PROMESSAS NÃO PAGAM CONTAS: QUEM DIZ QUE VAI CORTAR TUDO PRECISA EXPLICAR DE ONDE VIRÁ O DINHEIRO
Dinheiro público não nasce em árvore.
Brasileiros não sejam cérebros de minhoca, é preciso
entender uma realidade que muitas vezes é escondida nos discursos políticos: presidente,
governador ou prefeito não fazem dinheiro desaparecer simplesmente porque
prometem reduzir impostos.
O governo precisa arrecadar recursos para manter serviços
públicos, pagar servidores, investir em saúde, educação, infraestrutura,
segurança e tantas outras áreas.
Isso não significa que os impostos não possam ser reduzidos
em determinadas situações. Podem. Mas uma redução de arrecadação precisa vir
acompanhada de corte de despesas, revisão de prioridades e melhor utilização
do dinheiro público.
Caso contrário, a conta simplesmente muda de lugar.
E é justamente aí que deveria estar a cobrança da população:
por que não cortar desperdícios?
Por que não reduzir privilégios e gastos desnecessários?
Por que a economia precisa começar sempre pelo cidadão,
enquanto a estrutura política continua consumindo recursos?
Quando um político promete reduzir impostos, a pergunta não
deveria ser apenas “quanto vai cortar?”, mas principalmente: “de onde
virá a compensação para manter os serviços públicos?”
Promessas fáceis podem conquistar votos.
Mas administrar dinheiro público exige responsabilidade,
planejamento e, acima de tudo, transparência.
Antes de acreditar em qualquer promessa de campanha,
pergunte: se vai arrecadar menos, onde será feito o corte?
Quem vai pagar essa conta?
Porque reduzir imposto no discurso é fácil.
Difícil é mostrar, com números, como fazer isso sem
prejudicar o cidadão.
Dinheiro público não nasce em
árvore
Imposto não
desaparece: o que precisa mudar é o gasto público.
Se a
arrecadação diminui, é preciso discutir onde cortar despesas e quais
prioridades devem ser mantidas.
E uma das
questões que precisa estar no centro desse debate são as verbas destinadas
aos parlamentares, incluindo emendas, benefícios, privilégios e outros gastos
da estrutura política.
Antes de
prometer redução de impostos, o governante deveria mostrar onde pretende
cortar gastos, quanto será economizado e quais despesas serão reduzidas.
Porque
dinheiro público não nasce em árvore.
Se existe
dinheiro para tantas despesas políticas, também deve existir disposição para
cortar excessos antes de aumentar a conta para o cidadão.
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