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29 junho 2012

Bares e boates 29/06/12


Bares e boates
            Hoje eu vou sair por toda cidade
a procura de bares e boates
quero matar está  saudade
porque esta virando solidão  
tomarei umas doses e ouvirei musicas
quem sabe vai restaurar o meu coração.     
Devo encontrar uma companheira forte
Que agüente uma bebedeira
quem sabe me acalmo e não penso em fazer besteira.
 Se mandar sai iremos a outro lugar
Iremos tomar toda a noite inteira.
Vou pra casa dormir assim que o sol raiar
se quando eu acordar, a lembrança continuar
e não desejar ir embora
sairei para os bares e boates
estarei novamente na gandaia, pego outro rabo de saia
para não morrer de saudades.


28 junho 2012

Noite de amor 28/06/12


Noite de amor
Depois do primeiro beijo
Fostes dentro de mim
Meu maior desejo
No teu abraço apertado
Usei seu corpo contra o meu
Senti seus cabelos em arrepios
Mergulhei no prazer suor em nós desceu.
Senti seu lindo corpo deslizando sobre mim,
Brotou um sorriso ou algo assim.
Senti tudo acontecer na noite infinita
Como é gostoso o renascer da sensação
Tomei nos braços com toda emoção
Para chegar ao final do nosso desejo
Vibramos com nossa noite de amor tão desejado
Dando e recebendo todo prazer de ser amado. 

27 junho 2012

Você é minha vida 27/06/12


Você é minha vida
Lembra daquela discussão
Você não ligou e saiu
Pensei que ali perdia seu coração.
Noutro dia fui correndo te procurar
Pedir seu perdão
Passei por cima de tudo
Queria mesmo te encontrar.
Meu orgulho não existiu
Não acertei achei que sozinha não ia estar.
Minha felicidade é tanto
A ti tenho que demonstrar
Meu amor, por ti é grande.
Não vou mais errar
Errei muitas vezes
Mas, aceitei agora mudar.
Como você sempre quis,
Tenho mesmo que ficar.
Não posso perder seu coração
Você é minha vida é minha paixão.

26 junho 2012

Caminhe comigo 26/06/12


Caminhe comigo
            Adoro caminhar
E meu caminhar é sempre em carreiros e trilhas.
Sentindo a brisa bem levinha e muito confortante,
Os carreiros em que alcanço com meu pisar,
            Todos cunhados com os cascos finos, dos animais pesados.
Caminhando sempre puxo uma ou outra folha fina.
Adentrando vereda da mata fechada
acaricio com amor a linda fina flor
com o acarinhar levo a fragrância gostosa
o cheiro em minha face ou nos cabelos sempre a ficar.
Adoro ver o sol se pondo,
um dos lances que jamais deixei de consagrar.
Quando vejo o sol sumindo atrás das colinas,
Sinto-me um pouco triste, isto existe, logo vai passar.
interrompo para reverenciar, a bela obra do Altíssimo.
Esse é um momento ilusionista, coisa de artista.
Comovedor que me faz sentir mais próximo do amor.
            O por do sol se vai, mas logo chega,
outro momento extraordinário o de seu nascer,
venha cá para ver, o que abarrota nosso espírito de esperança e de luz.
quando os olhos encontram com os raios do sol se acendendo,
nem fica doendo.
espalhando pelo interminável mundo seu irradiar.
a vida ampliar-se de um novo recomeçar.
esse espetáculo faz-me sentir mais filho de Deus.
            Poucos indivíduos que podem contemplar
Gênio do sertão a maravilha jamais gasta com o solar.
Presente para camponês bruto pronto para amar.
Natureza honrada que a maior parte pretende acabar.
            Vais dormir sem um novo brilhar
tente arriscar somente uma vez
ficar sem a luz ao seu despertar.
Vem caminhe comigo levarei ao abrigo para pernoitar.
A época vindoura chega, jamais sem seu fulgurar.

