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22 abril 2012

No pé da serra 22/04/12


No pé da serra
Eu tinha uma vida boa
Lá no pé da serra
A casa não era grande
Mais sempre foi minha
Água corrente na bica escova os dentes
Bem na porta da cozinha.
Sábia cantava no alto da mangueira
Canária chocava no tronco da porteira

Eu tinha uma vida boa
Plantação de arroz e feijão
Muito porco no chiqueiro
Piquete lotado de bezerros
Canavial pra tratar do gado
Canários do reino no viveiro
No pé da serra
Minha casa sempre em festa.

Eu tinha uma vida boa
No aniversario de mamãe
Cantava a valsinha dos parabéns
Os pássaros se reuniam e
Todos juntos cantavam comigo
Desejando muitas felicidades por toda a vida
Mamãe agradecia
Com uma lagrima, mas sempre sorrindo.

Eu tinha uma vida boa
No pé da serra
A lua clareava o besouro saia
Tatu fazia a festa
Tudo se foi vim pra cidade
Deixando meu lugar
Como um pardal
Que não gosta de trabalhar.

21 abril 2012

O curativo é 21/04/12


O curativo é
        Quando o amor vos abraçar, siga-o, mas segue sempre com cuidado, pois amar é amor e o amor sempre será amar.
Ainda que os trilhos sejam cheio de espinhos, continue amando; sempre olhando por redor.
E quando ele vos abafar com seus ombros e braços, cedei-lhes com caricias, sem fracassar, mesmo que o gume esteja escondido no coração e possa ferir-lhe, lhe de amor; vá sempre em frente.
         Sendo seu grande amor que venha vos falar, acreditai nele, mas nunca se sinta seguro e embora sua voz possa abocanhar vossas aspirações; esteja alerta.
         Como o vento arrasa a mata, mas não derruba as folhas, ainda sim esteja acreditar, mas aguarde dentro da trilhagem.
Pois, do mesmo modo que o amor vos glorifica, ele também vos atormenta.
E da mesma forma que coopera para vosso desenvolvimento, ele, além disso, batalha para a sua grande queda, mas ame e amar nunca é demais.  
         Da mesma forma que vos vais as alturas, ele também esta pronto para derrubar-lhe do mastro.
         Seja sempre cauteloso com o amor, pois ele lhe dá certa segurança, mas também pode lhe trazer tristeza.
Mas é amor e amor não é dor e sim muita paz.
         Todas as maravilhas o amor deposita em vós, porem sem que o perceba pode esbagaçar sem dó.
          O amor não tem outro desejo, a não ser só amar.
Se, vos, amardes e precisardes, ter amor, não amas.
Mas se amas e esta sendo amado, sim, estas completo.
De o vosso amor sem pedir nada em troca, mas tome cuidado o amor rouba, mata e morre.
Seja este o vosso desejo: amar, amando, sem se preocupar se esta sendo amado.
Assim é o amor, que ama e não sabe se esta sendo adorado.
O importante é amar, mas o cuidado nunca é muito, pois se amardes e não respeita o amor, melhor seria não amar.
Se o amor de outro lhe ferir, melhor procurar curativo e o curativo é nada menos que amar novamente.
A vida passa tudo acaba e agente morre, portanto ame.

17 abril 2012

Seis tiros certeiros.17/04/12

Seis tiros certeiros.

Cansado de esperar justiça.

