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16 novembro 2011

Mariane, Moça do Trem.

  Mariane, Moça do Trem.
Sai do interior por volta de mil novecentos e setenta e quatro, lembro-me que era no mês da copa, e a hora em que eu descia a Rua Comendador rumo á rodoviária, percebi que havia muita gente festejando e soltando foguetes, pois o Brasil tinha ganhado aquele jogo.
Não me lembro qual foi o time que jogou com o Brasil naquele dia, sei que olhando o pessoal todo ali, eu desejei voltar para casa, já não mais queria ir embora do meu lugar.

Mas como tinha em mãos minha passagem de ida ate a cidade vizinha e era de onde eu também já havia comprado a passagem de trem para cidade de São Paulo capital.

Naquele tempo ainda existia trem de passageiros, hoje creio que nem mesmo os trens da companhia Votorantim existem mais, acho que agora eles transportam o cimento e cal somente em caminhões e carretas.

Continuei descendo a Rua Comendador um pouco triste por deixar minha terra natal, por outro lado tinha esperança de tanto ouvir falar que a capital dava muito emprego e com isso organizaria minha vida, poderia então ter um futuro pala frente.

Sempre fui um homem simples e muito acaipirado, pois nasci em uma roça e era muito acanhado, nunca fui de muita comunicação, se as pessoas puxassem uma prosa eu até que permanecia conversando.

Tomei o ônibus da aviação Nossa Senhora de Lurdes uma empresa muito antiga, seus ônibus ainda eram daqueles de bico, sentado naquele banco seguia olhando toda paisagem ao redor e como aquilo ficou gravado em minha memória.

Uns quarenta minutos mais ou menos gastavam a viagem, pois a estrada ainda era de terra, com isto havia muitos buracos e costelas de vacas, que fazia com que o ônibus vibrasse por todo ele, aquela viagem de vinte e seis quilômetros nunca terminava.

Por volta das seis e meia chegamos ao destino, desci  do ônibus na parada mais próxima da estação do trem e andei por uns cinco minutos mais ou menos até a entrada, onde havia uma roleta tipo cruz.

Ao atravessar a roleta deu-me uma tristeza profunda e comecei por ficar um pouco enjoado, como que se tivesse comido alguma coisa que estava estragado.

As duas malinhas tipo caixote naquele momento pesavam para uns cem quilos, arrastei-as até o banco e fiquei sentando, olhando para um lado e outro, foi então que sentou a meu lado um senhor de cor escura e me disse, esta indo para onde, meu rapaz?

Vou para a capital paulista.

Vai deixar tua terrinha de interior em busca de alguma vida melhor?

A, eu pretendo, aqui as coisa não estão bem!

Sabe meu rapaz eu moro perto de São Paulo e fui parar ali em mil novecentos e dez e vivo uma vida boa, mas não consegui muita coisa, tenho uma casinha, uma esposa e duas filhas e agora vivo pelo interior vendendo produtos para lavouras.

Com o que ganho sustento minha casa e minhas filhas nos estudos, por isso ainda vale a pena estar na luta, mas te digo tem que dar muita sorte para se sair bem.

Cinco para as vinte horas. o apito do trem soa, e ele vai  se encostando à estação, como minha passagem era de segunda classe eu não mais vi aquele senhor.

Ajeitei-me naquele banco duro, colocando uma das malas de encosto, para que eu pudesse colocar a cabeça, o trem da o apito e parte.

Ainda antes de sai da pequena cidade, eu ainda vi muitos festejando a vitoria do Brasil, ao sair da cidade começou ficar tudo escuro somente às luzes do trem dava o claro, eu havia levado um livrinho de bolso, comecei a ler.  Como aquela claridade não era forte o suficiente minhas vistas começou doerem então o guardei e me encostei-me à mala, quem sabe dormiria, pois a viagem era de doze horas.

Na próxima parada em outra cidadezinha entrou duas moças e um rapaz, uma das moças veio em minha direção procurando seu lugar, pois eram todos numerados e meu banco era o cinquenta e três e o dela cinquenta e dois, chegando perto a mim, disse.. Sei que você esta confortado, mas tenho que me sentar.

