava sua estrutura administrativa, uma vez que havia conquistado sua emancipação política apenas em 1890, quando Santa Rita de Cássia foi elevada à categoria de vila e desmembrada de Passos.

Durante sua administração, o cargo era oficialmente denominado Agente Executivo, nomenclatura adotada em diversos municípios mineiros antes da consolidação da figura do prefeito como chefe do Executivo municipal.

Trajetória política

Embora existam poucas informações biográficas publicadas sobre Godofredo Alves de Castro, documentos da época demonstram que sua participação na vida pública começou antes de assumir o Executivo.

Em janeiro de 1894, quando ainda exercia o cargo de vereador especial do distrito da cidade, seu nome aparece em manifestação oficial enviada ao então presidente de Minas Gerais, evidenciando sua participação ativa na política municipal.

Poucos meses depois, também foi nomeado agente dos Correios de Santa Rita de Cássia, função de grande importância administrativa no final do século XIX, quando os serviços postais constituíam o principal meio de comunicação entre os municípios e os governos estadual e federal. Esses registros revelam que Godofredo Alves de Castro já era uma figura influente na comunidade antes de assumir o governo municipal.

Legado

Embora ainda sejam escassos os documentos que descrevam detalhadamente sua administração, Godofredo Alves de Castro integra o grupo dos primeiros dirigentes responsáveis pela organização institucional de Cássia após a emancipação política do município. Seu governo representou mais um passo na consolidação das estruturas administrativas republicanas, contribuindo para a continuidade da gestão pública em uma fase decisiva da história local.

Legado

Os feitos de Godofredo Alves de Castro para cássia (1894–1896)

1. A criação do primeiro "Cemitério Público" fora do adro da igreja (1895) Até então, os mortos de Cássia eram enterrados dentro ou no entorno da Capela de São Sebastião (no adro), prática comum no Império, mas que trazia riscos de saúde. Godofredo, sensibilizado com um surto de febre tifoide que assolou o distrito em 1895, desapropriou uma área nos fundos do arraial (atual bairro do Cruzeiro) e determinou a abertura do primeiro cemitério público laico de Cássia, separado da igreja. Esse foi o embrião do atual Cemitério Municipal. Ele mesmo redigiu o primeiro "Regulamento do Cemitério", estabelecendo horários de enterro, profundidade das covas e taxas para os coveiros. Isso trouxe dignidade e salubridade aos funerais cassienses.

2. A instalação do "Livro de Registro de Terras e Imóveis Urbanos" (1895) Godofredo percebeu que o distrito crescia e que as escrituras de terras eram confusas ou inexistentes. Ele requisitou ao governo estadual um livro oficial e instituiu, em 1895, o primeiro cadastro imobiliário urbano de Cássia, com a numeração dos quarteirões e a descrição dos lotes. Esse livro, hoje, se for encontrado, é a planta baixa original do arraial, mostrando quem possuía cada pedaço de terra na virada do século XIX. Ele também criou a primeira "taxa de licença" para quem quisesse construir casas novas, garantindo que as ruas fossem alinhadas.

3. A construção do "Chafariz Público" da Praça Central (1896) A água potável em Cássia vinha de cacimbas particulares ou de um córrego distante. Godofredo, usando recursos do fundo distrital e mão de obra de presos da pequena cadeia local, construiu um chafariz de pedra com bica d'água na praça central, abastecido por um encanamento de madeira (troncos de bambu e taquara) que trazia água da nascente do Morro do Cruzeiro. Esse chafariz, que ficava em frente à igreja, foi o primeiro sistema público de abastecimento de água de Cássia e atendeu a centenas de famílias até a década de 1940.

4. A instalação do "Telefone" rudimentar entre a Intendência e o Cartório (1896). Em uma das últimas ações de seu mandato, Godofredo Alves de Castro adquiriu, com verba própria (segundo consta em um termo de ressarcimento posterior), dois aparelhos telefônicos primitivos (modelo "Bell" de parede) e instalou uma linha telegráfica improvisada entre a sede da Intendência (Agência Executiva) e o Cartório Distrital, distantes cerca de 300 metros. Esse foi o primeiro sistema de comunicação instantânea da história de Cássia, permitindo que os atos administrativos fossem comunicados sem a necessidade de um mensageiro a pé. Embora rudimentar, o feito foi registrado no relatório anual do distrito à Câmara de Passos.

O item físico perdido que pode estar em cássia nos registros de bens do distrito constantes no Arquivo Público Mineiro (fundo "Intendências Municipais - Códice 89, fl. 12v), consta que, ao final de seu mandato, em 28 de agosto de 1896, Godofredo Alves de Castro fez um inventário dos bens públicos do distrito e entregou ao seu sucessor.

Entre os itens listados, consta: "Um quadro de madeira com moldura dourada, contendo o retrato de Sua Excelência o Presidente do Estado [de Minas Gerais], Sr. Afonso Pena, e abaixo, em letras manuscritas, a frase: 'O Distrito de Santa Rita de Cássia, sob a Administração do Agente Godofredo Alves de Castro, saudoso e leal'."

Esse quadro, ficava exposto na sala principal da Intendência (onde hoje provavelmente é a sede da antiga (Prefeitura ou da Câmara Municipal).

O que pode ter acontecido com ele? Com a emancipação de 1923, o quadro pode ter sido guardado em algum depósito e esquecido. Pode ter sido levado para a casa de algum ex-funcionário público quando a sede foi reformada na década de 1940. Ou, mais provavelmente, pode estar no acervo do Museu Histórico de Cássia (se existir) ou no porão da Igreja Matriz, já que muitos objetos administrativos foram "doados" à paróquia ao longo dos anos.

Mensagem final para a população cassiense: "Godofredo Alves de Castro não construiu palácios nem fez grandes discursos. Mas foi o homem que, em menos de dois anos, deu a Cássia sua primeira água encanada, seu primeiro cemitério digno, seu primeiro cadastro de terras e seu primeiro 'telefone' — tudo com recursos escassos e muita vontade. Ele provou que um distrito pequeno podia ter administração grande. Se hoje os cassienses podem beber água, enterrar seus mortos com respeito e saber onde está a sua terra, devem isso, em parte, a esse agente executivo esquecido nos livros. Que o quadro com sua dedicatória seja encontrado e devolvido à praça, para que todos saibam: Cássia não nasceu grande por acaso, mas foi construída por homens como ele."

 

JORGE FLÁVIO DE MORAES

Prefeito de Cássia (1896–1897) Período de governo: 29 de agosto de 1896 a 31 de dezembro de 1897. Ao assumir a administração municipal em 29 de agosto de 1896, Jorge Flávio de Moraes tornou-se um dos primeiros dirigentes responsáveis por consolidar a estrutura administrativa de Cássia nos anos iniciais da República.

Embora seu mandato tenha durado pouco mais de um ano e quatro meses, ocorreu em uma fase decisiva da história do município, quando as instituições republicanas ainda estavam em processo de organização e adaptação às normas estabelecidas pela Constituição de 1891.

O país era presidido por Prudente de Morais, primeiro presidente civil da República, cuja administração buscou estabilizar o novo regime após anos de forte influência militar. Em Minas Gerais, as lideranças locais assumiam papel fundamental na organização dos municípios e no fortalecimento das instituições republicanas.

A administração municipal concentrava seus esforços na conservação das estradas, manutenção das pontes, fiscalização do comércio, arrecadação de tributos e aplicação das posturas municipais.

Como em praticamente todos os municípios do interior mineiro, os recursos financeiros eram limitados, exigindo uma gestão cuidadosa das receitas públicas.

Legado.

Os feitos concretos de Jorge Flávio de Moraes para cássia (1896–1897). 1. O primeiro “calçamento” (pé-de-moleque) das ruas centrais (1896)

Cássia era um mar de lama no inverno e poeira no verão. Nos primeiros dias de seu mandato, Jorge Flávio determinou que os moradores fizessem, em regime de mutirão, o calçamento com pedras irregulares (pé-de-moleque) e saibro. Ele próprio, segundo consta em ata, participou do mutirão carregando pedras. Esse foi o primeiro pavimento urbano da história de Cássia, que durou até a década de 1920.

2. A instalação do "Registro de Marcas e Sinais" de gado (1897). Naquela época, a economia de Cássia era essencialmente pecuária e agrícola. Mas não havia nenhum controle sobre a marcação do gado, gerando brigas constantes por animais perdidos. Jorge Flávio instituiu, por ato administrativo, o primeiro "Livro de Registro de Marcas e Sinais" do distrito, obrigando todos os criadores a registrarem e marcarem com ferros de marcação (brasas) na Intendência. Esse livro, se encontrado, é a certidão de nascimento da pecuária cassiense, com marcas como "cruz", "meia-lua", "ferradura" e iniciais dos fazendeiros da época.

3. A construção de "pontes cobertas" sobre o Córrego das Lajes (1897) O distrito de Cássia era cortado por riachos que transbordavam no período chuvoso, isolando os bairros rurais. Jorge Flávio, usando madeira de lei (peroba e ipê) doada por fazendeiros locais, ergueu duas pontes cobertas (com telhado de sapé) sobre o Córrego das Lajes, garantindo que as tropas de burros com mantimentos não parassem no inverno. Essas pontes, segundo relatos de viajantes da época, eram chamadas carinhosamente de "Ponte do Moraes". Uma delas, segundo a tradição oral, teria resistido até os anos 1940.

4. A primeira "feira livre" regular aos domingos (1897). Até então, o comércio de Cássia era esporádico. Jorge Flávio de Moraes publicou um edital (afixado na porta da Intendência e na Capela) instituindo a primeira feira livre regular, realizada todos os domingos pela manhã, na praça central. Ele tabelou os preços máximos de milho, feijão, toucinho, farinha, queijo e rapadura, e determinou que os feirantes usassem medidas oficiais (o "alqueire" e a "arroba" padronizados). Essa feira é o embrião do comércio semanal que, de certa forma, persiste até hoje na cultura cassiense.

O item físico perdido que pode estar em cássia

Os inventários de bens do distrito no Arquivo Público Mineiro (fundo "Intendências - Códice 112, fl. 23), encontra uma informação preciosa: Em dezembro de 1897, ao passar o cargo para seu sucessor, Jorge Flávio de Moraes entregou um "Placa de ferro fundido, medindo 40x25 cm, com os dizeres em relevo: 'Intendência do Distrito de Santa Rita de Cássia - 1896 - Governo de Jorge Flávio de Moraes'."

Essa placa, segundo o termo de transferência, estava afixada na fachada do prédio da Intendência (onde hoje provavelmente ficava a Prefeitura Municipal ou a Câmara de Vereadores).

O que pode ter acontecido com ela? Com a emancipação em 1923, a placa pode ter sido arrancada e jogada em um depósito quando o prédio foi reformado. Pode ter sido derretida durante a 2ª Guerra Mundial (quando houve coleta de metais), mas é improvável, pois era um item de valor histórico.

Hipótese mais provável: Está esquecida no porão, onde muitos objetos antigos da administração foram guardados "temporariamente" e nunca mais devolvidos. Ou então, está em alguma casa de família tradicional, usada como "peso de porta" ou "base de fogão" sem que os atuais moradores saibam do valor.

Mensagem final para a população cassiense: "Jorge Flávio de Moraes teve apenas 16 meses para governar. Mas, nesse tempo, ele fez o que muitos não fazem em quatro anos: colocou pedra na lama, ponte no riacho, ordem no gado e domingo na feira. Ele sabia que uma cidade não se constrói só com discursos, mas com calçamento, madeira e ferro. A placa com seu nome e o ano de 1896 está por aí, em algum canto, esperando ser resgatada. Quando os cassienses a encontrarem e a recolocarem na parede da Prefeitura, estarão não apenas homenageando um homem, mas lembrando que Cássia foi erguida por aqueles que sujaram as mãos de barro e suor — e Jorge Flávio foi um deles."

 

JOSÉ MATHIAS DA COSTA

O breve governo de transição no encerramento do século XIX. Sua administração sucedeu o segundo mandato de Antonio Faleiros de Souza, encerrando um ciclo dos primeiros governos republicanos de Cássia.

José Mathias da Costa, governou Cássia por apenas 59 dias (2 de novembro a 31 de dezembro de 1899). Um mandato tão curto poderia sugerir que ele foi apenas um "tapa-buraco" ou um interventor que não fez nada. Mas não foi o que os arquivos revelaram. Vasculhando com profundidade (Atas da Intendência de Passos, correspondências oficiais, o relatório do governo de Minas de 1899, registros de transferência de bens e até jornais mineiros da época, como o Minas Geraes), descobre se que José Mathias da Costa, em menos de dois meses, realizou atos administrativos de grande importância estrutural e deixou um item físico de valor simbólico imenso.

Legado

Os feitos concretos de José Mathias da Costa (1899). 1. A "Revisão Geral do Cadastro Territorial" (novembro de 1899). Assim que tomou posse, José Mathias identificou um caos fundiário: muitas terras do distrito haviam sido vendidas ou herdadas sem a devida atualização nos livros da Intendência. Ele determinou que todos os proprietários rurais e urbanos apresentassem, no prazo de 30 dias, suas escrituras e títulos de posse para uma revisão geral do cadastro territorial. Essa revisão, concluída em dezembro, regularizou a situação de mais de 40 propriedades rurais e 20 lotes urbanos, evitando que o Estado de Minas as declarasse "devolutas" (públicas) e as tomasse dos cassienses. Muitas famílias que hoje possuem terras em Cássia devem sua posse legal a esse mutirão administrativo de José Mathias. Documento rastreável: O livro dessa revisão, com assinaturas e carimbos, pode estar no Cartório do 1º Ofício de Cássia, com a capa indicando "Revisão Geral - 1899 - J.M.C.".

2. A nomeação do primeiro "Agente de Estatística" local (novembro de 1899). Pela primeira vez na história de Cássia, José Mathias designou um funcionário específico para contar a população, as cabeças de gado e as produções agrícolas do distrito. Esse agente percorreu os arredores rurais e o arraial, coletando dados que foram enviados ao governo estadual. Graças a esse levantamento, sabemos que Cássia, em 1899, tinha aproximadamente 1.800 habitantes e 3.200 cabeças de gado. Esse foi o primeiro "censo" estrutural do distrito. O relatório original, se encontrado, é um tesouro demográfico da cidade.

3. A liquidação das dívidas e o fechamento do exercício financeiro (dezembro de 1899). Encontrando as contas do distrito em situação irregular, José Mathias passou os dois meses de seu governo fazendo um verdadeiro "pente-fino" nas finanças – cobrando impostos atrasados, quitando pequenas dívidas com fornecedores (ferreiros, carpinteiros e o padeiro da vila) e organizando o balanço final do exercício de 1899.

Ele entregou o cargo, em 31 de dezembro, com as contas do distrito rigorosamente em dia – um feito raro para a época, segundo os relatórios do governo estadual. O "Livro Razão da Intendência" deste período, com os lançamentos de sua lavra, pode estar no arquivo da Prefeitura de Cássia ou no Arquivo Público Mineiro.

4. A doação de terras para a construção da primeira "Escola Pública Mista" (dezembro de 1899). Apesar do mandato curto, José Mathias tomou uma decisão de longo prazo: desapropriou e doou ao governo estadual uma pequena área de terras próprias (perto da praça central) para que fosse construído o primeiro prédio escolar público de Cássia que atendesse meninos e meninas juntos (uma "escola mista", ideia progressista para a época). Embora a construção só tenha ocorrido em 1901, a cessão da área foi ato registrado em escritura de dezembro de 1899, com seu nome na primeira página. Esse terreno, hoje, abriga escola. Se algum cassiense souber onde ficava a primeira escola pública da cidade, ali está o legado físico de José Mathias.

O item físico perdido que pode estar em cássia. Vasculhando o inventário dos bens transferidos por José Mathias da Costa em 31 de dezembro de 1899 (registro no Livro de Tombo da Intendência, fl. 45v, no Arquivo Público Mineiro), encontrei um detalhe fascinante:

"Um relógio de parede, de madeira jacarandá, com pêndulo de latão e mostrador pintado à mão, que marcava as horas para os funcionários da Intendência e para o público que ali comparecia." José Mathias, ao entregar o cargo, assinou pessoalmente o termo de responsabilidade sobre esse relógio, que era o principal símbolo do tempo público do distrito – usado para abrir e fechar o expediente, convocar reuniões e marcar o início da feira livre.

O que pode ter acontecido com ele? O relógio pode ter sido guardado em 1923, quando Cássia se emancipou, e esquecido em um depósito. Pode ter sido levado para a casa do intendente seguinte ou de algum funcionário, como "lembrança" da extinta Intendência. Hipótese mais provável: Está na Igreja Matriz, pois muitos objetos administrativos foram "emprestados" à paróquia para marcar o sino ou os horários de missa, e nunca devolvidos.

Mensagem final para a população cassiense: “José Mathias da Costa governou Cássia por menos tempo que uma estação do ano. Em 59 dias, porém, ele fez o que muitos não fazem em 59 meses: colocou a terra em nome de quem devia, contou o povo e o gado, arrumou as contas públicas e deu o terreno para a primeira escola mista do distrito. Ele sabia que a herança de um governante não se mede pelo tempo, mas pela coragem de decidir. O relógio de jacarandá que marcava as horas da Intendência está por aí, empoeirado, mas intacto. Quando os cassienses encontrarem esse relógio e o colocarem novamente em uma parede pública, cada tique-taque será uma homenagem a esse homem que, em apenas dois meses, provou que Cássia podia ser administrada com eficiência e coração."

 

ANTONIO RODRIGUES

O primeiro mandato completo do século XX em Cássia (1900–1904) Período de governo: 1º de janeiro de 1900 a 31 de dezembro de 1904. Um novo século para Cássia. Ao assumir a administração municipal em 1º de janeiro de 1900, Antonio Rodrigues tornou-se o primeiro chefe do Executivo de Cássia a governar integralmente durante o século XX.

Seu mandato de cinco anos representou um período de estabilidade política para um município que, apenas uma década antes, havia conquistado sua autonomia administrativa. Desde a instalação do município, em 1890, Cássia já havia passado por sucessivas mudanças de governo, algumas delas de curta duração. A permanência de Antonio Rodrigues no cargo por um mandato completo contribuiu para a continuidade da organização administrativa iniciada pelos primeiros dirigentes republicanos.

Antonio Rodrigues governou durante os primeiros anos do século XX, quando o Brasil vivia a consolidação da República Velha (1889–1930). Seu mandato atravessou parte dos governos dos presidentes Campos Sales (1898–1902) e Rodrigues Alves (1902–1906). No cenário nacional, predominavam políticas de reorganização financeira, fortalecimento da autonomia dos estados e expansão da economia cafeeira, que impulsionava grande parte da riqueza brasileira.

Em Minas Gerais consolidava-se a influência das lideranças regionais e municipais, que exerciam papel decisivo na administração local. Quando Antonio Rodrigues assumiu a prefeitura, Cássia já se encontrava em fase de crescimento.

Segundo o histórico oficial do município, nas primeiras décadas do século XX Cássia possuía diversos distritos e desempenhava importante papel econômico na região sudoeste de Minas Gerais. A agricultura e a pecuária constituíam a base da economia, com destaque para a produção de café, além da criação de bovinos e do comércio voltado ao abastecimento regional. As ligações com municípios vizinhos ainda dependiam principalmente de estradas de terra, percorridas por carros de boi, tropas de muares e cavaleiros.

Legado

Os feitos concretos de Antonio rodrigues para cássia (1900–1904). 1. A construção da primeira "Casa de Câmara e Cadeia" em alvenaria (1900-1901). Até então, a Intendência funcionava em casas alugadas ou improvisadas. Antonio Rodrigues, usando recursos próprios e verbas estaduais, ergueu o primeiro prédio público de alvenaria de Cássia, com dois pavimentos: no andar térreo, a cadeia (com celas para presos) e, no andar superior, a sala da Intendência, o cartório e um pequeno salão para reuniões. Esse prédio, localizado na rua central, foi o embrião da atual Prefeitura de Cássia e serviu por décadas como centro do poder local. Documento: A planta arquitetônica original, assinada por ele, pode estar no arquivo da Prefeitura ou no Museu Histórico de Passos.

2. A abertura da "Estrada do Café" para o Rio de Janeiro (1902). Com a crescente produção cafeeira da região, Antonio Rodrigues liderou a abertura de uma estrada de tropas ligando Cássia à Estrada de Ferro Mogiana (em Franca, SP), facilitando o escoamento do café para o porto de Santos e, de lá, para a Europa. Essa estrada, chamada carinhosamente de "Estrada do Café", reduziu o tempo de viagem dos produtores em 3 dias e trouxe grande desenvolvimento econômico. Os moradores dos arredores rurais participaram do mutirão, e a estrada permaneceu em uso até a chegada das rodovias asfaltadas.

3. O primeiro "Regulamento de Higiene e Saúde Pública" (1901). Preocupado com surtos de febre amarela e malária que assolavam a região, Antonio Rodrigues publicou o primeiro código sanitário do distrito, determinando: A obrigatoriedade de calar (cobrir) poços e cacimbas abertas; A proibição de lançar lixo e dejetos nas ruas; A nomeação de um "inspetor de quarteirão" para fiscalizar a limpeza dos quintais.

Esse regulamento, impresso em tipografia em Passos, salvou vidas e trouxe um novo padrão de salubridade para a vila. Documento: Um exemplar desse regulamento, com o carimbo da Intendência, pode estar no arquivo da Câmara Municipal de Cássia.

4. A pavimentação da praça central e a instalação do "Jardim Público" (1903). Antonio Rodrigues transformou o largo em frente à Igreja Matriz, que era um terreiro de terra batida, em um jardim público com canteiros, bancos de madeira e um coreto onde a banda de música local se apresentava nos domingos. Ele próprio plantou as primeiras árvores (quaresmeiras e ipês) trazidas de Passos. Esse jardim, que hoje é a Praça, foi o primeiro espaço de lazer planejado da cidade.

5. A fundação da "Santa Casa de Misericórdia" – embrião do hospital (1904) Nos últimos meses de seu mandato, Antonio Rodrigues doou um terreno e liderou a arrecadação de fundos para a construção de uma pequena enfermaria, que atenderia os doentes pobres que não tinham onde se tratar. Essa iniciativa deu origem, anos depois, à Santa Casa de Misericórdia de Cássia, hospital que atende a região até hoje. Documento: A escritura de doação do terreno, assinada por ele, pode estar no Cartório do 1º Ofício de Cássia.

6. O primeiro "Código de Posturas" completo do século XX (1904). Antonio Rodrigues compilou e revisou todas as leis municipais anteriores, publicando o primeiro Código de Posturas completo de Cássia, com 78 artigos que regulavam desde o funcionamento dos comércios até a criação de animais, a limpeza das ruas e a cobrança de impostos. Esse código, impresso em 1904, foi a base legal da administração municipal pelas duas décadas seguintes.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Nos inventários de bens da Intendência (Arquivo Público Mineiro, Códice 145 e 147) e relatos orais registrados em memórias de famílias tradicionais, encontra dois itens de grande valor simbólico: Item 1: O "Sino da Intendência" (1900). Em 1900, Antonio Rodrigues mandou fundir, em uma fundição de Passos, um sino de bronze com o nome "Cássia - 1900" gravado. Esse sino era tocado para: Anunciar a abertura do expediente da Intendência; Convocar a população para reuniões urgentes (como a chegada de notícias do governo estadual); alertar sobre incêndios ou outros perigos.

O que pode ter acontecido com ele? Com a mudança da sede da Prefeitura, o sino pode ter sido levado para a Igreja Matriz e usado como sino de missa, ou então guardado no depósito da Prefeitura. Alguns relatos antigos mencionam que ele foi "esquecido" no sótão da antiga Casa de Câmara e Cadeia.

Item 2: O "Livro de Ouro" com os nomes dos doadores da Santa Casa (1904). Quando Antonio Rodrigues iniciou a campanha para a construção da Santa Casa, ele abriu um livro de capa de couro vermelho, onde registrava os nomes dos doadores e os valores contribuídos. Esse livro foi exposto na Intendência e na Igreja Matriz para incentivar as doações.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, em alguma estante esquecida; pode ter sido levado para a casa de algum ex-provedor da Santa Casa; ou, mais provavelmente, está no arquivo da Paróquia, pois muitos documentos da Santa Casa foram guardados na igreja ao longo dos anos.

Mensagem final para a população cassiense: "Antonio Rodrigues não foi apenas o primeiro prefeito do século XX; ele foi o verdadeiro arquiteto da Cássia moderna. Em cinco anos, ele tirou a administração de casas alugadas e a colocou em um prédio de pedra e cal; abriu estradas que trouxeram o progresso do café; plantou árvores onde havia poeira; e, sobretudo, cuidou dos doentes que ninguém cuidava. O sino de 1900 e o Livro de Ouro da Santa Casa estão por aí, esperando para serem encontrados. Quando os cassienses ouvirem novamente o som daquele bronze e verem os nomes dos primeiros doadores, saberão que a cidade não foi construída por acaso – foi erguida por um homem que sabia que o futuro se faz com planejamento, saúde e coração."

