Felicidade de uns,
desgraça de outros.
Por volta do ano de mil novecentos e setenta,aconteceu um fato muito triste e ao mesmo tempo o acontecido fizera com que oautor do episodio se desse bem.
Era umsábado de aleluia daquele ano, por volta das duas e meia da madrugada, um tiro,em uma rua muito tranquila, gritava por socorro desesperadamente e pedia águasem parar.
No mesmo instante também foi ouvido uma disparadade cascos de animal pelo antigo calçamento de pedras,
Ninguémsaia à rua, para ver o acontecido, o povo sendo muito simples da pequenacidade, tinham acostumado com tantas maldades que nem mais se preocupava comtiros ou algo parecido.
Pois ali naquela pequena cidade aconteciambarbaridades quase todos os fins de semana, eram brigas de valentões em bares eprincipalmente na “correia” como era chamado o local de prostituição.
Com isso as pessoas não mais saiam para ver o queacontecia, mas neste dia os gritos de socorro vazavam ecoando dando tormentosaos que dormiam.
Porvolta das três horas, sai para ver o acontecido; o senhor Andre, este era umsenhor de baixa estrutura, mas de muita calma, vendo o homem estrebuchandoperto de seu cavalo.
Chega perto então do homem que estava baleado egritando por água, mal sabia o senhor Andre que se desce água ao agonizanteseria seu fim.
O senhorAndre corre a sua cozinha, pegando rapidamente uma caneca de água dá-se aohomem, que tomba no instante.
Chegam-se mais vizinhos e reconhece o homem que já estava morto.
Logo a seguir vem então a policia local, pedindoinformação, mas como alguém haveria de explicar o acontecido, ninguém viu,somente ouviram o tiro certeiro que, pois fim a vida daquele homem chamadoBeto.
Percorria toda cidadezinha a procura de quem tinha feito aquela façanha, mascomo saber, sabia que era um cavaleiro.
Mas será que seria o melhor amigo de Beto?
Como poderia ser ele?
Eram amigos desde criança e ele não ia fazer umaloucura dessas, matar o amigo de companheirismo!
Não!
Não poderia ser o amigo Leo!
Indo à casa de Leo não encontraram, tinha sumido.
Seis dias depois Leo foi pego em uma estrada dechão chegando à cidade do estado de são Paulo, seria ali seu esconderijo, sendocidade bem maior ninguém acharia o ali.
Mas para sorte de Leo, pois o melhor aconteceriafuturamente, pegaram-no ali na entrada da cidade.
Sentado frente ao juiz da comarca de nossa cidade,Leo conta o acontecido.
Dizia Leo a todos ouvirem que ele e seu amigo Betotinham bebido muito naquele sábado e por isso Beto seu melhor amigo começaracom brincadeiras de tapas em suas costas.
Pedia ao amigo para parar com aquela brincadeiraque estava machucando-o, mas Beto não o ouvia.
Como estavam ha cavalos, Leo ainda o ajudou-amontar, por estar mais bêbado do que ele.
Beto era fanático por rei de aspa longa e fina,gostava muito de dar estalos como traque.
Já andando um pouco para ir embora, para suascasas, Beto começou estalar o rei e procurava acertar o cavalo de Leo.
Vendo que não acertava o cavalo, começou procuraras pernas de Leo, que pedia muito para que parasse com aquilo, mas ele fingiaque não estava ouvindo.
Uma chicotada certeira atinge o rosto de Leo foientão o fim.
Leo arranca de sua cintura o revolver e atira noseu melhor amigo de infância, vendo que caia de seu cavalo, procurouimediatamente vazar do local do acontecido, deixando para traz seu amigo deinfância agonizando.
Contandoo que tinha se passado, mas como não havia testemunha, dá-se então ojulgamento, sendo determinada uma pena de vinte e três anos, para ser cumpridana cadeia do local.
Como acadeia estava muita lotada, preferiram transferir Leo para cumprir a pena emoutro estado, sendo este Goiás.
Estando ali cumprindo sua pena, conhece então umprisioneiro de sela por nome de Osmar.
Osmar tinha seus setenta anos mais ou menos e apena que deveria por ele ser preenchida seria de cento e dez anos por várioscrimes que cometerá.
Passando se algum tempo com amizade entre os doisprisioneiros, Osmar passa confiar em Leo e sabendo que já mais colocaria os pésna rua faz uma proposta para Leo.
Leo deinicio não queria, mas vendo que o que Osmar propunha com aquela proposta passaentão almejar e planejar o que faria logo a seguir quando deixasse a prisão.
Obtendo confiança em Leo, Osmar passa umadocumentação para Leo, tudo que lhe pertencia passaria para Leo dominar eadministrar ao sair.
No anode setenta e nove, já para o final, Leo vem ser solto por bom comportamento eestando com a documentação procura então saber onde estava o que seria de Osmar.
Sabia Leo que era muitos bens, como casas, carros euma fazenda de grande tamanho, com muito gado leiteiro.
Agorapassaria então Leo comandar tudo aquilo. Como Osmar não tinha filhos enem esposa tudo que lhe pertencia, por direito seria de seus dois irmãos demenos idade, mas Leo nem se preocupou com eles.
Sendo Leo de muita esperteza, dá-se um jeito evende tudo deixando os dois irmãos de Osmar a ver navio.
Leo pegaum dos carros e parte de imediato para sua cidade natal, onde começa uma novavida.
Chegando compra-se uma pequena casa e começa comoquem não quer nada e sempre bem devagar vai adquirindo bens na região.
No ano de oitenta e três casa-se com uma moça,também de grandes posses e com isso sua fortuna começa a despontar.
Maisquatro anos à frente Leo, por uma pesquisa feita, foi determinado que Leo fosseagora o homem mais endinheirado da cidade e sendo muito respeitado por todos.
Leo propondo para população ser prefeito da cidadeconhece também o cargo de administrador.
O fim de Leo jamais alguém poderá dizer qual será,mas para sua felicidade desgraçou a vida de outros.
Com isso a esposa de Beto que na época já tinhaseus três filhos, sendo dois meninos e uma menina teve de enfrentar uma vidadura pela frente tendo que arregaçar a manga e muita das vezes passandofome.
Betotambém foi culpado, primeiro porque já era um homem casado e tinha seus filhosnão deveria acompanhar um rapaz solteiro a caminho da safadagem.
Um homem de bem deve se comprometer em estar emharmonia com seus familiares e não procurar catarro embaixo da cadeira.
Por mais de quinze anos a esposa de Beto sofreucomo rato nas mãos de um gato, mas criou seus três filhos e por fim no ano deoitenta e cinco faleceu com câncer de estômago, seus filhos tornaram se emgente boa dentro da comunidade.
Já com ofilho de Leo a coisa não anda bem, usa muita droga e bebidas, mesmo tendo poucaidade esta causando horrores dentro dos locais em que se encontra, além disso,apronta muito com seus pais.
O fim deLeo e sua vida maravilhosa adquirida sobre desgraça dos outros só o criadorsabe o que vai acontecer!
Desgraças de uns e felicidade de outros, pois aquisó se é feliz, quem, tem um bom emprego, dinheiro, bom estudo profissional, oresto não passa de sêres viventes humilhados e maltratados.