25 junho 2012

Resolvi então articular 25/06/12


Resolvi então articular
            Como hoje nada entrava em minha mente para escrever resolvi então articular com Deus um minuto só.
Deus da minha salvação; diante de ti tenho clamado dia e noite.
Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos as minhas suplicas.
E não deixe senhor este teu serviçal viver em pecados.
Ouça a voz deste que clama por ti dia e noite; e não deixe que eu venha com a correnteza do rio, perder o controle e o barco precipitar-se.
Responde-me quando clamo ó Deus da minha justiça.
Na angustia dá-me alivio tenha misericórdia de mim e ouve meu pedido.
Porque a minha alma está cheia de amarguras e a minha vida se aproxima o cada dia da sepultura.
Mas tu ainda és minha esperança, mesmo que não tenha lhe procurado por outros caminhos a não ser o de minha Fé.
Encontre-me ó senhor antes que eu me afunde.
De ouvidos as minhas palavras ó senhor, atende aos meus gemidos.
Tu não és um Deus que tem prazer na maldade, atende-me senhor peço de todo o meu coração, tenha piedade de mim, santíssimo criador.
Até o pardal encontrou abrigo e as andorinhas ninhos para elas, e para seus filhotes, senhor Rei meu e Deus de todos olhai por mim e pelos aflitos e esteja sempre com todos.
Porque o senhor é um sol forte e é o escudo:
Senhor nos dê remissão e tenha compaixão de todos, pois perto está a conclusão.
Esteja com todos, ó senhor pai nosso.
E desde já lhe agradeço por todos.