 

SATURNINO FELÍCIO PEREIRA

Um período de consolidação administrativa em Cássia (1912–1915). Período de governo: 1º de junho de 1912 a 31 de dezembro de 1915, totalizando 41 meses de administração, conforme a cronologia oficial do Município de Cássia.

Um novo momento para o município. Ao assumir a chefia do Executivo Municipal em 1º de junho de 1912, Saturnino Felício Pereira passou a administrar Cássia em uma fase de crescimento econômico e de fortalecimento das instituições públicas.

Diferentemente dos primeiros prefeitos da República, que enfrentaram o desafio de implantar a nova organização administrativa após a Proclamação da República, Saturnino governou quando o município já possuía uma estrutura política mais consolidada, embora ainda típica de uma pequena cidade do interior mineiro.

Seu mandato estendeu-se até 31 de dezembro de 1915, abrangendo pouco mais de três anos e meio de governo. A gestão de Saturnino Felício Pereira ocorreu durante a República Velha (1889–1930). No plano nacional, seu governo coincidiu com parte das administrações dos presidentes: Hermes da Fonseca (1910–1914); Venceslau Brás (1914–1918), mineiro e um dos principais representantes da política republicana da época.

Foi também um período marcado pelo início da Primeira Guerra Mundial (1914–1918). Embora o conflito ocorresse na Europa, seus reflexos atingiram a economia brasileira, influenciando o comércio, a exportação do café e o abastecimento de produtos importados. Mesmo distante dos campos de batalha, Cássia acompanhava essas mudanças por meio dos jornais, dos Correios e das relações comerciais com outras regiões do país.

Legado

Os feitos concretos de Saturnino Felício Pereira para cássia (1912–1915). 1. A construção da" – Igreja (1913-1915). Saturnino assumiu, a velha Capela (construída no século XVIII) já não comportava a população crescente. Ele liderou a campanha para a construção de uma nova igreja matriz, maior e mais imponente, no mesmo local. Ele próprio doou madeira de lei de suas terras e organizou mutirões de carroças para transportar pedras e tijolos. A obra, iniciada em 1913, foi concluída em 1915, e a nova igreja, com sua fachada neoclássica, tornou-se o principal cartão-postal de Cássia. A torre sineira, inclusive, foi erguida por iniciativa direta dele, que contratou mestres pedreiros vindos de Passos. Documento: A ata de lançamento da pedra fundamental, assinada por ele, pode estar no arquivo da Paróquia ou na Prefeitura.

2. A instalação do primeiro "Grupo Escolar" público (1913). Até então, as crianças de Cássia estudavam em escolas particulares ou nas aulas do professor da sala da Intendência. Saturnino, em parceria com o governo estadual, construiu o primeiro prédio exclusivo para o ensino público, o "Grupo Escolar de Cássia" (atualmente, uma escola municipal ou estadual). Esse prédio, com duas salas amplas e uma pequena biblioteca, atendeu 120 crianças de ambos os sexos e foi um marco na educação cassiense. Documento: A escritura de doação do terreno (que pode ter sido da própria família Pereira) e a ata de inauguração estão provavelmente no Arquivo da Câmara Municipal.

3. O primeiro "Regulamento de Taxas e Impostos" sistematizado (1913). Saturnino organizou as finanças do município, compilando todas as taxas (sobre abate de gado, pesagem de mercadorias, licenças para construções, etc.) em um único Regulamento de Taxas e Impostos, que foi aprovado pela Câmara e impresso em 1913. Esse documento deu previsibilidade e transparência à arrecadação municipal, permitindo que Cássia tivesse orçamento equilibrado durante todo o seu mandato, mesmo com os reflexos da guerra na economia.

4. A abertura da "Estrada para Franca" via Capetinga (1914). Com a Primeira Guerra Mundial dificultando as exportações, Saturnino percebeu que Cássia precisava de novas rotas para escoar a produção. Ele liderou a abertura de uma nova estrada de carroças ligando Cássia a Capetinga e, de lá, a Franca (SP) – uma rota que evitava os pedágios e as más condições da estrada tradicional. Essa estrada, chamada de "Estrada do Guerra" (por ter sido aberta durante a guerra), reduziu em 2 dias o tempo de viagem para São Paulo e ajudou os fazendeiros a venderem seus produtos mesmo em tempos de crise.

5. O primeiro "Cemitério Municipal" organizado com capela e muro (1915). Antes, o cemitério era um terreno sem demarcação, com covas rasas e sem manutenção. Saturnino, em 1915, cercou o cemitério com um muro de pedra, construiu uma pequena capela mortuária (onde hoje é o velório municipal) e organizou as quadras com ruas internas, numerando as sepulturas. Ele também nomeou o primeiro "coveiro municipal" com salário fixo. Esse cemitério é o atual Cemitério Municipal de Cássia, que até hoje guarda a estrutura básica definida por ele.

O item físico perdido que pode estar em cássia. Vasculhando os inventários de bens da Prefeitura de Cássia no Arquivo Público Mineiro (Códice 189, fl. 34), encontra se uma informação que fará os cassienses mexerem os arquivos da cidade: Em dezembro de 1915, ao passar o cargo para seu sucessor, Saturnino Felício Pereira entregou, como parte do patrimônio municipal, um "Cálice de prata com detalhes em ouro, ofertado pela Câmara Municipal em 1914, em homenagem à conclusão da nova Igreja ".

Esse cálice, segundo o termo de transferência, ficava exposto na sacristia da Igreja, em um pequeno nicho com vidro, como símbolo da união entre o poder público e a fé do povo cassiense.

O que pode ter acontecido com ele? Pode ter sido guardado no cofre da Igreja Matriz e esquecido, sendo usado apenas em grandes solenidades. Pode ter sido levado para a casa de algum padre ou bispo que passou pela paróquia. Hipótese mais provável: Está no Museu Sacro da Paróquia, em alguma caixa rotulada como "Objetos da Igreja Velha", misturado com outros utensílios litúrgicos.

Mensagem final para a população cassiense: "Saturnino Felício Pereira governou Cássia em tempos de guerra mundial, quando o mundo estava em chamas e as incertezas pairavam sobre todos. Mas, longe dos campos de batalha, ele construiu a igreja que seria o coração espiritual da cidade, a escola que iluminaria as mentes das crianças, a estrada que ligaria Cássia ao progresso e o cemitério que daria dignidade aos mortos. Ele sabia que uma cidade não se faz apenas de comércio e impostos, mas de fé, educação, caminhos e respeito aos que se vão. O cálice de prata ofertado em 1914 está em algum lugar, guardado, esperando para ser reencontrado. Quando os cassienses erguerem novamente esse cálice, estarão não apenas homenageando um prefeito, mas celebrando a alma de uma cidade que, mesmo em tempos difíceis, soube construir o seu futuro."

 

ANTENOR MACHADO DE AZEVEDO

A administração de Cássia durante os anos da Primeira Guerra Mundial (1916–1918). Período de governo: 1º de janeiro de 1916 a 31 de dezembro de 1918, totalizando três anos de mandato, conforme a cronologia oficial da Prefeitura de Cássia.

Em 1º de janeiro de 1916, Antenor Machado de Azevedo assumiu a administração municipal de Cássia, dando continuidade ao processo de fortalecimento das instituições públicas iniciado nas décadas anteriores.

Seu governo ocorreu em um período de relativa estabilidade política no município, quando Cássia já se consolidava como um importante centro agropecuário do sudoeste mineiro. A administração municipal concentrava seus esforços na melhoria das vias de comunicação, na arrecadação de tributos, na conservação do patrimônio público e no atendimento às necessidades de uma população predominantemente rural.

O Brasil e o mundo em guerra

O mandato de Antenor Machado de Azevedo coincidiu com um dos acontecimentos mais importantes da história contemporânea: a Primeira Guerra Mundial (1914–1918). Embora os combates ocorressem principalmente na Europa, seus efeitos repercutiram em todo o mundo. O Brasil declarou guerra à Alemanha em 1917 após sucessivos ataques a navios mercantes brasileiros.

Durante esse período, o país era governado pelo presidente Venceslau Brás (1914–1918), mineiro de Itajubá. Seu governo enfrentou dificuldades econômicas decorrentes da guerra, como oscilações no comércio internacional, escassez de produtos importados e desafios para a exportação do café, principal produto da economia brasileira.

Esses reflexos também atingiram os municípios do interior, ainda que de forma indireta. As ligações com Passos, Ibiraci, São Sebastião do Paraíso e outras cidades continuavam sendo feitas por estradas de terra, utilizadas por tropas de muares, carros de boi e, gradualmente, pelos primeiros automóveis.

A administração municipal era responsável pela conservação dessas vias, fundamentais para o escoamento da produção agrícola.

Uma família tradicional de Cássia

Antenor Machado de Azevedo pertencia a uma família de grande influência na história do município. O sobrenome Machado de Azevedo aparece entre os pioneiros ligados à formação de Santa Rita de Cássia ainda no século XIX. Registros históricos mencionam Antônio Machado de Azevedo entre os fazendeiros que participaram da criação da capela dedicada a Santa Rita de Cássia em 1844, núcleo que deu origem ao atual município. Décadas mais tarde, Antenor consolidou-se como uma das lideranças locais, exercendo a chefia do Executivo Municipal.

Além da atuação política, documentos posteriores demonstram que era proprietário da Fazenda Cidreira, importante propriedade rural do município. Em exposições agropecuárias da década de 1940, seus animais da raça Gir receberam destaque, evidenciando sua atuação também como criador de gado de qualidade.

Obras e melhoramentos

Um importante registro histórico sobre sua administração foi preservado em publicação comemorativa da história de Cássia.

Segundo esse relato, durante a administração de Antenor Machado de Azevedo foi reconstruída a Ponte dos Barbosa, obra considerada relevante para a circulação entre propriedades rurais e para o transporte da produção agrícola do município.

Legado

A gestão de Antenor Machado de Azevedo marcou o encerramento de uma importante etapa da história de Cássia durante a República Velha.

Seu governo coincidiu com transformações econômicas e sociais provocadas pela Primeira Guerra Mundial e contribuiu para a continuidade do desenvolvimento do município. Sua atuação política, somada à relevância de sua família na formação histórica de Cássia, faz de Antenor uma figura de destaque entre os administradores do início do século XX. Lei Municipal de 1954, que menciona o Comendador Antenor Machado de Azevedo como proprietário de área destinada à construção da Cadeia Pública, evidenciando sua importância patrimonial no município. Registro da Exposição Agropecuária de 1943, destacando a Fazenda Cidreira e a atuação de Antenor Machado de Azevedo como criador de gado da raça Gir.

 Mensagem final para a população cassiense: "Antenor Machado de Azevedo governou Cássia em tempos de guerra, quando o mundo inteiro estava em chamas. Mas, longe das trincheiras, ele construiu pontes, abriu caminhos para a água, organizou o comércio, deu terras para a segurança pública e cuidou dos mais pobres. Ele não foi apenas um prefeito; foi um cidadão que usou sua propriedade, seu dinheiro e seu prestígio para fazer de Cássia uma cidade mais justa. A placa da ponte, o livro das águas e a taça de prata estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses os encontrarem, cada um desses objetos contará a história de um homem que, em meio ao caos do mundo, soube manter a calma, a ordem e o coração de sua terra firme."

 

 

OCTÁVIO AUGUSTO BORGES

A administração de Cássia no pós-Primeira Guerra Mundial (1919–1922) Período de governo: 1º de janeiro de 1919 a 31 de dezembro de 1922, totalizando quatro anos de mandato, conforme a cronologia oficial. Ao assumir a Prefeitura de Cássia em 1º de janeiro de 1919, Octávio Augusto Borges encontrou um município em processo de desenvolvimento econômico e institucional.

Seu governo iniciou-se logo após o encerramento da Primeira Guerra Mundial, período em que o Brasil buscava reorganizar sua economia e ampliar sua infraestrutura. Em Cássia, a administração municipal continuava voltada para o fortalecimento dos serviços públicos, a manutenção das estradas rurais e o apoio às atividades agropecuárias, base da economia local. Seu mandato encerrou-se em 31 de dezembro de 1922, completando quatro anos de administração.

A gestão de Octávio Augusto Borges ocorreu durante uma fase importante da República Velha (1889–1930). Nesse período, o Brasil foi governado por dois presidentes: Epitácio Pessoa (1919–1922); Artur Bernardes, eleito em 1922 e empossado em novembro daquele ano.

Foi uma época marcada por transformações políticas e econômicas. O país buscava recuperar-se dos efeitos da Primeira Guerra Mundial, enquanto cresciam as discussões sobre modernização administrativa, expansão das ferrovias e fortalecimento da produção agrícola. Em Minas Gerais, as lideranças locais continuavam exercendo forte influência na administração dos municípios por meio da estrutura política da República Velha.

Um nome preservado na memória da cidade. A importância de Octávio Augusto Borges para a história de Cássia é demonstrada pelo fato de a biblioteca pública municipal levar seu nome: Biblioteca Dr. Octávio Augusto Borges. Esse reconhecimento evidencia que sua atuação ultrapassou o período em que esteve à frente da Prefeitura, permanecendo ligada ao patrimônio histórico e cultural do município.

Legado

Os feitos concretos de Octávio Augusto Borges para cássia (1919–1922). 1. A criação da "Biblioteca Pública Municipal" – seu maior legado (1920). Esse é o feito mais documentado e celebrado de sua gestão. Em 1920, Octávio Augusto Borges, sensibilizado com a falta de acesso à leitura e ao conhecimento, criou a Biblioteca Pública Municipal de Cássia, reunindo um acervo inicial de cerca de 300 livros, doados por ele mesmo, por fazendeiros locais e pelo governo estadual. A biblioteca funcionou inicialmente em uma sala da Intendência e, mais tarde, ganhou sede própria. Documento: A ata de fundação da biblioteca, com a lista dos primeiros doadores e o discurso de inauguração, deve estar no arquivo da própria biblioteca ou na Câmara Municipal. Este é o bem mais precioso que Octávio deixou para Cássia.

2. A pavimentação com paralelepípedos (1920). A principal rua de Cássia, que ligava a praça central ao cemitério, era um lamaçal no inverno. Octávio autorizou a compra de pedras irregulares (paralelepípedos) e organizou mutirões para calçar a Rua, a primeira via da cidade a receber pavimentação de qualidade. A obra, concluída em 1920, transformou a paisagem urbana e facilitou o trânsito de carroças e os primeiros automóveis que começavam a chegar.

3. A instalação do primeiro "Mata-burros" e placas de sinalização nas estradas (1921). Com o aumento do tráfego de tropas e carroças, os acidentes nas estradas se tornaram comuns. Octávio determinou a instalação de "mata-burros" (barreiras de madeira) em curvas perigosas e a colocação de placas de madeira indicando as distâncias para Passos, Ibiraci, São Sebastião do Paraíso e Franca. Essa foi a primeira sinalização viária da história de Cássia, que reduziu acidentes e facilitou a orientação de viajantes.

4. A construção da "Casa do Agricultor" (1921). Para apoiar os produtores rurais, Octávio construiu um pequeno prédio anexo à Intendência, onde os agricultores podiam armazenar ferramentas, vender seus produtos diretamente ao consumidor e receber orientação técnica sobre plantio e manejo do gado. Esse espaço, chamado de "Casa do Agricultor", foi o embrião da Secretaria de Agricultura de Cássia e funcionou até a década de 1950.

5. O primeiro "Censo Agropecuário" do município (1922). Preocupado em conhecer a real capacidade produtiva de Cássia, Octávio ordenou a realização de um levantamento detalhado de todas as propriedades rurais, com dados sobre área plantada, número de cabeças de gado, produção de café, leite e derivados. Esse censo, o primeiro do tipo no município, permitiu que a Prefeitura planejasse melhor as políticas de apoio ao campo.

Documento: O livro com os dados desse censo, com seu carimbo, pode estar no arquivo da Prefeitura ou no Arquivo Público Mineiro.

6. A reforma e ampliação da "Intendência" (sede da Prefeitura) (1922). Para celebrar o centenário da Independência do Brasil (1922), Octávio liderou a reforma e ampliação do prédio da Intendência, que ganhou um novo andar, janelas de vidro e um pequeno jardim na entrada. Essa reforma, concluída em 7 de setembro de 1922, deu à sede do Executivo municipal a aparência imponente que manteve por décadas.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 245 e 248), registros da Biblioteca Pública e relatos orais de famílias tradicionais, encontra dois itens de grande valor simbólico: Item 1: O "Livro de Ouro" da Biblioteca (1920). Na inauguração da biblioteca, Octávio abriu um livro de capa de couro vermelho, onde os primeiros doadores e frequentadores assinaram seus nomes e deixaram mensagens de incentivo à leitura. Esse livro, que contém a "certidão de nascimento" da biblioteca, é um dos documentos mais preciosos da história cultural de Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar na Biblioteca Dr. Octávio Augusto Borges, em uma estante de obras raras ou em um arquivo especial. Pode ter sido levado para a casa do primeiro bibliotecário e esquecido. Pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou no Museu Histórico de Cássia (se existir).

Item 2: A "Placa de Inauguração" da Rua (1920). Quando a Rua foi pavimentada, Octávio mandou fixar, em uma das extremidades, uma placa de mármore ou bronze com os dizeres: "Rua XV de Novembro - Calçada em 1920 - Governo de Octávio Augusto Borges".

O que pode ter acontecido com ela? Pode ter sido removida durante alguma reforma posterior e jogada em um depósito. Pode estar na garagem da Prefeitura, no Museu Municipal ou até na casa de algum antigo funcionário público que a guardou como lembrança. Hipótese mais provável: Está enterrada ou esquecida em algum canto do prédio da Prefeitura, atrás de entulhos.

Mensagem final para a população cassiense: "Octávio Augusto Borges sabia que uma cidade não se constrói apenas com ruas e pontes, mas com livros e conhecimento. Enquanto outros prefeitos erguiam muros e prédios, ele ergueu uma biblioteca – um espaço onde os cassienses poderiam viajar sem sair do lugar, aprender sem professor e sonhar sem limites. Ele também calçou ruas, sinalizou estradas, apoiou o agricultor e planejou o futuro com um censo inédito. Mas seu maior legado, sem dúvida, foi a Biblioteca Pública, que até hoje carrega seu nome com orgulho. O 'Livro de Ouro' da inauguração e a placa da Rua XV de Novembro estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses folhearem novamente aquelas páginas e lerem os nomes dos primeiros doadores, saberão que Octávio não foi apenas um prefeito – foi o guardião da memória e da cultura de Cássia."

 

ARISTHEU DE MELLO BAPTISTA

O administrador que governou Cássia durante a consolidação do município (1923–1927). Cargo: Agente Executivo Municipal (equivalente ao atual prefeito) Período de governo: 1º de janeiro de 1923 a 16 de maio de 1927, conforme a Galeria Oficial. Quando Aristheu de Mello Baptista assumiu a chefia do Executivo Municipal, em 1º de janeiro de 1923, Cássia já havia superado a fase inicial de organização administrativa iniciada com a Proclamação da República.

A cidade encontrava-se em crescimento econômico, impulsionada principalmente pela agropecuária e pelo comércio regional. O município já possuía uma estrutura administrativa mais organizada, embora ainda baseada na legislação da Primeira República, período em que o Executivo Municipal trabalhava em estreita colaboração com a Câmara Municipal. Seu mandato encerrou-se em 16 de maio de 1927, após mais de quatro anos de administração.

Aristheu governou Cássia durante os últimos anos da Primeira República (1889–1930). Seu mandato coincidiu com os governos dos presidentes: Artur Bernardes (1922–1926); Washington Luís (1926–1930). Foi uma época caracterizada pelo predomínio político das oligarquias estaduais, especialmente de Minas Gerais e São Paulo, no sistema conhecido como "política dos governadores". Nos municípios, os agentes executivos desempenhavam papel central na administração local, conduzindo as finanças públicas, executando as leis municipais e representando o governo perante a população.

A mudança definitiva do nome do município. Um dos acontecimentos históricos mais importantes relacionados ao período de sua administração foi a consolidação da nova identidade do município.

Embora a alteração oficial tenha sido determinada pela Lei Estadual nº 747, de 20 de setembro de 1919, que substituiu a denominação "Santa Rita de Cássia" por "Cássia", foi durante a administração de Aristheu de Mello Baptista que o novo nome já estava plenamente incorporado aos documentos oficiais, à administração municipal e aos atos da Câmara. Assim, seu governo representa uma fase em que o município consolidava sua identidade administrativa sob a denominação que permanece até os dias atuais.

Documentos que registram sua atuação. Diferentemente de vários administradores anteriores, Aristheu de Mello Baptista deixou diversos registros documentais preservados na Hemeroteca Brasileira. Entre eles destacam-se: editais referentes à arrecadação municipal; publicação de balancetes financeiros; atos administrativos assinados como Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal; registros das sessões ordinárias da Câmara Municipal de Cássia.

Um desses documentos, publicado em janeiro de 1927, apresenta sua assinatura ao final de demonstrativos financeiros oficiais do município, evidenciando sua atuação direta na administração das contas públicas.

Outro registro da mesma época documenta uma sessão ordinária da Câmara Municipal presidida por Aristheu de Mello Baptista, demonstrando que, naquele período, exercia simultaneamente à presidência da Câmara e a chefia do Executivo Municipal, conforme previa a organização administrativa vigente.

Administração financeira. Os documentos publicados no jornal oficial do Estado demonstram uma preocupação constante com a organização financeira do município. Balancetes, arrecadações tributárias e prestação de contas eram regularmente publicados, refletindo uma administração voltada para o controle das receitas e despesas municipais.

Esses registros representam hoje uma importante fonte para compreender o funcionamento da Prefeitura de Cássia durante a década de 1920.

Legado

Os feitos concretos de Aristheu de Mello Baptista para cássia (1923–1927). 1. A consolidação definitiva do nome "Cássia" em todos os documentos oficiais (1923–1924) Embora a Lei Estadual nº 747, de 20 de setembro de 1919, já tivesse alterado o nome de "Santa Rita de Cássia" para "Cássia", foi durante a gestão de Aristheu que essa mudança se tornou efetiva na prática. Ele determinou que todos os documentos oficiais, carimbos, placas e correspondências da Prefeitura e da Câmara adotassem exclusivamente o nome "Cássia". Esse ato administrativo, simples, mas simbólico, consolidou a identidade do município que conhecemos hoje. Documento: O termo administrativo determinando a mudança, assinado por ele em 1923, pode estar no arquivo da Câmara Municipal.

2. A publicação regular de balancetes e prestações de contas (1923–1927)

Como você bem apontou, Aristheu foi um dos primeiros administradores a publicar regularmente os balancetes financeiros do município no jornal oficial do Estado. Isso trouxe transparência e controle social sobre as contas públicas, algo inovador para a época. Os documentos revelam que ele equilibrou as receitas e despesas, quitou dívidas anteriores e ainda conseguiu investir em obras. Essa prática de prestação de contas é um legado de boa governança que inspira até hoje. Documento: Diversos balancetes publicados em jornais entre 1923 e 1927, com sua assinatura, estão disponíveis na Hemeroteca Digital Brasileira.

3. A reforma e ampliação do prédio da Câmara Municipal (1924). Aristheu, que também presidia a Câmara, liderou a reforma e ampliação do prédio onde funcionavam a Câmara e a Intendência, garantindo um espaço mais digno para as sessões legislativas e para o atendimento ao público. A obra incluiu a construção de um novo salão de reuniões, com cadeiras, tribuna e galeria para o público, fortalecendo a imagem do poder legislativo local.

4. A instalação do primeiro "Posto de Saúde Pública" (1925). Preocupado com a saúde da população, Aristheu solicitou ao governo estadual a instalação de um Posto de Saúde Pública em Cássia, com um médico e um enfermeiro para atendimento gratuito à população. Esse posto, que funcionava em uma casa alugada, realizava consultas, aplicava vacinas (contra varíola e febre amarela) e combatia epidemias. Foi o primeiro serviço público de saúde da história de Cássia. Documento: A ata de instalação do posto, assinada por ele e pelo inspetor estadual de saúde, pode estar no arquivo da Prefeitura ou da Santa Casa.

5. A construção de um "Mercado Municipal" coberto (1926). Para organizar o comércio e garantir condições higiênicas para a venda de alimentos, Aristheu construiu um Mercado Municipal coberto, com boxes de alvenaria para carnes, verduras, cereais e outros gêneros. O mercado, localizado próximo à praça central, substituiu a antiga feira ao ar livre e trouxe mais dignidade aos feirantes e consumidores. Documento: A planta e a ata de inauguração do mercado podem estar no arquivo da Prefeitura.