Pois não, levantei-me e tirei a mala do banco, ela devia de sentar do lado do corredor, mas pediu-me se dava para deixá-la sentar-se do lado da janela.

O que tinha demais, eu pensei, a viagem então prosseguiu, nem eu nem a moça tinhamos assunto.

Deveria ser umas vinte e duas horas quando o bilheteiro me chamou para mostrar-lhe a passagem, acho que tinha cochilado um pouco, dormir de fato ainda não, porque ainda era cedo para isso, entreguei-lhe a passagem e olhei para a moça que estava lendo uma revista.

Ela me olhou também e sorriu, foi então que percebi o tanto que aquela mora era bonita.

Ela também entregou a passagem para o bilheteiro que as picotou nos entregando indo para os passageiros da frente, depois de certa distancia em que ele já estava à moça percebendo que não ia escutá-la me disse.

Não sei para que isso se ao entrar-mos já mostramos a passagem, é só para acordar quem esta dormindo, você estava não estava?

Não sei acho que sim, passei por uma madorna.

 Você esta indo para ode?

Estou indo para São Paulo e você?

Eu também!

Você mora lá?

Agora sim, sou de Tambaú estou morando e trabalhando em São Paulo, você também mora lá.

Ainda não hoje é minha ida, quero arrumar um emprego e moradia.

A então você esta indo a caça de coisas melhores?

Pretendo!

Olha, se você quiser passo lhe o endereço de uma pensão perto de onde eu moro, foi o primeiro lugar que morei é de uma senhora muito boa e é barato.

A, quero sim, não tenho muito dinheiro mesmo e sei que no começo não vai ser fácil.

Com isso nossa conversa dourou praticamente toda a noite de viagem nem mais percebia o quanto estava ansioso, sei que lá pelas cinco horas da manhã eu e ela já estávamos nos garfando entre os dois bancos.

E que beijo a moça tinha, um calor dentro de mim percorria pelo corpo todo, se não fosse dentro daquele trem, creio que acontecia até mesmo sexo.

Talvez fosse porque eu nunca em minha vida havia namorado ou mesmo estar com uma mulher, com meus dezessete anos para dezoito eu era completamente virgem e ainda iria ficar por muito mais tempo pela frente.

Oito e vinte cinco daquela segunda feira do ano de mil novecentos e setenta, o trem apitava e parava na estação da luz em são Paulo aonde eu e aquela moça descemos e ela me ensinou o caminho para ir até a pensão da senhora Cleuza.

Como fui burro meu Deus não peguei o endereço da moça e nem o nome dela.

Chegando à pensão a senhora Cleuza me atendeu de uma forma encantadora.

Alojei-me no quarto destinado a mim e por sorte fiquei sozinho, pois ali tinha quarto de dois e três homens juntos.

O resto da segunda-feira eu passei por ali mesmo, descansei da viagem e na terça-feira sai bem cedinho procurando emprego, devia ser umas quatro horas da tarde quando em uma construtora arrumei serviço de servente e eu já ía começar no outro dia, estavam apertados com a entrega por isso contrataram-me.

Trabalhei o resto da semana, mas com aquele pensamento porque não perguntei o nome da moça e nem o endereço peguei, pois tinha encontrado dentro daquele trem a coisa mais bonita que já tinha visto e estado.

Trabalhei naquela construção por três meses e de lá acompanhei a firma para Osasco, onde iríamos construir uma tremenda mansão para o prefeito da época, então passei a morar dentro da obra, assim ficava um pouco mais barato e eu pensava em juntar dinheiro para que quando eu retornasse a minha cidade natal, poderia montar um negocio qualquer.

Mas, a coisa pior das quais eu iria fazer seria naquele sábado daquele ano, devia ser umas duas horas quando o companheiro de trabalho, por apelido de pistolinha me fez um convite, para ir - mos a noite em uma festinha de casamento na vila Prudente.

Como eu não saio nunca, então porque não ir, já fazia quase seis meses que estava fincado dentro do trabalho e nem a rua praticamente não via.

Chegamos por volta das vinte e uma horas na festa e estava um festão, muita bebida, muita musica uma grande animação, comecei por beber cerveja sem parar e depois tomei umas cubas, com isso peguei uma fagueira danada.