24 junho 2012

Contexto Espiritual 2


Contexto Espiritual 2
Com a primeira abertura que o corpo deixou na inocência, vindo pelo pensamento, surgem-se várias loucuras manifestadas pelo o então.
Já com mais idade de vivência agora o pensamento deseja sempre ter muito mais para o corpo.
Como o corpo anda pelo mandado do pensamento.
Uma nova visão então o teria.
Sabendo que, o ter, o querer e o poder, andam juntos.
Pensará em ser muito mais e muito mais mesmo.
O pensamento quer para o corpo coisas melhores, como ter roupas, dinheiro e uma vida muito boa.
        O pensamento endoidecido por obter estas coisas faz com que o corpo venha a sofrer muito para sentir prazer de tê-los.
E a cada momento pensado, vai transformando em atuação sobre o corpo que é comando pelo pensamento.
Uma corrida aqui e outra ali, sempre na busca dos três, o querer, o poder e o ter, com isso o corpo ainda mais sofre.
O pensamento faz então o corpo ir à luta, enfrentando dividas, trabalhos pesados e principalmente em arrecadar dinheiro suficiente para tudo.
Subscreve cheques, mesmo sabendo que nunca dará conta de cobrir os valores registrados.
        Nem por isso o pensamento para de arquitetar.
Quer sempre conseguir alguma coisa, mas esquece que tem um nome de indivíduo a proteger.
E o tempo faz tudo ir acumulando, o corpo já não mais está disponível para tanto sofrimento e correria, com os dias passados torna-se muito fraco.
        Como fazer então com tantas dívidas sem ter de onde tirar para pagar os créditos.
        Cansado senta-se a espera de um milagre, mas, no entanto nunca chega com isso o nome vai sendo destruído pelos que tinham confiado.
Agora em toda praça já não existe nome, um morto vivo, um andante sem rumo, mas com um pensamento firme sobre o corpo, eis de conseguir pagar tudo.
        Mesmo não tendo de onde tirar, vive o andante na esperança de possuir alguns bens para saldar seus credores.   
O tempo se passa o corpo com seu pensamento sabe que deve, uma divida que agora nem mesmo sabe para que fosse feita.
        Mas deve!
Não Sabe como pagar, ou mesmo sabe se um dia conseguirá quitar o montante.
O tempo percorre e tendo lei que diz que caducou, não deveria mais os credores procurar o devedor.
E como o pensamento é maldoso e criativo inventa formas para sair-se bem, chega então com conversinhas e depois quer até mesmo destruir o corpo do devedor, não sabendo ele que nem vida mais tem o pobre infeliz que passou a dever alguém.
        Pois ao ficar devendo e não conseguindo pagar os credores, tendo seu nome caçado e sujo, morreu se ali.
O corpo andante com o nome pregado a parede, esta morto, já não consegui nem mesmo um emprego, ou uma compra para seu sustento e se manter de pé, para lutar novamente e sair à busca de se reerguer.
Nada disso vai acontecer com esse corpo e pensamento, então a única coisa a se fazer é esperar.
        A esperança é que o espírito possa falar com o Criador e ele aparecer em seu auxilio.
        Portanto tudo vem pelo pensamento e vai se formando a cada momento decorrido dentro dessa existência que o Eu Espírito talvez tenha rogado para passar, para a aprendizagem.
        Eu Espírito vi então que dei muito poder ao pensamento de desejos que residi no corpo que escolhi para meu viver.
        Sei também que agora é tarde, para desfazer o que Eu o Espírito, planejou para está vida aqui na terra.
Tendo eu dado todo poder para o pensamento do corpo, sei que tenho que suportar até o fim.
Mesmo sabendo que este pensamento está fazendo o corpo precipitar-se com muitos sofrimentos, queria Eu Espírito agora não mais deixar o pensamento comandar o corpo, mas para desfazer aquilo que desejei ao vir aqui nesta vida, agora teria eu que pedir ao meu Criador que me eliminasse dessa existência.
        Como não tenho direito adquirido para isso, tenho mesmo que suportá-lo, hora um pensamento hora outro e sempre comandando o corpo a executar os feitos.
Então sempre digo aos meus credores que não é culpa minha de não ter o podido paga-los e sim o prejuízo se deve aos loucos que inventam ainda mais desejos.
        Loucos de pensamentos mundanos que repassam aos pobres mortais dizendo que é para o bem da raça, não sabem eles que o fim é igualzinho para todos, seja um pastor, um inventivo, Rei, medico, pedreiro ou o esmolar, todos terão o fim parecido.
        Deus o criador deu a capacidade individualizada, portando nem queira colocar dentro de cabeças pensantes coisas para seu lucro próprio, seu fim será desastroso como o esmagar de barata na saída do ralo.
Majestade de alguma coisa pense amiúde antes que o fim de sua carne de pensamento podre chegue.
Tudo que acontece de ruim é culpa dos maníacos enlouquecidos por terem algo a seu favor.
        A chuva é desviada com o hálito do oceano e a casa do João de Barro é construída com a porta ao contrario da chegada.
Todos têm uma curva.
O caminho pode não ser reto, mas chega.
















22 junho 2012

Por Favor 22/06/12


Por favor
Garçom me atenda, por favor,
Vou beber pra esquecer minha dor
Já não sei mais o que fazer
Sem meu bem querer sem este amor
É triste gostar e não ser correspondido
Garçom preciso de um amigo
Ao menos para me escutar
Vou tentar beber um pouco
Sem ficar tonto
Mais com alguém preciso desabafar

Dizem que água que passou
Não toca mais a roda que ficou
Então porque este amor
Que aqui dentro de mim restou
Ainda não sumiu e nem acabou
Então bebo pra não pensar nesse alguém
Nem quero chorar garçom amigo
Essa dor de amar vai me despedaçar
Garçom vou beber preciso que você
Não deixe a bebida me derrubar
Se for possível coloque eu no canto
Antes que venha desmaiar..........


21 junho 2012

Força de Ler-sem ilusão 21/06/12


Sem ilusão

Meu Deus me perdoa
se estou com essa incredulidade
e muito mais amargurado.
Levei por tempo uma vida tão boa
hoje em dia, não creio em mais nada
Não canto nem mais tenho alegria, sofro noite e dia.
Não consigo mais praticar uma oração
Até a confiança que eu trazia
escapou do meu coração.
A minha vida agora é como um barco sem direção
Vai navegando sob o mar da ilusão
Contra as ondas tempestuosa dessa vida
Procuro um porto seguro para acalmar meu coração.
 Estou vivendo só peregrinando
enfrentando as ansiedades que a vida trás
Infelizmente não sei como é que vou continuar vivendo
Se nem á mais a fé e que falta faz.
 Estou no abandono atirei-me na boemia, vivo perambulando.
Não é por causa de mulher,
simplesmente por aquela que eu amo
De certo eu teria que ter essa má sorte
Sem ilusão a ser comprida
vou caminhado até a morte.