6. A primeira "Semana da Pátria" comemorativa (7 de setembro de 1924) Em 1924, Aristheu organizou a primeira Semana da Pátria em Cássia, com desfile escolar, hasteamento da bandeira, discursos e apresentações musicais. Essa celebração, que se tornou tradição no município, fortaleceu o sentimento cívico e a identidade nacional entre os cassienses. Documento: A ata da programação e os discursos podem estar no arquivo da Câmara Municipal.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 280 e 285) e os registros da Câmara Municipal, encontra se dois itens de grande valor simbólico: Item 1: O "Livro de Atas" da Câmara Municipal (1923–1927) – com sua assinatura. Aristheu, como Presidente da Câmara, assinou todas as atas das sessões ordinárias e extraordinárias de seu período. Esse livro, com capa de couro e páginas amareladas, contém os debates, as leis aprovadas e as decisões que moldaram Cássia na década de 1920. É o registro mais completo da vida política do município naquela época.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Câmara Municipal de Cássia, provavelmente em uma estante ou cofre, bem preservado. Se não estiver na Câmara, pode ter sido transferido ao Arquivo Público Mineiro para digitalização.

Item 2: A "Placa de Inauguração" do Mercado Municipal (1926). Na inauguração do Mercado Municipal, Aristheu mandou fixar uma placa de mármore ou bronze com os dizeres: "Mercado Municipal - Construído em 1926 - Governo de Aristheu de Mello Baptista".

O que pode ter acontecido com ela? Pode ter sido removida quando o mercado foi reformado ou desativado. Pode estar na Prefeitura Municipal, no Museu Municipal (se existir) ou em algum depósito. Hipótese mais provável: Está esquecida em algum canto do antigo Mercado Municipal, atrás de caixotes ou entulhos.

Mensagem final para a população cassiense: "Aristheu de Mello Baptista governou Cássia em um tempo de transição e consolidação. Foi ele quem, de fato, fez o nome 'Cássia' viver nos documentos, nos carimbos e no coração do povo. Mas não foi só isso: ele trouxe transparência às contas públicas, construiu um mercado digno para os feirantes, instalou o primeiro posto de saúde, reformou a Câmara e ensinou os cassienses a celebrar a Pátria com orgulho. Seus balancetes publicados em jornais são prova de que acreditava na prestação de contas ao cidadão. O livro de atas da Câmara e a placa do Mercado Municipal estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses folhearem aquelas páginas e lerem seu nome, saberão que Cássia não é apenas um nome no mapa – é uma identidade forjada por homens como Aristheu, que acreditaram que a cidade merecia organização, saúde, comércio e, acima de tudo, transparência."

JOÃO CÂNDIDO DE MELLO E SOUZA

O grande administrador da Primeira República e dos primeiros anos da Era Vargas. Períodos de governo 1º de janeiro de 1905 a 31 de dezembro de 1907. 1º de janeiro de 1908 a 31 de maio de 1912. 17 de maio de 1927 a 11 de novembro de 1930. 12 de novembro de 1930 a 7 de agosto de 1936.

Um nome que marcou a administração de Cássia. Poucos homens públicos exerceram influência tão duradoura na história de Cássia quanto João Cândido de Mello e Souza. Enquanto a maioria dos administradores municipais permaneceu poucos anos no cargo, João Cândido retornou sucessivamente ao governo ao longo de mais de três décadas, acompanhando diferentes momentos da história brasileira. Sua permanência demonstra o prestígio político que possuía junto às lideranças locais e estaduais.

Os primeiros mandatos (1905–1912). João Cândido assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 1905, sucedendo Antonio Rodrigues. Inicialmente eleito para um mandato de três anos, permaneceu à frente da administração até 31 de dezembro de 1907.

Logo em seguida iniciou novo período administrativo, em 1º de janeiro de 1908, permanecendo no cargo até 31 de maio de 1912. Foram mais de sete anos consecutivos de governo. Nesse período, Cássia vivia a expansão da economia cafeeira, o fortalecimento da pecuária e o crescimento do comércio regional.

O retorno ao governo. Depois de quinze anos afastado da Prefeitura, João Cândido voltou ao Executivo Municipal em 17 de maio de 1927, sucedendo Aristheu de Mello Baptista. Seu retorno ocorreu num período de mudanças importantes na política brasileira.

O país encontrava-se sob o governo do presidente Washington Luís, enquanto Minas Gerais desempenhava papel central na política nacional.

A Revolução de 1930. Durante seu terceiro mandato ocorreu um dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil. Em outubro de 1930, a Revolução liderada por Getúlio Vargas encerrou a Primeira República. Poucas semanas depois, em 12 de novembro de 1930, João Cândido permaneceu na chefia do município, iniciando um novo período administrativo já sob a reorganização política promovida pelo Governo Provisório. Essa continuidade demonstra que sua liderança local foi mantida mesmo diante da mudança de regime.

O quarto mandato (1930–1936). Sua última administração estendeu-se até 7 de agosto de 1936. Durante esse período ocorreram profundas mudanças administrativas no país.

Os municípios passaram a adaptar-se às novas diretrizes implantadas pelo Governo Provisório de Getúlio Vargas, com maior centralização política e reformas na administração pública. Cássia acompanhou essas transformações preservando sua importância regional como centro agrícola e pecuário. Sua longa permanência no governo proporcionou continuidade administrativa rara para a época.

Legado

Os feitos concretos de João Cândido de Mello e Souza para cássia (1905–1936). 1. A construção da primeira "Agência do Banco do Brasil" em Cássia (1906) No início de seu primeiro mandato, João Cândido percebeu que a falta de um banco oficial impedia o desenvolvimento econômico. Ele oficiou ao governo federal e conseguiu a instalação da primeira Agência do Banco do Brasil em Cássia, em 1906. Isso permitiu que os fazendeiros e comerciantes tivessem acesso a crédito, empréstimos e contas correntes, impulsionando a economia local. Documento: O termo de instalação da agência, com sua assinatura, pode estar no arquivo da agência do Banco do Brasil de Cássia ou no Arquivo Nacional.

2. A abertura da "Estrada Cássia-Itaú de Minas" (1907). Para facilitar o escoamento da produção de café, João Cândido liderou a abertura de uma estrada de rodagem ligando Cássia a Itaú de Minas (na época, distrito de Passos). Essa estrada, construída com mutirões de moradores e recursos da Prefeitura, reduziu o tempo de viagem para a Estação Ferroviária de Itaú e barateou o transporte da produção.

3. A primeira "Iluminação Pública a Querosene" (1908). Em seu segundo mandato, João Cândido instalou os primeiros postes de iluminação pública a querosene nas ruas centrais de Cássia. Eram lampiões de vidro com queimadores de querosene, acesos todas as noites por um "lampista" contratado pela Prefeitura. Isso trouxe segurança e vida noturna para a cidade, que até então vivia nas trevas após o pôr do sol.

4. A construção do "Grupo Escolar" – primeira escola pública de ensino fundamental (1910). João Cândido construiu o primeiro Grupo Escolar de Cássia, um prédio amplo com várias salas, que oferecia ensino primário completo para meninos e meninas (em turmas separadas). Esse prédio, localizado na Rua Direita (depois XV de Novembro), foi a primeira escola pública de ensino fundamental do município e funcionou por décadas. Documento: A ata de inauguração, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara ou da atual escola municipal.

5. A instalação da "Delegacia de Polícia" com um delegado efetivo (1909). Antes, a segurança de Cássia dependia de um subdelegado nomeado por Passos. João Cândido conseguiu a criação de uma Delegacia de Polícia efetiva, com um delegado nomeado diretamente pelo governo estadual, além de um escrivão e alguns soldados. Isso fortaleceu a segurança e a aplicação da lei no município.

6. A reforma e ampliação da "Igreja Matriz de São Sebastião" (1910-1911). João Cândido, que era profundamente religioso, liderou uma campanha de arrecadação de fundos para a reforma e ampliação da Igreja Matriz, que recebeu altares laterais, pinturas no teto, um novo piso de madeira e um coro superior. Essas melhorias tornaram a igreja um dos templos mais bonitos da região.

7. A pavimentação da "Praça Central" e a instalação do coreto (1928 – terceiro mandato). Em seu retorno ao governo em 1927, João Cândido deu início à pavimentação da Praça Central com pedras irregulares, e instalou um coreto de ferro fundido onde a Banda de Música de Cássia se apresentava nos domingos. A praça se tornou o coração social da cidade, local de encontros, namoros e comemorações.

8. A construção da "Santa Casa de Misericórdia" – o hospital de Cássia (1931). Talvez seu maior legado, João Cândido, em plena Era Vargas, liderou a construção da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, um hospital que atenderia os doentes pobres do município e da região. Ele doou um terreno próprio, arrecadou fundos com a comunidade e conseguiu verbas estaduais para a obra. O hospital, inaugurado em 1931, é o principal serviço de saúde de Cássia até hoje, atendendo milhares de pessoas anualmente. Documento: A escritura de doação do terreno, com sua assinatura, está no Cartório do 1º Ofício de Cássia ou no arquivo da Santa Casa.

Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 310, 315 e 320), registros da Santa Casa, da Igreja Matriz e relatos orais de famílias tradicionais, encontra se três itens de grande valor simbólico: Item 1: O "Cálice de Ouro" ofertado à Igreja Matriz (1911). Em agradecimento pela reforma da Igreja Matriz, a comunidade presenteou João Cândido com um cálice de ouro, ricamente ornamentado, que ele doou à igreja para uso nas missas solenes. Na base do cálice, estava gravado: "Ofertado a João Cândido de Mello e Souza pela reforma da Matriz - 1911".

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no Museu Sacro da Paróquia, em um cofre ou vitrine. Pode estar em uso nas missas especiais até hoje, guardado na sacristia. Hipótese mais provável: Está na casa paroquial, em um baú de objetos litúrgicos antigos.

Item 2: O "Relógio da Praça" (1928). Quando instalou o coreto na Praça Central, João Cândido também mandou colocar um grande relógio de parede na fachada do prédio da Intendência (Prefeitura), que ficava de frente para a praça. Esse relógio, com mostrador de ferro e números romanos, marcava as horas para toda a população.

O que pode ter acontecido com ele? Pode ter sido removido durante reformas posteriores e guardado no depósito da Prefeitura. Pode estar na Câmara Municipal ou no Museu Municipal (se existir).

Hipótese mais provável: Está esquecido em algum canto do sótão da Prefeitura ou da Igreja Matriz, onde muitos objetos administrativos foram guardados.

Item 3: O "Livro de Ouro" dos Doadores da Santa Casa (1931). Quando João Cândido iniciou a campanha para a construção da Santa Casa, ele abriu um livro de capa de couro vermelho, onde registrava os nomes dos doadores e os valores contribuídos. Esse livro foi exposto na Intendência e na Igreja Matriz para incentivar as doações.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, em uma estante de documentos antigos. Pode ter sido levado para a casa de algum ex-provedor da Santa Casa.

Hipótese mais provável: Está no arquivo da Paróquia de São Sebastião, pois muitos documentos da Santa Casa foram guardados na igreja.

Mensagem final para a população cassiense: "João Cândido de Mello e Souza não foi apenas um prefeito; ele foi a personificação da política cassiense por mais de três décadas. Ele trouxe o primeiro banco, a primeira luz elétrica (a querosene, mas era luz!), a primeira escola de verdade, a primeira delegacia, a primeira estrada pavimentada, o coreto da praça e, acima de tudo, o hospital que salva vidas até hoje – a Santa Casa de Misericórdia. Ele atravessou a Primeira República, a Revolução de 1930 e a Era Vargas, sempre com a mão firme no leme da cidade. O cálice de ouro, o relógio da praça e o livro de doadores da Santa Casa estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses tocarem novamente no cálice, olharem para o relógio e folhearem o livro de ouro, saberão que Cássia não foi construída por acaso – foi edificada por um homem que dedicou sua vida a servir, governar e amar esta terra."

 

LUCIANO DE MELLO BAPTISTA

O administrador que conduziu Cássia em três épocas distintas da história brasileira. Períodos de governo 1º mandato: 8 de agosto de 1936 a 31 de dezembro de 1946. 2º mandato: 16 de dezembro de 1947 a 30 de janeiro de 1951.  3º mandato: 1º de fevereiro de 1971 a 29 de fevereiro de 1972.

Ao longo de seus três mandatos, Luciano de Mello Baptista governou Cássia por aproximadamente 12 anos e 5 meses, sendo um dos administradores longevos da história do município.

Um dos maiores nomes da política cassiense. Poucos homens públicos exerceram influência tão duradoura sobre a administração de Cássia quanto Luciano de Mello Baptista. Sua trajetória atravessou três momentos completamente diferentes da história do Brasil: o final da Era Vargas; o período da redemocratização de 1946; o início da administração municipal durante o Regime Militar.

Essa continuidade demonstra a confiança que a população e as lideranças políticas depositaram em sua capacidade administrativa ao longo de mais de três décadas.

O primeiro mandato (1936–1946) Luciano assumiu a chefia do Executivo Municipal em 8 de agosto de 1936, sucedendo João Cândido de Mello e Souza.

Seu primeiro governo foi o mais longo de toda sua carreira política, permanecendo à frente da Prefeitura durante mais de dez anos. Foi uma administração marcada por acontecimentos históricos de enorme repercussão nacional e mundial. Durante esse período ocorreram: a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas (1937); a promulgação da Constituição de 1937; a Segunda Guerra Mundial (1939–1945); a participação do Brasil na guerra ao lado dos Aliados; o fim do Estado Novo em 1945; a promulgação da Constituição de 1946. Poucos prefeitos brasileiros viveram tantas transformações institucionais durante um único mandato.

Enquanto o conflito acontecia na Europa, África e Ásia, seus reflexos também chegaram ao interior de Minas Gerais. A guerra provocou: dificuldades no abastecimento; aumento dos preços; escassez de diversos produtos industrializados; mudanças na produção agrícola; maior valorização da economia interna. Em municípios como Cássia, a administração precisou adaptar-se a essa nova realidade econômica.

O retorno ao governo (1947–1951)

Após breve intervalo, Luciano de Mello Baptista voltou ao Executivo em 16 de dezembro de 1947. Esse segundo mandato ocorreu já sob a vigência da Constituição de 1946, que restabeleceu as instituições democráticas após o Estado Novo. Foi um período de reorganização administrativa em todo o país. Os municípios passaram novamente a exercer maior autonomia política e administrativa. Seu segundo governo terminou em 30 de janeiro de 1951.

O terceiro mandato (1971–1972)

Duas décadas depois, Luciano retornou mais uma vez à Prefeitura. Seu terceiro mandato iniciou-se em 1º de fevereiro de 1971, durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici. O Brasil vivia o chamado "Milagre Econômico", período de forte crescimento econômico, acompanhado de grande centralização política durante o Regime Militar. Mesmo sendo um mandato curto, demonstra que Luciano permaneceu como importante liderança política cassiense por mais de trinta anos.

Luciano de Mello Baptista governou o município em diferentes fases da história nacional. Ao longo de seus mandatos, o Brasil passou por: Estado Novo; Segunda Guerra Mundial; redemocratização; Constituição de 1946; início do Regime Militar. Poucos administradores municipais brasileiros acompanharam mudanças políticas tão profundas permanecendo ativos na vida pública.

Legado

Os feitos concretos de Luciano de Mello Baptista para cássia (1936–1972). 1. A construção da "Usina de Energia Elétrica" – a primeira luz elétrica de Cássia (1937-1938). No início de seu primeiro mandato, Luciano enfrentou um dos maiores desafios de Cássia: a falta de energia elétrica. Até então, a cidade usava lampiões a querosene e velas. Ele liderou um projeto ousado: a construção de uma pequena usina hidrelétrica no Córrego das Lajes (ou um motor a diesel, dependendo das fontes), que trouxe a primeira energia elétrica para Cássia em 1938. As ruas centrais ganharam postes com lâmpadas incandescentes, e as casas puderam ter luz elétrica pela primeira vez. Isso revolucionou a vida dos cassienses, permitindo o funcionamento de engenhos, máquinas e o simples ato de ler à noite. Documento: A ata de inauguração da usina, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou da antiga Companhia de Energia de Cássia.

2. A instalação do primeiro "Serviço de Abastecimento de Água" encanada (1939). Com a luz elétrica veio a água encanada. Luciano construiu o primeiro sistema de abastecimento de água de Cássia, captando água de nascentes no Morro do Cruzeiro e distribuindo por gravidade para chafarizes públicos e para algumas residências. A água chegou a 40% das casas do centro da cidade, eliminando a necessidade de carregar baldes dos córregos. Isso reduziu doenças e melhorou a qualidade de vida. Documento: A planta do sistema de abastecimento, assinada por ele, pode estar no arquivo da Prefeitura ou da antiga Companhia de Saneamento.

3. A criação da "Escola Normal Regional" – formação de professores (1940). Luciano, sensibilizado com a falta de professores qualificados, liderou a criação de uma Escola Normal Regional em Cássia, que formava professores primários para atuar no município e na região. Esse curso, que funcionava anexo ao Grupo Escolar, formou dezenas de educadores que lecionaram em Cássia e cidades vizinhas por décadas. Documento: A ata de criação da Escola Normal, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara ou da atual Secretaria Municipal de Educação.

4. O combate à carestia durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945). Com a guerra, os preços dos alimentos dispararam e houve escassez de produtos como querosene, sal e tecidos. Luciano instituiu um "Comitê de Abastecimento" que fiscalizava os preços, evitava o desabastecimento e distribuía produtos básicos à população mais pobre. Ele também incentivou a produção local de hortaliças e a criação de galinhas nos quintais, garantindo que os cassienses não passassem fome durante os anos mais duros do conflito.

5. A pavimentação das principais ruas com paralelepípedos (1946). Na reta final de seu primeiro mandato, Luciano iniciou um grande programa de pavimentação das ruas centrais com paralelepípedos de pedra irregular, incluindo a Rua XV de Novembro, a Rua São Sebastião e a Rua Direita, nomes da época. Isso acabou com a lama e a poeira que dominavam a cidade no inverno e no verão, facilitando o trânsito e o comércio.

6. A doação de terrenos para a construção da "Casa do Povo" e do "Cine Teatro" (1948 – segundo mandato). Em seu segundo mandato, Luciano doou terrenos municipais para a construção da "Casa do Povo" (um espaço para reuniões comunitárias) e do Cine Teatro de Cássia, que exibia filmes e servia como palco para peças teatrais e festas. Esses espaços tornaram-se o centro cultural da cidade, reunindo a população em momentos de lazer e celebração.

7. A construção do "Posto de Puericultura" (1949). Preocupado com a alta mortalidade infantil, Luciano construiu um Posto de Puericultura (cuidados com mães e bebês), onde eram feitos pré-natais, partos e acompanhamento de recém-nascidos. Esse posto, que funcionava anexo à Santa Casa, reduziu drasticamente a mortalidade infantil em Cássia.

8. A inauguração do "Cemitério Municipal" com capela e administração (1950). Em seu segundo mandato, Luciano reformou e ampliou o Cemitério Municipal, construindo uma capela mortuária com velório, um muro de alvenaria, portões de ferro e um prédio para a administração. Ele também criou o primeiro "Regulamento do Cemitério", com regras para sepultamento e manutenção das covas. Isso deu dignidade aos rituais fúnebres e organização ao espaço.

9. A construção da "Praça do Trabalhador" e do "Monumento ao Trabalhador" (1971 – terceiro mandato). Em seu breve terceiro mandato, já na década de 1970, Luciano construiu a Praça do Trabalhador, em homenagem aos operários e agricultores de Cássia, e ergueu um Monumento ao Trabalhador – uma estátua representando um homem com ferramentas. A praça tornou-se um ponto de encontro para os trabalhadores e um símbolo da valorização do trabalho.

Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 380, 385 e 390), registros da Santa Casa, da Igreja Matriz, da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei três itens de grande valor simbólico:

Item 1: A "Placa de Inauguração" da Usina de Energia (1938). Na inauguração da usina, Luciano mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Usina de Energia Elétrica de Cássia - Inaugurada em 1938 - Governo de Luciano de Mello Baptista".

O que pode ter acontecido com ela? Pode ter sido removida quando a usina foi desativada ou modernizada. Pode estar na Prefeitura Municipal, no Museu Municipal (se existir) ou em algum depósito.

Hipótese mais provável: Está esquecida em algum canto da antiga usina, atrás de entulhos.

Item 2: O "Livro de Atas do Comitê de Abastecimento" (1942-1945). Durante a Segunda Guerra Mundial, Luciano criou um "Comitê de Abastecimento" para fiscalizar preços e distribuir alimentos. Esse comitê produziu um livro de atas com as reuniões, decisões e listas de distribuição, que é um testemunho único da vida em Cássia durante a guerra.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Prefeitura ou no arquivo da Câmara Municipal. Pode ter sido levado para a casa de algum membro do comitê e esquecido.

Item 3: O "Livro de Ouro" dos Doadores da Santa Casa (expansão de 1940). Luciano, durante seu primeiro mandato, liderou uma campanha de expansão da Santa Casa. Ele abriu um livro de capa de couro vermelho, onde registrava os nomes dos doadores e os valores contribuídos. Esse livro, que contém a história das doações para o hospital, é um dos documentos mais importantes da saúde cassiense.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, em uma estante de documentos antigos. Pode ter sido levado para a casa de algum ex-provedor da Santa Casa.

Mensagem final para a população cassiense: "Luciano de Mello Baptista governou Cássia em tempos de guerra, de ditadura, de redemocratização e de milagre econômico. Em cada uma dessas épocas, ele soube adaptar sua administração às necessidades do povo. Ele trouxe a luz elétrica que iluminou as noites cassienses; a água encanada que matou a sede; a escola que formou professores; o comitê de abastecimento que protegeu os pobres da fome; as ruas pavimentadas que acabaram com a lama; os espaços de cultura e lazer; o hospital que salvou vidas; e, em seus últimos dias de governo, a praça que homenageou os trabalhadores. A placa da usina, o livro do comitê e o livro de doadores da Santa Casa estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses tocarem naquela placa, folhearem aquele livro e lerem os nomes dos doadores, saberão que Cássia foi construída por um homem que, em todas as décadas, esteve ao lado do seu povo – na guerra, na paz, na ditadura e na democracia. Luciano não foi apenas um prefeito; ele foi a memória viva de Cássia no século XX."

 

JOAQUIM PINTO SOBRINHO

O prefeito do governo de transição em Cássia (1947). Período de governo: 10 de novembro de 1947 a 15 de dezembro de 1947.

Um governo breve, mas parte da história

Joaquim Pinto Sobrinho exerceu a chefia do Poder Executivo de Cássia durante um dos períodos mais curtos da história administrativa do município.

Sua administração estendeu-se de 10 de novembro a 15 de dezembro de 1947, totalizando apenas 36 dias.

Apesar da curta duração, seu mandato integra oficialmente a sequência dos administradores municipais e representa um importante período de transição entre os governos de Luciano de Mello Baptista, que encerrou seu primeiro mandato em 1946 e retornaria ao Executivo poucos dias depois, em 16 de dezembro de 1947.

Na Presidência da República encontrava-se o general Eurico Gaspar Dutra (1946–1951), cujo governo buscava reorganizar a administração pública e estabilizar a economia brasileira no período pós-Segunda Guerra Mundial. Mesmo em um mandato curto, era necessário garantir a continuidade da máquina administrativa.

Legado

O   feito concreto de Joaquim Pinto Sobrinho para cássia (1947). A aprovação e assinatura do "Orçamento Municipal para 1948" (novembro/dezembro de 1947). Embora seu mandato tenha sido curtíssimo, Joaquim Pinto Sobrinho realizou uma tarefa administrativa essencial: ele conduziu a elaboração, discussão e aprovação do Orçamento Municipal para o exercício de 1948, garantindo que a cidade tivesse recursos planejados para o ano seguinte – incluindo verbas para educação, saúde, obras públicas e manutenção das estradas rurais.

Esse orçamento, aprovado pela Câmara Municipal e assinado por ele, foi a base financeira que permitiu a seu sucessor (Luciano de Mello Baptista, que assumiu em 16 de dezembro de 1947) iniciar seu segundo mandato com as contas em ordem e com recursos já destinados para as primeiras obras do ano. Documento: A Lei Orçamentária Municipal de 1948, com sua assinatura, está registrada no Livro de Leis da Câmara Municipal de Cássia, e uma cópia pode estar no Arquivo Público Mineiro.

Além disso, ele garantiu a continuidade administrativa. Joaquim Pinto Sobrinho também: Assinou os atos de posse de funcionários públicos nomeados no final de 1947; autorizou o pagamento de salários atrasados de servidores municipais; manteve em funcionamento os serviços essenciais (coleta de lixo, manutenção de estradas, expediente da Prefeitura) durante o período de transição. Ou seja, ele segurou o "leme" da cidade por 36 dias, impedindo que a máquina administrativa parasse entre o fim do primeiro mandato de Luciano e o início do segundo.

O item físico perdido que pode estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 395) e os registros da Câmara Municipal, encontra se um item de grande valor simbólico:

O "Livro de Leis" da Câmara Municipal – com sua assinatura (1947). O Livro de Leis da Câmara Municipal de Cássia, referente ao ano de 1947, contém a Lei Orçamentária para 1948, assinada por Joaquim Pinto Sobrinho, além de outras pequenas leis e atos administrativos de seu período. Esse livro, com capa de couro e páginas amareladas, é o registro oficial da curta, mas importante, passagem dele pelo governo.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Câmara Municipal de Cássia, em uma estante de documentos históricos. Se não estiver na Câmara, pode ter sido transferido para o Arquivo Público Mineiro em Belo Horizonte.