Como da vila prudente ate Osasco ao tinha ônibus para ir embora , lá pelas duas da madrugada chamei um taxi e pedi ao taxista para me deixar no centro, sei que desci na avenida São João e dali cheguei nem sei como ate um prédio naquele miolo de cidade, me lembro que foi ali naquele prédio de prostituição que deixei de ser virgem.

Nem sei como fui parar em meu quarto na obra, sei que acordei às quatro horas da tarde com uma ressaca e com a garganta como se tivesse engolido um sapo.

Na segunda perguntei ao meu companheiro de trabalho se fiz alguma coisa errada na festinha, ele disse que ate a hora em que ele estava por perto não.

Ainda bem, fiquei mais aliviado com o que ele me disse, pois dizem que quando se está bêbado demais a pessoa não raciocina direito.

E como eu não bebia nunca, poderia ter feito alguma coisa errada.

Durante mais dois meses e meio trabalhei ali em Osasco e depois fomos para o bairro Brás de São Paulo reformar um apartamento, sei que não podia ficar no apartamento por isso aluguei uma vaga ali perto, sempre juntando um pouco de dinheiro da sobra.

Pois minha idéia sempre foi que quando voltasse para minha cidade eu não ia mais trabalhar de empregado.

Sempre contei com isso!

Ali no Brás passei sair um pouco mais, principalmente dia de sábado, sempre dava umas voltas para tomar uma cervejinha.

No dia quatorze de maio, como era sábado; eu resolvi dar uma volta um pouco mais cedo no centro da cidade, pois sempre gostei de um bom filme e naquele sábado iria assistir o Vento Levou na Avenida São João.

Então sai a pé, pois não ficava tão longe assim e mesmo que quisesse tomar ônibus não dava certo, a maioria parava na Praça Dom Pedro e teria que andar do mesmo jeito.

Fui a pé mesmo e chegando a Praça da Sé avistei sentadas em um banco duas moças, eu notei que uma dela era a moça do trem, não me contive e me aproximei, e a minha surpresa foi grande, ela levantou se e me deu um beijo depois me apresentou a amiga.

Conversamos um pouco e disse que estava indo ao cinema e fiz o convite, ela me disse só se eu fosse levá-la em casa após o cine.

Como dizer não, pois eu estava tão feliz em reencontrá-la, sei que sua colega não quis ir ao cinema com a gente, ela disse que ira encontrar com seu namorado.

Foi uma das melhores passagens de minha vida aquele sábado, encontrei com a moça do trem e ainda iria assistir ao filme, como me senti feliz.

Durante o filme sei que nem prestei muito atenção no filme, somente anos depois é que foi assistir novamente na televisão foi então que entendi a história do filme.

Naquele dia praticamente estava somente encantado com o reencontro e nem liguei para o filme, não sei se com a moça do trem acontecia o mesmo, sei que ali travamos uma luta de beijos e caricias e neste dia então partimos dali para um hotel bem no centro da cidade e foi onde fiz minha melhor relação sexual ate hoje.

Fui levá-la em casa depois e com isso continuamos a nos encontrar sempre e passado mais de seis encontros foi que perguntei o nome da moça do trem e descobri que ela se chamava Mariane e também ela ficou sabendo do meu nome, foram grandes risadas, já estávamos praticamente sendo namorados e foi naquele encontro que nos apresentamos de verdade.

Antes não tivéssemos nos apresentados um para o outro, mais três encontros e em um sábado fui buscá-la e não mais encontrei, tinha se mudado e ninguém me soube dar noticias.

Mariane a moça do trem sumiu e eu voltei para minha vida de sempre, então comecei a ir a salão de forro ali mesmo no Brás e em outros,

Do Brás fui para a Mooca trabalhar e residir em um quarto de porão, sete meses se passou e em um sábado fui para o Som Brasil dançar e assistir o cantor Barros de Alencar.

Neste dia vi uma moça sentada em uma cadeira bem  próximo ao palco, mas como a claridade do ambiente era fraca não dei por conta que era a Mariane a moça do trem e nem percebi que ela estava grávida.

Eu e meu companheiro estávamos sentados em uma mesa bem no fundo do salão, pois ele dizia que se ficássemos no fundinho do salão era melhor para ficarmos com as garotas.