  

20 junho 2012

Ser Caipira é ser Rural 20/06/12


Ser caipira é ser Rural.

            Caipira é uma designação tipicamente paulista.
Nascida da primeira miscigenação entre o branco e o índio.
"Kaai 'pira" na língua indígena significa, o que vive afastado, ("Kaa"-mato ) ( "Pir" corta mata ) e ( "pira"- peixe).
Também o cateretê, inicialmente uma dança religiosa indígena, na qual os Índios batiam palmas, seguindo o ritmo da batida dos pés, deu origem à "catira".
A catira passou a ser um costume de caboclos, antigamente chamados de "cabo locos".
Com o avanço dos brancos em direção ao Mato Grosso e Paraná a cultura caipira foi junto, levada principalmente pelos tropeiros.
Hoje o termo "Caipira" generalizou-se sendo para o citadino uma figura estereotipada.
Mas esse ser escorregadio e desconfiado por natureza, resiste às imposições vindas de fora.
Tem uma espécie de cultura independente, como a dos Índios. Infelizmente alguns intelectuais passaram de modo errôneo a imagem do caipira.
Hoje as festas "caipiras" que se encontram nas cidades e nas escolas não passam de caricaturas de uma realidade maior.
Foi criada uma deturpação do que o povo brasileiro possui de mais profundo e encantador em suas raízes.
"A primeira mistura", a pedra fundamental.
O falar errado do caipira não é proposital.
Permanecendo ele afastado das cidades, mantém no seu dialeto, muito conhecimento, que o homem da cidade já perdeu, com sua prosperidade aparente.
O caipira conhece as horas apenas olhando para o céu e vendo a posição do sol.
Sabe se no dia seguinte virá chuva ou não, pois conhece a fundo o mundo natural.
Tem um chá para cada doença, uma simpatia para cada tristeza... Para o citadino o caipira virou motivo de divertimento, quando deveria ser o exemplo de amor a terra.
Do antepassado Índio ele herdou a familiaridade com a mata, o faro na caça, a arte das ervas, o encantamento das lendas.
Do branco a língua, costumes, crenças e a viola, que acabou sendo um dos símbolos de sua resistência pacífica.
Muitos são os ritmos executados na viola, da valsa ao cateretê.
Temos Cateretê baião; Chula polca; Toada de reis: Cateretê- batuque, Landú, Toada; Pagode, etc.
Apesar de parecer um homem rústico, de evolução lenta, em suas mãos calejadas ,ele mantém o equilíbrio e a poesia da fusão duas etnias.
E traduz seu sentimento acompanhado da viola, companheira do peito, onde canta suas esperanças, tristezas e as belezas do nosso país.
A música rural, criativa, contrapõe-se aos modismos vindos do exterior. Ainda é uma forma resistente de brasilidade, feita por um do povo que conhece muito o chão do nosso país.
Hoje está querendo fazer uma fusão cultural, a do "caipira" com o "country" americano.
O que se vê, é gente fantasiada de "cowboy", mas que não sabe sequer em qual fase da lua estamos...
A viola é um instrumento bem menor que o violão, com a cintura mais acentuada, e encordoado de maneira diferente.
Ela possui dez cordas, agrupadas duas a duas, sendo algumas de aço e outras, revestidas de metal.
A disposição das cordas, começando de baixo para cima é: os dois primeiros
pares afinados em uníssono; e os demais, afinados em oitavas.
Os nomes dados as cordas são de origem portuguesa, existindo, no entanto, muita contradição nas informações prestadas pelos violeiros, ou seja, a mesma corda recebendo vários nomes diferentes.
Alguns violeiros concordam em geral com os seguintes nomes: prima e contra Prima ou primas - requinta e contra-requinta ou segundas - turina e contra-turina - toeira e contra-toeira - canotilho e contra-canotilho.
Para o terceiro par encontramos ainda o nome verdegal, quando é usada linha de pesca no lugar da corda de aço.
As violas, geralmente, são feitas artesanalmente, e o tempo mínimo para se fazer uma viola é de dez dias.
0 conhecido artesão Zé Côco do Riachão, um dos raros "fabricadores" de violas e rabecas, utiliza uma cola feita de banana do mato, também conhecida por Sumaré.