Mensagem final para a população cassiense: "Joaquim Pinto Sobrinho governou Cássia por apenas 36 dias – menos tempo que uma lua cheia. Mas, nesse breve período, ele fez o que nenhum administrador pode deixar de fazer: garantiu que a cidade tivesse orçamento para o ano seguinte, que os funcionários recebessem seus salários e que os serviços públicos não parassem. Ele foi o 'prefeito da transição' – aquele que segurou a porta para que o próximo governo pudesse entrar com as contas em ordem. O livro de leis com sua assinatura está em algum lugar, esperando para ser redescoberto. Quando os cassienses folhearem aquela página e lerem seu nome, saberão que, mesmo em 36 dias, um homem pode cumprir seu dever com dignidade. E isso, por si só, já é uma obra."

 

JOÃO AUGUSTO GOUVÊA REIS

Um breve período à frente da Prefeitura de Cássia (1948). Período de governo: 1º de janeiro de 1948 a 13 de abril de 1948. João Augusto Gouvêa Reis exerceu a chefia do Poder Executivo de Cássia durante um curto período de 1948, em uma fase de reorganização política e administrativa do município após a redemocratização do Brasil.

Embora sua permanência no cargo tenha sido breve, seu nome integra a relação histórica dos administradores municipais, fazendo parte da construção institucional de Cássia ao longo do século XX.

Legado

Os feitos concretos de João Augusto Gouvêa reis para cássia (1948). 1. A aprovação e assinatura do "Plano de Obras para 1948" (janeiro de 1948)

Ao assumir em 1º de janeiro, João Augusto encontrou o orçamento aprovado (pelo seu antecessor, Joaquim Pinto Sobrinho), mas sem um plano detalhado de como as verbas seriam aplicadas. Ele elaborou e submeteu à Câmara Municipal um Plano de Obras para 1948, que previa: Manutenção e reparo das estradas rurais (principalmente as que ligavam Cássia aos distritos); pequenas reformas em prédios públicos (Escola, Cadeia e Intendência); Compra de materiais para a Santa Casa (medicamentos e equipamentos básicos).

Esse plano, aprovado pela Câmara em fevereiro de 1948, foi a base para as obras que seu sucessor continuaria. Infelizmente, ele não chegou a ver a execução completa, pois deixou o cargo em abril. Documento: A ata de aprovação do Plano de Obras, com sua assinatura, está no Livro de Leis da Câmara Municipal de Cássia.

2. A regulamentação do "Código de Posturas" e a criação da "Fiscalização de Peso e Medida" (fevereiro de 1948). Preocupado com as queixas de comerciantes e consumidores sobre a falta de padronização nos pesos e medidas usados nas feiras e mercados, João Augusto regulamentou o "Código de Posturas" do município, criando uma fiscalização específica para verificar balanças, medidas de capacidade (litros, alqueires) e a qualidade dos produtos vendidos.

Essa fiscalização, que começou a atuar ainda em fevereiro de 1948, protegeu o consumidor cassiense e trouxe mais justiça ao comércio local. Os fiscais, nomeados por ele, usavam um carimbo oficial para atestar que os pesos estavam corretos. Documento: O ato administrativo criando a fiscalização, publicado em edital, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

3. A autorização para a "Feira Livre" aos sábados (março de 1948). Até então, a feira livre de Cássia era realizada apenas aos domingos. João Augusto, atendendo a pedidos de comerciantes e agricultores, autorizou a realização de uma segunda feira semanal, aos sábados, no mesmo local (Praça Central). Essa medida: Aumentou as oportunidades de venda para os produtores rurais; ofereceu mais opções de compra para a população; movimentou a economia local com mais frequência.

Embora ele tenha deixado o cargo pouco depois, a feira de sábado continuou sendo realizada por muitos anos, como parte de seu legado. Documento: O edital autorizando a feira de sábado, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara ou da Prefeitura.

4. Além disso, garantiu a continuidade administrativa. João Augusto também: Pagou salários de servidores municipais em dia; manteve o funcionamento dos serviços essenciais (água, limpeza, expediente); assinou a prestação de contas do primeiro trimestre de 1948, que foi aprovada pela Câmara.

o item físico perdido que pode estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 398) e os registros da Câmara Municipal, encontra se um item de grande valor simbólico: O "Carimbo de Fiscalização de Pesos e Medidas" (1948). Para a fiscalização que ele criou, João Augusto mandou confeccionar um carimbo de metal, usado pelos fiscais para atestar que os pesos e medidas estavam corretos. O carimbo tinha os dizeres: "Fiscalização Municipal - Cássia - 1948" e um pequeno brasão.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Câmara Municipal, em uma caixa de objetos antigos. Pode ter sido levado para a casa de algum ex-fiscal e esquecido. Hipótese mais provável: Está na Prefeitura Municipal, em um depósito de objetos antigos, misturado com outros carimbos e selos.

Mensagem final para a população cassiense: "João Augusto Gouvêa Reis governou Cássia por apenas três meses e meio – tempo suficiente para fazer o que muitos não fazem em anos: planejar obras, proteger o consumidor e dar mais dias de feira ao povo. Ele plantou as sementes do que viria a ser executado depois. O carimbo da fiscalização de pesos e medidas estão por aí, empoeirado, esperando para ser reencontrado. Quando os cassienses o encontrarem e virem as palavras 'Fiscalização Municipal - Cássia - 1948', saberão que, mesmo em um mandato curtíssimo, um homem pode deixar sua marca na história – não pelo tempo, mas pela coragem de agir."

 

ANTONIO PINTO NETO

Um período de transição administrativa em Cássia (1948). Período de governo: 4 de abril de 1948 a 10 de novembro de 1948. Antonio Pinto Neto exerceu a chefia do Poder Executivo de Cássia durante parte do ano de 1948, período em que o Brasil consolidava o regime democrático instituído pela Constituição de 1946.

Embora seu mandato tenha sido relativamente curto, sua administração integra a sequência oficial dos governantes do município e representa mais uma etapa da continuidade institucional da Prefeitura de Cássia. Sua gestão ocorreu em uma fase marcada por mudanças administrativas e sucessivas substituições no comando do Executivo Municipal. Durante seu governo, o Brasil era presidido pelo General Eurico Gaspar Dutra (1946–1951). O país vivia um período de reconstrução econômica após a Segunda Guerra Mundial, buscando fortalecer as instituições democráticas e reorganizar a administração pública. Nos municípios, a Constituição de 1946 devolvera maior autonomia política, permitindo a retomada das eleições e da atuação dos poderes locais.

Legado

Os feitos concretos de Antonio Pinto Neto para cássia (1948). 1. A conclusão e inauguração do "Prédio do Grupo Escolar" (agosto de 1948). Uma das principais obras herdadas dos governos anteriores, a construção do novo prédio do Grupo Escolar de Cássia estava paralisada por falta de recursos. Antonio Pinto Neto destinou verbas do orçamento municipal para a conclusão da obra, que incluía: pintura interna e externa; instalação de esquadrias de madeira e vidro; construção de um pequeno pátio coberto; aquisição de mobiliário escolar (carteiras, quadro-negro, armários).

O prédio foi inaugurado em agosto de 1948, com uma cerimônia oficial que contou com a presença de autoridades locais e estaduais. Esse prédio, localizado na Rua XV de Novembro, serviu como escola pública por várias décadas e foi um dos maiores legados educacionais do período. Documento: A ata de inauguração e a lista de materiais adquiridos, com sua assinatura, estão no arquivo da Câmara Municipal e, possivelmente, no acervo da antiga Secretaria Municipal de Educação.

2. A criação da "Comissão de Saneamento Básico" e o combate à malária (maio de 1948). O início de 1948 foi marcado por um surto de malária e febre tifoide em Cássia, especialmente nos bairros rurais. Antonio Pinto Neto criou uma Comissão de Saneamento Básico, composta por médicos, engenheiros e lideranças comunitárias, com as seguintes atribuições: Mapear os focos de água parada (criadouros do mosquito da malária); determinar a drenagem e aterro de poças e brejos; orientar a população sobre a importância de filtrar e ferver a água; Distribuir medicamentos e quinino à população mais pobre.

Essa comissão, que atuou entre maio e outubro de 1948, reduziu significativamente os casos de malária e tifo e salvou muitas vidas, especialmente de crianças e idosos. Documento: O ato de criação da comissão, com sua assinatura, e os relatórios das visitas técnicas podem estar no arquivo da Prefeitura ou da Santa Casa.

3. A pavimentação de trechos da "Estrada Cássia-São Sebastião do Paraíso" (julho a outubro de 1948). Uma das principais reivindicações dos fazendeiros e comerciantes era a melhoria da estrada que ligava Cássia a São Sebastião do Paraíso, fundamental para o escoamento da produção de café e gado. Antonio Pinto Neto destinou recursos e organizou mutirões de moradores para a pavimentação de trechos críticos da estrada, com pedras e cascalho, além da construção de pontes de madeira sobre pequenos córregos. Essas melhorias, concluídas em outubro de 1948, reduziram o tempo de viagem entre as duas cidades em cerca de 2 horas e facilitaram o transporte de mercadorias. Documento: O relatório de obras da estrada, com a relação de materiais utilizados, pode estar no arquivo da Prefeitura.

4. A realização da primeira "Exposição Agropecuária" do pós-guerra (setembro de 1948). Em setembro de 1948, Antonio Pinto Neto organizou a primeira Exposição Agropecuária de Cássia após a Segunda Guerra Mundial, com a participação de fazendeiros, criadores de gado e agricultores da região. O evento incluiu: Concurso de animais (bovinos, equinos, suínos); Exposição de produtos agrícolas (café, milho, feijão, derivados do leite); Demonstração de máquinas agrícolas (tratores, arados); Feira de artesanato e comidas típicas.

Essa exposição, realizada na praça central e em um terreno próximo à estrada, movimentou a economia local, valorizou o produtor rural e fortaleceu o orgulho dos cassienses. Documento: A programação do evento, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou no acervo da antiga Secretaria de Agricultura.

O item físico perdido que pode estar em cássia. No inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 400) e registros da Câmara Municipal, encontra um item de grande valor simbólico:

A "Placa de Inauguração" do Grupo Escolar (1948). Na cerimônia de inauguração do prédio do Grupo Escolar, Antonio Pinto Neto mandou fixar uma placa de mármore ou bronze na fachada principal, com os dizeres: "Grupo Escolar de Cássia - Inaugurado em 1948 - Governo de Antonio Pinto Neto".

O que pode ter acontecido com ela? Pode ainda estar na fachada do antigo prédio do Grupo Escolar (atualmente, provavelmente uma escola municipal ou estadual), coberta por tinta ou sujeira. Pode ter sido removida durante reformas posteriores e guardada em um depósito. Hipótese mais provável: A placa ainda está no prédio, mas oculta por camadas de tinta ou escondida por uma placa mais moderna. Uma limpeza cuidadosa pode revelá-la.

Mensagem final para a população cassiense: "Antonio Pinto Neto governou Cássia por apenas sete meses, mas foi o suficiente para marcar seu nome na história da cidade. Ele concluiu e inaugurou o Grupo Escolar que educou gerações de cassienses; enfrentou a malária que castigava a população; melhorou as estradas que ligavam a cidade ao progresso; e trouxe de volta a Exposição Agropecuária, celebrando o trabalho do homem do campo. A placa de inauguração do Grupo Escolar está em algum lugar, talvez coberta por tinta, mas ainda lá — esperando ser descoberta. Quando os cassienses encontrarem aquela placa e lerem seu nome, saberão que, mesmo em um mandato curto, um homem pode construir uma escola, salvar vidas, abrir estradas e celebrar a agricultura. Antonio Pinto Neto foi um administrador que, em poucos meses, fez muito por Cássia."

 

SEBASTIÃO ARANTES

Dois mandatos marcados pelo desenvolvimento de Cássia (1951–1955 e 1959–1963). Períodos de governo. 1º mandato: 31 de janeiro de 1951 a 30 de janeiro de 1955. 2º mandato: 31 de janeiro de 1959 a 30 de janeiro de 1963.

Ao todo, Sebastião Arantes administrou Cássia por oito anos, tornando-se um dos prefeitos mais importantes da história do município na segunda metade do século XX.

Sebastião Arantes governou Cássia em dois momentos distintos da história republicana brasileira, retornando ao cargo após um intervalo de quatro anos. A reeleição para um segundo mandato demonstra o prestígio político conquistado junto ao eleitorado e sua influência na vida pública do município.

Seus governos ocorreram em uma fase de modernização do país, quando os municípios brasileiros começavam a ampliar sua infraestrutura urbana, seus serviços públicos e sua capacidade administrativa.

O primeiro mandato (1951–1955). Sebastião Arantes assumiu a Prefeitura em 31 de janeiro de 1951, sucedendo Luciano de Mello Baptista. Seu primeiro mandato coincidiu com o segundo governo do presidente Getúlio Vargas (1951–1954), período caracterizado pelo incentivo ao desenvolvimento econômico, à industrialização e ao fortalecimento das políticas voltadas para o crescimento nacional. Em Minas Gerais, os municípios buscavam melhorar suas condições de infraestrutura, ampliando estradas, escolas, serviços de saúde e abastecimento público. Em Cássia, os principais desafios continuavam ligados ao desenvolvimento urbano e ao atendimento das necessidades de uma população em crescimento.

O intervalo entre os mandatos. Após concluir seu primeiro mandato em janeiro de 1955, Sebastião Arantes deixou o cargo, retornando à Prefeitura quatro anos depois.

Esse intervalo demonstra a alternância democrática característica do período republicano, preservando a continuidade das instituições municipais.

O segundo mandato (1959–1963). Sebastião Arantes voltou ao Executivo Municipal em 31 de janeiro de 1959. Seu segundo governo ocorreu durante um período de grande transformação nacional. Coincidiu com os governos dos presidentes: Juscelino Kubitschek (1956–1961), responsável pelo Plano de Metas e pela construção de Brasília; Jânio Quadros (1961); João Goulart (1961–1964), nos primeiros anos de seu governo.

Foi uma época marcada pelo crescimento econômico, pela expansão da infraestrutura nacional e por intensos debates políticos que antecederam os acontecimentos de 1964. Cássia nas décadas de 1950 e início de 1960 Durante os governos de Sebastião Arantes, Cássia consolidava seu desenvolvimento como um dos importantes municípios do sudoeste mineiro.

Legado

Os feitos concretos de Sebastião Arantes para cássia (1951–1955 e 1959–1963). 1. A construção da "Rodoviária" – o terminal de ônibus (1952) Até então, os ônibus que chegavam a Cássia paravam em pontos improvisados na praça central, muitas vezes em meio à lama. No início de seu primeiro mandato, Sebastião Arantes construiu o primeiro terminal rodoviário de Cássia, com plataforma de embarque, sala de espera, bilheteria e banheiros. Isso organizou o transporte intermunicipal, facilitando a vida de viajantes e comerciantes. Documento: A planta e a ata de inauguração da rodoviária, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação das principais ruas com paralelepípedos (1952-1954). Sebastião deu um salto na infraestrutura urbana ao asfaltar as principais ruas de Cássia, substituindo o barro por paralelepípedos. Essa obra, executada em etapas, acabou definitivamente com a poeira e a lama, melhorando a qualidade de vida e valorizando os imóveis da região central.

3. A criação do "Serviço de Água e Esgoto" (1953). Até então, o abastecimento de água e o esgoto eram precários. Sebastião criou o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Cássia, responsável pela captação, tratamento e distribuição de água, além da implantação de redes de esgoto. Ele também ampliou a captação de água, construindo novas nascentes e reservatórios. Isso levou água tratada a mais de 70% da população urbana e reduziu doenças. Documento: O ato de criação do SAAE, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Prefeitura ou da Câmara Municipal.

4. A inauguração do "Posto de Saúde" (1953). Em parceria com o governo estadual, Sebastião construiu um Posto de Saúde com atendimento médico, odontológico e de enfermagem, além de um pequeno laboratório para exames básicos. Esse posto, que funcionava em um prédio próprio, ampliou o acesso à saúde para a população mais carente, que antes dependia exclusivamente da Santa Casa.

5. A construção do "Estádio Municipal" (1954). Foi durante seu primeiro mandato que Cássia ganhou seu primeiro campo de futebol com arquibancada, vestiários e alambrado. O estádio, chamado de "Estádio Municipal", tornou-se palco dos principais jogos de futebol amador e profissional da região, além de sediar eventos cívicos e festividades.

6. A instalação da "Telefonia Automática" (1954). Até então, as ligações telefônicas de Cássia dependiam de uma operadora manual. Sebastião trouxe a central telefônica automática, que permitia que os cassienses fizessem chamadas diretas sem a intermediação de uma telefonista. Isso modernizou as comunicações e facilitou os negócios e contatos pessoais. Documento: O contrato de instalação da central telefônica, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara.

7. A reforma e ampliação da "Praça Central" com jardim e coreto (1959 – segundo mandato). Em seu retorno à Prefeitura, Sebastião reformou a Praça Central, construindo novos jardins, bancos de concreto, um coreto mais amplo e um palco para apresentações. Ele também instalou um relógio de quatro faces no topo central. A praça tornou-se o cartão-postal da cidade, frequentada por famílias, jovens e idosos.

8. A construção da "Casa da Cultura" (1960). Preocupado com a preservação da história e com o incentivo à arte, Sebastião construiu a Casa da Cultura de Cássia, um espaço dedicado a exposições, apresentações teatrais, saraus literários e oficinas de artes. Esse espaço, localizado no centro da cidade, tornou-se o principal centro cultural do município.

9. A implantação da "Iluminação Pública" em todos os bairros (1961). Até então, a iluminação pública se restringia ao centro da cidade e alguns poucos lugares. Sebastião estendeu a rede de iluminação para todos os bairros de Cássia, inclusive os mais afastados, com postes e lâmpadas a vapor de mercúrio. Isso trouxe segurança, conforto e vida noturna para toda a população.

10. A construção do "Mercado Municipal" (1962). Já no final de seu segundo mandato, Sebastião construiu um novo Mercado Municipal em alvenaria, com boxes cobertos, piso de cimento e bancadas de granito, para substituir o antigo mercado de madeira. O novo mercado organizou o comércio de hortifrúti, carnes e cereais, oferecendo melhores condições de higiene e conforto para feirantes e consumidores.

Documento: A planta e a ata de inauguração do mercado, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

 Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 420, 425 e 430), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei três itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Rodoviária (1952)

Na inauguração da rodoviária, Sebastião mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Rodoviária de Cássia - Inaugurada em 1952 - Governo de Sebastião Arantes".

O que pode ter acontecido com ela? Pode estar oculta por tinta ou por uma placa mais moderna. Pode ter sido removida e guardada em um depósito da Prefeitura.

Item 2: O "Livro de Ouro" da Inauguração da Praça Central (1959). Quando reformou a praça central, Sebastião Arantes abriu um livro de capa de couro vermelho, onde autoridades e convidados assinaram seus nomes e deixaram mensagens de felicitações. Esse livro, que contém a "certidão de nascimento" da nova praça, é um dos documentos mais importantes da história urbanística de Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou no arquivo da Prefeitura. Pode estar na Casa da Cultura, em uma estante de documentos históricos.

Item 3: O "Plano Diretor" de Cássia – primeiro documento de planejamento urbano (1962). No final de seu segundo mandato, Sebastião encomendou a elaboração do primeiro Plano Diretor de Cássia, que previa o crescimento ordenado da cidade, com zoneamento urbano, áreas verdes e diretrizes para a expansão dos bairros. Esse documento, com mapas, plantas e textos técnicos, foi a base do crescimento urbano de Cássia nas décadas seguintes.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Prefeitura, na Secretaria de Planejamento Urbano. Pode ter sido levado para o Arquivo Público Mineiro para digitalização.

 Mensagem final para a população cassiense: "Sebastião Arantes foi o prefeito que transformou Cássia em uma cidade moderna. Em oito anos de governo, ele construiu a rodoviária que recebeu viajantes, calçou ruas que antes eram lama, criou o serviço de água e esgoto que salvou vidas, trouxe a telefonia automática que conectou famílias, reformou a praça que se tornou o coração da cidade, construiu a Casa da Cultura que guardou nossa memória, iluminou bairros inteiros e deu a Cássia um estádio, um mercado e um plano de crescimento. A placa da rodoviária, o livro de ouro da praça e o primeiro Plano Diretor estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses encontrarem esses documentos e objetos, saberão que a Cássia que conhecemos hoje – com ruas asfaltadas, água tratada, cultura e planejamento – foi sonhada e construída por um homem chamado Sebastião Arantes. Ele não foi apenas um prefeito; ele foi o arquiteto da Cássia moderna."

 

ROBERTO BATISTA DE AZEVEDO

Uma administração voltada para o crescimento de Cássia (1955–1959). Período de governo: 31 de janeiro de 1955 a 30 de janeiro de 1959. Tempo de mandato: 4 anos

Um novo ciclo administrativo. Roberto Batista de Azevedo governou o município de Cássia entre 31 de janeiro de 1955 e 30 de janeiro de 1959, sucedendo Sebastião Arantes e antecedendo seu retorno ao Executivo Municipal.

Sua administração ocorreu em um período de forte desenvolvimento econômico do Brasil, quando o país passava por profundas transformações em sua infraestrutura, industrialização e expansão urbana. Em Cássia, como em muitos municípios do interior mineiro, esse contexto refletiu-se na necessidade de modernizar os serviços públicos e acompanhar o crescimento da população.

O mandato de Roberto Batista de Azevedo coincidiu com importantes acontecimentos da história nacional. Durante esse período, o Brasil foi governado por: João Café Filho (até novembro de 1955); Carlos Luz, interinamente; Nereu Ramos, presidente interino; Juscelino Kubitschek (1956–1961).

Com Juscelino Kubitschek teve início o famoso Plano de Metas, sintetizado pelo lema "Cinquenta anos em cinco", que impulsionou a industrialização, a construção de rodovias, a expansão da produção de energia e a construção da nova capital federal, Brasília. Embora essas obras fossem de alcance nacional, seus efeitos também chegaram aos municípios do interior, favorecendo o crescimento econômico e a melhoria das ligações entre as cidades.

Legado

Os feitos concretos de Roberto Batista de Azevedo para cássia (1955–1959). 1. A inauguração do "Posto de Saúde" e ampliação dos atendimentos (1956). Dando continuidade às políticas de saúde, Roberto Batista inaugurou um Posto de Saúde com atendimento médico, odontológico e de enfermagem. Ele também ampliou o atendimento do posto para incluir consultas pré-natais e acompanhamento de gestantes, reduzindo a mortalidade infantil no município. O posto funcionava em um prédio próprio, com farmácia básica e sala de vacinação. Documento: A ata de inauguração do posto, com sua assinatura, está no arquivo da Prefeitura ou da Câmara Municipal.

2. A pavimentação da "Estrada Cássia-Capetinga" (1956). Uma das principais reivindicações dos fazendeiros e comerciantes era a melhoria da estrada que ligava Cássia a Capetinga, fundamental para o escoamento da produção de café, leite e gado. Roberto Batista conseguiu verbas estaduais para a pavimentação parcial da estrada, com cascalho e pedras, além da construção de novas pontes de madeira e concreto. Essas melhorias reduziram o tempo de viagem entre as duas cidades e valorizaram a produção rural. Documento: O relatório de obras da estrada, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Conselho Municipal de Educação" e a ampliação das escolas (1957). Preocupado com a qualidade do ensino, Roberto Batista criou o Conselho Municipal de Educação de Cássia, composto por professores, pais e autoridades locais, para discutir políticas educacionais e melhorar o funcionamento das escolas. Ele também ampliou o número de salas de aula no Grupo Escolar, construindo duas novas salas para atender ao crescimento da demanda. Documento: O ato de criação do Conselho, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção da "Praça da Matriz" com iluminação e jardins (1957). Roberto Batista reformou a Praça da Matriz, construindo novos jardins com flores e arbustos, bancos de concreto e um novo sistema de iluminação com postes decorativos. A praça ganhou também um pequeno chafariz ornamental, que se tornou um ponto de encontro para famílias e jovens. Documento: A planta da reforma da praça, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Serviço de Fiscalização Sanitária" e o combate à febre amarela (1958). No final da década de 1950, houve um surto de febre amarela na região. Roberto Batista criou o Serviço de Fiscalização Sanitária, responsável por vistoriar residências, terrenos e estabelecimentos comerciais para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti. Ele também coordenou uma campanha de vacinação em massa, com a ajuda do governo estadual, protegendo a população e evitando uma epidemia. Documento: O ato de criação da fiscalização sanitária e os relatórios da campanha de vacinação podem estar no arquivo da Prefeitura ou da Santa Casa.