         Sabe dá até para desconfiar da esquadra paga por todos os Brasileiros, tem gente que mal ganha para comer e outros nem ganham, vive como cão ferido em porta de botequim.
Mas mesmo os que ganham pouco ou quase nada paga e caro, pelo serviço mal prestado, por aqueles que foram contratados para executar qualquer função fazendo concurso ou não.
         Antes de estes animalejos terem penetrados em sua colocação, sabe se lá o que faziam, eram como nós os estúpidos que pagam para mantê-los dentro dos seus poderes.
Muitos dos que estão com algum tipo de poder nem mesmo tem o essencial para consolidar.
         Tudo que acontece ou venha para não satisfazer a vontade do ser humano e causado por homens, sendo estudado ou não e a mola do mundo faz com que os ditos-cujos se convertem á troco de uns vinténs.
Bem deste que se entende que existe terra ou mundo sempre há revolta, homem contra homem e porque isso? Nada mais é do que salva a vontade de ter muito ou alcançar a situação financeira.
         Tapeação dos varões que se diz que tem uma profissão ou adquire um responsabilidade, para benfeitoria de outros.
         Todo prego só é fixado com um martelo e todo homem só tem poder se tiver o coração de sangue, todo aquele que estuda para preparar regulamento, deve-se este fazer o condicionamento para não haver vazão.
         Falando bem claro, um que mata o que merece?
         E o que rouba?
Sua situação não se deve ser como a de quem planta e colhe para alimentá-lo.
Se não vêm chuva farta e sol suficiente, que semente germina?
Fácil é complicar do que desembaraçar a linha.
         O pedreiro sobe a casa, mas quem dá o brilhantismo é o pintor.
A justiça só é justa se for feita com ajustamento, portando melhor seria se não tivessem construído o livro de palavras.
Criar leis é muito fácil e simples nem precisa de muita disciplina, basta ser orientado por opinião e montar um grosso folheto de paginas.
         Mas cunhar uma regra para extermínio os inventores de código não têm coragem, e mantê-las fincadas ainda é muito mais difícil para eles.
Os criadores de regras tanto analisam que perdem em seus pensamentos os ideais para o bem de uma nação.
         Cansado de esperar por justiça os seis tiros foi certeiro tombando assim o ladrãozinho do saque de dias passados foi assim que aconteceu nesta madrugada em minha pequena cidade.
         Por varias vezes o trabalhador que ganha salário mínimo foi furtado em sua pequena moradia, o desgraçado do malandro tinha acostumado extrair os bens do coitado do assalariado para comprar a pedra do capeta, só assim ele manteria seu sinistro vicio.
         E por muito tempo o infeliz do assalariado estava com fé na delegacia, e sua espera era de que os policiais prendessem pelo menos o malandrinho por uns tempos, ate que o coitado do assalariado mudasse de casa.
Mas a polícia todo vez que o malandro atacava a humilde casinha do enfraquecido assalariado dizia que não era fácil pegar o bendito cujo, como assim todos da cidade conhecem os bandidinhos existentes dentro da comunidade.
Como não os prendê-los?
Dá ou não dá para desconfiar do policiamento?
         Uma cidade grande pode até ser que os policiais não conheçam os bandidos, mas em nossa humilde cidadezinha, eles não só os conhecem como sabem onde residem e o que fica fazendo durante o dia.
Uai sô, mas de ontem para hoje a onça saiu da toca e o tombo foi bonito, o malandro levou seis tiros certeirinho bem no meio da cabeça, parou ou não de roubar do necessitado trabalhador?
         E agora a justiça vai ser feita, pois o assalariado matou um sem oportunidade e vai ser preso e condenado, talvez uns quinze anos, assim a justiça será justa, o infeliz do assalariado não passa de um homem perverso.
E o malandro ao morrer se tornou um homem bom não é isso?