No tampo, ele usa a madeira imburana de espinho; o braço é feito de cedro; o espelho, cravelhas e ornamentos de caviúna (candeia); e a lateral feita de pinho.
Entretanto, na maioria das violas encontradas, a madeira utilizada para o tampo, foi o pinho que, de acordo com os violeiros, é a de melhor sonoridade.
0 violeiro costuma dar à viola, os mais variados nomes, assim temos a viola caipira, a viola cabocla, a viola sertaneja, a viola de pinho, a viola de dez cordas, todas se referindo ao mesmo instrumento.
A viola com dez trastes é denominada também de meia-regra, e a com trastes até na boca, de regra-inteira.
No litoral paulista, foram encontradas, violas com sete cordas, (dois pares e três singelas), nove cordas (quatro pares e uma singela), e dez cordas (cinco pares), todas mantendo as cinco ordens de cordas.
É interessante observar que, numa das afinações da viola de sete cordas, o quinto par foi afinado em intervalo de quinta, e o quarto, em uníssono.
Cocho é empregada pelo homem do campo, referindo-se a uma tora de madeira escavada, formando uma espécie de recipiente.
A viola de cocho, encontrada no estado de Mato Grosso, recebe este nome, porque é confeccionada em um tronco de madeira inteiriço esculpido no formato de uma viola, e escavado na parte que corresponderia à caixa de ressonância.
Neste cocho, no formato de viola é afixado um tampo, e em seguida, as partes que caracterizam o instrumento, como o cavalete, o espelho, o rastilho e as cravelhas. 0 seu comprimento é em torno de 70 cm por 25 cm, com 10 cm de largura.
Algumas violas possuem um pequeno furo circular no tampo, medindo de 0,5 a 1 cm de diâmetro, outras não apresentam furo.
A viola sem furo no tampo é coisa recente, os violeiros antigos a preferem com o furo, pois no dizer de um destes violeiros, "o furo é pra voz fica mais certa, sem o furo a zoada fica presa".
0 braço da viola, juntamente com a paleta (cravelha é bem reduzido, medindo em torno de 25 cm.).
O cocho é de muita utilidade no campo, e se presta, principalmente, a alimentar os animais domésticos.
A paleta, geralmente, faz um ângulo bem acentuado com o corpo do instrumento, e possui cinco ou seis furos.
Este instrumento apresenta sempre cinco ordens de cor das, com as cinco cordas singelas, ou com quatro singelas mais um par.
Neste caso, a terceira ordem consistiria de um par de cordas afinado em oitava. Também é encontrada viola com seis furos na paleta, mas com apenas cinco cravelhas.
As madeiras utilizadas na sua construção são várias: para o corpo do instrumento as preferidas são a Ximbuva e o Sarã; para o tampo, Figueira branca, e para as demais peças, o Cedro.
A maioria das violas de cocho se arma com cinco cordas singelas, quatro de tripa e uma de aço.
Atualmente as cordas de tripa estão sendo substituídas por linhas de pesca, devido à proibição de caça na região.
Estas, de acordo com os violeiros, são bem inferiores às de tripa.
A corda de aço tem o nome de "canotio", e tem, aproximadamente, o mesmo calibre da quarta corda do violão.
Os nomes das cordas são os seguintes: prima, segunda ou contra, do meio ou terceira, canotio e corda de cima.
A viola de cocho é um instrumento bem primitivo, o número de pontos, ou trastos, varia entre dois a três.
Quando a viola possui três pontos, o intervalo entre eles é de semitom, quando possui dois pontos, o primeiro dá o intervalo de um tom, e o segundo de semitom.
Os pontos são feitos de barbante, amarrados bem firmes, e revestidos com cera de abelha, para que prenda melhor na madeira, no dizer do violeiro.
A viola de cocho é usada, principalmente, para o cururu e o siriri, funções bem populares em Mato Grosso, mas também é usada para o rasqueado.
Ela possui duas afinações básicas, a afinação "canotio solto" e a afinação "canotio preso", sendo muito semelhantes entre si.
Os acordes mais usados são os de Tônica e Dominante com sétima e raramente o de Sub-Dominante.
No siriri, onde a Sub-Dominante é mais usada, a afinação empregada é a de "canotio preso", para que esse acorde seja armado com apenas dois dedos.