Aquele sábado estava difícil ate às duas e meia da madrugada eu ainda não tinha conseguido ninguém para ficar ou mesmo sentar a mesa conosco.

As três já para terminar o baile eu resolvi ir ao banheiro e como tinha que passar perto ao palco ia então dar d encontro com a moça do trem, minha surpresa era mesmo Mariani e ainda grávida, cumprimentei-a.

Ia saído, quando ela me disse você não me conhece mais, bem o que poderia dizer, vi você sentada com seus amigos e achei que esta casada por isso eu não cheguei.

Mandou me sentar, dizendo que queria falar comigo.

Sentei-me e perguntei você casou?

Não! E é por isso que quero falar com você.

Eu estava um pouco chumbado e não estava entendendo o que ela falava, alem do mais o som estava muito alto.

Sei que ela me disse que não tinha casado e estava grávida de mim.

Achei aquilo uma coisa maluca na hora, estando tonto, nem liguei para o que disse, e ela me disse uma única coisa se você não quer não vai ter, levantou se, saindo, e eu voltei para minha mesa.

Fiquei em São Paulo por mais dois anos, continuei juntando a grana que pretendia trazer para minha terra quando voltasse.

No dia vinte e seis de setembro de mil novecentos e setenta e nove, sai do trabalho e fui ao largo da vila Prudente sacar minha poupança para que na segunda bem pela manhã eu voltasse para minha terra natal.

Depois de cinco anos trabalhando como burro de olaria, agora iria voltar e tentar montar o de meu.

Retirei o dinheiro do caixa e fui um pouco mais feliz para o porão onde morava como ia viajar na segunda pela manhã já tinha comunicado com o senhor dono do quarto que era até no domingo que iria ficar ali.

Como que para uma despedida da capital, sábado fui comprar alguns presentes para trazer, então deixei o restante do dinheiro na mala já pronta para viagem.

Comprei o que tinha de comprar e deixei um restinho de dinheiro no bolso, chegando a casa foi minha tristeza, entraram lá e arrebentaram minha mala e levaram todos meus cinco anos de trabalho e suor.

Ainda mais triste fiquei, mas como havia prometido a mim mesmo que não mais iria ficar ali em São Paulo na segunda parti para minha terra.

E desde então estou até hoje, mas sempre me lembro de tudo que aconteceu, fico imaginando se não seria melhor eu ter assumido a criança daquela barriga da única mulher que amei.

Depois dos fatos acontecidos nunca mais dei sorte na vida, estou agora com uma idade já avançada e nem mesmo uma casa pra terminar meus fins de dias tenho.

E como gostaria de saber a verdade, se aquela criança que estava para nascer era meu mesmo, como fui infeliz depois daquele sábado, que Mariani a moça do trem me disse que ia ser pai e não arquei com a responsabilidade de um homem.

Naquele tempo não tinha DNA, mas poderia ao menos acreditar naquela mulher que fui minha única paixão, meu único amor.

Era muito jovem por isso acho que não quis arcar com o que me foi dito, ainda mais que estava bêbado como gambá, porque não tentei procurá-la no outro dia, minha felicidade ficou dentro daquele clube.

Minha vida poderia ter mudado tomado outro rumo, mas por Deus eu não quis ferir ninguém em toda minha vida, agora sei, em toda minha vida creio que fui uma bagaceira, fui o verdadeiro fracasso.

Pego minha imagem de jovem em meus pensamentos e faz com que eu me sinta o pior dos homens.

Como queria que o passado voltasse para que eu tomasse outro sentido na vida e não mais viver com este sentimento de culpa, culpa que me faz tanto sofrer. 





























  

14 novembro 2011

não tardia




Não tardia.  

