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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

PROMESSAS NÃO PAGAM CONTAS: QUEM DIZ QUE VAI CORTAR TUDO PRECISA EXPLICAR DE ONDE VIRÁ O DINHEIRO


PROMESSAS NÃO PAGAM CONTAS: QUEM DIZ QUE VAI CORTAR TUDO PRECISA EXPLICAR DE ONDE VIRÁ O DINHEIRO

 

Dinheiro público não nasce em árvore.

 

Brasileiros não sejam cérebros de minhoca, é preciso entender uma realidade que muitas vezes é escondida nos discursos políticos: presidente, governador ou prefeito não fazem dinheiro desaparecer simplesmente porque prometem reduzir impostos.

 

O governo precisa arrecadar recursos para manter serviços públicos, pagar servidores, investir em saúde, educação, infraestrutura, segurança e tantas outras áreas.

Isso não significa que os impostos não possam ser reduzidos em determinadas situações. Podem. Mas uma redução de arrecadação precisa vir acompanhada de corte de despesas, revisão de prioridades e melhor utilização do dinheiro público.

Caso contrário, a conta simplesmente muda de lugar.

E é justamente aí que deveria estar a cobrança da população: por que não cortar desperdícios?

Por que não reduzir privilégios e gastos desnecessários?

Por que a economia precisa começar sempre pelo cidadão, enquanto a estrutura política continua consumindo recursos?

 

Quando um político promete reduzir impostos, a pergunta não deveria ser apenas “quanto vai cortar?”, mas principalmente: “de onde virá a compensação para manter os serviços públicos?”

Promessas fáceis podem conquistar votos.

Mas administrar dinheiro público exige responsabilidade, planejamento e, acima de tudo, transparência.

Antes de acreditar em qualquer promessa de campanha, pergunte: se vai arrecadar menos, onde será feito o corte?

Quem vai pagar essa conta?

Porque reduzir imposto no discurso é fácil.

Difícil é mostrar, com números, como fazer isso sem prejudicar o cidadão.

 

Dinheiro público não nasce em árvore

Imposto não desaparece: o que precisa mudar é o gasto público.

Se a arrecadação diminui, é preciso discutir onde cortar despesas e quais prioridades devem ser mantidas.

E uma das questões que precisa estar no centro desse debate são as verbas destinadas aos parlamentares, incluindo emendas, benefícios, privilégios e outros gastos da estrutura política.

Antes de prometer redução de impostos, o governante deveria mostrar onde pretende cortar gastos, quanto será economizado e quais despesas serão reduzidas.

Porque dinheiro público não nasce em árvore.

Se existe dinheiro para tantas despesas políticas, também deve existir disposição para cortar excessos antes de aumentar a conta para o cidadão.

 

 

 

 

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