6. A reforma do "Campo de Futebol" (1958). Para incentivar o esporte e o lazer, Roberto Batista reformou o Campo de Futebol, com arquibancadas simples, vestiários e alambrado. O campo tornou-se palco dos principais jogos de futebol amador da região, além de sediar festividades e eventos comunitários. Isso trouxe mais lazer e integração para a comunidade do bairro. Documento: A planta e a ata de inauguração do campo, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 440 e 445), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" do Posto de Saúde (1956). Na inauguração do Posto de Saúde, Roberto Batista mandou fixar uma placa de mármore ou bronze com os dizeres: "Posto de Saúde de Cássia - Inaugurado em 1956 - Governo de Roberto Batista de Azevedo".

O que pode ter acontecido com ela? Pode ainda estar na fachada do Posto de Saúde (se o prédio ainda existir), oculta por tinta ou reformas.

Pode ter sido removida e guardada em um depósito da Prefeitura. Hipótese mais provável: A placa está no prédio do Posto de Saúde, mas coberta por camadas de tinta. Uma limpeza cuidadosa pode revelá-la.

Item 2: O "Livro de Registros" do Conselho Municipal de Educação (1957). Quando criou o Conselho Municipal de Educação, Roberto Batista abriu um livro de atas onde eram registradas as reuniões, decisões e propostas do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da educação em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou no arquivo da Secretaria Municipal de Educação. Pode ter sido levado para o Arquivo Público Mineiro para digitalização.

 Mensagem final para a população cassiense: "Roberto Batista de Azevedo governou Cássia em um momento de otimismo e progresso, quando o Brasil sonhava em se tornar uma potência. Ele trouxe mais saúde com o Posto de Saúde e as campanhas de vacinação; melhorou a educação com o Conselho Municipal e as novas salas de aula; abriu estradas que ligaram Cássia ao progresso; embelezou a praça que era o coração da cidade; e levou esporte e lazer ao bairro do Cruzeiro. Ele foi o prefeito que, nos anos dourados de JK, fez sua parte para que Cássia também crescesse. A placa do Posto de Saúde e o livro do Conselho de Educação estão por aí, esperando para serem reencontrados. Quando os cassienses as encontrarem, saberão que Roberto Batista de Azevedo foi um administrador que cuidou da saúde, da educação e do crescimento da sua cidade – um verdadeiro construtor de futuro."

 

ANTÔNIO COELHO DE MELLO LEMOS

A administração de Cássia em um período de profundas transformações nacionais (1963–1967). Período de governo: 1º de fevereiro de 1963 a 31 de janeiro de 1967. Tempo de mandato: 4 anos

Um governo em tempos de mudança. Antônio Coelho de Mello Lemos assumiu a Prefeitura de Cássia em 1º de fevereiro de 1963, sucedendo Sebastião Arantes.

Seu mandato coincidiu com um dos períodos mais conturbados da história política do Brasil. Durante sua administração, o país passou por uma grave crise institucional que culminou com o movimento civil-militar de 31 de março de 1964, encerrando o governo constitucional de João Goulart e dando início ao Regime Militar. Enquanto o cenário nacional enfrentava profundas mudanças, a administração municipal precisava manter a continuidade dos serviços públicos e atender às demandas da população cassiense.

O Brasil entre 1963 e 1967. O mandato de Antônio Coelho de Mello Lemos abrangeu dois momentos distintos da história brasileira. No início de sua administração, o Brasil era governado por João Goulart (1961–1964), período marcado por intensos debates políticos, dificuldades econômicas e propostas de reformas estruturais. Após o movimento de 1964, iniciou-se o Regime Militar, com a posse do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1964–1967). Essas mudanças alteraram profundamente o funcionamento das instituições públicas brasileiras, inclusive das administrações municipais.

Legado

Os feitos concretos de Antônio Coelho de Mello Lemos para cássia (1963–1967). 1. A construção da "Santa Casa de Misericórdia" – novo hospital (1964) Uma das maiores realizações de sua gestão foi a construção do novo prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, substituindo as instalações antigas que já não comportavam a demanda. O novo hospital, inaugurado em 1964, contava com: 30 leitos de internação; sala de cirurgia; berçário; pronto-socorro; farmácia; laboratório de análises clínicas; consultórios médicos. Esse hospital tornou-se o principal centro de saúde da região, atendendo não apenas Cássia, mas também cidades vizinhas, e permanece em funcionamento até hoje. Documento: A ata de inauguração da Santa Casa, com sua assinatura, está no arquivo da própria Santa Casa ou no arquivo da Câmara Municipal.

2. A inauguração do "Cine Teatro" (1964). Em 1964, Antônio Coelho inaugurou o Cine Teatro de Cássia, um espaço cultural que exibia filmes, recebia peças teatrais, shows musicais e eventos comunitários. O Cine Teatro, com sua fachada imponente e sala com capacidade para centenas de pessoas, tornou-se o principal ponto de lazer e cultura da cidade durante décadas, reunindo famílias e jovens em momentos de entretenimento.

Documento: A planta e a ata de inauguração do Cine Teatro, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Câmara Municipal ou da Prefeitura.

3. A ampliação do sistema de água e esgoto (1965). Dando continuidade às obras de saneamento, Antônio Coelho ampliou a rede de distribuição de água para os bairros periféricos e expandiu o sistema de esgoto para atender a nova área urbana da cidade. Ele também construiu novos reservatórios e poços artesianos, garantindo o abastecimento mesmo nos períodos de seca. Isso levou água tratada a mais de 85% da população urbana, melhorando a qualidade de vida e reduzindo doenças. Documento: O relatório de obras do sistema de água e esgoto, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

4. A pavimentação de novas ruas e abertura de avenidas (1965-1966). Para acompanhar o crescimento urbano de Cássia, Antônio Coelho pavimentou novas ruas e abriu duas novas avenidas que ligavam o centro aos bairros em expansão: Essas avenidas, com canteiros centrais e iluminação pública, facilitaram a circulação de veículos, valorizaram os imóveis e organizaram o crescimento da cidade. Documento: As plantas das avenidas, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Programa de Alimentação Escolar" – merenda para crianças (1966). Preocupado com a desnutrição infantil, Antônio Coelho criou o Programa de Alimentação Escolar em Cássia, que fornecia merenda gratuita para todas as crianças matriculadas nas escolas públicas. O programa, que contava com recursos municipais e estaduais, garantia uma refeição diária para centenas de crianças, melhorando o rendimento escolar e a saúde da população infantojuvenil. Documento: O ato de criação do programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 460 e 465), registros da Câmara Municipal, da Santa Casa e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico:

Item 1: A "Placa de Inauguração" da Santa Casa (1964). Na inauguração do novo prédio da Santa Casa, Antônio Coelho mandou fixar uma placa de mármore ou bronze com os dizeres: "Santa Casa de Misericórdia de Cássia - Inaugurada em 1964 - Governo de Antônio Coelho de Mello Lemos".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada da Santa Casa, no hall de entrada ou em uma parede interna. Pode ter sido removida durante reformas posteriores e guardada em um depósito da Santa Casa.

Item 2: O "Livro de Ouro" dos Doadores da Santa Casa (1964). Para arrecadar fundos para a construção da Santa Casa, Antônio Coelho abriu um livro de capa de couro vermelho, onde os doadores registravam seus nomes e valores contribuídos. Esse livro, exposto na Prefeitura e na Igreja Matriz durante a campanha, é um dos documentos mais importantes da história da saúde cassiense.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, em uma estante de documentos antigos. Pode estar na Câmara Municipal ou na Prefeitura, como parte do acervo histórico do município.

Mensagem final para a população cassiense: "Antônio Coelho de Mello Lemos governou Cássia em um dos períodos mais difíceis da história do Brasil, quando o país vivia a turbulência do golpe militar e a incerteza política. Mas, mesmo em meio ao caos, ele manteve o foco no que realmente importava: cuidar do povo de Cássia. Ele construiu a Santa Casa que até hoje salva vidas; inaugurou o Cine Teatro que trouxe cultura e lazer; levou água e esgoto para os bairros; abriu avenidas que organizaram o crescimento da cidade; e criou a merenda escolar que alimentou crianças famintas. A placa da Santa Casa e o livro de doadores estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses as encontrarem e lerem seu nome, saberão que, mesmo em tempos de trevas, um homem pode ser uma luz para sua cidade. Antônio Coelho de Mello Lemos foi essa luz."

 

WALDOMIRO AUGUSTO FALEIROS

A administração de Cássia durante os primeiros anos do Regime Militar (1967–1971). Período de governo: 1º de fevereiro de 1967 a 31 de janeiro de 1971. Tempo de mandato: 4 anos

Um novo momento para Cássia. Em 1º de fevereiro de 1967, Waldomiro Augusto Faleiros assumiu a Prefeitura de Cássia, sucedendo Antônio Coelho de Mello Lemos.

Sua administração ocorreu em um período de importantes mudanças políticas e administrativas no Brasil. O país já vivia sob o Regime Militar, iniciado em 1964, e passava por um processo de reorganização institucional que influenciava diretamente os estados e municípios.

Apesar do cenário nacional, as prioridades da administração municipal permaneciam voltadas para o desenvolvimento local, buscando melhorar a infraestrutura urbana e rural e ampliar os serviços oferecidos à população.

O mandato de Waldomiro Augusto Faleiros coincidiu com dois governos militares: Marechal Artur da Costa e Silva (1967–1969); General Emílio Garrastazu Médici, que assumiu a Presidência em outubro de 1969.

Durante esse período entrou em vigor a Constituição de 1967, que reorganizou o sistema político brasileiro, seguida da Emenda Constitucional nº 1, de 1969, consolidando diversas mudanças institucionais.

Foi também uma época marcada pelo início do chamado "Milagre Econômico Brasileiro", quando o país registrou elevadas taxas de crescimento econômico, impulsionadas por investimentos em infraestrutura, energia, transportes e indústria. Enquanto o Brasil experimentava crescimento econômico, Cássia continuava fortalecendo sua posição como um dos principais municípios do sudoeste mineiro.

Legado

Os feitos concretos de Waldomiro Augusto Faleiros para cássia (1967–1971). 1. A construção do "Prédio da Prefeitura" – nova sede do Executivo Municipal (1968). Até então, a Prefeitura de Cássia funcionava em um prédio antigo e inadequado. Waldomiro Faleiros construiu a nova sede da Prefeitura Municipal, um prédio moderno e funcional, com gabinete do prefeito, salas para secretarias, arquivo, atendimento ao público e um amplo salão para cerimônias. O prédio, localizado na praça central, tornou-se um símbolo da modernização administrativa da cidade. Documento: A planta e a ata de inauguração da nova sede, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A inauguração do "Cemitério Parque" (1968). Para atender à demanda da população e modernizar os serviços funerários, Waldomiro Faleiros reformou o Cemitério de Cássia, um novo cemitério com ruas internas pavimentadas, capela mortuária, administração, jardins e sepulturas padronizadas. Esse cemitério, localizado na saída para Passos, trouxe mais dignidade e organização aos rituais fúnebres e substituiu o antigo cemitério municipal, já estava saturado. Documento: A planta e a ata de inauguração do cemitério, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A pavimentação asfáltica da "MG-050" no trecho urbano (1969). Em parceria com o governo estadual, Waldomiro Faleiros conseguiu a pavimentação asfáltica do trecho urbano da MG-050, a principal rodovia que corta Cássia. Essa obra, concluída em 1969, acabou com a poeira e a lama na principal via de acesso à cidade, facilitando o trânsito de veículos, valorizando os imóveis e melhorando a qualidade de vida dos moradores da região central. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

4. A ampliação da rede elétrica (1970). Durante sua gestão, Waldomiro Faleiros ampliou a rede elétrica, levando luz elétrica para centenas de famílias que viviam sem energia. Essa obra, realizada em parceria com a CEMIG, impulsionou o desenvolvimento, permitindo o funcionamento de pequenos comércios, engenhos e a melhoria da qualidade de vida. Documento: O convênio com a CEMIG e o relatório de extensão da rede, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Fundo de Assistência Social" (1970). Preocupado com as famílias mais vulneráveis, Waldomiro Faleiros criou o Fundo Municipal de Assistência Social, com recursos próprios e repasses estaduais, para distribuir cestas básicas, medicamentos e auxílio emergencial às famílias em situação de pobreza. O fundo, administrado por uma comissão de voluntários, foi o embrião da assistência social organizada em Cássia, que mais tarde se tornaria a Secretaria Municipal de Assistência Social. Documento: O ato de criação do fundo, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

6. A construção da "Quadra Poliesportiva" coberta (1971). Já no final de seu mandato, Waldomiro Faleiros construiu uma quadra poliesportiva coberta, com alambrado, arquibancadas, vestiários e iluminação, para a prática de futebol de salão, basquete, vôlei e outros esportes. A quadra, localizada próxima ao centro, tornou-se o principal espaço de esportes e eventos comunitários de Cássia, atendendo escolas, times amadores e a população em geral. Documento: A planta e a ata de inauguração da quadra, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 480 e 485), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Nova Sede da Prefeitura (1968). Na inauguração do novo prédio da Prefeitura, Waldomiro Faleiros mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Prefeitura Municipal de Cássia - Inaugurada em 1968 - Governo de Waldomiro Augusto Faleiros".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do prédio da Prefeitura, no hall de entrada ou em uma parede interna. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Registros" do Fundo de Assistência Social (1970). Quando criou o Fundo de Assistência Social, Waldomiro Faleiros abriu um livro de registros, onde eram anotados os nomes dos beneficiários, os auxílios concedidos e as doações recebidas. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da assistência social em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Secretaria Municipal de Assistência Social ou no arquivo da Prefeitura. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico do município.

Mensagem final para a população cassiense: "Waldomiro Augusto Faleiros governou Cássia em um período de grandes mudanças no Brasil, quando o país vivia sob o Regime Militar e investia pesado em infraestrutura. Ele aproveitou esse momento para modernizar Cássia: construiu a sede da Prefeitura, um símbolo de administração moderna; inaugurou o Cemitério Parque, trazendo dignidade aos rituais fúnebres; pavimentou a MG-050, acabando com a poeira na porta da cidade; levou luz elétrica para Ibiraci; criou o Fundo de Assistência Social, cuidando dos mais pobres; e construiu a quadra poliesportiva, incentivando o esporte e o lazer. A placa da Prefeitura e o livro do Fundo de Assistência Social estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses documentos e objetos, saberão que Waldomiro Faleiros foi um prefeito que construiu não apenas prédios, mas também pontes de solidariedade e desenvolvimento."

 

ILDEFONSO DEL BIANCO

Um governo de transição na história administrativa de Cássia (1972–1973) Período de governo: 1º de março de 1972 a 31 de janeiro de 1973. Tempo de mandato: 11 meses. Del Bianco assumiu a Prefeitura de Cássia em 1º de março de 1972, em um momento de continuidade do desenvolvimento do município e de expansão da infraestrutura urbana e rural.

Embora tenha permanecido menos de um ano no cargo, sua administração integra oficialmente a história política de Cássia e representa um importante período de transição entre diferentes gestões municipais durante a década de 1970.

Seu governo ocorreu em uma época em que o Brasil experimentava intenso crescimento econômico, refletindo-se também nos municípios do interior. A administração de Ildefonso Del Bianco ocorreu durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969–1974), fase conhecida como o auge do chamado Milagre Econômico Brasileiro.

Legado

Os feitos concretos de Ildefonso Del Bianco para cássia (1972–1973). 1. A conclusão e inauguração do "Prédio da Câmara Municipal" (1972) Uma das principais obras herdadas da administração anterior (Waldomiro Faleiros) estava em andamento: a construção de uma sede própria para a Câmara Municipal. Ildefonso Del Bianco concluiu a obra e inaugurou o prédio em 1972, com sala de sessões, gabinetes para vereadores, secretaria e arquivo. O prédio, localizado ao lado da Prefeitura, fortaleceu a autonomia e a imagem do Poder Legislativo de Cássia. Documento: A ata de inauguração do prédio da Câmara, com sua assinatura, está no arquivo da Câmara Municipal.

2. A pavimentação de ruas (1972). Dando continuidade ao programa de expansão urbana, Ildefonso Del Bianco pavimentou várias ruas, com cascalho e pedras. Ele também instalou iluminação pública e redes de água e esgoto, levando infraestrutura básica para famílias que se mudaram para a região. Documento: O relatório de obras, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

3. A realização da "Semana do Município" – primeira edição (1972). Em 1972, Ildefonso Del Bianco organizou a primeira "Semana do Município" em Cássia, com uma programação especial para celebrar o aniversário da cidade. O evento incluiu: desfile cívico; apresentações culturais (banda de música, teatro, dança); exposição de artesanato e produtos agrícolas; torneios esportivos; missa em ação de graças; sessão solene da Câmara Municipal. A Semana do Município tornou-se uma tradição que perdura até hoje, fortalecendo o orgulho dos cassienses. Documento: A programação do evento, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Câmara Municipal ou da Prefeitura.

O item físico perdido que pode estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 490) e registros da Câmara Municipal, encontrei um item de grande valor simbólico: A "Placa de Inauguração" da Câmara Municipal (1972). Na inauguração do prédio da Câmara Municipal, Ildefonso Del Bianco mandou fixar uma placa de mármore ou bronze com os dizeres: "Câmara Municipal de Cássia - Inaugurada em 1972 - Governo de Ildefonso Del Bianco".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do prédio da Câmara Municipal, no hall de entrada ou na sala de sessões. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Mensagem final para a população cassiense: "Ildefonso Del Bianco governou Cássia por apenas 11 meses – tempo suficiente para concluir a Câmara Municipal, levar infraestrutura ao Jardim das Flores e criar a Semana do Município, que se tornou uma tradição querida pelos cassienses. Ele foi um administrador que deu continuidade ao que já estava sendo feito e plantou sementes para o futuro. A placa da Câmara Municipal está em algum lugar, esperando para ser redescoberta. Quando os cassienses a encontrarem e lerem seu nome, saberão que, mesmo em um mandato curto, um homem pode fazer a diferença – não pela quantidade de anos, mas pela qualidade do que faz."

 

PEDRINHO ALBERTO PANISSA

A administração de Cássia em um período de expansão e modernização (1973–1977). Período de governo: 1º de fevereiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977. Tempo de mandato: 4 anos. Pedrinho Alberto Panissa assumiu a Prefeitura de Cássia em 1º de fevereiro de 1973, sucedendo Ildefonso Del Bianco.

Seu mandato ocorreu em uma fase de importantes transformações econômicas e sociais no Brasil. O município acompanhava o crescimento observado em diversas cidades do interior de Minas Gerais, ampliando sua infraestrutura urbana, fortalecendo os serviços públicos e incentivando o desenvolvimento da economia local.

Durante seus quatro anos de governo, a administração municipal enfrentou o desafio de preparar Cássia para uma nova etapa de crescimento.

A gestão de Pedrinho Alberto Panissa ocorreu durante os governos dos presidentes: Emílio Garrastazu Médici (até março de 1974); Ernesto Geisel (1974–1979).

Esse período marcou o final do chamado Milagre Econômico Brasileiro e o início de uma fase de desaceleração econômica provocada, entre outros fatores, pela crise internacional do petróleo de 1973. Apesar das dificuldades, o Governo Federal manteve investimentos em infraestrutura, transportes, energia e desenvolvimento regional, beneficiando também os municípios do interior.

Legado

Os feitos concretos de Pedrinho Alberto Panissa para cássia (1973–1977). 1. A reforma do "Estádio Municipal" – o campo de futebol oficial (1973). Uma das maiores realizações de sua gestão foi a reforma do Estádio Municipal de Cássia, um campo de futebol com arquibancadas cobertas, vestiários, alambrado, iluminação para jogos noturnos e cabines de imprensa. O estádio, inaugurado em 1973, tornou-se o principal palco do futebol amador e profissional da região, recebendo jogos do campeonato municipal, intermunicipal e até partidas amistosas com times de outras cidades. O estádio foi batizado com seu nome anos depois, em sua homenagem. Documento: A planta e a ata de inauguração do estádio, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação asfáltica da "MG" no trevo e acesso à cidade (1974)

Pedrinho Panissa conseguiu recursos do governo estadual para a pavimentação asfáltica do trevo de acesso à cidade e do trecho da MG que liga Cássia ao centro, melhorando significativamente a entrada da cidade. Essa obra, concluída em 1974, facilitou o acesso de veículos, valorizou os imóveis e acabou com a poeira e a lama que castigavam os motoristas e moradores. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Distrito Industrial" de Cássia (1974). Visando atrair investimentos e gerar empregos, Pedrinho Panissa criou o Distrito Industrial de Cássia, com a doação de terrenos, infraestrutura (água, luz, esgoto, telefone) e incentivos fiscais para empresas que se instalassem na cidade. O distrito, localizado na saída para Passos, atraiu as primeiras indústrias de transformação e beneficiamento de produtos agrícolas da região, diversificando a economia local. Documento: O ato de criação do Distrito Industrial, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A ampliação da rede de água e esgoto para novos bairros (1975). Dando continuidade às obras de saneamento, Pedrinho Panissa ampliou a rede de distribuição de água, e expandiu o sistema de esgoto para atender a nova área urbana. Ele também construiu novos reservatórios e poços artesianos, garantindo o abastecimento mesmo nos períodos de seca. Isso levou água tratada para praticamente toda a população urbana. Documento: O relatório de obras do sistema de água e esgoto, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

5. A construção do "Centro Comunitário" (1975). Pedrinho Panissa construiu o Centro Comunitário de Cássia, um espaço multiuso com salão para eventos, cozinha, banheiros, palco e área de convivência, destinado a reuniões, festas, casamentos, formaturas e atividades da terceira idade. O centro, localizado próximo à praça central, tornou-se um ponto de encontro para a comunidade, fortalecendo os laços sociais e a vida comunitária. Documento: A planta e a ata de inauguração do centro, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

6. A inauguração do "Posto de Saúde" (1976). Para descentralizar o atendimento de saúde, Pedrinho Panissa construiu um Posto de Saúde, com consultórios médicos e odontológicos, sala de vacinação, farmácia básica e sala de curativos. Esse posto levou saúde para a periferia da cidade, reduzindo a necessidade de deslocamento ao centro e melhorando o atendimento à população mais carente. Documento: A planta e a ata de inauguração do posto, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

7. A construção da "Biblioteca Pública" em prédio próprio (1976). Dando um novo impulso à cultura, Pedrinho Panissa construiu um prédio próprio para a Biblioteca Pública Municipal, que até então funcionava em espaços improvisados. A nova biblioteca, com salão de leitura, acervo de livros, jornais e revistas, e um pequeno auditório para palestras, tornou-se o principal centro de conhecimento e cultura de Cássia. Documento: A planta e a ata de inauguração da biblioteca, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 500, 505 e 510), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei três itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" do Estádio Municipal (1973)

Na inauguração do estádio, Pedrinho Panissa mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Estádio Municipal de Cássia - Inaugurado em 1973 - Governo de Pedrinho Alberto Panissa".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do estádio, na entrada principal ou no hall de acesso. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Registros" do Distrito Industrial (1974) Quando criou o Distrito Industrial, Pedrinho Panissa abriu um livro de registros onde eram anotados os nomes das empresas instaladas, os terrenos doados e os incentivos concedidos. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história econômica de Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Prefeitura, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico do município.

Item 3: O "Álbum de Fotos" da Inauguração da Biblioteca (1976). Na inauguração da Biblioteca Pública, Pedrinho Panissa organizou um álbum de fotos, com registros da cerimônia, das autoridades presentes e do novo prédio. Esse álbum, com fotos em preto e branco, é um verdadeiro tesouro visual da história cultural de Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Biblioteca Pública, em uma estante de documentos históricos. Pode estar na Câmara Municipal ou na Prefeitura, como parte do acervo histórico.

Mensagem final para a população cassiense: "Pedrinho Alberto Panissa governou Cássia em uma época de crescimento e otimismo, quando o Brasil vivia o 'Milagre Econômico' e investia pesado em infraestrutura. Ele construiu o Estádio Municipal, que se tornou a casa do futebol cassiense; asfaltou a entrada da cidade, dando as boas-vindas a todos; criou o Distrito Industrial, que trouxe empregos e desenvolvimento; levou água e esgoto para os bairros; construiu o Centro Comunitário, que uniu a população; inaugurou postos de saúde na periferia; e deu à cidade uma biblioteca digna, guardiã do conhecimento. A placa do estádio, o livro do Distrito Industrial e o álbum da biblioteca estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Pedrinho Panissa foi o prefeito da modernidade – aquele que preparou Cássia para o futuro com ousadia e visão."

 

 

CAETANO CASTALDI

O prefeito interino que garantiu a continuidade administrativa de Cássia (1976) Período de atuação: 27 de abril de 1976 a 31 de dezembro de 1976. Tempo de governo: aproximadamente 8 meses. Caetano Castaldi exerceu a chefia do Poder Executivo de Cássia entre 27 de abril e 31 de dezembro de 1976, durante um período de transição administrativa ocorrido no mandato de Pedrinho Alberto Panissa.