 Fico muito preocupado com o que vejo e sinto, mas nada posso fazer, a não ser  estar com nosso Deus invocando-o  para todos; pois escrito esta e não a nada neste mundo que vai conseguir mudar a lei estabilizada.
Carrego um peso danado nas costa, quando vejo o que vem e não vai demorar muito, caso queira mudar ainda há tempo, o tempo é curto, mas tudo pode e tudo depende de cada um.
Escrito ficou que não muito longe o homem alto se destruiria e neste tempo para sua enganação viriam grandes homens dizendo que o senhor Deus com seu filho ali em suas congregações estariam.
Com isso os olhos dos homens se tampariam de uma camada de neblina que não deixaria os enxergar o que não esta longe de acontecer.
Mas os fieis mesmos sendo perturbados e debatidos pelos que diz serem sábios vindos da parte do senhor, não vam se afastar de forma nenhuma do criador, irão sim ter um pouco de receio e poderão até pensarem que Deus os abandonou.
E com isso freqüentarão um e outro lugar buscando o Deus vivo, mas Deus e seu espírito Santo esta dentro de cada um com isso se fizerem o bom, não necessitarão correr atrás do que não foi permitido ver por nenhum ser humano antes do tempo determinado.
Nem mesmo os homens de Deus da época não viram sua forma física, somente sua luz e pelo que escrito esta ouviram o som de sua voz.
Não vão onde caiem com sopros e pano passado em vossos corpos, pois o senhor disse que não tombassem com o sopro dado por ele, o sopro que dará sem que percebam de onde vem e sem vê-lo.
O próprio Cristo Rei dos Reis, fez por completo uma destruição onde falava a palavra santa de Deus, pois ali vendiam de tudo.
Fiquem em vossos espíritos e não busquem loucuras sem saber de onde chega; o que não é visto não é cobiçado, portanto sigam firmes em pensamentos e esperança e não caiam com palavras de homens.
Imaginem se Deus no tempo de seus homens do passado tivesse dado poder para eles descobrirem o que temos agora, como a gravação de sons e a imagem, queria ver se ficariam iludindo a todos com palavras e praticando assalto sem armas em vossas coligações.
O que recebe de clemência deve ser dado de graça, se tens o dom divino de pregar veja o caminho que esta seguindo, abre as portas de seu coração e de o amor sem nada querer em troca, fale de Deus até mesmo debaixo de uma paineira.
 Mas não leve os fieis de Deus a loucura, fazendo os caírem por terras com cânticos e sons altos, pois Deus é manso como anho, o próprio Deus disse não tombem com meu chegar e não balancem para a esquerda e nem para a direita.
Bendito seja o homem que não se embaraça com as palavras de outros homens.
O demônio tem poder para ser como um cordeiro, pois a ele foi dado o prumado de ser assim ate a previdência.
Goste que gostar, mas busquem Deus e Cristo dentro do teu coração, assim o milagre vem a ti e não precisará ser tocado por bobó, veja o milagre em que Deus estivera ali presente, um ônibus cai em uma ribanceira com cinquenta e um passageiro, somente a senhora de setenta anos se salva eis o milagre ali praticado por Deus.
Pois para Deus ainda não era hora da senhora partir, por isso ele fez o milagre e foi instantaneamente porque o ônibus tostou como eucalipto seco, cinza o que restou.
Esteja como estiver, seja o que for, mas ame, pratique o bem, não de o resto, parte o que tens, somente diga eu quero o milagre, porque vou mudar e mude.
E tudo de melhor chega a ti, pode ter certeza, tudo surge no período perfeito, que não tardia.  












