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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O impeachment.

O impeachment.
Como era esperado, Dilma, sofreu o impeachment.
Pois se ouve algo errado nas tais pedaladas ela não foi a primeira a fazê-lo a, vem do tempo do FHC, e não é justa a justificativa para retira-lá do cargo. Uma trama com vingança foi feita pelos perdedores nas urnas do ano de 14, com isso o Brasil travou e tudo desandou rumo a cava e alguém tem que pagar por isso, infelizmente foi ela, sem ser pessimista, mas nada vai mudar enquanto tivermos facções de quadrilhas injetadas na política nacional.
Não foi nenhuma novidade, desde que Eduardo Cunha decidiu por pautar o impeachment na Câmara naquela sessão histórica (e histérica). Um impeachment encaminhado por nada menos do que Eduardo Cunha se torna, irrevogavelmente, um emblema de cretinice histórica. Lembremos que a palavra golpe tem um sentido ligado à malandragem, a furto, a roubo mesmo.


Então faz muito sentido ser usada como definidora deste momento histórico. Mas, como o impeachment já era mesmo esperado, como já era um jogo de cartas marcadas (a grande imprensa, contrária ostensivamente ao governo Dilma, já cantava o resultado havia meses), o que restou desses últimos dias foi o brilhante depoimento de Dilma no Senado.

Dilma, efetivamente, foi notável ao argumentar, ao mostrar um grande e invejável conhecimento técnico de gestão pública, ao defender o seu governo e convencer a muitos de que de fato houve um golpe (agora no sentido de engodo ou pirueta parlamentar). O depoimento de Dilma foi tão brilhante que, no final da votação de hoje, ela não foi inabilitada para exercer cargo público nos próximos oito anos - para desgosto, irritação e respingos nas falas de Cássio Cunha Lima e Aécio Neves, dois soberbos arautos da ética e da retidão no trato da coisa pública (e nem cabe lembrar que Cássio já teve um mandato de governador cassado por corrupção eleitoral). Dilma sem a coragem, o poder de argumento e o conhecimento que demonstrou ter em sua ida ao Senado? Provavelmente dela teria ficado, desse teatro todo que foi o impeachment, a imagem de uma mulher fraca, confusa e, mesmo, desonesta. Dilma alterou radicalmente essa imagem no Senado. Defendeu-se com muita fibra. E termina saindo grande, vitoriosa, do impeachment. Ela sai grande porque demonstrou, no seu depoimento (a coisa, não tenho dúvida, mais importante do impeachment!), ser de fato uma mulher preparada, propositiva e decente. 

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