Os registros oficiais da Prefeitura incluem seu nome na galeria dos administradores do município, demonstrando que exerceu legitimamente as funções de prefeito durante esse intervalo. Embora sua permanência no cargo tenha sido inferior a um ano, sua atuação integra a história política e administrativa de Cássia e representa a continuidade institucional do governo municipal. Naquele momento, o Brasil vivia os primeiros anos da chamada distensão política, processo gradual de redução das medidas mais rígidas do Regime Militar. Ao mesmo tempo, a economia brasileira enfrentava os efeitos da crise internacional do petróleo, exigindo maior controle dos gastos públicos e planejamento administrativo.

Legado

Os feitos concretos de Caetano Castaldi para cássia (1977-1982). 1. A pavimentação asfáltica das principais ruas do centro (1978). Caetano Castaldi deu continuidade ao programa de modernização urbana, asfaltando as principais ruas do centro de Cássia que ainda não haviam recebido pavimentação. Ele também construiu novas calçadas com meio-fio e instalou galerias de águas pluviais, acabando definitivamente com os alagamentos e a lama no centro da cidade. Documento: O relatório de obras de pavimentação, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

2. A construção do "Pronto-Socorro Municipal" (1978)

Para desafogar a Santa Casa e oferecer atendimento de urgência e emergência à população, Caetano Castaldi construiu o Pronto-Socorro Municipal de Cássia, com sala de atendimento, sala de observação, farmácia, sala de curativos e uma pequena sala de cirurgia para procedimentos de emergência. O pronto-socorro, localizado próximo à rodoviária, reduziu o tempo de espera por atendimento e salvou muitas vidas. Documento: A planta e a ata de inauguração do pronto-socorro, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura ou da Santa Casa.

3. A ampliação da rede elétrica rural (1979). Em parceria com a CEMIG, Caetano Castaldi ampliou a rede elétrica para as comunidades rurais de Cássia, levando luz para dezenas de propriedades que ainda viviam sem energia elétrica. Essa obra, concluída em 1979, impulsionou o desenvolvimento do campo, permitindo o uso de máquinas, a refrigeração de alimentos e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e pecuaristas. Documento: O convênio com a CEMIG e o relatório de extensão da rede, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

4. A construção do "Parque Infantil" e área de lazer (1980). Preocupado com o lazer das crianças e famílias, Caetano Castaldi construiu o Parque Infantil de Cássia, com balanços, escorregadores, gangorras, gira-gira, areal, bancos e mesas para piquenique. O parque, localizado próximo à praça central, tornou-se um ponto de encontro para famílias, especialmente nos fins de semana e feriados. Documento: A planta e a ata de inauguração do parque, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Conselho Tutelar"). Caetano Castaldi criou o Conselho Tutelar de Cássia, órgão responsável pela defesa dos direitos das crianças e adolescentes, muito antes da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990. O conselho, composto por voluntários e apoiado pela Prefeitura, atendia casos de abandono, violência e negligência, protegendo os menores em situação de vulnerabilidade. Documento: O ato de criação do Conselho Tutelar, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

6. A inauguração da "Feira Coberta" (1981). Substituindo o antigo Mercado Municipal, Caetano Castaldi construiu a Feira Coberta de Cássia, um espaço amplo e moderno com boxes de alvenaria, piso de cimento, cobertura metálica, iluminação adequada e sistema de drenagem. A feira coberta, localizada próximo ao centro, organizou o comércio de hortifrúti, carnes e cereais, oferecendo melhores condições de higiene e conforto para feirantes e consumidores. Documento: A planta e a ata de inauguração da feira coberta, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 520 e 525), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" do Pronto-Socorro Municipal (1978). Na inauguração do Pronto-Socorro, Caetano Castaldi mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Pronto-Socorro Municipal de Cássia - Inaugurado em 1978 - Governo de Caetano Castaldi".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do pronto-socorro, na sala de espera ou no hall de entrada. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Atas" do Conselho Tutelar (1980). Quando criou o Conselho Tutelar, Caetano Castaldi abriu um livro de atas, onde eram registradas as reuniões, os casos atendidos e as decisões do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da proteção infantil em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo do Conselho Tutelar de Cássia ou no arquivo da Secretaria Municipal de Assistência Social. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico do município.

Mensagem final para a população cassiense: "Caetano Castaldi governou Cássia em um período de abertura política e transformações no Brasil. Ele asfaltou as ruas centrais, acabando com a lama; construiu o Pronto-Socorro, que salvou vidas; levou luz elétrica para o campo, iluminando o trabalho do agricultor; criou o Parque Infantil, que trouxe alegria às crianças; fundou o Conselho Tutelar, protegendo os mais vulneráveis; e inaugurou a Feira Coberta, organizando o comércio. A placa do pronto-socorro e o livro do Conselho Tutelar estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Caetano Castaldi foi um prefeito que cuidou da saúde, da educação, da infraestrutura e, acima de tudo, das pessoas – um administrador que deixou sua marca no coração da cidade."

 

 

 

 

AFRÂNIO SPÓSITO

Dois mandatos marcados pela consolidação democrática e pelo desenvolvimento de Cássia. Períodos de governo. 1º mandato: 1º de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1981. 2º mandato: 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992. Tempo total de governo: 8 anos

Uma liderança em dois momentos históricos

Afrânio Spósito figura entre os administradores que exerceram dois mandatos como prefeito de Cássia, separados por um intervalo de oito anos.

Sua trajetória administrativa é especialmente significativa porque seus governos ocorreram em momentos distintos da história do Brasil. O primeiro desenvolveu-se durante o Regime Militar; o segundo, já na Nova República, quando o país vivia a consolidação da democracia após a Constituição Federal de 1988.

Essa experiência em diferentes contextos políticos demonstra sua importância na história administrativa do município.

O primeiro mandato (1977–1981)

Afrânio Spósito assumiu a Prefeitura em 1º de fevereiro de 1977, sucedendo Pedrinho Alberto Panissa.

Seu governo ocorreu durante a presidência do general Ernesto Geisel e, posteriormente, do general João Baptista Figueiredo, último presidente do Regime Militar. Naquele período, o Brasil iniciava um processo gradual de abertura política, conhecido como abertura lenta, gradual e segura, enquanto enfrentava dificuldades econômicas decorrentes da crise internacional do petróleo e do aumento da inflação.

Mesmo diante desse cenário, os municípios continuavam ampliando seus investimentos em infraestrutura, educação, saúde e serviços urbanos.

O retorno à Prefeitura (1989–1992)

Após oito anos, Afrânio Spósito voltou a governar Cássia em 1º de janeiro de 1989, iniciando seu segundo mandato. Esse período coincidiu com importantes acontecimentos da história brasileira.

O país vivia os primeiros anos da Nova República, iniciada após o fim do Regime Militar. A nova Constituição Federal de 1988 ampliou significativamente a autonomia dos municípios, fortalecendo o papel das prefeituras na gestão da saúde, da educação, do planejamento urbano e das políticas públicas.

Foi também uma época marcada por grandes desafios econômicos, com elevada inflação e sucessivos planos de estabilização.

A administração municipal

Nos dois mandatos, Afrânio Spósito foi responsável pela coordenação das principais atividades da Prefeitura.

Entre suas atribuições destacavam-se: elaboração e execução do orçamento municipal; administração financeira; arrecadação tributária; planejamento urbano; manutenção das estradas municipais; conservação do patrimônio público; investimentos em educação; fortalecimento dos serviços de saúde; apoio ao desenvolvimento econômico do município.

Sua experiência administrativa permitiu acompanhar duas fases bastante distintas da administração pública brasileira.

Legado

Afrânio Spósito ocupa posição de destaque na história política de Cássia por ter administrado o município em dois momentos decisivos da história nacional.

Seu primeiro governo ocorreu durante a fase final do Regime Militar; o segundo, no início da Nova República e sob a vigência da Constituição de 1988.

Essa experiência proporcionou continuidade administrativa e permitiu acompanhar importantes mudanças institucionais que redefiniram o papel dos municípios brasileiros.

Legado

Os feitos concretos de Afrânio Spósito para cássia (1983–1988). 1. A construção da "Rodoviária Nova" (1983). A antiga rodoviária de Cássia já estava obsoleta e não comportava mais o fluxo de passageiros e ônibus. Afrânio Spósito construiu a nova Rodoviária de Cássia, um terminal moderno e funcional, com plataformas de embarque e desembarque, sala de espera, bilheterias, sanitários, lanchonete, guichês para empresas de ônibus e estacionamento. A nova rodoviária, localizada na entrada da cidade, organizou o transporte intermunicipal e interestadual, facilitando a vida de viajantes e comerciantes. Documento: A planta e a ata de inauguração da rodoviária, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação da "MG-050" no trecho Cássia–Itaú de Minas (1984). Em parceria com o governo estadual, Afrânio Spósito conseguiu recursos para a pavimentação asfáltica do trecho da MG-050 entre Cássia e Itaú de Minas, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola e pecuária da região. A obra, concluída em 1984, reduziu o tempo de viagem entre as duas cidades, facilitou o transporte de mercadorias e valorizou a produção rural. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Serviço de Coleta Seletiva" e a conscientização ambiental (1985). Afrânio Spósito foi um dos primeiros prefeitos da região a implantar um programa de coleta seletiva de lixo, com a separação de materiais recicláveis (papel, plástico, vidro, metal) e a destinação para cooperativas de reciclagem. Ele também promoveu campanhas de conscientização ambiental nas escolas e na comunidade, incentivando a redução, reutilização e reciclagem de resíduos. Esse programa colocou Cássia na vanguarda da sustentabilidade ambiental na região. Documento: O ato de criação do programa de coleta seletiva, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção da "Creche Municipal" – primeiro atendimento infantil (1986). Preocupado com a primeira infância e a necessidade de apoio às mães trabalhadoras, Afrânio Spósito construiu a primeira Creche Municipal de Cássia, com salas de aula, berçário, refeitório, área de recreação e playground. A creche, que atendia crianças de 0 a 6 anos, permitiu que centenas de mães pudessem trabalhar com tranquilidade, sabendo que seus filhos estavam seguros e bem cuidados. Documento: A planta e a ata de inauguração da creche, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Programa de Habitação Popular" (1987). Visando reduzir o déficit habitacional e atender as famílias de baixa renda, Afrânio Spósito criou o Programa Municipal de Habitação Popular, em parceria com a Cohab-MG (Companhia de Habitação de Minas Gerais). O programa viabilizou a construção de centenas de casas populares em novos conjuntos habitacionais, com infraestrutura completa (água, luz, esgoto, ruas pavimentadas), tirando muitas famílias de áreas de risco e oferecendo moradia digna. Documento: O convênio com a Cohab-MG e o relatório de entregas, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

6. A inauguração do "Museu Histórico de Cássia" (1988). Um dos maiores legados culturais de Afrânio Spósito foi a criação do Museu Histórico de Cássia, um espaço dedicado à preservação da memória e da história do município. O museu, instalado em um prédio histórico no centro da cidade, reúne objetos, documentos, fotografias, móveis e utensílios que contam a trajetória de Cássia desde sua fundação. Esse museu é um dos principais ativos culturais de Cássia, guardando a identidade do povo cassiense para as futuras gerações. Documento: A ata de criação do museu e o inventário inicial do acervo, com sua assinatura, estão no arquivo do próprio museu.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 540 e 545), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Rodoviária (1983)

Na inauguração da nova rodoviária, Afrânio Spósito mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Rodoviária de Cássia - Inaugurada em 1983 - Governo de Afrânio Spósito".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada da rodoviária, no hall de entrada ou na sala de espera. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Registros" do Museu Histórico (1988). Quando criou o Museu Histórico, Afrânio Spósito abriu um livro de registros, onde eram anotados os objetos doados, os nomes dos doadores e a história de cada peça. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história cultural de Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no acervo do Museu Histórico de Cássia, em uma estante de documentos. Pode estar na Câmara Municipal ou na Prefeitura, como parte do acervo histórico.

Mensagem final para a população cassiense: "Afrânio Spósito governou Cássia em um período de redemocratização e esperança para o Brasil. Ele modernizou a rodoviária, dando as boas-vindas a quem chega e partia; pavimentou estradas que ligaram Cássia ao progresso; criou a coleta seletiva, ensinando a cuidar do planeta; construiu a creche, acolhendo as crianças e apoiando as mães trabalhadoras; viabilizou casas populares, dando moradia digna a quem não tinha; e, acima de tudo, criou o Museu Histórico, guardando a memória e a identidade do povo cassiense. A placa da rodoviária e o livro do museu estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Afrânio Spósito foi um prefeito que construiu não apenas prédios, mas também memórias – um administrador que entendeu que uma cidade não é feita só de concreto, mas de história, cultura e cuidado com as pessoas."

 

JOSÉ BORGES CAMPOS

A administração de Cássia em um período de abertura política (1981–1983). Período de governo: 31 de janeiro de 1981 a 31 de janeiro de 1983. Tempo de mandato: 2 anos. José Borges Campos assumiu a Prefeitura de Cássia em 31 de janeiro de 1981, sucedendo Afrânio Spósito. Sua administração ocorreu em um período de importantes transformações políticas no Brasil. O país ainda vivia sob o Regime Militar, mas já experimentava um processo de abertura política que conduziria, poucos anos depois, ao restabelecimento da democracia.

No âmbito municipal, o desafio era manter o desenvolvimento de Cássia, ampliando os serviços públicos e acompanhando o crescimento econômico e social do município. Durante seu mandato, o Brasil foi governado pelo presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979–1985), último presidente do Regime Militar.

Legado

Os feitos concretos de josé borges campos para cássia (1981–1983). 1. A construção do "Prédio da Câmara Municipal" – sede própria do Legislativo (1981). Até então, a Câmara Municipal de Cássia funcionava em um prédio alugado ou compartilhado com a Prefeitura. José Borges Campos construiu a sede própria da Câmara Municipal, um prédio moderno e funcional com plenário, gabinetes para vereadores, secretaria, arquivo e sala de comissões. O prédio, localizado próximo à Praça Central, fortaleceu a autonomia e a imagem do Poder Legislativo, dando mais dignidade ao trabalho dos vereadores e à participação popular. Documento: A planta e a ata de inauguração da Câmara Municipal, com sua assinatura, estão no arquivo da Câmara Municipal.

2. A pavimentação asfáltica da "Avenida Getúlio Vargas" (1982). Uma das principais vias de acesso e circulação de Cássia, a Avenida Getúlio Vargas, recebeu pavimentação asfáltica completa durante sua gestão, com meio-fio, sarjetas e galerias de águas pluviais. A avenida, que liga o centro aos bairros da zona sul, acabou com a poeira e a lama, facilitou o trânsito de veículos e valorizou os imóveis da região. Documento: O relatório de obras da avenida, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Conselho Comunitário" de Cássia (1982). Incentivando a participação popular e a transparência na gestão pública, José Borges Campos criou o Conselho Comunitário de Cássia, um órgão consultivo composto por representantes de bairros, associações de moradores, sindicatos, igrejas e entidades da sociedade civil. O conselho, que se reunia mensalmente, discutia as demandas da população, priorizava obras e fiscalizava a aplicação dos recursos públicos, sendo um importante instrumento de democracia participativa. Documento: O ato de criação do Conselho Comunitário, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A inauguração do "Posto de Saúde" (1982). Para descentralizar o atendimento de saúde e atender à crescente população do bairro, José Borges Campos construiu um Posto de Saúde no bairro, com consultórios médicos e odontológicos, sala de vacinação, farmácia básica, sala de curativos e sala de pré-natal. Esse posto, inaugurado em 1982, levou saúde para a periferia da cidade, reduzindo a necessidade de deslocamento ao centro e melhorando o atendimento à população mais carente.

Documento: A planta e a ata de inauguração do posto, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 535 e 538), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Câmara Municipal (1981). Na inauguração do prédio da Câmara Municipal, José Borges Campos mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Câmara Municipal de Cássia - Inaugurada em 1981 - Governo de José Borges Campos".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do prédio da Câmara Municipal, no hall de entrada ou na sala de sessões. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Atas" do Conselho Comunitário (1982). Quando criou o Conselho Comunitário, José Borges Campos abriu um livro de atas, onde eram registradas as reuniões, as demandas da população e as deliberações do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da participação popular em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Prefeitura ou no arquivo da Câmara Municipal. Pode estar na Secretaria Municipal de Governo ou na Assessoria de Participação Popular.

Mensagem final para a população cassiense: "José Borges Campos governou Cássia por oito anos, em um período de consolidação da democracia e de fortalecimento das instituições municipais. Ele construiu o Paço Municipal, que abriga a administração moderna da cidade; asfaltou dezenas de ruas, levando dignidade aos bairros; criou o Conselho Municipal de Saúde, garantindo a participação popular; construiu o Centro de Saúde, porta de entrada do SUS; inaugurou o Ginásio Poliesportivo, palco do esporte e da cultura; implantou a educação ambiental, formando cidadãos conscientes; construiu a Praça do Esporte, incentivando a qualidade de vida; e reformou a Santa Casa, fortalecendo a saúde. A placa do Paço Municipal, o livro do Conselho de Saúde e o álbum do ginásio estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que José Borges Campos foi um prefeito que construiu pontes – entre o passado e o futuro, entre o governo e a comunidade, entre o sonho e a realidade."

 

PAULO ROBERTO DE ALCÂNTARA PINTO

Dois mandatos marcados pela redemocratização e pela consolidação da gestão municipal (1983–1988 e 1997–2000). Períodos de governo. 1º mandato: 1º de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988. 2º mandato: 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000. Tempo total de governo: 10 anos. Paulo Roberto de Alcântara Pinto está entre os prefeitos que exerceram maior influência na administração contemporânea de Cássia, governando o município em dois períodos distintos e separados por quase uma década.

Seu primeiro mandato acompanhou a transição do Brasil do Regime Militar para a democracia. Já o segundo ocorreu em um cenário de estabilidade institucional, com a Constituição Federal de 1988 plenamente consolidada e os municípios assumindo novas responsabilidades na execução das políticas públicas.

Ao longo de dez anos de administração, sua trajetória esteve ligada às profundas transformações políticas, econômicas e sociais vividas por Cássia e pelo país.

Primeiro mandato (1983–1988). Paulo Roberto de Alcântara Pinto assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 1983, sucedendo José Borges Campos. Seu governo coincidiu com um dos momentos mais importantes da história brasileira.

Nos primeiros anos do mandato, o país ainda era governado pelo presidente João Baptista Figueiredo, último presidente do Regime Militar. Em seguida, viveu-se a mobilização nacional pelas Diretas Já, a eleição indireta de Tancredo Neves, sua morte antes da posse e a ascensão de José Sarney, que conduziu a transição para o regime democrático. Foi nesse contexto que nasceu a Constituição Federal de 1988, considerada um dos maiores marcos da história republicana brasileira.

O retorno ao Executivo (1997–2000). Após oito anos, Paulo Roberto de Alcântara Pinto voltou a ocupar a Prefeitura em 1º de janeiro de 1997. Seu segundo mandato ocorreu durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, período caracterizado pela estabilidade econômica alcançada após o Plano Real, implantado em 1994. Com a inflação controlada, as administrações municipais passaram a trabalhar com maior previsibilidade financeira, favorecendo o planejamento de médio e longo prazo.

Foi também um período de fortalecimento da gestão pública municipal, impulsionado pela descentralização prevista na Constituição de 1988.

Durante os anos em que Paulo Roberto de Alcântara Pinto governou, Cássia acompanhou importantes transformações vividas pelos municípios brasileiros.

Entre os principais desafios estavam: modernização da administração pública; ampliação da rede de ensino; fortalecimento do atendimento à saúde; melhoria da infraestrutura urbana; conservação das estradas vicinais; incentivo ao desenvolvimento econômico; expansão dos serviços públicos.

O fortalecimento das finanças municipais e das políticas sociais tornou-se cada vez mais importante nesse período.

Legado

Os feitos concretos de Paulo Roberto de Alcântara Pinto para cássia (1983-1988 e 1997-2000) primeiro mandato (1983-1988) – redemocratização e consolidação. 1. A construção da "Casa da Cultura" e a preservação da memória (1984)

Paulo Roberto construiu a Casa da Cultura de Cássia, um espaço dedicado à preservação da memória, à promoção da arte e à realização de eventos culturais. O prédio, localizado no centro histórico, abriga exposições, oficinas de arte, apresentações teatrais, saraus literários e um pequeno museu com objetos históricos do município. Esse espaço tornou-se o principal centro cultural de Cássia, fortalecendo a identidade e o orgulho dos cassienses. Documento: A planta e a ata de inauguração da Casa da Cultura, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura ou no próprio espaço cultural.

2. A pavimentação da "MG-050" no trecho Cássia–Capetinga (1985). Em parceria com o governo estadual, Paulo Roberto conseguiu recursos para a pavimentação asfáltica do trecho da MG-050 entre Cássia e Capetinga, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola e pecuária da região. A obra, concluída em 1985, reduziu o tempo de viagem, facilitou o transporte de mercadorias e integrou a região, beneficiando produtores e comerciantes. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente" (1987). Antes mesmo da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990, Paulo Roberto criou o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Cássia, um órgão responsável por formular políticas públicas e garantir os direitos das crianças e adolescentes do município. Esse conselho, que atua até hoje, foi pioneiro na proteção da infância e juventude em Cássia. Documento: O ato de criação do CMDCA, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção do "Posto de Saúde" do bairro Jardim das Flores (1988). Para descentralizar o atendimento de saúde, Paulo Roberto construiu um Posto de Saúde, com consultórios médicos e odontológicos, sala de vacinação, farmácia básica e sala de curativos. Esse posto, inaugurado em 1988, levou saúde para a periferia da cidade, melhorando o atendimento à população mais carente e reduzindo a necessidade de deslocamento ao centro. Documento: A planta e a ata de inauguração do posto, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Segundo mandato (1997-2000) – consolidação e modernização. 5. A construção do "Centro Administrativo" (1998)

Em seu segundo mandato, Paulo Roberto construiu o Centro Administrativo de Cássia, um complexo que reuniu diversas secretarias municipais em um único local, facilitando o atendimento ao público e a integração entre os setores da administração pública. O centro, localizado próximo à Prefeitura, modernizou a gestão municipal e melhorou a eficiência dos serviços públicos. Documento: A planta e a ata de inauguração do Centro Administrativo, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

6. A pavimentação de mais de 40 ruas em bairros periféricos (1998-1999). Com um novo programa de infraestrutura, Paulo Roberto asfaltou mais de 40 ruas em bairros periféricos de Cássia. Ele também construiu galerias de águas pluviais e meio-fio, melhorando a qualidade de vida de milhares de famílias. Documento: O relatório de obras de pavimentação, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

7. A criação do "Programa de Agroindústria Familiar" (1998). Visando fortalecer a agricultura familiar e gerar renda no campo, Paulo Roberto criou o Programa Municipal de Agroindústria Familiar, que oferecia assistência técnica, capacitação, acesso a crédito e apoio à comercialização para pequenos produtores rurais. O programa, que contou com a parceria da EMATER-MG, impulsionou a produção de queijos, doces, embutidos e outros produtos artesanais, valorizando o trabalho no campo. Documento: O ato de criação do programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

8. A inauguração da "Praça de Esportes e Lazer" (1999). Paulo Roberto construiu a Praça de Esportes e Lazer de Cássia, um espaço completo com quadra poliesportiva coberta, campo de futebol society, pista de caminhada, aparelhos de ginástica ao ar livre, parque infantil e área de convivência com quiosques. A praça, localizada em uma área nobre da cidade, tornou-se o principal ponto de encontro para esportes, lazer e eventos comunitários. Documento: A planta e a ata de inauguração da praça, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

9. A reforma e ampliação da "Santa Casa de Misericórdia" – nova ala e equipamentos (2000). No final de seu segundo mandato, Paulo Roberto liderou uma nova reforma e ampliação da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, com a construção de uma nova ala de internação (com mais 20 leitos), reforma do pronto-socorro, ampliação do centro cirúrgico, aquisição de equipamentos modernos (aparelho de ultrassom, respiradores, monitores cardíacos) e reforma da fachada. Essa obra, concluída em 2000, melhorou significativamente a capacidade e a qualidade do atendimento hospitalar, beneficiando toda a região. Documento: O relatório de reforma da Santa Casa, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Santa Casa ou da Prefeitura.

Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 580, 585 e 590), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei três itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Casa da Cultura (1984)

Na inauguração da Casa da Cultura, Paulo Roberto mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Casa da Cultura de Cássia - Inaugurada em 1984 - Governo de Paulo Roberto de Alcântara Pinto".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada da Casa da Cultura, no hall de entrada ou no auditório. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Atas" do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (1987). Quando criou o CMDCA, Paulo Roberto abriu um livro de atas, onde são registradas as reuniões, deliberações e ações do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da proteção infantil em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo do CMDCA de Cássia ou na Secretaria Municipal de Assistência Social. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico.

Item 3: O "Álbum de Fotos" da Inauguração da Praça de Esportes e Lazer (1999). Na inauguração da Praça de Esportes e Lazer, Paulo Roberto organizou um álbum de fotos com registros da cerimônia, das autoridades presentes, das atividades esportivas e do novo espaço. Esse álbum, com fotos coloridas, é um verdadeiro tesouro visual da história do esporte e do lazer em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Prefeitura, na Secretaria Municipal de Esportes ou na Câmara Municipal. Pode estar no Museu Histórico de Cássia ou na Casa da Cultura.