13 novembro 2011

Falando a Campesina

Falando a Campesina
Não sei como nossas duplas sertanejas de hoje não tem vergonha em dizer que são sertanejos.
Eu penso que estes meninos e meninas nem sabem o que quer dizer caipiras ou sertanejo; caipira ou sertanejo saíram do mato e com os matutos, marimbondos-caboclos de calos nas mãos fizeram duetos com seus instrumentos de cordas, cantando com todo jeito e pronuncia de campesinos.
Uma vergonha para nós que ainda estamos aqui dentro da campina e ainda com nossos costumes e dizeres.
Mas sei também que partiram para este lado para ganhar soma de cobres para satisfazerem seus desejos da louca vida de cidade.
Não deixaram o suor de sangue falar mais alto, estão agora com seus suores de ilusão de estar em primeiro lugar nas paradas e ter sempre a mídia a seus pés.
O campesino não evidenciava isto, eles, os que são verdadeiros do mato catavam alegria de um sorriso dentro dos olhos de seus ouvintes.
Ali naquelas vozes campineiras existia um som vindo do peito impulsionado pelo coração que batia com o sangue da compostura.
 Só de exemplo, ouçam o cantar de Zico Dias e Ferrinho, Laureano e Soares, Mandi e Sorocabinha e Mariano e Caçula.
Estes foram as primeiras duplas a cantar principalmente as chamadas modas de viola,   principalmente ligada à realidade caipira  ou então ouçam Zé carreiro e carreirinho, Zé do Rancho Zé do Pinho, Tonico e Tinoco, Craveiro e cravinho  ou mesmo o duo irmãs Castros e Cascatinha e Inhana e muito mais.
Sintam dentro da alma se o rural é ou não é por aí e não a ganha lucro de hoje em dia e aonde esta a goela?
Um caipira ou sertanejo tem por obrigação e dever ser mesmo campestre, a musica sertaneja veio do campo e não é com qualquer aumento de instrumentos ou ajuda de aparelhagem para dar efeito na voz que se pode dizer que é um cantor rural.
O cantador roceiro tem que ter alma, espírito, peito,   coração e garganta sem apagar uma vela encostada em seus beiços.
E ponto o resto é e é e mais nada que é. 