19 junho 2012

19/06/12 outro que mata.

Outro que mata.

A crise econômica, o desemprego, os problemas emocionais, entre outros fatores, têm levado um número cada vez maior de pessoas a buscar refúgio no álcool.

O alcoolismo é considerado na atualidade, um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo.

São crescentes os números sobre doenças graves provocadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, bem como a incidência de mortes decorrentes destas doenças.

O álcool também assusta como causa básica de acidentes de trânsito, crimes e suicídios.
O alcoolismo está entre as drogas de maior relevância no mundo, pois o álcool exerce influencia sobre 12% a 15% da população.

De qualquer maneira, estima-se que 90% das pessoas ingerem álcool de alguma forma.

Normalmente as primeiras experiências acontecem na adolescência, quando se bebe para ficar desinibido.

O problema é que para jovens com tendência para o alcoolismo fica difícil saber quando parar ou mesmo perceber quando a pessoa deixa de ser um bebedor de fim de semana para se tornar um bebedor habitual.
e o efeito disso é a cirrose hepática uma das doenças mais comuns provocadas pelo alcoolismo.

A bebida é metabolizada através do fígado e quando se usa álcool em grandes quantidades e por longo período, podem surgir alterações no órgão.

O álcool provoca infiltração de gorduras no fígado, pode gerar a hepatite alcoólica e, mais grave, a cirrose hepática.

A cirrose se caracteriza pelo endurecimento do fígado, provoca ascite (barriga de água) e formação de varizes no esôfago.

Além do fígado, outras partes do organismo podem ser afetadas pela bebida.

No cérebro, a intoxicação aguda - mesmo em não alcoólatras - pode provocar acidentes, agressões e suicídio.

O álcool interfere no funcionamento do aparelho digestivo, desenvolve irritações na boca e esôfago, além de provocar distúrbios gástricos que acabam agravando doenças já existentes, como a úlcera.

O intestino também pode sofrer com diarréias e dificuldade de absorção de alimentos, provocando a desnutrição.

O uso constante de bebida também agrava diversas outras doenças infecciosas, como tuberculose e pneumonia.
O tratamento da doença é complexo, pois não pode ser desvinculado das complicações orgânicas e psíquicas, por isso apresenta múltiplos aspectos.

O primeiro passo no tratamento é a desintoxicação e para isso a pessoa é internada.

Nesta fase pode acontecer a síndrome de abstinência, que é caracterizada por uma série de sintomas que aparecem quando a pessoa pára de beber.

Entre estes sintomas estão os tremores, alucinação e alteração do comportamento.
Muitas pessoas que sofrem do alcoolismo escondem o problema, se afastam de amigos e familiares e são incapazes de buscar ajuda ou se auto-ajudarem.

Existem métodos alternativos como os Alcoólatras Anônimos.
Segundo a maioria dos médicos brasileiros, o problema do consumo alcoólico tem solução, apesar do aumento do número de dependentes ser cada vez maior no país.