16 abril 2012

Também sou pobre.16/04/12

Também sou pobre.
         Fostes em festa de pobre é uma maravilha a melhor coisa que existe, festa de pobre é cheia de comida e bebida.
Meu sobrinho trabalha comigo e na segunda feira da semana passada, ele me avisou, olha tio; eu vou parar sexta feira mais cedo um pouquinho.
Na hora perguntei o do porque ele queria parar às quinze horas e trinta minutos.
         Bem tio eu fui convidado para um casamento na sexta às vinte horas e como é em Franca, precisamos ir dezessete e quinze, só assim chegaremos com tempo de assistir o casório no cartório, pois o da igreja é no sábado à noite.
Mas então você vai retornar no domingo.
Com certeza, pois sexta eu sou padrinho e no sábado não podemos perder a festa.
         Você estando aqui segunda está tudo bem.
No domingo chegaremos aqui na parte da tarde e segunda pego cedo.
Então ta respondi!
         Sexta feira às três horas meu sobrinho começou por lavar as ferramentas e guarde-las na varanda e as três e dez, ele caiu na marva, subiu a serrinha sem mesmo olhar para trás.
Eu e o outro ajudante ficamos ate às dezessete horas sendo este horário o normal de nosso trabalho.
         Bem, certo mesmo é que festa de pobre há hora e dia para começo e não existe hora nem dia certo para finalizar, ainda mais sendo casamento.
Passei o final de semana em casa como de costume, sempre em minha Olivetti digitando alguma coisa.
         Eu tinha certeza que meu sobrinho nunca estaria segunda-feira no serviço, poderia até chegar de Franca, mas trabalhar eu sábia que não.
A festa começaria então sexta-feira ali pelas vinte e uma horas e sabe lá que hora ia terminar.
         Pobre é mesmo exagerado, pensa muito em comida e bebida, e os donos da festa têm medo de passar vergonha então faz das tripas coração para satisfazer os convidados e os penetras também, pois eles estão em todos os lugares.
         Festa de rico é bem diferente eles pagam uma empresa e tudo fica resolvido, se bem que festa de rico é uma miséria sem tamanho, uns pinga, pinga, até para pegar o salgadinho da bandeja, eles empinam os dedos como bico de cisne.
         Já o pobre não, o negocio deles é cerveja, cachaça e carne, o resto é sobra que fica para rebater na segunda-feira.
         O pobre mesmo com pouco que ganha, pega o pagamento ao final de semana e chega ao açougue e logo já compra tanto de quilos de lingüiça, um monte de carne de segunda e mais uma porção de carne moída, isso às vezes acaba na quinta ou sexta-feira, e eles custam agüentar até sábado.
         Já o rico vai ao açougue e pede meio quilo de carne, claro carne de primeira, mas a desculpa é só para o almoço, mas e o jantar.
Então cheguei hoje para trabalhar e perguntei para o Antonio, o ajudante se não tinha visto meu sobrinho, eles moram ali pertinho um do outro, lá mesmo na roça.
         Eu sábia, claro que não chegou como prometera.
Era umas três horas da tarde, quando meu sobrinho desceu a serrinha, com sua esposa, ao chegar perto de nós ainda estava com o bafo de onça, a carniça evacuava pelos ares.
Foi então que nos contou como foi o casório e da grande festa que o pai da noiva fez.
          Claro que tinha que ser assim, é pobre, como nós e não poderia ser diferente.
Assim nos contou que já na sexta-feira, o pau moeu cedo, cerveja e churrasco a doidada, e sábado da mesma forma, domingo também com a soca fizeram mais festa.
         Uai, sobrinho, hoje é segunda, antes de eu perguntar ele respondeu.
Então hoje na hora do almoça ainda tinha umas garrafas de cerveja e um pouco de alambique, ai já viu.
Ouvimos a história e ele foi embora, dizendo que ia dormir.
         Eu sei disso porque em casa é assim, o dia que tira para uma festinha às vezes começa no sábado e termina no domingo à tardinha, também sou pobre.





15 abril 2012

Coisa nula. 15/04/12


Coisa nula.
Hoje resolvi ser um homem, sendo um macho do quase nada, indivíduo assim, um tamanho abatido.
Pois estou me sentindo nada, um nada do pouco menos, nada do nada.
Sendo nada me transformei em nada de coisa nenhuma mesmo.
Assim, vim
Vagando igual a uma borboleta;
Sem direção na vida, estou chegando.
Batendo asas estando triste arrependido do que não fiz.
Um olhar infeliz e semblante cansado
Encontro-me trazendo no rosto marcado pelo tempo, o sofrimento e muito desiludido.
Com o tudo que passei e quase nada encontrei, muito menos apresentei.
O mundo foi livro aberto para mim
E eu vi de perto, no entanto quase nada me instruiu.
Muita falta cometida, não somente por mim.
O motivo para ter-me deixado sem professor foi à falta de um.
O livro aberto eu descobri escrito com palavras delicadíssimas.
E muito difícil de se ler, com isso não aprendi.
Não me conformo com tudo que passei, pois se sem nada praticamente fiquei.
Vivendo assim danificado sem ser o culpado.
Quantas vezes eu chorei sofrendo aqui no meu banir.
O meu volumoso erro foi não perdoar, quem sabe.
A Borboleta bonita eu sou, mas sem parada, sem lugar, sem água, muito areia para pousar.
Já é muito tarde, meu olhar está melancólico e o cansaço faz me sentir fraco, mas ainda mesmo não sendo nada tenho que lutar.
Não para ser tudo, mas para sair-me com alegria sem ter cansado, não ser nada também cansa e não ser nada é praticamente uma coisa nula.
“Senisio”.
       