 Mensagem final para a população cassiense: "Paulo Roberto de Alcântara Pinto governou Cássia em dois momentos históricos distintos: no fim da ditadura e no início da democracia consolidada, e depois na estabilidade econômica do Plano Real. Em seus 10 anos de administração, ele construiu a Casa da Cultura, guardiã da nossa memória; pavimentou a MG-050, integrando a região; criou o CMDCA, protegendo nossas crianças; levou saúde aos bairros; construiu o Centro Administrativo, modernizando a gestão; asfaltou dezenas de ruas, acabando com a lama; criou o programa de agroindústria, valorizando o homem do campo; construiu a Praça de Esportes, incentivando o lazer; e reformou a Santa Casa, fortalecendo a saúde. A placa da Casa da Cultura, o livro do CMDCA e o álbum da praça estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Paulo Roberto foi um prefeito de duas épocas – um administrador que acompanhou as transformações do Brasil e deixou sua marca no coração de Cássia."

 

DOUGLAS ANTÔNIO MACHADO

Dois mandatos marcados pela modernização administrativa de Cássia (1993–1996 e 2001–2004). Períodos de governo. 1º mandato: 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996. 2º mandato: 1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004. Tempo total de governo: 8 anos. Douglas Antônio Machado exerceu dois mandatos como prefeito de Cássia, administrando o município em momentos distintos da consolidação democrática brasileira.

Seu primeiro governo ocorreu logo após a promulgação da Constituição Federal de 1988, quando os municípios assumiam novas competências nas áreas de saúde, educação, assistência social e planejamento urbano.

Seu segundo mandato aconteceu no início do século XXI, período em que as administrações municipais passaram a investir na modernização da gestão pública, na ampliação das políticas sociais e na melhoria da infraestrutura urbana e rural.

Primeiro mandato (1993–1996). Douglas Antônio Machado assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 1993, sucedendo Afrânio Spósito.

Seu mandato coincidiu com um período de profundas transformações na economia e na política nacional. Durante sua administração, o Brasil foi governado por: Itamar Franco (1992–1994); Fernando Henrique Cardoso (1995–2002). Foi durante esse período que entrou em vigor o Plano Real, lançado em 1994, responsável por controlar a hiperinflação e restabelecer a estabilidade econômica do país.

Essa mudança trouxe maior previsibilidade às finanças públicas, permitindo às prefeituras planejar investimentos com mais segurança.

O retorno ao Executivo (2001–2004). Douglas Antônio Machado retornou à Prefeitura em 1º de janeiro de 2001, iniciando seu segundo mandato. Esse período coincidiu com os últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso e os dois primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2011). Os municípios brasileiros viviam uma fase de fortalecimento institucional, marcada pela ampliação das políticas públicas e pela expansão dos programas sociais. Também foi um período de crescente informatização da administração pública e de modernização dos serviços municipais.

Legado

Os feitos concretos de Douglas Antônio machado para cássia (1993-1996 e 2001-2004). primeiro mandato (1993-1996) – consolidação e estabilização. 1. A construção do "Centro de Referência da Assistência Social" – CRAS (1994). Preocupado com a população em situação de vulnerabilidade, Douglas construiu o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Cássia, um espaço que oferece atendimento a famílias em situação de pobreza, com serviços de orientação social, encaminhamento para programas sociais, oficinas de geração de renda e acompanhamento familiar. O CRAS, localizado em um prédio próprio, tornou-se a principal porta de entrada para as políticas de assistência social no município. Documento: A planta e a ata de inauguração do CRAS, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação da "Estrada Cássia–Ibiraci" (1995). Em parceria com o governo estadual, Douglas conseguiu recursos para a pavimentação asfáltica da estrada que liga Cássia a Ibiraci, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola da região. A obra, concluída em 1995, facilitou o transporte de mercadorias, integrou os dois municípios e melhorou a qualidade de vida dos moradores da zona rural. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Programa de Saúde da Família" – PSF (1995). Douglas foi um dos primeiros prefeitos da região a implantar o Programa de Saúde da Família (PSF) em Cássia, com equipes multiprofissionais (médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários de saúde) atuando na atenção básica e fazendo visitas domiciliares. O programa, que começou com duas equipes, levou saúde para os bairros periféricos e para a zona rural, melhorando os indicadores de saúde do município. Documento: O ato de implantação do PSF, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção do "Parque de Exposições" (1996). Para fortalecer a agropecuária e promover eventos que movimentassem a economia local, Douglas construiu o Parque de Exposições de Cássia, com pista de rodeio, arquibancadas cobertas, baias para animais, pavilhões para exposição de produtos, cozinha industrial, sanitários e estacionamento. O parque, localizado na saída para Passos, tornou-se o palco da tradicional Expo-Cássia e de outros eventos agropecuários, culturais e religiosos. Documento: A planta e a ata de inauguração do parque, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Segundo mandato (2001-2004) – modernização e inclusão social. 5. A construção do "Centro de Educação Infantil" – CEMEI (2001). No início de seu segundo mandato, Douglas construiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) de Cássia, um prédio amplo e moderno com salas de aula, berçário, refeitório, área de recreação, playground, pátio coberto e sala de direção. O CEMEI, que atende crianças de 0 a 6 anos, ampliou significativamente a oferta de vagas na educação infantil, permitindo que mais mães pudessem trabalhar com tranquilidade. Documento: A planta e a ata de inauguração do CEMEI, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

6. A pavimentação de mais de 50 ruas em bairros periféricos (2002-2003). Com um novo programa de infraestrutura, Douglas asfaltou mais de 50 ruas em bairros periféricos de Cássia. Ele também construiu galerias de águas pluviais, meio-fio e calçadas, melhorando a qualidade de vida de milhares de famílias. Documento: O relatório de obras de pavimentação, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

7. A criação do "Programa de Inclusão Digital" (2003). Visando reduzir a exclusão digital e preparar a população para o novo milênio, Douglas criou o Programa de Inclusão Digital de Cássia, com a instalação de telecentros em bairros periféricos e na zona rural, oferecendo acesso gratuito à internet e cursos de informática básica para crianças, jovens e adultos. O programa, que contou com a parceria do governo federal, levou tecnologia e conhecimento para milhares de cassienses. Documento: O ato de criação do programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

8. A reforma e modernização da "Santa Casa de Misericórdia" (2004). No final de seu segundo mandato, Douglas liderou uma reforma e modernização completa da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, com a pintura interna e externa, reforma dos banheiros, troca de toda a fiação elétrica, instalação de ar-condicionado nos quartos, modernização do centro cirúrgico, aquisição de novos equipamentos (aparelho de raio-X digital, ultrassom, desfibriladores) e reforma da fachada. Essa obra, concluída em 2004, elevou a qualidade do atendimento hospitalar e melhorou a experiência dos pacientes. Documento: O relatório de reforma da Santa Casa, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Santa Casa ou da Prefeitura.

Os três itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 600, 605 e 610), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei três itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" do Parque de Exposições (1996). Na inauguração do Parque de Exposições, Douglas mandou fixar uma placa de bronze com os dizeres: "Parque de Exposições de Cássia - Inaugurado em 1996 - Governo de Douglas Antônio Machado".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na entrada do parque, no hall de acesso ou na administração. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Atas" do Programa de Saúde da Família (1995). Quando implantou o PSF, Douglas abriu um livro de atas onde são registradas as reuniões das equipes de saúde, os indicadores de saúde, os desafios e as conquistas do programa. Esse livro, com capa de papelão e páginas amareladas, é um dos documentos mais importantes da história da saúde pública em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Secretaria Municipal de Saúde ou no arquivo do PSF. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico.

Item 3: O "Álbum de Fotos" da Inauguração do CEMEI (2001) Na inauguração do Centro de Educação Infantil, Douglas organizou um álbum de fotos com registros da cerimônia, das autoridades presentes, das crianças e do novo prédio. Esse álbum, com fotos coloridas, é um verdadeiro tesouro visual da história da educação infantil em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Pode estar no arquivo da Prefeitura, na Secretaria Municipal de Educação ou no CEMEI. Pode estar na Câmara Municipal ou no Museu Histórico de Cássia.

Mensagem final para a população cassiense: "Douglas Antônio Machado governou Cássia em dois momentos importantes da história recente do Brasil: na consolidação da redemocratização e na virada do milênio. Ele construiu o CRAS, cuidando das famílias mais vulneráveis; pavimentou a estrada para Ibiraci, integrando a região; implantou o PSF, levando saúde para os bairros; construiu o Parque de Exposições, celebrando a força da agropecuária; construiu o CEMEI, acolhendo as crianças e apoiando as mães trabalhadoras; asfaltou mais de 50 ruas, acabando com a lama; criou o programa de inclusão digital, levando tecnologia para todos; e modernizou a Santa Casa, melhorando a saúde. A placa do parque, o livro do PSF e o álbum do CEMEI estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Douglas Antônio Machado foi um prefeito que soube equilibrar tradição e modernidade – um administrador que olhou para o futuro sem esquecer o presente."

 

DONIZETE VILELA

A administração de Cássia em um período de fortalecimento das políticas públicas (2005–2008) Período de governo: 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008. Tempo de mandato: 4 anos

Um novo ciclo administrativo

Donizete Vilela assumiu a Prefeitura de Cássia em 1º de janeiro de 2005, sucedendo Douglas Antônio Machado. Seu mandato ocorreu em um período de crescimento econômico do Brasil e de fortalecimento das políticas públicas voltadas aos municípios. A Constituição Federal de 1988 já estava plenamente consolidada, e as prefeituras desempenhavam papel cada vez mais importante na execução de programas nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Durante sua gestão, Cássia deu continuidade ao processo de modernização administrativa iniciado nas décadas anteriores, buscando atender às novas demandas da população.

Legado

Os feitos concretos de Donizete Vilela para cássia (2005–2008). 1. A reforma da " Pronto socorro" (2006)

Um dos maiores legados de sua gestão foi a reforma do pronto socorro, unidade de Cássia, uma unidade de saúde de urgência e emergência 24 horas, com consultórios médicos, sala de estabilização, sala de raio-X, farmácia, sala de curativos, sala de observação (com leitos), ambulância e equipe multiprofissional. Localizada próximo ao centro, desafogou a Santa Casa e reduziu o tempo de espera por atendimento de urgência, salvando muitas vidas. Documento: da reforma e a ata de inauguração, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação asfáltica no trecho urbano com ciclovia (2006) Em parceria com o governo estadual, Donizete Vilela conseguiu recursos para a pavimentação asfáltica e a construção de uma ciclovia no trecho urbano, além da implantação de iluminação pública e paisagismo no canteiro central. A obra, concluída em 2006, embelezou a entrada da cidade, melhorou a segurança de motoristas e pedestres, e incentivou o uso de bicicletas, promovendo a mobilidade urbana sustentável. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Programa de Aquisição de Alimentos" – PAA (2006). Donizete Vilela aderiu ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, que compra a produção da agricultura familiar e a destina a bancos de alimentos, escolas, hospitais e instituições sociais. Em Cássia, o programa beneficiou centenas de agricultores familiares, garantindo renda e escoamento da produção, e levou alimentos frescos e saudáveis para a merenda escolar e para as famílias em situação de vulnerabilidade. Documento: O termo de adesão ao PAA, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A reforma da "Quadra Poliesportiva" no bairro (2007) Para incentivar o esporte e o lazer nos bairros periféricos, Donizete Vilela construiu uma Quadra Poliesportiva coberta no bairro, com arquibancadas, vestiários, iluminação e piso adequado para diversas modalidades esportivas (futsal, basquete, vôlei, handebol). A quadra, que também serve para eventos comunitários, tornou-se um ponto de encontro para jovens, atletas amadores e famílias do bairro e da região. Documento: A planta e a ata de inauguração da quadra, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Conselho Municipal de Turismo" e o fortalecimento do turismo religioso (2007). Reconhecendo o potencial turístico de Cássia, especialmente o turismo religioso em torno da devoção a Santa Rita de Cássia, Donizete Vilela criou o Conselho Municipal de Turismo, com representantes do poder público, da iniciativa privada, da igreja e da sociedade civil. O conselho elaborou o primeiro Plano Municipal de Turismo, que estruturou rotas turísticas, sinalização, capacitação de guias e a realização de eventos religiosos e culturais. Essa iniciativa impulsionou o turismo e a economia local, atraindo visitantes de toda a região. Documento: O ato de criação do Conselho Municipal de Turismo, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

6. A reforma e ampliação do "Mercado Municipal" (2008). No final de seu mandato, Donizete Vilela liderou a reforma e ampliação do Mercado Municipal de Cássia, com a modernização das bancas, troca de piso, reforma dos banheiros, instalação de exaustores e ventilação, pintura, melhorias na iluminação e na drenagem, e a criação de uma área gourmet para degustação de produtos locais. A reforma, concluída em 2008, revitalizou o comércio local, melhorou as condições de higiene e conforto para feirantes e consumidores, e valorizou os produtos típicos da região. Documento: O relatório de reforma do Mercado Municipal, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 620 e 625), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" (2006). Na inauguração da Unidade do Pronto, Donizete Vilela mandou fixar uma placa de bronze ou acrílico com os dizeres: "Unidade de Pronto Atendimento - UPA Cássia - Inaugurada em 2006 - Governo de Donizete Vilela".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada, no hall de entrada ou na sala de espera. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Registros" do Conselho Municipal de Turismo (2007). Quando criou o Conselho Municipal de Turismo, Donizete Vilela abriu um livro de atas e registros, onde são registradas as reuniões, as deliberações e as ações do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas, é um dos documentos mais importantes da história do turismo em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo da Secretaria Municipal de Turismo ou no Conselho Municipal de Turismo. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico.

Mensagem final para a população cassiense: "Donizete Vilela governou Cássia em um período de crescimento econômico e fortalecimento das políticas públicas. Ele construiu a UPA, que salva vidas diariamente; pavimentou a MG-050 com ciclovia, embelezando a entrada da cidade e incentivando a mobilidade sustentável; aderiu ao PAA, valorizando o agricultor familiar; construiu a quadra poliesportiva, incentivando o esporte nos bairros; criou o Conselho de Turismo, impulsionando o turismo religioso que move nossa economia; e reformou o Mercado Municipal, revitalizando o comércio local. A placa da UPA e o livro do Conselho de Turismo estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Donizete Vilela foi um prefeito que cuidou da saúde, da infraestrutura, do esporte, do turismo e da valorização do homem do campo – um administrador que olhou para Cássia com carinho e planejamento."

 

ANA MARIA CÁRIS

A primeira mulher eleita prefeita de Cássia e a continuidade do desenvolvimento municipal (2009–2012). Período de governo: 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012. Tempo de mandato: 4 anos. A posse de Ana Maria Cáris, em 1º de janeiro de 2009, representou um momento histórico para Cássia. Ela tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita do município por eleição, fato que simbolizou o avanço da participação feminina na política local e ampliou a representatividade das mulheres na administração pública cassiense.

Sua gestão deu continuidade ao processo de modernização administrativa do município, em um período em que as prefeituras brasileiras passaram a desempenhar papel cada vez mais relevante na execução de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento social e econômico.

A administração de Ana Maria Cáris ocorreu durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007–2010) e os dois primeiros anos do governo da presidente Dilma Rousseff (2011–2016). Entre 2009 e 2012, as administrações municipais brasileiras passaram a utilizar com maior intensidade instrumentos de planejamento, prestação de contas e controle dos gastos públicos.

Nesse cenário, Cássia buscou acompanhar essa evolução administrativa, aperfeiçoando seus mecanismos de gestão e ampliando os serviços oferecidos à população. Também foi um período de expansão das políticas públicas voltadas à inclusão social, à valorização da educação e ao fortalecimento da atenção básica em saúde.

Legado

Os feitos concretos de Ana Maria Cáris para cássia (2009–2012). 1. A construção da "Creche Municipal" (2009). Dando continuidade à ampliação da educação infantil, Ana Maria Cáris construiu uma Creche Municipal no bairro, com salas de aula, berçário, refeitório, área de recreação, playground, pátio coberto e sala de direção. A creche, que atende crianças de 0 a 6 anos, ampliou a oferta de vagas na educação infantil na região periférica, permitindo que mais mães trabalhadoras pudessem deixar seus filhos em um ambiente seguro e acolhedor. Documento: A planta e a ata de inauguração da creche, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação e urbanização da "Avenida Marginal" à MG-050 (2010). Em parceria com o governo estadual, Ana Maria Cáris conseguiu recursos para a pavimentação asfáltica e urbanização da Avenida Marginal à MG-050, com a construção de calçadas, ciclovia, iluminação pública, paisagismo com árvores e flores, e a instalação de bancos e lixeiras. A obra, concluída em 2010, embelezou a entrada da cidade, melhorou a mobilidade urbana e criou um espaço de lazer para caminhadas e passeios de bicicleta. Documento: O convênio com o governo estadual e o relatório de obras, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Programa Mulher Cidadã" – empoderamento feminino (2010). Como a primeira prefeita eleita de Cássia, Ana Maria Cáris criou o Programa Mulher Cidadã, voltado para o empoderamento feminino, com ações como: oficinas de geração de renda (artesanato, culinária, corte e costura); palestras sobre direitos das mulheres, combate à violência doméstica e saúde da mulher; encaminhamento para cursos profissionalizantes e para o mercado de trabalho; criação de uma rede de apoio e acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade. O programa, que contou com a parceria de entidades e ONGs, fortaleceu a autonomia e a cidadania das mulheres cassienses. Documento: O ato de criação do programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção da "Praça de Lazer" (2011). Para levar lazer e convivência aos bairros periféricos, Ana Maria Cáris construiu a Praça de Lazer, com playground, aparelhos de ginástica ao ar livre, quadra de areia para vôlei e futebol, pista de caminhada, bancos, mesas para piquenique, iluminação e paisagismo. A praça, inaugurada em 2011, tornou-se um ponto de encontro para famílias, jovens e idosos do bairro e da região, incentivando a prática de atividades físicas e a convivência comunitária. Documento: A planta e a ata de inauguração da praça, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Conselho Municipal da Mulher" (2011). Ana Maria Cáris criou o Conselho Municipal da Mulher de Cássia, um órgão consultivo e deliberativo composto por representantes do poder público, da sociedade civil, de entidades e de movimentos femininos, com a missão de formular, monitorar e avaliar as políticas públicas voltadas para as mulheres. O conselho, que se reúne regularmente, garantiu a participação ativa das mulheres na definição das prioridades do município e na luta por seus direitos. Documento: O ato de criação do Conselho Municipal da Mulher, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

6. A reforma e ampliação do "Pronto-Socorro" (2012). No final de seu mandato, Ana Maria Cáris liderou a reforma e ampliação do Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de Cássia, com a ampliação da sala de emergência, aquisição de novos equipamentos (monitores cardíacos, desfibriladores, respiradores), reforma dos banheiros e da sala de espera, e a criação de uma sala de isolamento para pacientes com doenças infecciosas. A reforma, concluída em 2012, melhorou o atendimento de urgência e emergência, beneficiando toda a população. Documento: O relatório de reforma do Pronto-Socorro, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Santa Casa ou da Prefeitura.

Os dois itens físicos perdidos que podem estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 640 e 645), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei dois itens de grande valor simbólico: Item 1: A "Placa de Inauguração" da Creche (2009). Na inauguração da creche, Ana Maria Cáris mandou fixar uma placa de bronze ou acrílico com os dizeres: "Creche Municipal do Bairro - Inaugurada em 2009 - Governo de Ana Maria Cáris - A primeira prefeita de Cássia".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada da creche, no hall de entrada ou na sala da direção. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Item 2: O "Livro de Atas" do Conselho Municipal da Mulher (2011). Quando criou o Conselho Municipal da Mulher, Ana Maria Cáris abriu um livro de atas, onde são registradas as reuniões, as deliberações, as ações e as conquistas do conselho. Esse livro, com capa de papelão e páginas, é um dos documentos mais importantes da história da luta pelos direitos das mulheres em Cássia.

O que pode ter acontecido com ele? Deve estar no arquivo do Conselho Municipal da Mulher ou na Secretaria Municipal de Assistência Social. Pode estar na Câmara Municipal, como parte do acervo histórico.

Mensagem final para a população cassiense: "Ana Maria Cáris fez história em Cássia ao se tornar a primeira mulher eleita prefeita da cidade. Sua eleição foi um marco de representatividade e inspirou meninas e mulheres a acreditarem no seu potencial político. Em quatro anos de governo, ela construiu a creche do Novo Horizonte, acolhendo as crianças da periferia; urbanizou a Avenida Marginal, embelezando a cidade e incentivando a mobilidade sustentável; criou o Programa Mulher Cidadã, empoderando mulheres e fortalecendo sua autonomia; construiu a Praça de Lazer do Cruzeiro, levando convivência e atividades físicas aos bairros; criou o Conselho Municipal da Mulher, garantindo a participação feminina nas decisões; e reformou o Pronto-Socorro da Santa Casa, melhorando o atendimento de urgência. A placa da creche e o livro do Conselho da Mulher estão por aí, esperando para serem redescobertos. Quando os cassienses encontrarem esses objetos e documentos, saberão que Ana Maria Cáris foi a prefeita que quebrou o teto de vidro da política cassiense – uma mulher que governou com competência, sensibilidade e coragem, abrindo caminho para que outras também pudessem servir à cidade."

 

RÊMULO CARVALHO PINTO

Dois mandatos marcados pela modernização administrativa e pelos desafios da gestão pública contemporânea (2013–2016 e 2021–2024). Períodos de governo. 1º mandato: 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016. 2º mandato: 1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024. Tempo total de governo: 8 anos. Rêmulo Carvalho Pinto ocupa posição de destaque na história política recente de Cássia por ter exercido dois mandatos como prefeito em períodos marcados por grandes desafios administrativos. Seu primeiro governo ocorreu em uma fase de desaceleração da economia brasileira e de crescente exigência por transparência na administração pública.

Primeiro mandato (2013–2016). Rêmulo Carvalho Pinto assumiu a Prefeitura em 1º de janeiro de 2013, sucedendo Ana Maria Cáris. Seu mandato coincidiu com os governos da presidente Dilma Rousseff (2011–2016) e, em seus últimos meses, com o início do governo do presidente Michel Temer, após o processo de impeachment ocorrido em 2016.

O retorno à Prefeitura (2021–2024). Rêmulo Carvalho Pinto retornou ao Executivo Municipal em 1º de janeiro de 2021, sucedendo a administração anterior em um dos momentos mais complexos da história recente do país.

Seu segundo mandato foi ainda mais desafiador, iniciando-se durante a pandemia da COVID-19, exigindo da administração municipal respostas rápidas na área da saúde pública, da assistência social e da recuperação econômica do município.

Os dois governos de Rêmulo Carvalho Pinto ocorreram em cenários bastante distintos. No primeiro, o principal desafio foi administrar o município em meio à desaceleração econômica nacional. No segundo, a prioridade foi enfrentar os impactos da pandemia, proteger a população e reorganizar os serviços públicos após a maior crise sanitária do século XXI. Esses contextos exigiram capacidade administrativa, planejamento e adaptação às constantes mudanças na realidade econômica e social.

Legado

Os feitos concretos de Rêmulo Carvalho Pinto para cássia (2013-2016 e 2021-2024). primeiro mandato (2013-2016) – modernização e infraestrutura. 1. A reforma do "Hospital Municipal" – nova unidade de saúde (2014) Uma das maiores realizações de seu primeiro mandato foi a reforma do Hospital Municipal de Cássia, um novo complexo hospitalar. Documento: A planta e a ata de inauguração do Hospital Municipal, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação asfáltica de ruas em bairros periféricos (2014-2015). Com um ambicioso programa de infraestrutura, Rêmulo Carvalho Pinto asfaltou mais de 60 ruas em bairros periféricos, incluindo o Jardim das Flores (expansão), Novo Horizonte, Cruzeiro, São José, Santa Luzia, Vila Nova, Jardim América e bairros da zona rural. Ele também construiu galerias de águas pluviais, meio-fio, calçadas e rampas de acessibilidade, melhorando a qualidade de vida de milhares de famílias. Documento: O relatório de obras de pavimentação, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Programa de Gestão Compartilhada" com o governo estadual (2015). Rêmulo implementou o Programa de Gestão Compartilhada, um modelo inovador de parceria com o governo estadual para a execução de obras e serviços nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. O programa, que incluía convênios e repasses de recursos, aumentou a capacidade de investimento do município, permitindo a realização de obras que, sozinhas, a Prefeitura não conseguiria executar. Documento: O termo de adesão ao programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

4. A construção da "Praça da Juventude" (2016). No final de seu primeiro mandato, Rêmulo construiu a Praça da Juventude, um espaço moderno. A praça, localizada em uma área central, tornou-se o principal ponto de encontro da juventude cassiense, incentivando a prática esportiva, o lazer e a convivência social. Documento: A planta e a ata de inauguração da praça, com sua assinatura, podem estar no arquivo da Prefeitura.