O alcoolismo é responsável por quase75% de todos os acidentes de trânsito com mortes, 39% de ocorrências policiais e 40% das consultas psiquiátricas, além disso, 15% da população do país é alcoólatra.

Estes são alguns dados que mostram como o álcool está presente na vida do brasileiro, inclusive entre os mais jovens.
Para frear a dependência do álcool sempre surgem novas propostas, além de ser um assunto que tem sempre despertado a atenção de grande parte da sociedade.

Quando uma pessoa consome regularmente bebida alcoólica, o melhor caminho é procurar ajuda.

Minhas - Minas Gerais 19/06/12

Minhas - Minas Gerais

Muitas eram as lendas que habitavam o imaginário dos primeiros exploradores que penetraram o Brasil. No território onde hoje está Minas Gerais, um lugar em especial chamava a atenção atiçava a cobiça daqueles homens.

Uma serra de nome Sabarabuçu, repleta de ouro e pedras preciosas das mais diversas cores.

Foi ela um dos principais objetivos das expedições, um troféu à espera de seu dono.

Quem encontrasse Sabarabuçu encontraria a glória.

Uma linha separa o sonho do real.

Se Sabarabuçu era a lenda

Antes de se chamar Minas gerais, o estado teve outros nomes: Campos de Cataguás, Capitania de Minas gerais e Província de Minas Gerais.

Os bandeirantes paulistas foram os descobridores das primeiras jazidas do estado, no final do século XVII.

Rica em diamante e lavras de ouro, a região foi palco de grandes conflitos, quer pelo direito de exploração das minas, quer pela cobrança excessiva de impostos, por parte da coroa portuguesa.
Apesar dos conflitos, a economia baseada na extração de minérios trouxe muita prosperidade para a sociedade mineira.

Quando a mineração entrou em declínio, Minas Gerais devia altos impostos para a Coroa. Essa situação acabou gerando descontentamento e desejos da população em romper com Portugal, a fim de tornar a colônia uma nação livre e independente. Um desses movimentos, a Inconfidência Mineira, teve a participação de intelectuais, mineradores, militares e pessoas ligadas à produção agrícola. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos inconfidentes, foi enforcado e esquartejado, depois de assumir toda a culpa pelo movimento, livrando, assim, seus companheiros de ideal libertário.
A cultura do café ajudou Minas Gerais a se recuperar após a proclamação da independência do Brasil. Tanto no império, quanto no período republicano, o estado tem participação decisiva na vida política do país, aliando-se a São Paulo em muitos momentos importantes.
Os incentivos fiscais dos governos federal e estadual, a partir dos anos 70, impulsionaram o crescimento industrial do estado.

No entanto, Minas Gerais ainda convive com o desequilíbrio social, uma vez que possui uma das áreas mais pobres do país, numa região, ao norte do estado, castigada pela seca.

Além das estâncias hidrominerais, como Poços de Caldas, Lambari, São Lourenço e Caxambu, o patrimônio mineiro de arquitetura e arte colonial é grande atração turística do estado.

As cidades históricas recebem milhares de pessoas de todo o Brasil, que se dirigem a Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, São João Del Rey e Diamantina, para apreciar a arte nascida da prosperidade do século XVIII, decorrente da extração de ouro na região.

As cidades de Ouro Preto e Diamantina são consideradas patrimônio histórico da humanidade, Minas Gerais é o maior estado da região Sudeste e o segundo mais industrializado do Brasil. A partir dos anos90, centenas de novas indústrias se instalam no estado, atraídas pelos incentivos fiscais do governo e pela facilidade de escoamento dos produtos para o resto do país.

No estado, há uma grande concentração de empresas de autopeças, em decorrência de ali estarem inúmeras montadoras de automóveis.

Minas Gerais também é um grande produtor de móveis e de minérios, como ferro, ouro, cimento e aço.
De Minas Gerais sai à metade de toda a safra brasileira de café. Também está entre os maiores fornecedores de feijão, milho e frutas, especialmente o abacaxi. O estado tem o segundo maior rebanho do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, sendo um grande produtor de carne bovina e de frango.