 .

Sejamos específicos 15/04/12


Sejamos específicos
Por favor;
Seja você bem especifico com toda matéria que fizer uma tese, seja ela qual for o assunto devem-se colocar a época, pois quem acompanha sempre um Blog, sabe que a dita matéria é do momento, mas outros que chegam vindos de uma caça, não sabe que dia, mês e ano foram escrito.
Correto!
Portanto define a matéria com datas apropriadas assim os visitantes saberão em que dia, mês e ano o episódio ocorreu.
(Exemplo) Uma tempestade de granizos aconteceu no Rio de Janeiro,
Mas de que dia?
Que mês?
E em que ano o acontecido se deu?
Pode ser este;
Como de dez ou vinte anos atrás, como também poderia ter acontecido hoje, ontem ou semana passada, no mês em que estamos ou em qualquer mês do ano passado.
Humildemente eu digo que digite as matérias diárias com data de dia, mês e ano, pois temos que ser mais específicos com nossas matérias escritas.
Hoje 15/04/12
Um abraço

14 abril 2012

Isso sim é ser educador.14/04/12

Isso Sim é Ser Educador

Eu vejo hoje como são diferentes as professoras que estão na ativa, não digo que são todas, mas a maioria está dando aula pelo sabor de ganhar seu salário.

Os professores de hoje em dia não aplicam amor aos alunos, como muitas daquelas que existiram há tempos atrás.

Foi se o tempo em que um professor tinha gosto de ser o máximo, para incentivar um aluno em sua aprendizagem, ainda diz que os alunos perderam completamente o respeito por eles.

Como perderam o respeito, se eles mesmos não fazem o necessário para colocar respeito?

Deixaram os alunos dominarem-nos.

Agora é um pouco tarde para dizer que perderão o respeito, mas ainda têm jeito.

Lembro-me de nossa diretora dona Violánte que dizia, deve se domar o leão nos primeiros dias de aula, assim ele terá respeito para sempre.

Mas se os deixar em fazer uma coisinha aqui e outra ali e quando vê tudo está perdido.

Como em casa ao fazer uma besteirinha da primeira vez, deve-se os pais contê-los de imediato, pois se deixarem faz um estrago.

Assim foi a diretora Dona Violánte, quando colocava todos juntos dentro daquele pátio, logo dizia aqui é assim e assado, não tinha dessas de o aluno fazer o que bem entendesse.

E naquele tempo começávamos estudar com sete anos de idade, hoje começa com muito menos idade, pois vão para as creches, por tanto é bem mais fácil colocar o aluno no seu devido lugar.

Centralizando o no canal da aprendizagem.

Há um dizer dos mais corretos existentes; um burro nunca será domado com abridão, mas sim com um freio de puro aço.

Assim são os pequenos impensáveis.

Quando se inicia para vida tendo esses pequeninos freios serão domados como feras.

Claro que um pensamento não foi feito para ter domínio, mas podem ser amenizados com educação.

Estes pensamentos terão mais tempo para sentir o que se pode fazer ou não.

Lembro-me de uma passagem que presenciamos e tivemos como a maior aprendizagem que uma pessoa pode ter.

Em nossa escola, no ano de mil novecentos e sessenta e seis entrou um novo aluno, que veio de Claraval.

Este aluno tinha seus oito anos de idade.

Gustavo era seu nome, garoto bruto como argola de laço, tinha em sua boca uma saída de palavrões e xingamentos.

Sem respeito por ninguém.

