Como disfarçar odores na região
íntima?
Apesar de ser absolutamente normal e
até um sinal de saúde, o característico odor da vagina incomoda muitas mulheres
que têm uma encanação maior com a higiene íntima.
Vaginose bacteriana: sintomas e
tratamento da doença que pode atacar sua região íntima
Secreção vaginal é normal? Odor
forte e coceira pode ser sinal de infecção
Quando o odor é muito forte e
diferente do habitual, é provável que haja alguma infecção. Neste caso, a
mulher precisa procurar um ginecologista para investigar as causas do problema
e tratá-lo adequadamente. Já o cheiro normal da vagina é suave e, em alguns
casos, até imperceptível pela própria mulher.
Ainda assim, muitas ficam
preocupadas com a possibilidade de outras pessoas sentirem o odor, ou de o
parceiro se incomodar na hora do sexo.
Por que a vagina tem odor?
Assim como o resto do corpo, a
região íntima feminina produz secreções que servem para proteger a área de
possíveis contaminações.
“Os odores são formados por uma
mistura de substâncias que são produzidas na região genital, como suor, sebo e
secreções vaginais. Essa combinação favorece uma colonização de bactérias e
outros micro-organismos, que servem para proteger a região e, por sua vez,
também produzem odores”, Cheiro comum vs. sinal de doença.
Ao notar um odor forte, a mulher
deve procurar seu médico, que fará exames físicos e clínicos para descobrir a
causa do problema. É muito importante que a paciente não tente disfarçar o
cheiro antes da consulta com ducha interna ou desodorante, pois isso irá
dificultar o diagnóstico.
Não é difícil diferenciar o cheiro
normal do sinal de infecção. “A vagina possui um odor suave, não tem nada que
se assemelhe a ele. Quando ele é tão forte que conseguimos caracterizá-lo, como
cheiro de peixe podre, por exemplo, é sinal de problema”, explica.
No último caso, tentar mascarar o sintoma
com produtos perfumados ou lavagens excessivas é perigoso. Além de correr o
risco de piorar uma possível infecção, a mulher pode deixar de investigar a
causa da doença por não perceber mais o odor forte e, em casos mais graves,
acabar desenvolvendo condições sérias como o câncer de colo do útero ou
infertilidade.
“Ao notar um cheiro não
característico e forte na região genital, é preciso procurar um médico o mais
rápido possível para tratar o foco do problema”, orienta.
Vergonha no sexo para as mulheres
preocupadas com este assunto, o maior medo é que os outros sintam o odor
exalado pela região genital, como o parceiro no momento do sexo. Porém, não há
motivos para encanar. “Se a saúde estiver em dia, dificilmente seu odor irá
incomodar você mesmo ou seu companheiro. Além disso, feromônio é muito atrativo
para o homem, no sentido primitivo mesmo. Ao tentar mascarar esse odor natural
por vergonha, acabamos eliminando esse fator positivo. É provável que seu
parceiro goste mais do seu cheiro com a higiene adequada do que de produtos
artificiais”, declara.
Diminuir odor da vagina: medidas
simples muitas mulheres têm medo de que o odor da vagina seja percebido pelo
parceiro durante o sexo. No entanto, não só o cheiro não incomoda como é
atrativo para o sexo oposto.
Mulheres obesas, que transpiram
bastante ou que têm pelos pubianos muito compridos podem exalar um cheiro mais
acentuado. Outros hábitos comuns, como o uso de determinadas roupas, também
provocam a condição.
Se após a investigação do seu
ginecologista você descobriu que não tem nenhum problema de saúde, pode tentar
medidas básicas para melhorar a higienização e favorecer a saúde íntima, minimizando
odores.
Como higienizar a vagina
corretamente a higiene exagerada da região íntima geralmente piora o odor. Isso
porque os pelos, a camada gordurosa e as secreções que existem lá, apesar de
serem causadores do cheiro, são também os responsáveis por combater a
proliferação de bactérias e fungos. Ao lavar demasiadamente a região, interna
ou externamente, a paciente acaba removendo parte desta proteção, favorecendo
infecções e, consequentemente, odores fortes e outros problemas mais graves.
“Um a dois banhos por dia são mais
do que suficientes”. A maneira certa, segundo orienta a especialista, é lavar
bem a vagina externamente, tomando cuidado para higienizar as “dobrinhas”. Para
isso, é preciso afastas os pequenos e grandes lábios, e também a pele que fica
em volta do clitóris, que pode acumular secreções. Passe o sabonete com os
dedos nesses locais de difícil acesso e enxague bem.
Sabonete íntimo ou comum?
O ideal é utilizar um produto que se
aproxime do PH natural da vagina, que é ácido. Pode ser o sabonete íntimo ou um
neutro.
Ducha íntima faz mal?
Sim. Lavar a vagina internamente
pode alterar o PH e destruir a flora local, eliminando as proteções naturais e
favorecendo o aparecimento de inúmeras doenças. Além disso, a prática é capaz
de mascarar possíveis sintomas de complicações, como o odor mais forte e
corrimento, que precisam ser tratados por um especialista. Ademais, a vagina
não requer esse tipo de limpeza.
O protetor diário só deve ser usado
no final da menstruação ou para conter escape de urina durante o tratamento. Já
o lenço umedecido pode ser utilizado para higienizar a região, mas apenas em
uma eventualidade. Lenços umedecidos: usar ou não?
O produto pode ser utilizado em uma
casualidade, mas não deve ser hábito. Os lenços desenvolvidos especificamente
para a região íntima quando necessário. “Se você trabalhou o dia inteiro, vai
para um jantar e não tem tempo de tomar banho, pode usar o lencinho e trocar a
calcinha. Mas não pode fazer isso todos os dias, pois vai remover a gordura da
região”, diz. “A candidíase de repetição, por exemplo, pode ocorrer devido à
limpeza exagerada”, completa.
Protetor diário faz mal?
Sim. O absorvente abafa a região
íntima e torna o ambiente mais úmido, favorecendo a proliferação de fungos e
bactérias e, consequentemente, a piora de corrimentos e odor. Ao usar um
protetor diário para mascarar esses sintomas, a mulher acaba piorando a situação.
Ele só deve ser utilizado no final da menstruação e durante o tratamento para
escape de urina. “É melhor trocar de calcinha no meio do dia do que abafar a
região com o absorvente”, orienta a especialista.
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