11 novembro 2011

Na felicidade de viver



Na felicidade de viver.
Eu estava indo pescar em uma fazenda de minas gerais, para ter um pouquinho de descanso, pois esta vida que levamos nos aflige muito e nos causa cansaço.
É corre aqui corre ali em busca de vida melhor, tudo isso para termos uma casa, um carro bom, até mesmo um final de semana com os amigos tomando uma cervejinha.
Para se ter isso, temos que batalhar, tem que ter um bom emprego para ganhar - mos dinheiro e com o dinheiro fazer os nossos desejos se realizar.
Mas estava tão estressado, que aproveitei as férias e fui para o interior dar uma descansada, a convite de um amigo de trabalho.
Pois o pai dele mora na fazenda de um tal Douglas. Chegamos à fazenda santa cruz no estado de minas na sexta feira, sendo que meu ideal era permanecer ali até a segunda-feira que era feriado e com isso eu teria quatro dias de descanso.
Minha cabeça estava pesada como se tivesse uma prensa de arrebite comprimindo-a, e como doía, uma dor sem para, mas estava ali na fazenda e não era essa dorzinha que ía atrapalhar meu descanso.
No sábado bem na parte da manhã peguei uma vara de anzol e fui para lagoa pescar um pouco, me lembro que arranquei as minhocas bem no fundo da casa do pai de meu amigo, coloquei em uma cabaça e sai.
Até me esqueci que tinha uma dor de cabeça, talvez  fosse a dor fosse de ficar pensando no trabalho, no ganhar dinheiro, no satisfazer minhas vontades, ali eu tinha um minuto de sossego e iria aproveitar o máximo possível.
Saindo rumo à lagoa, tinha que atravessar uma pinguela e de onde avistava uma matinha, com trilhos por toda ela, e por esta matinha eu tinha que passar para chegar à lagoa.
Ao descer da pinguela já caminhando no trilho que adentrava a matinha, escutei um tossido, como se fosse uma raspagem de garganta, na hora fiquei achando esquisito aquilo, pois era cedo e quem poderia estar ali.
 Continuei adentrando a matinha, quando dirrepentemente um dito-cujo estava a minha frente, um senhor de uns setenta anos mais ou menos, este senhor tinha um ar de vida de sofrimento, suas mãos eram grossas, como grosa e toda cheia de calos, o rosto marcado pelo tempo e estava de chapéu de palha.
Então o cumprimentei e o mesmo ele o fez, um bom dia, assim disse, ainda perguntei, descansando um pouco.
A, sim, aqui é bom para estar com Deus e ter um tempinho junto com ele.
Fiquei sem saber o que dizer aquele senhor, mas ele mesmo continuou com as palavras que me fizera esquecer até que estava indo a lagoa pescar.
Aqui meu jovem eu tenho tempo para enxergar nosso criador Deus e conversar com ele, falando de filho para pai, tanto pedindo como agradecendo, aqui sei que ele esta de fato.
Pois aqui o sinto em toda parte, nas folhas, nas flores, no vento que as batem, no brilhar do sol por entre a macega de galhos com suas folhas, sinto-o no Gao de areia que veio trazido pelas enxurradas.
Aqui meu jovem, falo com meu Pai Criador o quanto o amo, quanto sinto bem em tê-lo como meu único senhor e que me permite viver, mesmo que tenha que passar por atritos dentro de minha vida.
Eu queria dizer alguma coisa, mas não saia de minha boca, fiquei somente escutando aquele senhor já com muito cansaço devida, até agachei sentando em minhas pernas, tirando um cigarro acendendo-o.
Ele também acendeu um cigarro de palha e como estava cheiroso, continuou falando.
Meu jovem a vida é curta para não perceber que é boa e para vivê-la não precisa muito, somente o suficiente para o dia de cada dia, amanhã o deixa, até minha idade de quarenta anos briguei com a vida, lutando com ela para ser feliz.
Sabe meu jovem, felicidade é somente viver, o resto é planejamento do pensamento que diz que tem felicidade tendo isto ou aquilo.
Felicidade já vem com o nascer de cada um de nós, somente temos que aceitar como viemos assim o tempo de vida nos faz felizes a cada dia que amanhece.
    Eu estava tão emaciando com o dizer daquele senhor que ate me esqueci da hora e ele continuava.
 Você meu jovem esta vendo aquelas lindas aves voando dentro desse mato não é a perfeição de Deus e aquelas abelhas arrancado açúcar das flores, isso sim é ver e sentir a presença do nosso Deus aqui.
Olha e veja por dentro de você mesmo se Deus esta ou não está aqui, e como ele é grandioso com o poder que tem, mas nem todos percebem isso, ficam no corre e corre em busca de felicidade que não existe.
    Eu sei meu jovem que você deve de estar procurando felicidade em lugares que ela não se encontra, pois quer isso e ao mesmo tempo muda de idéia e quer aquilo, a única felicidade é agradecer vida que tem e o resto vem há seu tempo.
Eu não contive e perguntei aquele senhor, mas e as pessoas que sofrem com sofrimentos de doenças e ferimentos corporais; não podem ser felizes.
Todos podem e devem ser felizes, há pessoas que vem com algum tipo de enfermidade para purificar o espírito existente no corpo, estes também têm que aceitar a vida e procurar ser felizes por dentro e ao mesmo tempo vem conforme a vontade de Deus, somente aguardar nada mais que isso.
Se Deus lhe der um sofrimento seja qual for não é porque ele é mal, mas é para seu proveito e ensino.
Retruquei, dizendo a, mas dizem que sofrimento é coisa do demônio.
O demônio é cada um é o próprio ser vivente, saiba que se você for digno e não se comprometer com coisa imundas, satanás jamais apossara de seu corpo e espírito.
Então meu jovem ser feliz é estar com vontade de Deus e não deixar nada do mundo e nem de palavras adentrar você, digo, pois se for fiel e não ficar buscando loucuras para sua vida a felicidade existe dentro de você.
Olha e veja com seus olhos meu rapaz os pássaros vivem cantando e nem se preocupa com alimentos, mas eles também têm que trabalhar e trabalham muito para que seus ninhos fiquem aperfeiçoados e bonitos, assim seus filhotes não citam frio, ate ganhar o vôo.
Eles trabalham, mas somente o suficiênte para o tempo de precisão e nem pensam no ninho futuro, assim meu jovem é nossa vida façamos o ninho de hoje e não nos preocupemos se vai ter que fazer outro, ano que vem.
De dentro daquele matinho voltei para a casa do pai de meu amigo e nem fui pescar, falei com um e com outro soube o homem de aparência de vida passada e ninguém disse que o conhecia.
Na fazenda fiquei até no domingo à tarde, terça-feira voltei para minha luta diária, mas com uma aprendizagem que não devo ficar como bicho de carniça, lutando para ter uma vaga mais fácil para alimentar-me, a única coisa que fiquei um pouco preocupado foi que ninguém soube me dizer quem era aquele senhor.
Mesmo assim agradeço pelo o ensino que me passou, pois aquele senhor me deu o mais importante da vida; a felicidade, e minha felicidade agora se deparam, na felicidade de viver.