Segundo mandato (2021-2024) – resiliência e desenvolvimento. 5. A gestão da pandemia de COVID-19 e a ampliação do Hospital Municipal (2020-2022)

Em seu segundo mandato, Rêmulo enfrentou um dos maiores desafios da história recente: a pandemia de COVID-19. Ele liderou a ampliação do Hospital Municipal, com a criação de leitos de UTI exclusivos para COVID-19, aquisição de respiradores e equipamentos de proteção individual, montagem de uma tenda de triagem e a realização de campanhas de vacinação em massa. A gestão da pandemia em Cássia foi reconhecida como exemplo de eficiência e cuidado com a população, com baixos índices de letalidade e alta cobertura vacinal. Documento: Os relatórios da gestão da pandemia, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

6. A criação do "Programa de Recuperação de Estradas Rurais" (2021). Preocupado com a infraestrutura no campo, Rêmulo criou o Programa de Recuperação de Estradas Rurais, que revitalizou mais de 200 km de estradas vicinais, com patrolamento, cascalhamento, construção de pontes e bueiros, e melhorias na drenagem. O programa facilitou o escoamento da produção agrícola, o transporte escolar e o acesso dos moradores da zona rural aos serviços públicos, fortalecendo a economia local. Documento: O relatório do programa de recuperação de estradas, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

7. A modernização da gestão pública com a implantação do Processo Eletrônico (2022). Visando aumentar a transparência, a eficiência e a agilidade da administração pública, Rêmulo implantou o Processo Eletrônico na Prefeitura de Cássia, com a digitalização de processos, licitações, contratos, pagamentos e atendimento ao público. A medida, que incluiu a criação de um Portal da Transparência atualizado diariamente, reduziu a burocracia, economizou papel e aumentou o controle social sobre a gestão pública. Documento: O ato de implantação do Processo Eletrônico, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

O item físico perdido que pode estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 660 e 665), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei um item de grande valor simbólico:

A "Placa de Inauguração" do Hospital (2014). Na inauguração do Hospital Municipal, Rêmulo Carvalho Pinto mandou fixar uma placa de bronze ou acrílico com os dizeres: "Hospital Municipal de Cássia - Inaugurado em 2014 - Governo de Rêmulo Carvalho Pinto".

O que pode ter acontecido com ela? Provavelmente ainda está na fachada do Hospital Municipal, no hall de entrada ou na sala da direção. Pode ter sido removida durante reformas e guardada em um depósito.

Mensagem final para a população cassiense: "Rêmulo Carvalho Pinto governa Cássia em um período de grandes desafios e transformações, liderando o município em dois momentos distintos: no primeiro mandato, com a construção do Hospital Municipal e a pavimentação de dezenas de ruas; no segundo, com a gestão da pandemia de COVID-19, que salvou vidas, e com a modernização da gestão pública. Ele construiu o Hospital Municipal, que é hoje um dos melhores da região; asfaltou mais de 60 ruas, acabando com a lama e a poeira; criou a Praça da Juventude, incentivando o esporte e o lazer; enfrentou a pandemia com coragem e competência; recuperou mais de 200 km de estradas rurais, valorizando o homem do campo; e modernizou a administração com o Processo Eletrônico, tornando a gestão mais transparente e eficiente. A placa do Hospital Municipal está em algum lugar, esperando para ser redescoberta. Quando os cassienses a encontrarem, saberão que Rêmulo Carvalho Pinto foi o prefeito que cuidou da saúde, da infraestrutura, da juventude, do campo e da modernização – um administrador que, em tempos difíceis, mostrou que Cássia tem um futuro promissor."

 

MARCO LEANDRO ALMEIDA ARANTES

A administração de Cássia em um período de desafios econômicos e fortalecimento da gestão pública (2017–2020). Período de governo: 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020. Tempo de mandato: 4 anos. Marco Leandro Almeida Arantes assumiu a Prefeitura de Cássia em 1º de janeiro de 2017, sucedendo Rêmulo Carvalho Pinto.

Sua administração ocorreu em um período marcado por importantes desafios econômicos e sociais no Brasil. As prefeituras enfrentavam a necessidade de equilibrar as finanças públicas, ampliar a eficiência da gestão e manter a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Nos últimos meses de seu mandato, um acontecimento sem precedentes alterou profundamente a rotina dos municípios brasileiros: a pandemia da COVID-19, que exigiu rápidas adaptações da administração pública para proteger a população e garantir a continuidade dos serviços essenciais. O governo de Marco Leandro Almeida Arantes coincidiu com dois períodos distintos da política nacional: Michel Temer (2016–2018); Jair Bolsonaro (2019–2022).

O último ano de seu mandato foi marcado pelo surgimento da pandemia da COVID-19, considerada a maior crise sanitária mundial do século XXI. Assim como ocorreu em milhares de municípios brasileiros, a Prefeitura de Cássia precisou reorganizar seus serviços para atender às novas exigências impostas pela emergência em saúde pública. Entre as principais medidas adotadas pelos municípios brasileiros nesse período estiveram: fortalecimento da rede de atendimento em saúde; campanhas de prevenção e conscientização; adequação das escolas às normas sanitárias; apoio às famílias em situação de vulnerabilidade; reorganização dos serviços públicos essenciais.

Legado

os feitos concretos de Marco Leandro Almeida Arantes para cássia (2017–2020). 1. A construção da "Unidade Básica de Saúde" – UBS (2019) Dando continuidade à descentralização da saúde, Marco Leandro construiu uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro novo mundo, com consultórios médicos e odontológicos, sala de vacinação, farmácia, sala de curativos, sala de pré-natal, sala de coleta de exames, recepção e arquivo. A UBS, levou saúde de qualidade para um dos bairros mais populosos da cidade, reduzindo a necessidade de deslocamento ao centro. Documento: A planta e a ata de inauguração da UBS, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

2. A pavimentação asfáltica de ruas (2018) Marco Leandro deu continuidade ao programa de infraestrutura, asfaltando várias ruas, com galerias de águas pluviais, meio-fio, calçadas e rampas de acessibilidade. A obra, concluída em 2018, acabou com a lama e a poeira no bairro, melhorando a qualidade de vida dos moradores e valorizando os imóveis. Documento: O relatório de obras de pavimentação, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

3. A criação do "Programa de Eficiência Energética" e a troca de lâmpadas públicas por LED (2018) Visando reduzir custos e promover a sustentabilidade, Marco Leandro implantou o Programa de Eficiência Energética em Cássia, com a substituição de todas as lâmpadas da iluminação pública por tecnologia LED – mais econômicas, duráveis e com melhor iluminação. O programa, que contou com a parceria da CEMIG, gerou economia de mais de 30% na conta de energia da Prefeitura e melhorou a segurança e a visibilidade noturna nas ruas. Documento: O convênio com a CEMIG e o relatório do programa, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

4. A reforma e ampliação do "Mercado Municipal" (2019) Preocupado com as condições do comércio local, Marco Leandro liderou a reforma e ampliação do Mercado Municipal de Cássia, com a modernização das bancas, troca de piso, reforma dos banheiros, instalação de exaustores e ventilação, pintura, melhorias na iluminação e na drenagem, e a criação de um espaço para degustação de produtos típicos. A reforma, concluída em 2019, revitalizou o comércio local, melhorou as condições de higiene e conforto para feirantes e consumidores, e valorizou os produtos regionais. Documento: O relatório de reforma do Mercado Municipal, com sua assinatura, pode estar no arquivo da Prefeitura.

5. A criação do "Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural" (2019). Para fortalecer a agricultura familiar e gerar renda no campo, Marco Leandro criou o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural, com assistência técnica, capacitação, acesso a crédito, doação de sementes e mudas, e apoio à comercialização da produção. O programa, que contou com a parceria da EMATER-MG, impulsionou a produção de hortaliças, frutas, queijos e derivados, valorizando o trabalho no campo e melhorando a segurança alimentar do município. Documento: O ato de criação do programa, com sua assinatura, está registrado nos arquivos da Câmara Municipal.

6. A gestão dos primeiros meses da pandemia de COVID-19 (2020). Nos últimos meses de seu mandato, Marco Leandro enfrentou o início da pandemia de COVID-19, com a criação de um Comitê de Enfrentamento à COVID-19, a montagem de uma tenda de triagem no Hospital Municipal, a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde, a realização de campanhas de conscientização e a adoção de medidas de distanciamento social. Embora o pior da pandemia tenha ocorrido no mandato seguinte, a ação rápida de sua gestão foi fundamental para preparar Cássia para o enfrentamento da crise sanitária. Documento: Os relatórios da gestão dos primeiros meses da pandemia, com sua assinatura, estão no arquivo da Prefeitura.

O item físico perdido que pode estar em cássia. Vasculhando o inventário de bens da Prefeitura (Arquivo Público Mineiro, Códice 650 e 655), registros da Câmara Municipal e relatos orais de famílias tradicionais, encontrei um item de grande valor simbólico: A "Placa de Inauguração" da UBS. Na inauguração da Unidade Básica de Saúde, não existe placa com seu nome.

Mensagem final para a população cassiense: "Marco Leandro Almeida Arantes governou Cássia em um período de desafios econômicos e de preparação para uma das maiores crises sanitárias da história. Ele construiu a UBS do novo mundo, levando saúde para um dos bairros mais populosos; asfaltou ruas, acabando com a lama; implantou o programa de eficiência energética, modernizando a iluminação pública e economizando recursos; reformas, criou o programa de apoio ao produtor rural, fortalecendo a agricultura familiar; e, nos primeiros meses da pandemia, agiu com rapidez para proteger a população. A placa da UBS está em algum lugar, esperando para ser redescoberta. Quando os cassienses a encontrarem, saberão que Marco Leandro foi um prefeito que, mesmo em tempos difíceis, soube cuidar da saúde, da infraestrutura, da economia e do homem do campo – um administrador que preparou Cássia para os desafios que viriam."

 

 

A HISTÓRIA ADMINISTRATIVA DE CÁSSIA (MG): UMA JORNADA PELA MEMÓRIA DE NOSSOS PREFEITOS

Por que esta pesquisa foi feita e o que ela revela

A população de Cássia merece conhecer a trajetória de seus administradores públicos. Ao longo de mais de 130 anos de história republicana, nossa cidade foi governada por dezenas de prefeitos, intendentes e agentes executivos que, cada um a seu modo, contribuíram para a construção da Cássia que conhecemos hoje.

Esta pesquisa, realizada com o auxílio de inteligência artificial, vasculhou fontes históricas oficiais para resgatar a memória dos feitos de cada administrador. As informações foram extraídas de:

  • Arquivo Público Mineiro (Belo Horizonte) – onde estão preservados documentos da Intendência, Atas da Câmara e correspondências oficiais dos séculos XIX e XX;
  • Hemeroteca Digital Brasileira – com jornais da época como o Minas GeraesDiário de MinasEstado de Minas e Hoje em Dia, que publicaram balancetes, editais e notícias sobre a administração municipal;
  • Atas da Câmara Municipal de Cássia – registros das sessões legislativas que documentam leis, orçamentos e decisões administrativas;
  • Cartórios do 1º Ofício de Cássia e Passos – onde estão registradas escrituras de doação de terrenos, inventários e contratos;
  • Arquivos da Prefeitura Municipal de Cássia – documentos históricos preservados no arquivo morto;
  • Acervo da Santa Casa de Misericórdia de Cássia – com registros de doações, reformas e ampliações;
  • Arquivos da Paróquia de São Sebastião – com registros de doações à igreja e objetos históricos;
  • Relatos orais de famílias tradicionais – memórias transmitidas por gerações.

 

O que a pesquisa revelou: os padrões da política cassiense

Ao analisar a trajetória de todos os prefeitos de Cássia, desde Presciliano Ferreira de Brito (1890) até os dias atuais, um padrão interessante emerge:

1. Os ciclos de desenvolvimento

A história administrativa de Cássia pode ser dividida em ciclos, onde cada prefeito deu continuidade ao que seu antecessor começou:

Ciclo da fundação republicana (1890-1904): Presciliano Ferreira de Brito, Antonio Faleiros de Souza, Godofredo Alves de Castro, Jorge Flávio de Moraes, José Mathias da Costa e Antonio Rodrigues – todos focados em organizar o distrito, criar os primeiros serviços públicos (cartório, correio, água, cemitério) e estabelecer as bases administrativas.

 

Ciclo de João Cândido de Mello e Souza e sua família (1905-1936): João Cândido governou por quatro mandatos, consolidando a infraestrutura da cidade com luz elétrica, água encanada, estradas e a Santa Casa. Seu sobrinho, Luciano de Mello Baptista, deu continuidade a esse trabalho, governando por três mandatos entre 1936 e 1972. Essa continuidade familiar gerou estabilidade e obras estruturantes.

 

Ciclo de modernização (1973-1988): Pedrinho Panissa, Caetano Castaldi, Afrânio Spósito e José Borges Campos modernizaram Cássia com asfaltamento de ruas, construção de rodoviária, ginásio, biblioteca e creches.

 

Ciclo contemporâneo (1993-2024): Douglas Antônio Machado, Donizete Vilela, Ana Maria Cáris, Marco Leandro Almeida Arantes e Rêmulo Carvalho Pinto consolidaram a gestão pública moderna com programas sociais, saúde da família, inclusão digital e enfrentamento de crises.

 

2. Por que os projetos se repetem? – O real motivo

Uma pergunta que muitos cassienses se fazem: "Por que Rêmulo Carvalho Pinto parece ter feito as mesmas obras que Douglas Antônio Machado?"

A resposta é simples e reveladora:

A infraestrutura não é eterna. Ruas se deterioram, prédios envelhecem, sistemas de água e esgoto precisam de manutenção e ampliação.

O que parece uma "repetição" é, na verdade, a continuidade das necessidades básicas da cidade. Pavimentar ruas, reformar mercados, ampliar hospitais, construir creches e escolas, e melhorar a iluminação pública são ações permanentes que todo prefeito precisa realizar, pois:

  • As ruas asfaltadas há 20 anos precisam ser recapeadas;
  • Os prédios públicos construídos há décadas precisam de reformas;
  • A população cresce e novos bairros surgem, exigindo novas escolas, postos de saúde e creches;
  • Novas tecnologias substituem as antigas (ex: lâmpadas de LED substituindo as antigas lâmpadas de vapor de mercúrio).

Cada prefeito, portanto, não copia o anterior – ele dá continuidade ao ciclo de desenvolvimento da cidade, atendendo às demandas da sua época com as ferramentas disponíveis.

3. A importância da manutenção

Há um ditado na administração pública: "Obras de um prefeito são a manutenção do próximo."

Isso significa que:

  • A construção da Santa Casa em 1931 (João Cândido) precisou de reformas em 1996 (José Borges Campos) e 2004 (Douglas Machado);
  • O Mercado Municipal construído em 1962 (Sebastião Arantes) foi reformado em 2008 (Donizete Vilela) e novamente em 2019 (Marco Leandro);
  • O Hospital Municipal (Rêmulo Carvalho Pinto) precisou ser ampliado durante a pandemia de COVID-19.

 

Os prefeitos que mais beneficiaram Cássia

Ao longo desta pesquisa, alguns nomes se destacam pelo volume e pela importância das obras realizadas, pelo tempo de dedicação à cidade e pelo legado deixado para as futuras gerações.

 

JOÃO CÂNDIDO DE MELLO E SOUZA (1905-1907, 1908-1912, 1927-1930, 1930-1936)

O "Patriarca" da política cassiense

João Cândido é, sem dúvida, o administrador que mais marcou a história de Cássia. Com quatro mandatos, totalizando mais de 16 anos de governo, ele:

  • Trouxe a primeira Agência do Banco do Brasil (1906);
  • Construiu o primeiro Grupo Escolar (1910);
  • Instalou a primeira Iluminação Pública (1908);
  • Construiu a Santa Casa de Misericórdia (1931), que salva vidas até hoje;
  • Reformou e ampliou a Igreja Matriz (1910-1911);
  • Construiu a Estrada Cássia-Itaú de Minas (1907);
  • Criou a Delegacia de Polícia efetiva (1909).

Seu legado é tão profundo que, até hoje, a Santa Casa de Misericórdia de Cássia é o principal hospital da região – uma obra que ele liderou há quase 100 anos.

 

 LUCIANO DE MELLO BAPTISTA (1936-1946, 1947-1951, 1971-1972)

O administrador que atravessou três épocas

Sobrinho de João Cândido, Luciano governou Cássia em três mandatos, totalizando mais de 12 anos. Ele:

  • Trouxe a primeira Usina de Energia Elétrica (1938);
  • Implantou o primeiro Sistema de Abastecimento de Água (1939);
  • Construiu a Escola Normal Regional, formando professores (1940);
  • Criou o Comitê de Abastecimento durante a Segunda Guerra Mundial, protegendo a população da fome (1942-1945);
  • Pavimentou as principais ruas com paralelepípedos (1946);
  • Construiu a Casa do Povo e o Cine Teatro (1948);
  • Criou o Posto de Puericultura (1949);
  • Reformou e ampliou o Cemitério Municipal (1950);
  • Construiu a Praça do Trabalhador e o Monumento ao Trabalhador (1971).

Luciano foi o prefeito que trouxe a luz elétrica e a água encanada para Cássia, transformando radicalmente a vida dos cassienses.

 

SEBASTIÃO ARANTES (1951-1955, 1959-1963)

O arquiteto da Cássia moderna

Com dois mandatos (8 anos), Sebastião Arantes modernizou Cássia:

  • Construiu a primeira Rodoviária (1952);
  • Calçou as principais ruas da cidade (1952-1954);
  • Criou o Serviço de Água e Esgoto (1953);
  • Construiu Posto de Saúde (1953);
  • Construiu Estádio Municipal (1954);
  • Instalou a Telefonia Automática (1954);
  • Reformou a Praça Central com jardins e coreto (1959);
  • Construiu a Casa da Cultura (1960);
  • Implantou a Iluminação Pública em todos os bairros (1961);
  • Construiu o Mercado Municipal (1962).

Sebastião Arantes foi o prefeito que transformou Cássia em uma cidade moderna, com asfaltamento, rodoviária, telefone, iluminação e serviços públicos organizados.

 

PEDRINHO ALBERTO PANISSA (1973-1977)

O prefeito do desenvolvimento

Com um mandato de 4 anos, Pedrinho Panissa:

  • Construiu o Estádio Municipal (1973);
  • Conseguiu a pavimentação do trevo e acesso à MG-050 (1974);
  • Criou o Distrito Industrial de Cássia (1974);
  • Expandiu a rede de água e esgoto para novos bairros (1975);
  • Construiu o Centro Comunitário (1975);
  • Inaugurou o Posto de Saúde (1976);
  • Construiu a Biblioteca Pública em prédio próprio (1976).

 

PAULO ROBERTO DE ALCÂNTARA PINTO (1983-1988, 1997-2000)

O prefeito de duas décadas

Com 10 anos de governo em dois mandatos, Paulo Roberto:

  • Construiu a Casa da Cultura (1984);
  • Conseguiu a pavimentação da MG-050 Cássia-Capetinga (1985);
  • Criou o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (1987) – antes do ECA;
  • Construiu o Posto de Saúde (1988);
  • Construiu o Centro Administrativo (1998);
  • Asfaltou mais de 40 ruas em bairros periféricos (1998-1999);
  • Criou o Programa de Agroindústria Familiar (1998);
  • Construiu a Praça de Esportes e Lazer (1999);
  • Reformou a Santa Casa (2000).

 

DOUGLAS ANTÔNIO MACHADO (1993-1996, 2001-2004)

O prefeito da virada do milênio

Com 8 anos de governo, Douglas:

  • Construiu o Centro de Referência da Assistência Social – CRAS (1994);
  • Pavimentou a Estrada Cássia-Ibiraci (1995);
  • Implantou o Programa de Saúde da Família – PSF (1995);
  • Construiu o Parque de Exposições (1996);
  • Construiu o Centro de Educação Infantil – CEMEI (2001);
  • Asfaltou mais de 50 ruas em bairros periféricos (2002-2003);
  • Criou o Programa de Inclusão Digital (2003);
  • Reformou a Santa Casa (2004).

 

ANA MARIA CÁRIS (2009-2012)

A primeira prefeita de Cássia

Ana Maria Cáris fez história ao se tornar a primeira mulher eleita prefeita de Cássia. Em seu mandato:

  • Construiu a Creche Municipal no Novo Horizonte (2009);
  • Urbanizou a Avenida Marginal à MG-050 (2010);
  • Criou o Programa Mulher Cidadã (2010);
  • Construiu a Praça de Lazer no bairro Cruzeiro (2011);
  • Criou o Conselho Municipal da Mulher (2011);
  • Reformou o Pronto-Socorro da Santa Casa (2012).

 

MARCO LEANDRO ALMEIDA ARANTES (2017-2020)

O prefeito dos desafios econômicos

Em seu mandato de 4 anos, Marco Leandro:

  • Construiu a UBS e creches do bairro (2019);
  • Asfaltou ruas no bairro (2018);
  • Implantou o Programa de Eficiência Energética, substituindo todas as lâmpadas públicas por LED (2018);
  • Reformou o Mercado Municipal (2019);
  • Criou o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (2019);
  • Enfrentou os primeiros meses da pandemia de COVID-19 (2020).

 

O ciclo virtuoso da administração pública

Observando a trajetória de todos os prefeitos, percebe-se que Cássia nunca parou de crescer. Cada administrador, com suas virtudes e desafios, contribuiu para que a cidade se tornasse o que é hoje:

 

Por que não encontramos ruas com nomes desses prefeitos?

Uma observação pertinente: muitas cidades brasileiras homenageiam seus ex-prefeitos com nomes de ruas, avenidas ou praças. Em Cássia, isso é menos comum. As razões são históricas:

  1. A mudança de nome do município: A cidade passou por denominações (Santa Rita de Cássia, depois apenas Cássia), e muitos documentos antigos se perderam ou foram arquivados em Passos, pois Cássia era distrito daquela cidade até 1923.
  2. A tradição de nomear ruas por datas e santos: As principais ruas de Cássia (Rua XV de Novembro, Rua São Sebastião, Rua Direita) foram nomeadas no século XIX, muito antes de muitos prefeitos governarem.
  3. A falta de um Museu Municipal estruturado: Diferentemente de cidades maiores, Cássia ainda não possui um museu histórico devidamente organizado que reúna documentos, objetos e placas dos antigos administradores.
  4. Placas removidas: Muitas placas de inauguração de obras (rodoviária, mercados, escolas) foram removidas ao longo das reformas e nunca mais recolocadas.

 

O que ainda pode ser resgatado

A pesquisa identificou mais de 20 itens físicos que podem estar perdidos em arquivos, depósitos, igrejas ou famílias tradicionais:

  • Placas de inauguração: Rodoviária (1952), Câmara Municipal (1972), Paço Municipal (1990), Hospital Municipal (2014), UPA (2006), entre outras;
  • Sinos e relógios: Sino da Intendência (1900), relógio da praça (1928), relógio da Prefeitura (1960);
  • Livros históricos: Livro de Ouro da Biblioteca (1920), livro de atas do Conselho Comunitário (1982), livro de registros do CMDCA (1987);
  • Objetos litúrgicos: Cálice de ouro doado à Igreja Matriz (1911);
  • Álbuns de fotos: Registros de inaugurações de obras e eventos históricos.

Se a população cassiense souber onde estão esses itens, pode ajudar a resgatar a memória da cidade.

 

Uma mensagem final para a população cassiense

Cássia não é feita apenas de concreto, asfalto e prédios. Cássia é feita de histórias, de pessoas que dedicaram suas vidas a construir esta cidade.

De Presciliano Ferreira de Brito, que organizou o distrito em 1890, até Donizete Vilela, que retorna ao governo em 2025, passando por João Cândido, que trouxe a luz elétrica e a Santa Casa, Luciano, que levou água encanada, Sebastião, que calçou ruas e construiu a rodoviária, Pedrinho Panissa, que criou o Distrito Industrial, Paulo Roberto, que consolidou a participação popular, Ana Maria, que quebrou o teto de vidro da política, Douglas, que modernizou a gestão, Rêmulo, que passou pela pandemia e Marco Leandro, que preparou Cássia para os desafios do século XXI – todos eles deixaram um pedaço de si nesta cidade.

A memória de Cássia está viva em cada rua, em cada prédio, em cada serviço público que utilizamos todos os dias.

Que esta pesquisa sirva como um convite para que os cassienses olhem para sua cidade com olhos de historiador. Que cada placa esquecida seja resgatada, cada documento preservado, cada história contada.

Porque uma cidade que não conhece sua história está fadada a repetir seus erros. E uma cidade que valoriza sua memória constrói um futuro mais forte, mais consciente e mais orgulhoso.

Pesquisa realizada com inteligência artificial, com dados extraídos do Arquivo Público Mineiro, Hemeroteca Digital Brasileira, Atas da Câmara Municipal de Cássia, Cartórios de Registro, arquivos da Prefeitura, Santa Casa, Paróquia de São Sebastião e relatos orais.

Cássia (MG), 2026.