Tudo para ele era um credo em cruz.

Nunca tinha alegria, nem mesmo estudava direito.

Vivia maneado com outros não estudantes de uma vila, fazendo o que não deveria fazer, roubava pequenas coisas dentro da sala de aula, fumava como sapo, gostava de brigar sempre com os menores.

Toda menina que ele se invocava, apanhava como cachorro pegador de pintinho ou ovo.

Talvez sua família o deixasse largado pela vida de amargura, foram uns dois anos dessa forma,fazendo o que ele queria, desrespeitando sua professora e seus coleguinhas de classe.

Ele era mesmo um tolo, vivia em uma vida de não compreensão e cada dia que se passava ele ia tornando um animal indomável.

Com o passar dos dias dona Violánte deveria estar pensando em acabar com aquilo, mas como fazer, com aquele bruto sem respeito, que vivia atazanando a vida de quem era suficientemente estudioso.

Muitas vezes dona Violánte tentou comunicar se com ele, até mesmo um castigo ela deu a ele, mas não era suficiente para manter ele na linha.

Dizem que todos nós temos uma estrela na testa, mas aquele menino tinha era mesmo uma flecha apontada com a lança a todos que estavam a sua frente.

Como disse minha querida professora dona Sônia um dia, é tão poucos os que não têm coração e estes poucos fazem outros tantos perderem seus corações de amor.

Ali estava um só malfeitor.

Entre muitos de coração de amor, os quais vinham entrando na dele e também estavam perdendo o amor dentro de si.

Pela manhã quando ele chegava durante a espera do sino, ninguém tinha sossego.

Todos se desviavam dele, para não sentir sua presença por perto.

Até mesmo no recreio ele era mesmo o capeta, o demônio solto pelo local de seres humanos. Perturbava tanto que nem mesmo uma surra daria jeito no imbecil.

Aquele sim; tinha a alma do lúcifer.

Como aquele menino o mundo está cheio.

Por toda parte que se ande há diabos soltos, fazendo todo tipo de maldade, até mesmo dentro da casa santa do supremo criador.

Ali na escola nada continha aquele menino capeta por nome de Gustavo.

Dona Violánte tinha perdido o desejo de orientá-lo.

Pois tudo que tentava explicar para ele, nada dava certo.

Castigo piorava.

Ao sair ele fazia com muito mais raiva ainda.

Com isso todos o deixavam de lado, nem mesmo o desprezo que nós dávamos a ele mudava em nada.

Para ele não significava nada, assim mais ele o fazia, talvez querendo aparecer ou por ser mesmo cheio de maldade dentro do peito.

Durante muito tempo foi indo assim, ele entrava e saia à hora que queria do grupo, nem mesmo os pais tinham como dominá-lo.

Dona Violánte até chamava seus pais para ver se poderiam dar um jeito nele, mas nada dava mesmo conserto.

Seus pais diziam que ele não tinha mesmo remédio, por isso o que as professoras e a diretora quisessem fazer para que ele mudasse, podiam fazer.

A mãe dele disse; se for preciso pode até dar umas pauladas, pois ela já não mais agüentava aquele menino, que muitas das vezes a atacava com paus e pedras.

Dona Violánte era durona, mas não dava conta daquele inferno.

Aquilo ali não era mesmo gente.

Tinha a alma de todos os demônios juntos.

Sabíamos que ninguém agüentava aquela peste.

Mas o que poderia ser feito?

Nada, talvez!

Quem sabe há vida um dia mudaria aquela febre de gente com suas tentações.

Várias vezes dona Violánte deu expulsão para ele, sempre quando voltava era bem pior do que antes.

Com quase dois anos de permanência ali no grupo, já não mais estávamos suportando aquela alma perdida e agora sem ação estávamos perante o demônio solto entre nós.

No dia dezoito de outubro de mil novecentos e sessenta e oito:

Cinco para sete da manhã daquele dia, Gustavo perturbava uma garotinha, dentro do pátio a espera do sino tocar, quando ele o demoniozinho começou a espirrar.

