.feed-links{display:none !important;

Total de visitas

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

QUANDO O VEREADOR FISCALIZA, QUEM GANHA É A POPULAÇÃO

 


 
 

PARABENIZANDO!

QUANDO O VEREADOR FISCALIZA, QUEM GANHA É A POPULAÇÃO

 

Vereador de Cássia leva à Câmara reclamações sobre caminhões, máquinas, gastos com cargos de confiança e emendas impositivas e lembra que sua função é fiscalizar em nome do povo. CORRETÍSSIMO!

 

É preciso reconhecer quando um vereador utiliza a tribuna da Câmara Municipal para trazer à população assuntos que envolvem diretamente a administração pública.

Independentemente de partido, posição política ou proximidade com o prefeito, o papel do vereador é fiscalizar, questionar, cobrar explicações e defender o interesse da população.

E foi justamente isso que chamou a atenção no pronunciamento feito recentemente por um vereador de Cássia.

Entre os assuntos apresentados, ele solicitou providências para evitar que caminhões de grande porte parem em uma rotatória, sugerindo a instalação de placa de proibição e a pintura da faixa de amarelo no local, para deixar a sinalização clara aos motoristas.

Uma questão aparentemente simples, mas que demonstra que fiscalização também está nos detalhes do dia a dia da cidade.

 

MÁQUINAS PARADAS, PNEUS E SERVIÇOS PÚBLICOS

O vereador também relatou uma situação que, segundo ele, presenciou pessoalmente: uma máquina que estaria com o pneu furado.

A partir desse fato, levantou uma questão maior: quando uma máquina pública fica parada por falta de manutenção, quem paga a conta é a população, porque aquele equipamento deixa de prestar o serviço para o qual foi adquirido e mantido com recursos públicos.

E a discussão não terminou aí.

O vereador apresentou questionamentos sobre os valores destinados mensalmente aos chamados cargos de confiança. Segundo os números apresentados por ele durante a sessão, seriam mais de R$ 320 mil mensais nessa despesa, considerando os cargos mencionados em seu pronunciamento.

Ele deixou claro que não estaria questionando a existência de todos os cargos de confiança, mas levantando a possibilidade de redução dessas despesas para que outros setores considerados essenciais tenham recursos disponíveis.

Entre os exemplos citados, estão medicamentos, manutenção de veículos e máquinas e a própria prestação dos serviços de coleta de lixo.

A pergunta colocada pelo vereador merece ser analisada com seriedade:

O município está gastando seus recursos da maneira mais eficiente possível?

Essa não deveria ser uma pergunta de oposição ou de situação.

É uma pergunta que interessa a todo cidadão que paga impostos.

 

EMENDAS IMPOSITIVAS: DOCUMENTOS PRECISAM SER CONFERIDOS

Outro ponto levantado pelo vereador foi relacionado às emendas impositivas, mencionando recursos da gestão anterior que, segundo seu pronunciamento, não teriam sido repassados e afirmando que as emendas deste ano deverão ser repassadas em dezembro.

O vereador afirmou ainda que levou documentos para apresentar durante a sessão e que os teria plastificado para preservá-los.

Nesse ponto, é importante fazer aquilo que deve acompanhar qualquer discussão sobre dinheiro público: conferir os documentos, a legislação, os valores e os prazos.

Não basta alguém afirmar.

Também não basta alguém negar.

Quando existe documento, é o documento que deve falar.

 

SER SITUAÇÃO NÃO SIGNIFICA CONCORDAR COM TUDO

Existe ainda uma questão maior por trás de todo esse debate.

Em qualquer administração pública, haverá pessoas que defenderão o prefeito e outras que farão críticas. Isso faz parte da democracia.

Mas defender uma administração não deveria significar defender tudo o que ela faz. Principalmente erros.

Da mesma maneira, fazer oposição não deveria significar ser contra tudo o que o prefeito faz.

O que é certo deve ser reconhecido.

O que estiver errado deve ser questionado.

E aquilo que estiver de acordo com a lei deve ser respeitado, independentemente de quem esteja no comando da Prefeitura.

 

O VEREADOR NÃO É FUNCIONÁRIO DO PREFEITO

É importante lembrar uma coisa que muitas vezes acaba sendo esquecida:

vereador não foi eleito para agradar prefeito.