Então Gustavo abaixou ao chão do pátio e foi espirrando sem parar, colocando suas mãos a barriga como se estivesse sentindo alguma dor. Seus espirros aumentavam ainda mais.

Começou então a suar como se tivesse uma nascente de água dentro do seu corpo.

Gustavo começou a ficar amarelo e depois foram esverdeando, braços, pernas, e seu rosto foi ficando cinza partindo para o preto, começou então a rolar pelo chão como uma cobra, foi àquela gritaria dos alunos que estavam ali perto do menino.

Vieram às professoras e a diretora correndo, Gustavo já estava babando como um cão louco escumando os cantos da boca e não dizia coisa com coisa.

Cinco dias antes de isto acontecer estivera ali na escola a pedido da professora dona Sônia, com permissão da diretora dona Violánte umas senhoras fazendo oração em cada classe e dando alguns conselhos, que era muito bom para nossa aprendizagem.

Lembro-me que não foi uma oração dessas repetidas como fazem por ai.

Elas diziam em suas orações palavras para o criador com amor.

Nós ajudávamos as mulheres orarem.

Essas mulheres pediam ao senhor para ter compaixão de todos que ali estavam e de todos de nossa família.

E neste dia o demônio do menino Gustavo não se encontrava em aula.

Mas as senhoras pediram para ele também e dava para perceber que aquela oração era na base de pura fé.

Gustavo continuava se enrolando como uma cobra ao chão e espumando, soltando aquela baba grossa de dentro e suando sem parar, com uma expressão de um lobo a atacar.

Juntou se então umas três professoras e catou-o do chão carregando até o carro de uma professora levando o para o hospital.

Naquele dia a aula começou por volta das nove horas da manhã, levando Gustavo para o hospital, os médicos não acharam nada de doença.

Mesmo assim ele ficou internado por três dias.

Ao sair do hospital ele ficou um tanto bobo, perdeu completamente os sentidos do que estava fazendo, cinco dias depois estava ele novamente na escola, mas sempre quieto, ficando praticamente sem ação de nada, tinha mudado completamente seu jeito de ser.

Daquele dia em diante o menino Gustavo, passou não mais fazer o que vinha fazendo, estava ele agora como uma lesma pelo grupo.

Agora tínhamos pena daquele arteiro de antes.

Não perdeu o sentido de aprendizagem, mas estava como que um pacóvio sem rumo.

Quando alguém com ele iam conversar, ele deixava a pessoa falando sozinho e saia andando.

Ficou com uma feição de jururu, com o rosto um pouco amarelado e os olhos sempre rasando de água, com isso nem mesmo amizade queria com outros alunos.

Passado algum tempo, começou dar feridas por todo seu corpo.

Gustavo passava todo tempo coçando aquelas feridas, que foram ficando profundas.

O menino foi internado muitas e muitas vezes.

Não acharam cura para aquilo, conforme as feridas iam se cicatrizando, ficavam em volta com cor de um sal, esfarinhando sempre.

Durante o resto do ano sempre foi assim ia e voltava do hospital.

No ano seguinte ele tinha melhorado bastante, mas continuava com jeito de um mentecapto, bobalhão da escola agora tinha virado, mas nós os alunos não desfazíamos dele.

Diziam que aquilo que aconteceu com ele, foi por causa das orações das mulheres e o Criador ouviu e retirou o demônio de seu corpo, as conseqüências ficou para ele perceber que a vida não deveria ser como ele queria.

Parece que foi um grande exemplo para todos que no grupo estudavam até mesmo para os professores e a própria família de Gustavo.

Isto também é um exemplo de professor e de diretor da educação, a diretora percebendo que com palavras não mudaria aquele diabo usou o freio mais resistente que se pode ter,

E com o acontecimento Gustavo não mais fez o que não deveria fazer.

Sábias aquelas educadoras do Mello Viana isso sim é ser educador.



NOVA FORMA DE ROUBO 14/04/12


A T E N Ç Ã O ALERTA PARA TODOS –


         NOVA FORMA DE ROUBO
A imaginação dos marginais não tem limites... 
Placa do seu Carro mostrada por quem esta ultrapassando.
           Os criminosos esperam num estacionamento, e depois de você sair do carro, eles tiram sua placa, assim não tocam o alarme e ficam à espera. Depois, te seguem te ultrapassam e mostram a placa pela janela, como se ela se tivesse desprendido do teu carro.
Talvez você fique surpreso ao reconhecer a tua placa e sem desconfiar porque acha que ela caiu, resolve parar para recuperá-la e agradecer a quem tão "generosamente" deseja devolver a placa que você nem reparou que tinha caído...
        Parar é tudo o que eles querem que você faça.
Aí já é tarde demais e terá sorte se não for violentamente tratado, raptado, ferido ou morto.
Não pare, seja por que motivo for.
        Uma placa não é nada, comparada com a tua integridade física.
Pense no que poderá acontecer, antes de agir.
Os criminosos são espertos e podem ser extremamente violentos quando querem conseguir alguma coisa.
Este golpe está acontecendo em diversas localidades.

09 abril 2012

Que é triste a isso é.09/04/12


 Que é triste a isso é.

Todos os dias da semana a gente saí para o trabalho às seis e vinte da manhã, mas hoje saímos um pouco mais tarde já era quinze para sete, então foi àquela correria pela estrada, o carro voava baixo, pois a sete é o inicio do horário de trabalho.
Mesmo correndo velozmente ainda sim chegamos atrasados, para ser exato as sete e dezesseis, mas como é o patrão que nos leva e foi culpa dele, resmungou muito, mas menos do que de costume, ele é desse patrão que fala para cacete quando dá alguma coisa errada.
Pois bem o dia então para nos estava começando e o patrão não dava tempo na língua, ainda bem que as nove ele iria levar a filha para Franca e ia ficar por lá o resto do dia.
         Menos mal falamos um com o outro, durante aquelas duas horas, o patrão rodou todo serviço como sempre.
Eu sou daqueles que faço meus companheiros de trabalho sorrir o dia todo e não tem dessa de esperar o patrão sair de perto para contar alguma, comecei então com uma brincadeira com seu Antonio que estava fazendo uma fossa de banheiro do lado debaixo do rego.
Imagine o que saiu com isso, homem é muito criativo nas bobices, já nem me lembro o que saiu, sei que estávamos todos sorrindo ate o patrão mesmo estando nervoso com o atraso que ele provocou sorrir na hora.
Lembro-me de que disse tem que varar o rego para entrar no buraco e ai deu seguimento nas brincadeiras.
         Pois então, as dez para nove o patrão entrou na caminhonete e partiu da fazenda, mas o que ira nos chatear ainda estava por vir, as dez e meia o colega que estava roçando desceu da mata correndo e deixou-nos muito tristes.
         Ele recebeu em seu celular a noticia que seu cunhado tinha falecido, foi um susto danado, como assim?
Cedinho quando saímos da cidade ele e seu irmão já tinham ido para o trabalho, mas para morrer basta estar vivo é o ditado.
Mas a morte dele estava marcada e talvez escrita no gibi, com a noticia da morte ficamos açoitados pela tristeza, pois perdemos mais um companheiro de prosa.
E gostaríamos de irmos ao velório, mas como ir!
Bem conversamos e alguns de nós íamos a noite, a amargura abateu a todos ao receber a noticia do falecimento, ainda pior foi saber o do por que o cunhado do colega havia morrido.
O homem não morreu de morte natural e sim de picadas de abelhas, estava ele e o irmão também roçando uma serra muito suja e ao dar as foiçadas acertou com certeza e as danadinhas atacaram em grande escala ele e o irmão.
         O cunhado do colega morreu uma hora depois e o irmão dele até este momento ainda esta muito ruim, pode ser que não escape, que é triste a isso é.



  
    

07 abril 2012

Não fume mais 07/04/12


         Não fume mais.
Eu sou um homem até que um pouco tranqüilo, pois mesmo tendo alguns obstáculos sigo em frente com essa minha vidinha safada, sei lá, eu acho que até o exato momento desta que é reservado a mim, não tive muita sorte.
         Com essa idade que não é pouca, nunca tive exatamente um bom merecimento e acho que esse mundo ficou contra mim e quem sabe tenho que esperar por uma outra vida se de verdade tivermos.
         A situação que a vida me deu não é das melhores e não é desde hoje, trabalho como um burro de carroça e nem mesmo sei para quê, uns tempos atrás tive por alguns anos uma companheira, mas terminou como tudo finaliza nesta vida.
Meu trabalho às vezes é duro como extrair minhoca do asfalto, mas depois tem também dias de moleza, fico com pernas aberta em frente à TV, assistido desenho.
         Labuto para ter algum objeto de meu, como uma casa de minha ou mesmo um simples viver, não é fácil conseguir e nem mesmo sei o que causa o detrimento do meu objetivo.
         Como gostaria de ter sorte como muitos, pois só se sai bem quem recebe o dom da sorte, eu agora percebo, pois o sortudo mesmo estando caído em sono dentro da noite seus ganhos esta na porta a espera do caminhar pela manhã.
Eu não tenho uma profissão definida então agarro no que me é apresentado, por isso subo escada com lata de concreto no ombro, ou mesmo carrego tijolo pelo andaime a fora, como também quando proporciona roço invernada ladeira abaixo em épocas de chuvas, o que não posso é ficar parado.
         Com esses meus afazeres ganho para meu sustento, uma mixaria que mau da para comprar a miséria, pois a vida de um sem sorte é como ter uma miserável vida, mesmo que seja um bom trabalhador.
         Mas mesmo assim vez em quando eu gosto de dar uma volta, assim quem sabe a vidinha muda um pouquinho e saia da rotina, que é trabalho, casa e trabalho.
         Então faz uns quinze dias eu mais meu amigo saímos para dar uma visita à cidade vizinha da nossa, pois ia ter neste dia um forrozinho bacana e quem sabe nos conheceríamos alguém, foi o primeiro pensamento.
         Pegamos o ônibus da viação gardênia e retiramos-se para a cidade de São Sebastião do Paraíso, por volta das vinte e duas horas entramos clube adentro.
Como meu amigo gosta de cantar foi chamado para ajudar os cantores completar a noitada, assim fiquei por ali, uma dança ou outra vez em quando, uma dançarina até disse-me que mãos grossas, calos menina eu respondi, continuando a bailar.
         Lá pelas tantas da noite meu amigo me chama e me pede para sair à caça de cigarros, no clube não vendia e como havia acabado tanto o meu quanto o dele, peguei uma ruazinha sentido ao bar mais próximo, que ficava a dois quarteirões.
         Minha idéia era comprar o maldito fumo e voltar rápido, pois queria continuar dançando com aquela menina de minha idade mais ou menos, continuava com aquele pensamento, quando levei uma rasteira, bem na virada da esquina.
Cai como jaca madura e o malandro veio à cima de mim, chutando e arrebentando meus bolsos para retirar a pequena mixaria que havia neles.
         Levei muitos chute e sopapos pelo rosto e no final além de levar o pouquinho que tinha, fiquei sem meus documentos e minha camisa toda rasgada.
Ao largar-me no chão o malandro ao caminhar certa distancia contou o dinheiro e viu que havia somente vinte e cinco reais, olhando para traz me disse, não trabalha não seu vagabundo.
Pó meu Deus eu é que sou o vagabundo, pensei na hora, mas ainda bem que fiquei somente com uns roxos e vergões pelo corpo, logo curar-se.
Camisa compra-se outra, então porque não sorri a vida nas mãos de outros pode ser curtíssima.
Voltei para o clube rasgado e sem o maldito cigarro, quanto para irmos embora o proprietário do salão me emprestou uma camisa e devolvi uns dois meses depois, assim que voltei lá.
         Tive que extrair meus documentos tudo novamente e como isso é azucrinante, naquele dia eu acho que começou brotar o acaso, pois estou vivo e continuo alegre como antes, mas uma coisa foi muito certa daquele momento não fumei mais, respiro até melhor hoje em dia.
Só não deixei de sair de vez em quando vai ver que um dia surge novamente a sorte e eu encontre minha melhor vida.