E muito menos estar de seu lado sempre.

Sua responsabilidade é com a população.

Quando fiscaliza uma obra, questiona uma despesa, pede informação sobre um contrato, verifica uma máquina parada, cobra medicamento, acompanha o serviço de limpeza urbana ou questiona a aplicação dos recursos públicos, o vereador está exercendo uma das funções para as quais foi eleito.

Foi nesse sentido que o vereador encerrou seu pronunciamento afirmando:

“Eu sou fiscal do povo.”

E essa frase resume uma obrigação que deveria valer para todos os vereadores sentados alí.

Não importa se é oposição ou situação.

Não importa quem seja o prefeito.

Não importa quem esteja certo ou errado politicamente.

A lei deve ser igual para todos.

 

Por isso, fica aqui o reconhecimento ao vereador por trazer esses assuntos para a discussão pública e, principalmente, por colocar em debate questões que envolvem dinheiro público, patrimônio, serviços e responsabilidades da administração.

Isso não significa dizer que tudo o que foi afirmado por ele esteja automaticamente comprovado.

Significa reconhecer que questionar, fiscalizar e pedir esclarecimentos é necessário em uma democracia.

Cabe agora à população acompanhar, conferir os documentos, verificar as respostas da administração e formar sua própria opinião.

Porque o dinheiro discutido na Câmara não pertence ao prefeito, ao vereador, ao partido ou a qualquer grupo político.

É dinheiro público.

E dinheiro público exige uma coisa que não pode ser negociada:

FISCALIZAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE.

Quando o vereador fiscaliza de verdade, quem deve estar no centro da preocupação não é o político. É o cidadão.

 

 

PARABÉNS, VEREADOR!

UM EXEMPLO QUE MERECE SER OBSERVADO

E, para mostrar que a discussão levantada pelo vereador não é apenas uma questão política, vale lembrar que existem municípios do interior de São Paulo bem maiores do que Cássia MG que adotam uma estrutura administrativa muito mais enxuta, com poucos cargos de confiança e toda grande parte dos serviços executados são feitas pelos servidores públicos responsáveis.

Em grande parte, desses municípios, segundo informações, existem mínimos de cargos de confiança, enquanto o quadro efetivo assume grande parte das funções permanentes da administração.

Esse modelo pode servir de exemplo de que nem sempre é necessário multiplicar, ou quadruplicar cargos de confiança como aqui em Cássia para fazer a máquina pública funcionar.

 

É JUSTAMENTE POR ISSO QUE O QUESTIONAMENTO FEITO PELO VEREADOR MERECE RESPEITO.

 

Quanto mais eficiente e enxuta for a estrutura administrativa, maior pode ser a possibilidade de direcionar recursos para aquilo que realmente importa para a população: saúde, medicamentos, manutenção de veículos e máquinas, serviços públicos e infraestrutura.

Não se trata de ser contra este ou aquele cargo, nem contra pessoas que ocupam funções de confiança. Trata-se de discutir prioridades e saber se cada recurso público está sendo aplicado da melhor maneira possível.

E é por isso que o vereador deve ser respeitado quando cumpre sua função de fiscalizar e cobrar respostas.

Fiscalizar não é ser contra o gestor.

defender o dinheiro público e o interesse da população.

PARABÉNS, VEREADOR.

Quando um vereador questiona, fiscaliza e cobra explicações, ele não está trabalhando contra a cidade. Está exercendo o mandato para o qual foi eleito: trabalhar em defesa do povo.

O certo deve ser reconhecido.

O errado deve ser questionado e suprimido.

E a lei deve valer para todos, independentemente de quem esteja no poder.

 

 

E, PARA TERMINAR COM UM POUCO DE HUMOR...

Dizem que Cássia tem tantos cargos de confiança que, daqui a pouco, um vai trabalhar para o outro e, de tanto funcionário no mesmo corredor, ainda existe o risco de um atropelar o outro na hora do expediente!

Brincadeiras à parte, a pergunta é séria:

Será que precisamos de tanta gente de confiança para fazer a máquina pública funcionar, ou poderíamos confiar mais em quem passou em concurso e já faz parte do quadro permanente do município?

Fica a reflexão.

Porque confiança é importante.

Mas eficiência, economia e responsabilidade com o dinheiro público são indispensáveis.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário